22 de fevereiro de 2021

Banalizando as críticas

 Estão banalizando as críticas. O que se houve nas televisões e rádios são críticas ao governo, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Os jornais, em sua maioria, estão nesta mesma  linha.

Com isso, as notícias, de um modo geral,   vão perdendo a credibilidade.  A denuncia já não provoca mais impacto perante a opinião pública. O pessimismo vai ganhando força e  País vai caminhando para o caos.

O governo está sem força para combater a crise sanitária. O Congresso Nacional está cabisbaixo ao referendar a decisão do STF que determinou a prisão do deputado Daniel Silveira.

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, extrapola em algumas de suas decisões, invadindo atribuições de outros Poderes.

E como se comporta o povo brasileiro? Está sem rumo, porque, gradativamente, não acredita muito nas noticias veiculadas por uma parte da grande mídia. As notícias, com críticas e denuncias, vão perdendo força. Estão banalizadas. Infelizmente.


19 de fevereiro de 2021

Desequilíbrio entre os Poderes

 O Supremo Tribunal Federal se fortalece com a decisão da Câmara dos Deputados de manter preso o parlamentar Daniel Silveira. As consequências, no entanto, são imprevisíveis sobre o que poderá ocorrer daqui para frente.

Alguns juristas acham que o STF exagerou na dose, mantendo, por unanimidade, a prisão do parlamentar.  O Legislativo, por sua vez, sai enfraquecido.

Resta saber o que pensa a opinião pública. Ninguém tem dúvida de que a maioria condena o video do parlamentar pedindo o fechamento do STF e defendendo a volta do AI-5. Mas decidir pela prisão com base na Lei de Segurança Nacional, da época da ditadura, provavelmente, não terá o respaldo do povo brasileiro.

O que está faltando é serenidade na hora de decidir, principalmente por parte de alguns ministros do STF.E nesse cenário de radicalização, temos recebido vídeos  alimentando ainda mais a crise entre os Poderes. Um deles diz: criticar Bolsonaro pode, mas criticar o STF dá cadeia.

Por aí se vê que a crise não tem hora para terminar, a prevalecer a radicalização entre os integrantes  dos Três Poderes. Está faltando um bombeiro para apagar o incêndio. O que não pode acontecer é o desequilibro entre o Executivo, Legislativo e o Judiciário.

Ao aprovar por 364 a 130 votos o relatório da deputada Magda Mofatto, mantendo a prisão do deputado Saniel Silveira, a Câmara dos Deputados, através de uma comissão especial, pretende adotar medidas que possam evitar a interferência de outros Poderes no Legislativo.

O deputado Daniel Silveira, em sua defesa, se desculpou dos excessos cometidos, mas disse que a sua prisão era ilegal. O seu advogado, Maurizio Spínelli, considerou também a prisão ilegal, mas a Câmara dos Deputados manteve a sua prisão. Houve manifestações de alguns parlamentares a favor e contra Daniel Silveira.

A decisão da Câmara dos Deputados se refere à legalidade  da prisão e não a  de julgamento do parlamentar.

Na área do |Legislativo, o deputado Daniel Silveira será julgado agora pelo Conselho de Ética, que poderá pedir a cassação do seu mandato ou suspender o seu mandato. 

16 de fevereiro de 2021

Problema de Bolsonaro agora é o STF

A eleição de Arthur Lira para presidente da Câmara dos Deputados e a aprovação tranquila do projeto que dá  autonomia ao Banco Central mostram claramente que o presidente Jair Bolsonaro está mais tranquilo no seu relacionamento com o Congresso Nacional. Ainda tem como um aliado o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

O problema agora do presidente Jair Bolsonaro é o Supremo Tribunal Federal. Dos 11 ministros, sete foram nomeados pelos governos do PT, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os quatros restantes foram indicados pelos governos de Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Michel Teme e Jair Bolsonaro.

