30 de maio de 2026

BH, uma cidade suja

 Quando prefeito de Fortaleza, Ciro Gomes, bem cedo e em seu veículo particular, percorria a cidade a fim de conhecer os seus problemas. Depois se reunia com seus subordinados para conferir as suas informações. Nem sempre, a resposta era positiva. Mas a cidade estava limpa e com poucos problemas.

Prefeito de Belo Horizonte, Osvaldo Pieruccetti não tinha o mesmo hábito, mas contratou pessoas de confiança para conhecer melhor os problemas da cidade. Se em alguma praça a torneira estava aberta com desperdício de água o servidor contratado resolvia o problema. 

Foi assim no passado, bem longe. O vereador não era remunerado. Trabalhava por idealismo e pelo seu bairro. O problema é que a cidade cresceu, aumentando assim as suas dificuldades.

Mas é preciso que o atual  prefeito siga o exemplo de Ciro Gomes e Osvaldo Pieruccetti. Não fique preso em seu gabinete. É possível que a publicidade seja maior do que a própria obra.

O fato é que BH é uma cidade muita suja e não poderia ter o nome agora de Belo Horizonte.

29 de maio de 2026

PT e a candidatura própria

 Se prevalecer a proposta de candidatura própria, o PT só tem um nome como candidato ao governo de Minas:a ex-prefeita de Contagem, Marilia Campos. Só que ela prefere disputar o Senado. Deixou a prefeitura de Contagem com esse objetivo.

A outra opção, fora do PT, seria o ex-prefeito de Belo Horizonte, Elias Kalil, filiado ao PDT. Ele já declarou que é candidato, mas tem problemas com o presidente Lula. Ambos não se entendem.

Não existe outro nome capaz de sensibilizar o eleitorado mineiro. Lula até que tentou com o senador Rodrigo Pacheco, mas ele recusou.

O que anima um pouco o PT é a fragilidade dos candidatos da direita. O   indicado pelo governador Romeu zema, Matheus Simões , ainda não decolou, e o que está na frente ,nas pesquisas, Cleitinho, ainda não assumiu a condição de candidato.

Minas, na realidade, ainda não tem candidato que possa empolgar o eleitorado. 

28 de maio de 2026

MG é problema para Lula e seus adversários

 Com a recusa do senador Rodrigo Pacheco de disputar o governo de Minas, o PT tem problema para indicar o seu candidato ao governo do Estado no segundo maior colégio eleitoral do País.

Os candidatos da direita não chegam a empolgar o eleitorado. O espaço esta vago para os aventureiros, o que não é bom para Minas Gerais.

Lula queria Pacheco concorrendo ao governo do Estado para ter um palanque eleitoral, mas preteriu  o senador mineiro ao cargo de ministro do STF para indicar o Jorge Messias, que não conseguiu aprovação do Senado.

Contribuiu pela sua derrota  o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é amigo de Pacheco e queria que ele fosse o indicado.

A direita joga com o atual governador, Matheus Simões, que foi indicado pelo ex-governador Romeu Zema. Mas ele ainda não decolou.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, é também candidato do PDT e pode ser uma solução para o PT.

O fato é que Minas ainda não tem um candidato consensual. Até o senador Cleitinho, que está na frente nas pesquisas, ainda não assumiu a condição de candidato ao governo de Minas. Seu nome verdadeiro: Cleiton Gontijo Azevedo. O mais é especulação.

23 de maio de 2026

Justiça italiana deixa mal o STF

 Ao negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil, a justiça italiana deixa mal o STF   que a condenou a 10 anos de prisão.

A justificativa é de que a condenação foi desproporcional e as provas foram fracas. Resultado; a ex-deputada está livre e fora da prisão.

A decisão da justiça italiana poderá ter reflexos na sucessão presidencial brasileira. Ninguém tem duvida disso. E como ficam os demais condenados pelo STF? 

O Congresso Nacional aprovou um projeto, transformado em lei, diminuindo a pena dos condenados, mas o STF entende que a lei é inconstitucional.

A relação Flávio-Vorcaro coloca também o candidato Flávio Bolsonaro em situação complicada.

A pesquisa Datafolha mostra o filho do ex-presidente Bolsonaro em queda. No segundo turno perderia para o candidato Lula, 47 a 43. No primeiro turno a diferença seria maior: 9%.

Mas é bom lembrar que Datafolha fez uma outra pesquisa em que a avaliação do governo é ruim.:38%. Apenas 32% consideram o governo bom.

Por aí se vê que a sucessão presidencial ainda está indefinida, embora a decisão final e política  sobre a extradição da ex-deputada vai defender do governo italiano..


19 de maio de 2026

O peso da lealdade de Pacheco

Pesou  na decisão de Rodrigo Pacheco a subordinação de lealdade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendeu o senador mineiro como candidato ao Supremo Tribunal Federal. Lula preferiu indicar o Advogado Geral da União, Jorge Messias, que não conseguiu aprovação do Senado, e insistiu com Pacheco  como candidato ao governo de Minas. 

Rodrigo Pacheco foi eleito senador por Minas Gerais com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi eleito presidente do Senado, também com o aval do ex-presidente.

Lula apoiou a reeleição de Pacheco como presidente do Senado e o preteriu como candidato ao STF, indicado o Advogado Geral da União, que foi derrotado.  Lula e Alcolumbre se estranharam para não dizer: romperam.

