30 de dezembro de 2011

PMDB mineiro está muito fracionado

Muito fracionado, o PMDB mineiro está sem rumos. Está fora de uma coligação para reeleger o prefeito Márcio Lacerda. E não tem um forte candidato para concorrer com o atual prefeito.

O mais preocupante é o racha no partido. Os deputados estaduais, em sua maioria, apoiam o governador Antônio Anastasia. Na oposição mesmo só Antônio Júlio e Sávio Souza Cruz.

Os principais caciques da legenda, Newton Cardoso, Hélio Costa e Antônio Andrade, estão divididos. Futuramente, terá outro cacique, que é o senador Clésio Andrade. Será mais um complicador para o partido.

Parece que a estratégia da cúpula do PMDB mineiro é eleger um maior número de prefeitos nas próximas eleições. É muito pouco para o maior partido do País.


Rompidos

Está muito difícil um entendimento entre o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, e seu vice Roberto Carvalho. Estão rompidos.

Quintão

O deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB, continua trabalhando para ser uma das opções do seu partido à prefeitura de Belo Horizonte. Outro nome falado é o do deputado Sávio Souza Cruz.

Estradas

Por causa das chuvas, as estradas mineiras estão´péssimo estado de conservação. Na área rural, a situação é bem mais grave.

27 de dezembro de 2011

Tucanos já brigam pela sucessão de 2014



O objetivo maior do senador Aécio Neves é chegar a presidência da República em 2014. Mas para chegar lá, é indispensável que os tucanos estejam unidos. E não estão. A briga continua entre os grupos de Aécio e do Serra.

A prevalecer o racha no PSDB, a candidatura de Aécio fica inviabilizada em termos de vitoria, facilitando assim a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Para ser candidato de oposição, é preciso também fazer oposição. E o senador mineiro, até o momento, tem feito uma branda oposição. Não é do seu estilo agredir.

Inviabilizada a sua candidatura pelo grupo de São Paulo, Aécio Neves tem outras opções. Uma delas é compor com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. ´Só que o governador pernambucano é também um postulante à presidência da República.

A outra opção de Aécio seria voltar ao governo de Minas, atropelando assim os pretendentes à sucessão do governador Antônio Anastasia. Essa última opção mudaria completamente o quadro sucessório mineiro dentro da base de sustentação política do governador Anastasia.

Mas por enquanto não há nada de concreto, mesmo porque ainda é possível a união dos tucanos em torno da candidatura presidencial de Aécio Neves.

23 de dezembro de 2011

Dilma ainda não passou no teste




Apesar de bem avaliada conforme revelam as últimas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff ainda não passou no teste como chefe de governo.

Continua enfrentando problemas de ordem política e administrativa. Teve que afastar vários ministros acusados por desvio de conduta. Em outras palavras: administrou mais conflitos do que propriamente o País.

A crise só não foi maior porque tem uma maioria esmagadora no Congresso Nacional. Mas para sustentar essa maioria, a presidente teve que ceder um pouco. As emendas dos parlamentares, por exemplo, foram liberadas.

A crise internacional afetou também um pouco o seu governo. O crescimento do País será menor do que estava previsto.

O seu grande teste como chefe de governo será 2012. Fazemos votos para que ela seja aprovada.

19 de dezembro de 2011

Reforma ministerial já foi feita

A presidente Dilma Rousseff já declarou que não fará reforma ministerial em janeiro. Mas a reforma já foi feita com a demissão de vários ministros que foram denunciados por desvio de conduta para não dizer corrupção.

Mas algumas mudanças poderão ocorrrer porque continuam pipocano denuncias contra auxiliares diretos da presidente.

As festas de fim de ano, por outro lado, amenizam um pouco a crise instalada no governo. Nada de importante deverá ocorrer até a virada do ano. Os problemas ficarão para 2012. Pelo menos, essa é a previsão de lideranças políticas dos diversos partidos. Agora, é hora de comemorar as festas natalinas.

18 de dezembro de 2011

Dilma segura Pimentel no governo

A presidente Dilma Rousseff disse que Antônio Palocci deixou o governo porque quis. Dá para acreditar? Claro que não. Palocci caiu por denuncias de desvio de conduta, ou seja, recebimento de milionária remuneração através de sua consultoria.

A declaração da presidente Dilma fortalece a permanência do ministro Ferando Pimentel, também acusado de dar consultoria a empresas e a Federação das Industrias de Minas Gerais.

O caso de Pimentel é um pouco semelhante a do ex-ministro Antônio Palocci: prestação de consultoria.

A oposição, no Congresso Nacional, insiste na convoção de Pimentel para que ele dê maiores explicações. Só que a base do governo não concorda e por orientação do Planalto está dando apoio ao ministro.

Resta saber até quando. Tudo vai depender da evolução dos acontencimentos políticos.

13 de dezembro de 2011

Pimentel ainda é opção para o governo de Minas

Apesar do rolo envolvendo as suas consultorias, o ministro Fernando Pimentel ainda é uma opção do PT ao governo de Minas em 2014. E é o único em condições de chega ao governo de MG.