O ministro Ricardo Lewandowski, nomeado pelo governo de Lula, não está dando tréguas ao governo através do ministro da Saúde. Outro que tem criado problemas para o governo é Alexandre Moraes, indicado pelo governo de Michel Temer.

Tem votado também contra o governo o ministro Gilmar Mendes, que foi nomeado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.

Edson Fachin, nomeado por Dilma Rousseff, já comecou a criar problemas para o governo. Os demais ministros pouco aparecem na grande mídia.São eles :Luiz Roberto Barroso,, Rosa Weber e Luiz Fux, nomeados pelo governo de Dilma Rousseff, e Dias Tiffiku e Carmen Lucia, pelo governo Lula; Marco Aurélio Melo, pelo governo de Fernando Collor. Ele está próximo de uma aposentadoria compulsória.

Kassio Nunes Marques foi o único nomeado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

15 de fevereiro de 2021

Rodrigo Maia se isolou

 A grande força política de Rodrigo Maia era o Poder na condição de presidente da Câmara dos Deputados. Manobrava o Regimento Interno, impedindo, em alguns casos, a inclusão de projetos de interesse do governo  na pauta para votação.

Depois de ser derrotado com o seu candidato Baleia Rossi à presidência da Câmara para o deputado Arthur Lira, Rodrigo Maia perdeu força política e se isolou. Ainda não decidiu para qual partido irá.

Já declarou que não fica no DEM e vai para um partido de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. No DEM, que era a sua base de sustentação política ,está realmente isolado. Não teve nem o apoio da bancada para eleger o seu candidato. São poucos os parlamentares que confiam nele.

Na oposição, são poucos os parlamentares que ainda acreditam no poder de força do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Não é a sua base.

Ele ainda aparece numa parte da grande mídia, que é contrária ao governo. E é  só. O seu principal aliado hoje é o governador de São Paulo, João Doria, que já não tem mais o controle nacional do PSDB. Vai ficar apenas no varejo e sem força política..

10 de fevereiro de 2021

O vice é um conspirador permanente

 Já foi dito neste espaço, no dia 30 de abril de 2019, que o vice é um conspirador permanente para derrubar o titular do cargo e assumir o governo. Mas há exceção.

Marco Maciel, como vice do então presidente Fernando Henrique Cardoso, jamais conspirou. Foi leal a FHC. José de Alencar, como vice de Lula, também se comportou corretamente.

Itamar Franco, como vice de Fernando Collor, contribuiu pelo afastamento do titular do cargo e acabou assumindo a presidência da República.

João Figueiredo teve problemas com o seu vice Aureliano Chaves. O caso mais recente ocorreu no governo de Dilma Rousseff. O seu vice, Michel Temer, trabalhou nos bastidores pelo afastamento da presidente e acabou assumindo a presidência da Republica.

Poderiamos citar outros casos, principalmente no âmbito do Estado e dos municípios brasileiros.

Mas o que está agora chamando atenção é o vice do presidente Jair Bolsonaro, general Halmilcar Mourão. Está atritado com o presidente. Nem foi convidado para participar de uma reunião ministerial.

Seria mais um conspirador para derrubar o presidente? Sinceramente, não acreditamos. Mourão, em alguns casos, tem sido até um defensor de Jair Bolsonaro.

Mas é bom lembrar que o Pais está cheio de exemplos em que o vice aparece como conspirador para derrubar o titular do cargo, principalmente na área municipal.

Governador Doria se isola no PSDB

 O PSDB sempre foi forte em São Paulo, com Fernando Henrique Cardoso presidente da República e com Geraldo Alckmin governador. Nos demais Estados o partido era fraco. Minas não tanto por causa da eleição de Aécio Neves para governador do Estado.

Em São Paulo, o PSDB continua forte. Ganhou a última eleição com Bruno Covas para prefeito e ainda tem como governador João Doria.

