Com habilidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva eliminou os principais opositores da esquerda à sua reeleição à presidência da Republica: Guilherme Boulos e Fernando Haddad. O primeiro era tido como virtual candidato, mas Lula o convenceu a participar do seu governo como ministro da Secretaria Geral da Presidência da República e Fernando Haddad será candidato a governador de São Paulo.
Com isso, Lula não terá candidato de esquerda à sua sucessão. Será ele mesmo. E há uma razão: Lula não se preocupou em construir uma liderança forte dentro do PT e demais legendas que apoiam o seu governo. Não queria ser incomodado. Está solto agora.
Com Boulos e Haddad fora da disputa presidencial, Lula será candidato único a sua reeleição, concorrendo com os demais candidatos da direita.
É possível que para a eleição de 2030, Lula, reeleito, trabalhe para construir uma nova liderança. Em política, tudo é possível.