É obvio que vem sofrendo desgaste por causa das denuncias publicadas pela mídia. Mas Pimentel tem o apoio da presidente Dilma Rousseff e da base de sustentação política do governo no Congresso Nacional.

Ele já deu as explicações que não chegaram a convencer a oposição. A sua permanência no Ministério vai depender muito da evolução dos acontencimentos políticos. Mas o ex-prefeito de Belo Horizonte se diz "tranquilo". Vamos aguardar.

10 de dezembro de 2011

Política salarial unica acaba com distorções

Está certo o governador Antônio Anastasia em propor uma política salarial única para os servidores estaduais. É a única maneira de acabar com as distorções salarais hoje existentes.

Na grande reforma administrativa que se fez em 1964 no governo de Magalhães Pinto, foi criado um quadro permanente único(lei 3.214, de 16 de outubro de 1964) para todos os servidores: burocratas, advogados, procuradores, professores, pessoal da fiscalização e demais categorias.

Com isso, as distorções, gradativamente, foram sendo corrigidas. Só que os governadores que sucederam Magalhães Pinto,começaram a sofrer pressão das classes de servidores mais influentes junto à administração. E tiveram que ceder, surgindo assim a criação de quadros paralelos.

Hoje, no serviço público estadual, temos o Estatuto do Magistério, quadro de procuradores, de delegados de polícia, Ministério Público, Defensoria Pública e muito mais, com salários diferenciados. Uma verdadeira aberração salarial.

Resultado: quem tem mais influência junto ao Executivo consegue melhores salários. O mais sacrificado é o servidor burocrata, que tem um sindicado mais fraco.

Está na hora, portanto, de acabar com as distorções com a instituição de uma política salarial única para todos os servidores que recebem do serviço´público estadual.

7 de dezembro de 2011

Os grandes partidos estão rachados

Os grandes partidos, em sua maioria, estão rachados. E quanto maior é a legenda, maior é o racha. O melhor exemplo é o PMDB, maior partido do País. Em nível nacional, o PMDB se acomodou um pouco com a eleição de Michel Temer como vice-presidente da República.

Mas nos Estados o partido está muito fracionado.Em Minas, o partido não é governo nem oposição. A bancada estadual,em sua maioria, apoia o governador Antônio Anastasia, mas a cúpula partidária prefere ficar em cima do muro.

O partido tem muito caciques e brevemente terá outro: o senador Clésio Andrade. O ex-governador Newton Cardoso está brigado com o deputado Leonardo Quintão, que postula mais uma vez a prefeitura de Belo Horizonte.

O PSDB, em nível nacional, está também dividido entre o senador Aécio Neves e ex-governador José Serra. Mas hoje, o senador mineiro tem maioria no partido. O seu maior problema é São Paulo, onde Aécio terá algumas dificuldades.

O PT também está dividido em Minas, entre os grupos do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias. Pimentel é o nome para concorrer ao governo do Estado em 2014.

O PSB do governador Eduardo Campos, de Pernambuco, já trabalha para ser candidato à presidência da República. Mas tem um problema, que é o ex-ministro Cyro Gomes, o que significa que o partido pode ir também para o racha.

Tudo isso mostra que o quadro partidário brasileiro está deteriorado.

3 de dezembro de 2011

Prefeito e o vice vão mesmo para o confronto?

O prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, do PSB, e o vice Roberto Carvalho, do PT, vão mesmo para o confronto nas eleições municipais do ano que vem?

Por enquanto, os dois estão brigados e está muito difícil um entendimento para as próximas eleições.

A situação se agravou ainda mais depois que o prefeito Márcio Lacerda exonerou servidores do gabinete de Roberto Carvalho.

A aliança PSB-PT, por isso mesmo, corre risco. O presidente Nacional do PT, Rui Falcão, declarou que cabe ao diretório municipal do partido em Belo Horizonte coordenar os entendimentos.

Aí é que surge o problema, porque, neste momento, quem tem o controle do diretório é Roberto Carvalho.

É possível que daqui para frente entrem em ação algumas lideranças do PT para resolver o impasse. E a liderança indicada é a do ministro Fernando Pimentel, que apoia a reeleição do prefeito e tem grande influência junto ao vice Roberto Carvalho.

30 de novembro de 2011

PMDB mineiro em crise permanente

Incrível a situação do PMDB mineiro. O partido vive em crise permanente, com um detalhe: não é governo nem oposição em Minas. A legenda está muito fracionada e ainda fala em candidatura própria à prefeitura de Belo Horizonte.

A bancada estadual, em sua maioria, apoia o governo de Antônio Anastasia. Mas a cúpula do partido fala em oposição.

Um dos candidatos à sucessão do prefeito Márcio Lacerda, deputado federal Leonardo Quintão está brigado com o ex-governador Newton Cardoso.