Mas não fica só nisso. Rodrigo Pacheco tem dúvidas quanto ao posicionamento do eleitorado conservador que o elegeu senador. Não sabe também qual será o comportamento eleitoral do PT de Minas Gerais, que advoga também o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte como candidato.

Resta saber se Lula vai continuar insistindo com o nome do senador Rodrigo Pacheco como candidato ao governo de Minas. O presidente nacional do PT, Edinho Silva,  anunciou que o senador Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo de MG,

A opção agora é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ou a ex-prefeita de Contagem, Marilia Campos, que prefere disputar o Senado


18 de maio de 2026

Candidatos sem palanque em MG

 Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (reeleição) e o senador Flávio Bolsonaro ainda não têm palanque eleitoral em Minas Gerais.

Lula tenta com  Rodrigo Pacheco como candidato a governador, mas o senador mineiro está disposto a   não aceitar.

Já o senador Flávio Bolsonaro enfrenta a direita dividida no Estado. Minas, como se sabe, é o segundo maior eleitorado do Pais.

Lula vai continuar insistindo com Pacheco. Mas o padrinho do senador mineiro, Davi Alcolumbre, trabalha para que ele seja indicado a  ministro do Tribunal de Contas da União.

Se Pacheco não for candidato, o PT  pode indicar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.  Mas é bom lembrar que não é bom o relacionamento entre Lula e Kalil.

Já o senador Flávio Bolsonaro vai continuar trabalhando pela unidade da direita, mas sabe que não será fácíl por causa da posição contraria do ex-governador Romeu Zema.

Minas, que pode decidir a eleição, ainda não sabe em quem vai apoiar.

16 de maio de 2026

CPI do Banco Master

 Se for instituida a CPI do Banco Master, ninguém vai escapar. Tem muita gente importante envolvida, da direita e da esquerda, sem se falar em Flávio Bolsonaro e Lulinha.No caso do filho do presidente Lula, a enroscada é com os aposentados do INSS.

A tendência é não apurar nada. Deixar como está.  É possível até que a CPI não seja criada. A investigação até agora apurou pouco. O debate é mais político em época de eleição.

Mas haverá um perdedor, que é a democracia. O eleitor está perplexo diante desse cenário de incerteza. O Pais, realmente está sem rumo ´por falta de uma liderança política forte. Não há o que dizer mais.

13 de maio de 2026

A subordinação de Rodrigo Pacheco

 A possível subordinação de lealdade de Rodrigo Pacheco ao presidente do Senado Davi Alcolumbre é sintoma de que o senador mineiro não será candidato ao governador de Minas, conforme desejava o presidente Lula?

Na posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, o presidente Lula e Alcolumbre ficaram lado a lado, mudos, não fizeram qualquer gesto para cumprimentos, nem conversaram. Estariam rompidos? É possível, embora, em política, tudo  depende de acertos.

O que se sabe é que o presidente do Senado articula o nome de Rodrigo Pacheco para ministro do Tribunal de Contas da União.

Já a cúpula do PT fala em Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, como candidato ao governo de Minas. Kalil já anunciou que vai para a disputa pelo PDT. Ainda assim, o governo do presidente Lula tem esperança de Rodrigo Pacheco disputar o governo de Minas para ter um palanque eleitoral no Estado.

Os candidatos da direita, por sua vez, estão em conversações, mas sem qualquer definição. 





9 de maio de 2026

A corrupção terá predominância

 Infelizmente, a corrupção vai sobrepor ao programa de governo na campanha eleitoral dos candidatos à presidência da República e de governadores. Só se fala em desvio de dinheiro, crime organizado, violência, falta de segurança e muita mais, deixando o eleitor perplexo.

As pessoas não se entendem mais, até mesmo entre familiares. A tendência é piorar ainda mais, como resultado da polarização que existe hoje entre oposição e governo. 

Eu costumo dizer, como jornalista, que a boa notícia é a má noticia. É a que provoca maior impacto entre as pessoas. Se você é atropelado, a noticia veiculada é boa. Mas se nada aconteceu, a notícia deixa de existir.

O clima  é de pessimismo em relação as próximas eleições, a não ser que os candidatos pensem mais no cidadão e passem a trabalhar em benefício do Pais. Ainda bem que o eleitor hoje está mais consciente e sabe o que quer.

4 de maio de 2026

Fim de governo sem cafezinho

 O ex-governador Israel Pinheiro costumava dizer  que em fim de governo nem o garçon aparece para servir o cafezinho. Quer ficar longe. Está pensando quem será o próximo.

Não é o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é candidato à reeleição. Pode continuar no Poder se for vitorioso nas próximas eleições., mas sofreu uma grande derrota com a indicação do Advogado Geral da União para ministro do STF.

Neste momento, está em queda nas pesquisas de popularidade e  em dificuldade para indicar candidatos ao governo nos Estados. Em Minas esta neste momento sem palanque eleitoral. 

O PT precisa formar novas aliança para continuar no Poder. Conta apenas com o PSOL, PDT, PSB. É muito pouco para quem deseja continuar no  governo.

Lula pecou não trabalhando para construir uma nova liderança política nacional. É só ele. Não existe outro nome capaz de sensibilizar o eleitorado brasileiro. Está colhendo o que plantou, porque o Poder também desgasta.

 Pode ser que ele ainda ´saia vitorioso. Mas vai ser muito dífícil. Fim do governo até o garçon não aparece para servir o cafezinho, conforme dizia o ex-governador Israel Pinheiro.