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, no entanto,  mostrou claramente que os tucanos estão divididos. O governador João Doria investiu na eleição do peemedebista Baleia Rossi para derrotar o candidato do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Lira, líder do Centrão. Não teve êxito e atribui a sua derrota a uma articulação do deputado Aécio Neves para eleger Arthur Lira.

Se julgando o dono do partido, Dória pediu a desfiliação de Aécio Neves do PSDB, cuja executiva nacional, anteriormente, já havia decidido pela permanência do parlamentar no partido. Houve reação à proposta do governador de São Paulo e nada mudou em relação a permanência ou não do parlamentar mineiro  no ninho do tucano.

O que se observa neste momento é o governador João Doria caminhando para o isolamento  dentro do PSDB, porque o partido só é forte em São Paulo. Nos demais Estados, principalmente em Minas e Rio Grande do Sul, o partido não dá carta branca para Dória disputar a presidência da Republica em 2022.

Ele queria ser o presidente da legenda, a partir de maio, para articular o seu nome como candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro. Mas falta-se apoio, até mesmo dentro da bancada na Câmara dos Deputados.

A crise no PSDB, provocada pelo governador de São Paulo,  enfraquece o partido e fortalece cada vez mais o presidente Jair Bolsonaro caso ele venha a disputar a reeleição em 2022.


9 de fevereiro de 2021

Maia, Caiado e ACM radicalizam

 Desgastado e sem poder, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, radicaliza com o ex-prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM, e com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Tudo por causa da eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados.

Rodrigo Maia perdeu a eleição com o seu candidato Baleia Rossi para o deputado Arthur Lira e atrIbui a derrota a traição do presidente do DEM.  O ex-prefeito de Salvador contesta e diz que Rodrigo Maia foi derrotado pelos seus próprios erros.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado fala em desequilíbrio do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Com esse radicalismo, Rodrigo Maia está de saida do DEM. Já recebeu convite do governador de São Paulo, João Doria, para ingressar no PSDB. Mas não terá vida tranquila nesse partido, porque a legenda está dividida, Um grande grupo de deputados voltou com Arthur Lira.

Rodrigo Maia, isolado no DEM, ainda não decidiu para qual partido irá. Mas declarou que vai para um partido de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

7 de fevereiro de 2021

Pacheco mexe com a sucessão mineira

A eleição de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado tem um  peso muito grande e mexe com a sucessão mineira em 2022. Ninguém tem dúvida disso. Só que o seu partido, o DEM, ainda não tem um candidato com densidade eleitoral em condições de ganhar a eleição.

Há quem diga que para garantir a sua eleição à presidência do  Senado, Rodrigo Pacheco teria feito um acordo com o prefeito  Alexandre Kalil, para obter o apoio dos senadores Antônio Anastasia  e Carlos Viana, que estão comprometidos com o prefeito de Belo Horizonte.

Pelo acordo, segundo se comenta na área política, Rodrigo Pacheco não disputaria o governo de Minas. Resta saber se ele apoiaria ou não Kalil ao governo do Estado.

Os dois senadores apoiaram a eleição de Rodrigo Pacheco e estiveram com o presidente do Senado na visita de cortesia ao prefeito Alexandre Kalil.

Um possível apoio de Rodrigo Pacheco ao prefeito Alexandre Kalil na disputa pelo governo de Minas pode ser um complicador para o senador mineiro, que  obteve o respaldo do presidente Jair Bolsonaro à presidência do Senado e agora apoiando um adversário de Bolsonaro, que é  o prefeito Alexandre Kalil.

Em política, tudo é possível. Mas não acreditamos na existência desse acordo

O governador Romeu Zema, por sua vez, um aliado do presidente Jair Bolsonaro, já anunciou que vai disputar a reeleição. O seu principal concorrente, provavelmente, será Alexandre Kalil.

Os demais partidos, como MDB, PSDB, PT, entre outros, possivelmente lançarão candidatos, alguns deles, mais para negociar. Mas ainda é cedo para uma melhor avaliação sobre a sucessão mineira de 2022.