O ex-ministro Hélio Costa, candidato derrotado ao governo de Minas, não tem o apoio total do seu partido para disputar a prefeitura.

Outro complicador deverá ser o futuro filiado do partido, senador Clésio Andrade. É mais um cacique que o PMDB terá em Minas. É realmente, uma situação muito complicada.

27 de novembro de 2011

Só a unidade fortalece o PSDB

No principal colégio eleitoral do País, São Paulo, o PSDB era o dono da situação por causa da sua unidade e pelo fato de ter em suas mãos o governo do Estado e a prefeitura da capital.

Agora, a unidade dos tucanos corre risco. O governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra estão em divergências por causa da disputa pela prefeitura da capital. Mas não é só isso. A realização de prévias para a indicação do candidato racha o partido.

Afinal, são quatro os postulantes à sucessão do prefeito Gilberto Kassab: Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Anibal e Ricardo Tripoli.

O PSDB, provavelmente, não terá o apoio do atual prefeito Gilberto Kassab, que criou o PSD para ter vôo próprio.

O racha no PSDB de São Paulo não é bom também para o virtual candidato à presidência da República em 2014, senador Aécio Neves. A unidade do partido será importante para que o senador mineiro seja o sucessor da presidente Dilma Rousseff.

A prevalecer o racha, Dilma Rousseff se fortalece para mais um mandato presidencial. O ministro Fernando Pimentel fica também fortalecido na disputa pelo governo de Minas, mesmo porque o PSDB ainda não tem o chamado candidato natural. Neste momento, os tucanos jogam com o nome do vice-governador Alberto Pinto Coelho.

20 de novembro de 2011

Oposição ainda muita fragilizada

A oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff está muito fragilizada. Além de ser minoria no Congresso Nacional, ela ainda não afinou o seu discurso.

No Senado, o tucano paranaense Álvaro Dias tem se destacado. É o único que efetivamente tem feito dura oposição ao governo. Mas é uma voz isolada.

É possível que daqui para frente o senador mineiro Aécio Neves passe a ser o principal líder de oposição ao atual governo. Mas para isso terá que mudar a sua postura na condição de virtual candidato de oposição à presidência da República.

É claro que Aécio não pode radicalizar muito com os partidos da base do governo da presidente Dilma, tendo em vista à política de alianças. Para chegar a presidência da R$epública, o ex-governador de Minas vai precisar do apoio de algumas legendas que hoje participam da base do atual governo.

É natural, portanto, que o senador Aécio Neves, neste momento, esteja um pouco encolhido nas críticas ao governo da presidente Dilma. O fato é que a oposição ainda está muito fragilizada.

19 de novembro de 2011

Oposição tenta se organizar em Minas

A oposição ao governo de Antônio Anastasia tenta se organizar. O petista Rogério Corrêa disse que na próxima terça-feira haverá uma reunião das bancadas do PT, PMDB e PDT a fim de estabelecer uma estratégia de ação política na Assembléia Legislastiva.

O parlamentar disse também que o bloco, provavelmente, terá 23 deputados, número suficiente para fazer uma forte oposição ao governo.

Mas não vai ser fácil. Da bancada do PMDB, apenas dois deputados fazem efetivamente oposição ao governo: Antônio Júlio e Sávio Souza Cruz. A maioria apoia o governador Antônio Anastasia.

A bancada do PDT também não fará oposição, mesmo porque participa do governo.Apenas o deputado Sargento Rodrigues defende uma linha de independência ao Palácio da Liberdade.

Consequentemente, o governador Antônio Anastasia continuará com uma absoluta maioria na Assembleia Legislastiva.

15 de novembro de 2011

Prefeito e o vice extrapolaram

Nessa crise envolvendo o prefeito Márcio Lacerda, do PSB, e o seu vice Roberto Carvalho, do PT, o que está em jogo mesmo é a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte.

Só que os dois, Lacerda e Carvalho, extrapolaram em seus objetivos políticos. O vice Roberto Carvalho excedeu um pouco em sua ação política. Queria influir decisivamente nas questões mais importantes da Prefeitura, já pensando na eleição do ano que vem.

Já o prefeito Márcio Lacerda, candidato à reeleição, substituiu o diálogo pela caneta para exonerar servidores do gabinete do seu vice. Adotou, portanto, uma postura radical, por entender que Roberto Carvalho era um obstáculo à sua reeleição.

Não vai ser fácil um entendimento, porque os dois avançaram muito. O desfecho é imprevisível, porque até agora não apareceu nenhum bombeiro para apagar o incêndio.

10 de novembro de 2011

Pequenos partidos querem é negociar

Alguns pequenos partidos estão anunciando candidatura própria à prefeitura de Belo Horizonte nas eleições do ano que vem.

Mas nenhum deles tem condições de ganhar a eleição. Falam em candidatura própria apenas para negociar. Foi sempre assim.

No caso das próximas eleições, o prefeito Márcio Lacerda tem reeleição garantida, já que é apoiado pelos principais partidos como o PT e o PSDB.