5 de fevereiro de 2021

O futuro de Rodrigo Maia

 Qual será o futuro político do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia? Depois de ser derrotado com o seu candidato Baleia Rossi à presidência do Legislativo, tudo indica que ele não permanecerá no DEM.

Rodrigo Maia, segundo seus interlocutores, alega que foi traido pelo seu partido, o DEM, que não deu apoio ao seu candidato à presidência da Câmara dos Deputados.

Mas não é uma alegação correta. Ele, em nenhum momento, se reuniu com o seu partido para pedir apoio para o candidato Baleia Rossi. Por isso mesmo, foi abandonado pela legenda.

Com o objetivo de derrotar o candidato do governo, deputado Arthur Lira, Rodrigo Maia se aliou aos partidos de esquerda para eleger o peemedebista Baleia Lessa. Com esse posicionamento, Maia se afastou de sua base de sustentação política que o elegeu presidente da Câmara dos Deputados. 

Agora, isolado de sua base política, Rodrigo Maia já estaria à procura de um outro partido para filiar-se. Um deles, por incrível que pareça, é o PSL, que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Só que esse partido está dividido. O grupo majoritário faz hoje oposição ao governo. E é  esse mesmo grupo que acolheria Rodrigo Maia.

Sem a força do Poder, Rodrigo Maia ainda não anunciou qual vai ser o seu futuro político partidário.Mas pode anunciar na próxima semana. Provavelmente, vai deixar de ser notícia para uma grande parte da mídia.

4 de fevereiro de 2021

A pandemia está salvando Sampaoli

 Mais um vexame do Galo ao ser derrotado pelo Goiás. Em futebol, ganha-se uma partida pelo conjunto e muito raramente pela individualidade. No Atlético, o técnico argentino Jorge Sampaoli adota como estratégia a improvisação, além de aprontar uma gritaria à margem do campo. Não pode dar certo.

Não há, efetivamente, um equilíbrio entre a defesa e o ataque. O técnico prioriza o ataque, deixando a defesa muito vulnerável.

Outro grave erro do Sampaoli está na escalação. Não mantem o mesmo grupo em cada partida. Difícil, portanto, saber qual será a escalação do time. 

Emocionalmente, a equipe não vai bem por causa da gritaria do técnico à margem do campo. Essa gritaria coloca o jogador, emocionalmente, num estado de absoluta insegurança durante a partida.

Jorge Sampaoli, provavelmente, não seria mais o técnico do Atlético se o torcedor pudesse comparecer aos jogos. A pressão contra o técnico seria muito grande. Ele não resistiria e seria demitido. O que está salvando Sampaoli é a pandemia, por incrível que pareça, já que o torcedor está impedido de comparecer aos jogos para aplaudir ou protestar. O protesto contra o técnico seria muito grande.

2 de fevereiro de 2021

Bolsonaro mais aliviado no Congresso Nacional

 Por maioria absoluta de votos - 302 a 145 - o deputado Arthur Lira, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, derrotando o peemedebista Baleia Rossi, que foi uma indicação do ex-presidente Rodrigo Maia.

A eleição de Lira para a Câmara e Rodrigo Pacheco para o Senado afasta qualquer tentativa de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Outra consequência: as propostas do governo, como as reformas tributária e administrativa deverão avançar no Legislativo, aliviando um pouco o governo no Congresso Nacional.

O novo presidente da Câmara dos Deputados, em seu discurso, prometeu democratizar as decisões do Legislativo, sem qualquer discriminação partidária.

Um dos seus primeiros atos foi anular a votação para os demais cargos da Mesa Diretora por julgar ilegal a inscrição do PT no bloco de Baleia Rossi após o horário limite. O ex-presidente Rodrigo Maia havia determinado a inscrição do PT no bloco de Rossi.