Poderão alegar que há uma dissidência petista liderada pelo vice-prefeito Roberto Carvalho que está rompido com o prefeito. Mas é uma dissidência que não chega a preocupar.

Os tucanos vão também apoiar Márcio Lacerda. A incognita é o PMDB que, dividido, defende uma aliança com o grupo do vice-prefeito Roberto Carvalho.

Conclusão: sem um concorrente foi, o prefeito Márcio Lacerda será reeleito no ano que vem sem maiores problemas.

8 de novembro de 2011

Seminário não apagou arestas dos tucanos

O Seminário realizado no Rio de Janeiro não apagou as arestas dos tucanos. O PSDB continua dividido entre os grupos do ex-governador de São Paulo José Serra e o senador mineiro Aécio Neves.

O objetivo do seminário era para estabelecer uma estratégia de oposição ao atual governo tendo em vista as eleições de 2014.

Mas para isso seria necessário unificar o discurso, o que está difícil. Não se pode esperar um discurso duro de oposição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao governo da presidente Dilma Rousseff.

FHC e a presidente têm mantido um bom relacionamento, ao contrário da cúpula dos tucanos que tem feito duras critícas ao atual governo.

Portanto, nada vai mudar do lado dos tucanos, a não ser que eles unifiquem o discurso e partam efetivamente para uma oposição ao atual governo..

6 de novembro de 2011

O câncer fortalece a vontade política do Lula

O câncer do ex-presidente Lula fortalece a sua vontade politica nas eleições municipais do ano que vem.Ninguém vai querer contrariá-lo.

O melhor exemplo vem de São Paulo onde o PT tinha vários postulantes à sucessão do prefeito Giberto Kassab.

O ex-presidente trabalhava intensamente para que o candidato fosse o atual ministro da Educação, Fernando Haddad, numa disputa com a senadora Marta Suplicy.

A doença do ex-presidente deve ter influido na decisão de Marta Suplicy de sair fora da disputa. Consequentemente, o atual ministro da Educação deverá ser mesmo candidato do PT à prefeitura de São Paulo.

Em Belo Horizonte, Lula já minifestou o seu apoio à reeleição do prefeito Márcio Lacerda, do PSB.
E o PT não vai contrariá-lo.

No Rio de Janeiro, o ex-presidente quer a reeleição de Eduardo Paes, do PMDB. Nas demais capitais, Lula terá influência decisiva na indicação dos candidatos, embora não possa participar da campanha eleitoral por causa de sua doença.

28 de outubro de 2011

O PT e a sucessão de Márcio Laceàrda

O ministro Fernando Pimentel, que é um postulante ao governo de Minas em 2014, apoia a reeleição do prefeito Márcio Lacerda nas eleições do ano que vem.

As principais lideranças do PT também estão ao lado do prefeito. Uma voz discordante dentro do partido é o atual vice-prefeito Roberto Carvalho, que admite apoiar Márcio Lacerda desde que o PSDB fique fora da coligação.

Mas na realidade, Roberto Carvalho não está apoiando o atual prefeito. Os dois não se entendem. Por esta razão, Márcio Lacerda não aceita o atual vice na sua chapa da reeleição. Está realmente alijado do processo.

É natural, portanto, que Roberto Carvalho passe a defender uma candidatura própria do seu partido à prefeitura de Belo Horizonte. E ele não está sozinho. Só a força de sua amizade com o ministro Fernando Pimentel poderá mudar a sua postura em relação à sucessão de Márcio Lacerda.

22 de outubro de 2011

Clésio Andrade já está no PMDB

Convidado pela cúpula nacional do PMDB, o senador mineiro Clésio Andrade já teria assinado a ficha de filiação no partido. O anuncio oficial só será feito durante uma solenidade previamente marcada pela direção partidária.

A presença de Clésio Andrade no PMDB pode criar algumas dificuldades para o governador Antônio Anastasia, já que o senador defende uma linha de distanciamento em relação ao Palácio da Liberdade.

Clésio estava sem espaço no PR mineiro, já que a maioria dos parlamentes apoia o governador Antônio Anastasia. Ele teve que renunciar à presidência do PR por falta de apoio político.

Resta saber se ele terá o controle do PMDB mineiro, já que existem outros caciques no partido, como ex-governador Newton Cardoso.

Parece que o seu objetivo imediato é segurar o PMDB em relação ao governo do Estado e ao projeto político do senador Aécio Neves, que pretende entrar na disputa presidencial em 2014.

Clésio tem se revelado um bom articulador político. Só que não tem voto.

20 de outubro de 2011

Aécio e Pimentel novamente juntos

É quase certo que o senador Aécio Neves e o ministro Fernando Pimentel estejam juntos na reeleição do prefeito Márcio Lacerda nas eleições do ano que vem.

O ministro já decidiu que vai apoiar a reeleição do prefeito, enquanto o PSDB, que é controlado pelo senador, deve também optar por mais um mandato de Márcio Lacerda.