O grande derrotado foi o ex-presidente Rodrigo Maia com o seu candidato Baleia Rossi. Ele peitou abertamente o Planalto e indicou o seu candidato sem ouvir o seu próprio partido, o DEM. Resultado: não teve o apoio do partido e ficou isolado. Em seu discurso de despedida se emocionou e chorou. Fim de um reinado melancólico.

1 de fevereiro de 2021

Minas se fortalece com Pacheco no comando do Senado

 Numa eleição tranquila, o senador mineiro Rodrigo Pacheco, do DEM, foi eleito presidente do Senado, tendo como concorrente a senadora Simone Tebet, do MDB. Ele, que teve o apoio de Davi Alcolumbre e do presidente Jair Bolsonaro, vai cumprir um mandato de dois anos.

Dos 77 senadores que votaram, Rodrigo Pacheco obteve 57 votos e Simone Tebet 21. Portanto, a eleição foi decidida no primeiro turno por maioria absoluta.

A  eleição  de Rodrigo Pacheco fortalece muito Minas no cenário político nacional e terá desdobramentos na sucessão do governador Romeu Zema em 2022, segundo admitem parlamentares mineiros.

A senadora Simone Tebet entrou enfraquecida na disputa depois que o seu partido, o MDB, abandonou a sua candidatura para apoiar Rodrigo Pacheco.

Em seu discurso, o novo presidente do Senado defendeu a pacificação da política nacional e prometeu independência em relação aos demais Poderes, com absoluta transparência. Falou sobre a importância da aprovação das propostas de interesse do Pais e disse que será um defensor da democracia.


24 de janeiro de 2021

O coronavírus está salvando Sampaoli

Como atleticano, vou dar uma cornetada sobre o Galo. Em futebol, ganha-se uma partida pelo conjunto e muito raramente pela individualidade. No Atlético, o técnico argentino Jorge Sampaoli adota como estratégia a improvisação, além de aprontar uma gritaria para motivar os  seus jogadores. Não pode dar certo.

Não há, efetivamente, um equilíbrio entre a defesa e o ataque. O técnico dá preferência ao ataque. Com isso, a defesa fica muito vulnerável.

Outro erro do Sampaoli está na escalação. Não mantem o mesmo grupo em cada partida. Dificil, portanto, saber qual será a escalação do time.

Emocionalmente, a equipe não vai bem, por causa da gritaria do técnico à margem do campo.Essa gritaria coloca o jogador, emocionalmente, num  estado de absoluta insegurança durante a partida.

Provavelmente, Jorge Sampaoli não seria mais o técnico do Atlético se o torcedor pudesse estar nas arquibancadas. A pressão contra o técnico seria muito grande. Ele não resistiria e seria demitido. O que está salvando Jorge Sampaoli é o coronavírus, por incrível que pareça, já que o torcedor está impedido de comparecer aos jogos para aplaudir ou protestar.


 

22 de janeiro de 2021

O negativismo não é só do Bolsonaro

 Sem uma negociação com a grande mídia, o presidente Jair Bolsonaro não sairá da crise em que se encontra o País. Vai continuar tendo problemas de toda ordem, colocando  e dom risco as nossas instituições democráticas .

O negativismo, que vem alimentando a crise,  não é só do presidente Bolsonaro, mas, também, de uma parte da grande mídia, que, em muitos casos,procura deixar o governo em situação complicada.

O caso da vacina contra o coronavírus é o melhor exemplo. Alguns veículos de comunicação deram grande destaque a notícia de que problemas políticos estavam impedindo a importação da vacina da China e da India ao Brasil.

 Mas não foram problemas políticos, mas entraves burocráticos que impediram a remessa da vacina da India ao nosso Pais, conforme  notícia agora veiculada pelos mesmos veículos de comunicação. Só que o estrago na imagem do governo já foi feita.

O presidente Jair Bolsonaro precisa se convencer de que a comunicação de seu governo simplesmente não existe.Precisa sim mudá-la para continuar governando.