Uma ala do PT, liderada pelo atual vice-prefeito Roberto Carvalho, fala em candidatura própria através de uma aliança com o PMDB.

Só que a cúpula do partido já está comprometida com a reeleição de Márcio Lacerda. Também alguns tucanos defendem candidatura própria. Mas nada disso vai ocorrer. O PSDB, ainda que informalmente, vai ficar com o atual prefeito.

Consequentemente, Aécio e Pimentel vão reeditar o acordo firmado entre os dois na primeira eleição de Márcio Lacerda. É só esperar.

18 de outubro de 2011

Parque de Exposições ainda sob ameaça

O Parque de Exposições da Gameleira ainda está sob a ameaça de destruição para que no local seja construindo um hotel de cinco estrelas.

Conforme comentário anterior, uma infeliz iniciativa para não dizer criminosa destruir um patrimônio público que está em pleno funcionamento para construir um outro Parque que ninguém sabe onde seria.

A ideia inicial era fechar imediatamente o Parque, transferindo os próximos eventos para o Parque de Exposição de Sete Lagoas .

A reação foi muito grande e a infeliz iniciativa esfriou um pouco, mas não está morta , porque existem pessoas influentes junto ao governo querendo a construção do referido hotel.

Alguém, em uma das reuniões, chegou a dizer que "acabaram com o futebol mineiro,,fechando o Mineirão e o Independencia. Agora querem acabar com o agronegócio".

O assunto vai continuar rendendo. Mas na área do governo ainda não há uma decisão sobre o fechamento do Parque de Exposições da Gameleira.

16 de outubro de 2011

Oposição sem poder no Congresso Nacional

Com a criação do PSD do prefeito Gilberto Kassab, os partidos de oposição ficaram muito enfraquecidos no Congresso Nacional. Portanto, vão para a próxima sucessão presiencial de 2014 mais fragilizados ainda.

O virtual candidato de oposição à sucessão presidencial é o senador mineiro Aécio Neves. Ele já declarou que está pronto para entrar na disputa, não importa que tenha como concorrente a presidente Dilma Rousseff ou o ex-presidente Lula.

Só que o seu partido, o PSDB, continua dividido. O grupo de São Paulo já está defendendo a realização de prévias para a indicação do candidato. Quer dizer: vai conspirar contra a candidatura de Aécio.

Na última sucessão presidencial, Aécio queria a realização de prévias, enquanto o grupo de São Paulo, liderado pelo ex-governador José Serra, ficou contra.

Até agora nada mudou. O PSDB continua dividido e enfraquecido para a próxima sucessão presidencial.

O DEM foi o que mais sofreu com a criação do PSD. O partido praticamente não existe. O PPS continua o mesmo: fraco e sem voz no Congresso Nacional.

O futuro é sombrio para os partidos de oposição. Ninguém tem dúvida disso.

11 de outubro de 2011

Reeleição de Márcio Lacerda está amarrada em 2014

A reeleição do prefeito Márcio Lacerda, nas eleições do ano que vem, está amarrada na sucessão estadual e presidencial de 2014, envolvendo as principais lideranças políticas de Minas como o governador Antônio Anastasia, o senador Aécio Neves, o ministro Fernando Pimentel, entre outras.

Todas essas lideranças apoiam o prefeito Márcio Lacerda, garantindo assim a sua reeleição sem maiores problemas. É praticamente uma nomeação, porque não existe um concorrente forte. Talvez o maior problema do prefeito seja na divisão dos cargos entre petistas e tucanos..

O companheiro de chapa de Márcio Lacerda sairá dos quadros do PT. Os mais cotados são o presidente do partido, Reginaldo Lopes, e o ex-deputado Virgílio Guimarães. O atual vice, Roberto Carvalho, está descartado.

Depois da reeleição, a briga será pelo governo do Estado e da presidência da República. O senador Aécio Neves já declarou que está pronto para entrar na disputa, não importando que o seu corrente seja a presidente Dilma Rousseff ou o ex-presidente Lula.

Já o governador Antônio Anastasia é falado para concorrer ao Senado. Neste caso, teria que se afastar do cargo seis meses antes da eleição. Assumiria o governo do Minas, o atual vice-governador Alberto Pinto Coelho, que é nome falado para disputar o governo.

Caso Alberto não assuma o governo para entrar na disputa, o presidente da Assembleia, deputado Dinis Pinheiro seria o governador.

Já o ministro Fernando Pimentel é o mais forte candidato ao governo do Estado, com o apoio da presidente Dilma Rousseff e, com certeza, do prefeito Márcio Lacerda. Por aí se vê que o jogo sucessório municipal, estadual e presidencial é muito complicado.

8 de outubro de 2011

Reeleição tira candidatura própria do PT e do PSDB

A reeleição do prefeito Márcio Lacerda tem o apoio da maioria dos partidos e afasta praticamente a candidatura própria do PT e do PSDB.

Os petistas e tucanos falam em candidatura própria, mas apenas para valorizar um acordo que entre a cúpula dos dois partidos já estaria fechado com o prefeito Márcio Lacerda.

Dos grandes partidos, apenas o PMDB, neste momento, estaria fora de um acordo com o atual prefeito. Mas alguns parlamentares que apoiam o governador Antônio Anastasia estariam também com Márcio Lacerda.

Reeleito nas eleições do ano que vem, Márcio Lacerda será um grande cabo eleitoral nas sucessão estadual e presidencial em 2014.

Se o ministro Fernando Pimentel for candidato pelo PT, Márcio Lacerda, com certeza, o apoiaria, a não ser que o senador Aécio Neves queira voltar ao Palácio da Liberdade. Mas o projeto político do senador mineiro passa pelo Palácio do Planalto.

Quem ficaria em situação complicada em 2014 é o prefeito Márcio Lacerda caso a presidente Dilma Roussef dispute a reeleição e o senador Aécio Neves seja também candidato. As ligações do prefeito com a presidente e o senador são muito afetivas. Mas até lá muita coisa deverá ocorrer na sucessão estadual e presidencial.

4 de outubro de 2011

Parque de Exposições da Gameleira ameaçado

Não sei de quem é a iniciativa de permitir a construção de um hotel nos terrenos do Parque de Exposições da Gameleira. Não acredito que seja do governador Antônio Anastasia. Mas deve ser de pessoa ou autoridade influente junto ao governo.

Uma iniciativa infeliz para não dizer criminosa. É destruir um patrimônio público tradicional em pleno funcionamento para construir um outro Parque em local que ninguém sabe onde seria.

O Mininistério Público deve entrar no assunto para saber quem está por trás dessa infeliz iniciativa.

28 de setembro de 2011

Roberto Carvalho apoia Lacerda com PSDB fora

Numa rápida conversa com o atual vice prefeito de Belo Horizonte Roberto Carvalho, ele admitiu apoiar a reeleição de Márcio Lacerda, mas com uma condição: partidos como o PSDB, DEM e PPS terão que ficar de fora da coligação.

"Não podemos fazer uma aliança com partidos que historicamente são nossos adversários, principalmente o PSDB, que no plano nacional faz oposição a nossa presidente Dilma Rousseff", disse Roberto Carvalho.

O atual vice prefeito defende até candidatura própria se os tucanos participarem da coligação na reeleição de Márcio Lacerda. Com esse objetivo, confirmou os entendimentos que vem mantendo com o PMDB.

Roberto Carvalho não acredita que a direção nacional do PT ou a estadual tome uma decisão contraria as bases do partido, que sempre repudiou uma aliança com o PSDB e o DEM.

Uma aliança para encobrir o desconforto

O PMDB e o PT chegaram a formar um bloco de oposição ao governador Antônio Anastasia na Assembleia Legislativa. Mas o bloco teve vida curta. Implodiu e por uma razão muito simples: a maioria da bancada peemedebista apoia o governador. Na oposição mesmo só o deputado Antônio Júlio.

Agora, fala-se numa possível aliança entre os dois partidos na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. A iniciativa partiu do atual vice prefeito Roberto Carvalho que não admite uma aliança do seu partido, o PT, com o PSDB para apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda.

É mais o movimento para encobrir o desconforto em que se encontra Roberto Carvalho, que praticamente está descartado como vice na chapa da reeleição de Márcio Lacerda. A cúpula do PT está fechada com o prefeito, sem descartar uma aliança com os tucanos.

Mas Roberto Carvalho tem o apoio das bases do PT na sua proposta contra qualquer aliança com o PSDB,DEM e PPS.

Já o PMDB , dividido, sabe que o partido não tem um candidato em condições de impedir a reeleição do prefeito Márcio Lacerda. Vive também um momento de desconforto.

23 de setembro de 2011

Mais um cacique no PMDB

Clésio Andrade, que foi vice governador na garupa de Aécio Neves e na de Eliseu Resende para chegar ao Senado, recebeu convite da cúpula do PMDB para ingressar no partido. É mais um cacique entre outros a inchar a legenda.

O seu histórico partidário mostra que a sua permanência numa legenda é por pouco tempo. Quando perde espaço, cai fora. Gosta de mandar.

No antigo PFL, Clésio conseguiu ser suplente do senador Francelino Pereira e depois deixou a legenda para ingessar no PL. Se aliou a José Alencar e filou-se ao PR. Mas se desentendeu com a maioria da bancada e acabou renunciando à presidência do partido para não ser demitido.

Tudo por causa da disputa pelo governo de Minas. Clésio defendia o candidato Hélio Costa, enquanto a bancada optou pelo candidato tucano Antônio Anastasia.

Através de um arranjo partidário, conseguiu ser suplente de senador Eliseu Resende para ser . oposiçao ao governo federal. Com a morte de Eliseu, Clésio assumiu a sua cadeira e agora é governo.