21 de janeiro de 2021

Bolsonaro e o Congresso Nacional

A eleição do novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado a serem eleitos no próximo dia primeiro vai mudar o relacionamento do governo do presidente Jair Bolsonaro com  o Congresso Nacional. E será um relacionamento mais republicano, qualquer que seja o eleito.

Na Câmara dos Deputados, a disputa é entre o deputado Arthur Lira, líder do Central, apoiado pelo Planalto, e o Baléia Rossi, do MDB, com o respaldo do atual presidente Rodrigo Maia.

Já no o Senado, são candidatos o mineiro Rodrigo Pacheco, do DEM, e a peemedebista Simone Tebet.

A mudança de relacionamento do governo com o Congresso Nacional é previsível. O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sempre se posicionou contra o governo, inviabilizando a aprovação da maioria das  propostas do Executivo. 

Maia lançou como seu candidato o peemedebista Baléia Rossi, apoiado pelos partidos de oposição, contra o candidato do governo, deputado Arthur Lira.

Baleia Rossi, no entanto, tem uma postura bem diferente de Rodrigo Maia. Ele apoiou a maioria das propostas do governo. É um parlamentar muito ligado ao ex-presidente Michel Temer. Não é, portanto, um parlamentar de fazer oposição agressiva ao governo.

No Senado, o favorito é o senador mineiro Rodrigo Pacheco, apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre, com o respaldo do Planalto. Ele vai enfrentar a peemedebista Simone Tebet, que também não se opõe agressivamente ao governo.

A previsão, portanto, é de que o presidente Jair Bolsonaro vai melhorar o seu relacionamento com o Congresso Nacional, a partir do próximo dia primeiro. O reinado de Rodrigo Maia termina no próximo dia primeiro.





18 de janeiro de 2021

Dória e Maia radicalizam com Bolsonaro

 Faltando poucos dias para a eleição no Congresso Nacional (será no dia primeiro de fevereiro), o governador de São Paulo, João Dória, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, radicalizam com o presidente Jair Bolsonaro, explorando a grave crise sanitária em Manaus.

O governador de São Paula fala em genocídio e o presidente da Câmara pede reunião de uma comissão do Congresso Nacional para discutir a situação de Manaus.

Já o presidente Bolsonaro faz duras críticas ao governador de São Paulo, chamando Dória de governador de calça justa.

Já o PT e o PC do B querem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. É nesse clima de radicalização política que o Pais se torna incapaz de combater a atual crise sanitária.

O afastamento do presidente Jair Bolsonaro só será possível por pressão popular, o que dificilmente ocorrerá neste momento.

Resta saber se essa crise poderá afetar a eleição no Congresso Nacional. Não acreditamos em mudanças. O quadro sucessório já está definido. A disputa mais acirrada será na Câmara dos Deputados entre o deputado Arthur Lider do Centrão, que tem o apoio do Planalto, e o deputado Baléia Rossi, do MDB, apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na disputa pela presidência do Senado, o favorito é o senador mineiro Rodrigo Pacheco, do DEM, que é apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre e pelo Planalto, tendo como concorrente a senadora Simone Tebet, do MDB. 

14 de janeiro de 2021

Disputa acirrada no Congresso Nacional

 O senador mineiro Rodrigo Paheco, do DEM,  é o favorito para presidir o Senado em eleição marcada para o próximo dia primeiro. 

Além do apoio do presidente Jair Bolsonaro e do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Pacheco terá também os votos da bancada do PT.

Ele terá como concorrente a senadora Simone Tebet, do MDB do MS. Ela foi indicada pelo MDB e agora procura buscar apoio em outros partidos..

Já a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados tem dois candidatos. O deputado Arthur Lira, lider do Centrão, tem o apoio do Planalto, enquanto o deputado Baléia Rossi, do MDB, é apoiado pelo atual presidente Rodrigo Maia, do DEM, e dos partidos de esquerda.

O articulador da candidatura de Baléia Rossi é o deputado Rodrigo Maia, mas ele vai perdendo força pela perda de Poder. A partir do próximo dia primeiro ele será apenas um ex-presidente da Câmara dos Deputados. Portanto, sem força para continuar brigando com o presidente Jair Bolsonaro.

A disputa é muito acirrada pela presidência da Câmara dos Deputados. Já no Senado, o senador mineiro Rodrigo Pacheco é apontado como favorito para presidir a instituição, já que tem o apoio de pelo menos dois partidos de oposição, PT e PDT..

9 de janeiro de 2021

A perda do Poder

 A perda do Poder está deixando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, atordoado e muito irritado. Radicalizou com o presidente Jair Bolsonaro, a ponto de dizer que Boolsonaro é um covarde. Tudo por causa da eleição da presidência da Câmara dos Deputados, marcada para o próximo dia primeiro. É a perda de Poder.

O candidato de Rodrigo Maia é o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, com o apoio do PT e dos demais partidos de esquerda.

O outro candidato é Arthur Lira, líder do Centrão, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O que está em jogo, portanto, é o Poder.

É até natural a irritação do deputado Rodrigo Maia, porque a partir do próximo dia primeiro, ele perde força com a eleição do novo presidente, ainda que o vitorioso seja o seu candidato, Baleia Rossi.

Rodrigo Maia será apenas um ex presidente e sem força para continuar brigando com o presidente Jair Bolsonaro.

4 de janeiro de 2021

Zema e Kalil vão para a disputa

 Acabamos de sair de uma eleição - a municipal - e vamos para outra, a de governador de Minas,no ano que vem.

O governador Romeu Zema já declarou que é candidato a reeleição. O seu provável concorrente é o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

Pode ser que surjam outros candidatos. Mas por enquanto ainda não existe uma liderança forte capaz de assustar Kalil e Zema.

O PT pode ter candidato, mas o partido está muito desgastado perante a opinião pública, o mesmo ocorre com o PSDB. 

Outra legenda que poderá entrar na disputa é o PSOL, que substitui o PT em termos de uma oposição aguerrida.

No caso do governador Romeu Zema, ele não precisa se afastar do cargo para disputar a reeleição. Já o prefeito Alexandre Kalil terá que deixar a prefeitura.

 Ai a disputa fica um pouco desigual. Mas não foi à toa que Kalil colocou como seu vice Fuad Noman, que é de sua  absoluta confiança, para dar sustentação à sua candidatura ao governo de Minas.

Esse é o quadro sucessório mineiro neste momento.

1 de janeiro de 2021

Votos da traição podem decidir a eleição

 Na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, em eleição marcada para o dia primeiro de fevereiro, ninguém tem dúvida de que os partidos de esquerda como o PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B e alguns pequenos partidos, ficam com o candidato Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.

Já o candidato apoiado pelo Planalto, Arthur Lira, líder do Centrão, tem o apoio dos partidos de centro, Mas o que vai decidir mesmo a eleição são os votos da traição, tendo em vista que a eleição é secreta.

Alguns parlamentares do PT, por exemplo, fazem restrições ao candidato Baleia Rossi pelo fato dele ter sido um dos líderes pela cassação do mandato da então presidente Dilma Rousseff. Há defecções também na bancada do PSB.

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, é o principal articulador da candidatura do deputado Baleia Rossi. Mas ele não tem o apoio da maioria dos parlamentares do seu partido.

É uma eleição mais ideológica, ou melhor, contra ou a favor do presidente Jair Bolsonaro. Difícil, portanto, fazer qualquer previsão neste momento sobre o possível candidato vitorioso. 

Uma coisa é certa:o deputado Rodrigo Maia sai perdendo ainda que o vitorioso seja o deputado Baleia Rossi, porque a sua força era o poder na condição de presidente da Câmara dos Deputados. Depois do dia primeiro de fevereiro, Maia se transforma num ex e nada mais.