Resta saber até quanto tempo ele permanecerá no PMDB se realmente for para essa legenda cheia de caciques.

22 de setembro de 2011

As greves são mais frequentes no serviço público

As greves agora são mais frequentes no serviço público. E há uma explicação para isso. Os funcionários, de um modo geral, são efetivos e concursados. Consequentemente, não podem ser demitidos, a não ser através de um processo administrativo regular.

Mas há casos em que a greve é proibida em setores essenciais conforme estabelece a legislação. Ainda assim há paralisação, mais por incapacidade de negociação por parte dos governantes ou por intransigência do comando grevista.

Já no setor privado é muito raro a greve, porque o grevista corre sempre o risco de perder o emprego. Houve época em que as greves eram muito comuns nos bancos particulares. Hoje elas estão restritas ao Banco do Brasil e Caixa Ecônômica Federal.

Outro setor público atingido pela paralisação agora é a rede estadual de ensino. Os professores estão em greve há mais de 100 dias, apesar da Justiça ter delarado ilegal o movimento grevista.

Também os servidores dos Correios estão em greve, com graves prejuizos para a população.

19 de setembro de 2011

Burocracia alimenta a corrupção

O primeiro passo para combater a corrupção no serviço público é eliminar a burocracia. É ela que alimenta o desvio irregular do dinheiro público.

É muito comum o oferecimento de propina para a solução de um problema no serviço público.O entrave é a burocracia. Para se criar uma empresa, as dificuldades de ordem burocraticas são enormes. Para encerrar as suas atividades nem se fala.

Eliminando a burocracia, a propina deixa de existir. O problema todo é como combatê-la. Não é fácil. As mudanças no serviço público são muito lentas. Apenas um exemplo: o então ministro Hélio Beltrão, no governo de Castelo Branco, baixou um decreto dispensando o reconhecimento de firma em documento a ser apresentado no serviço público.

Os donos de cartórios ficaram contra e o decreto jamais foi cumprido. O então presidente Fernando Collor repetiu o decreto de Beltrão, que também não foi cumprido.

Por isso mesmo, entendemos que com a atual estrutura burocrática do serviço público vai ser difícil acabar com a corrupção.

16 de setembro de 2011

Roberto Carvalho tem o apoio das bases

A decisão do PT de Belo H0rizonte de vetar uma aliança formal ou informal com o PSDB,DEM e PPS para as eleições do ano que vem coloca o atual vice prefeito Roberto Carvalho numa situação muito delicada dentro do seu partido.

É que as principais lideranças do PT ja manifestaram apoio à reeleição do prefeito Márcio Lacerda, sem descartar uma aliança com os tucanos que abrem mão da vice para o Partido dos Trabalhadores.

Roberto Carvalho, neste momento, tem o apoio das bases em sua posição contraria a uma aliança com os tucanos. Só que a decisão virá de cima para baixo. Em outras palavras: é a cúpula partidária que vai decidir, deixando assim Roberto Carvalho numa situação delicada dentro do seu partido.

É bom esclarecer que Roberto Carvalho está descartado com vice na reeleição do prefeito Márcio Lacerda. Os mais cotados são o atual presidente do PT, deputado federal Reginaldo Lopes e o ex-deputado Virgílio Guimarães.

14 de setembro de 2011

O PMDB mineiro pode cair no isolamento

O PMDB mineiro, provavelmente, não parcipará da aliança PSB_PT-PSDB na reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, nas eleições do ano que vem.

O partido,dividido, ainda estuda a possibilidade de lançar como candidato o deputado federal Leonardo Quintão, o mesmo que perdeu a eleição para Márcio Lacerda. Mas sem muito entusiasmo, além de enfrentar a oposição dentro da legenda do grupo do ex-governador Newton Cardoso.

Com isso, o PMDB corre o risco de cair no isolamento na eleição de Belo Horizonte, permitindo assim a reeleição traquila do prefeito Márcio Lacerda.

Vice

O presidente do PT mineiro, deputado federal Reginaldo Lopes, e o ex-deputado Vírgilio Guimarães, são os candidatos mais fortes para vice na reeleição d0 prefeito Márcio Lacerda. Ambos são ligados ao ministro Fernando Pimentel. O atual vice, Roberto Carvalho, está descartado.

Insatisfação

Também deputados da base do governador Antônio Anastasia reclamam da não liberação de verbas provenientes de emendas ao orçamento do Estado.

PP

O PP, em nível nacional, continua apoiando o governo de Dilma Rousseff. Mas não está satisfeito em termos de participação no governo.

Candidato

O deputado estadual peemedebista Antônio Júlio ainda não decidiu se disputa a prefeitura de Pará de Minas nas eleições do ano que vem.

Asfalto

O vice governador Alberto Pinto Coelho anunciou neste último fim de semana o asfaltamento da estrada que liga Conceição do Mato Dentro ao Serro. Mas não se sabe quando as obras serão iniciadas. Pelo menos nada foi divulgado sobre o inicio e a conclusão das obras.

Poder

Para alguns políticos, a trasferência d0s orgãos públicos para o Centro Administrativo foi importante em term0s de eficiência administrativa. Man tem também o seu lado negativo. Isolou o Poder.

Expulsão de Newton

A cúpula do PMDB mineiro pediu à Comissão de Ética do partido a suspensão do processo em que o deputado Leonardo Quintão pede a expulsão da legenda do ex-governador Newton Cardoso. O motivo ´que Newton estaria em tratamento médico.O ex-governador, por sua vez, encaminhou um documento a mesma comissão dizendo que está bem de saúde e pede que o seu julgamento seja feito rapidamente.

10 de setembro de 2011

Teto salarial foi para as cucuias

Sempre sustentamos neste espaço que o teto salarial no serviço público é uma utopia. Ele foi estabelecido para acabar com os marajás. Mas nada disso aconteceu. Pelo contrário, os altos salários continuaram aumentando. Em outras palavras, o teto se transformou num teto sempre para cima e sem qualquer limite.

Ainda agora, o presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, desembargador Olint Menezes, decidiu liberar benefícios aos servidores da Câmara dos Deputados que ultrapassam o teto salarial de R$ 26,7 mil.

Tais benefícios já haviam sido liberados para os servidores do Senado. A decisão ainda não é definitiva. Mas vai acabar prevalecendo o corporativismo para beneficiar também servidores do Judiciáro, do Executivo e de todas as casas legislativas do País.

Conclusão: o teto salarial no serviço público foi para as cucuias.

7 de setembro de 2011

Uma possível aliança PSDB-PSB em 2014

O senador Aécio Neves e o governador pernambucano Eduardo Campos mantém um estreito e afetivo relacionamento político. São da mesma geração.

Tudo indica que os dois, Aécio e Campos, estarão juntos nas eleições presidenciais em 2014. Caminham para isso. Já construiram uma aliança em Belo Horizonte para a reeleição do prefeito Márcio Lacerda no ano que vem.

O governador Eduardo Campos é uma das principais lideranças políticas do Nordeste. Por isso mesmo é um dos postulantes à presidência da Republiva em 2014.

O senador Aécio Neves também postula a chefia do governo federal e é hoje um dos principais líderes do PSDB em nível nacional.

Portanto, os dois terâo que se entender em 2014. Não vai ser fácil, principalmente quando a discussão girar em torno do cabeça de chapa. Em se tratando de poder, ninguém abre mão de nada, principalmente a presidência da República. Mas um dos dois terá que ceder para manter essa importante aliança PSDB-PSB.

6 de setembro de 2011

Eleições vão fortalecer Dilma Rousseeff

As eleições municipais do ano que vem vão fortalecer ainda mais a presidente Dilma Rousseff. Ninguém tem dúvida de que os principais partidos aliados - PMDB, PT e PSB - vão somar o maior número de prefeitos e vereadores a serem eleitos em outubro de 2012.

A oposição, representada pelo PSDB, DEM e PPS, pode até ter um bom desempenho eleitoral. Mas ainda assim será minoria na maioria dos munípios brasileiros.

No principal colégio eleitoral do País - São Paulo - a oposição onde sempre dominou pode perder a prefeitura. Segundo pesquisa Datafolha, a petista Marta Suplicy, em todos os cenários, ganharia facilmente do tucano José Serra. A candidata do PT aparece com 29%, enquato o tucano está bem abaixo: 18%.

Só que Marta não é a candidata preferida do ex-presidente Lula. O ex-presidente quer colocar na prefeitura o atual ministro da Educação, Fernando Haddad,que aparece na mesma pesquisa com 2%.

Mas é bom esclarecer que o tucano José Serra ainda não é candidato e, provavelmente, não o será.

Já no segundo maior colégio eleitoral - Minas Gerais - a oposição só não perde a eleição em Belo Horizonte porque vai apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda através de uma aliança formal ou não com o PSB e PT.

Nos demais Estados, os partidos aliados da presidente Dilma Rousseff estão bem fortalecidos. Mas ainda é muito cedo para uma avaliação mais profunda sobre as próximas eleições municipais do an que vem.

Vice de Lacerda

O ex-deputado petista Virgílio Guimarães é um nome forte para ser o vice na chapa da reeleição do prefeito Márcio Lacerda nas eleições do ano que vem. Atritado com o prefeito, o atual vice, Roberto Carvalho, está fora do baralho nas negociações.

Walfrido

Se depender do prefeito Márcio Lacerda, o seu vice na sua reeleição seria o atual presidente do PSB,Walfrido Mares Guia. Mas não será porque Walfrido pertence ao mesmo partido do prefeito.
Novo imposto

Um absurdo criar um novo imposto para financiar a saúde do cáos em que ela se encontra. O aumento da receita seria o suficiente desde que a corrupção não continue campeando no serviço público.

Obras

A prefeitura de Belo Horizonte mantém na cidade 171 obras.[ Igual número será licitado a partir de janeiro do ano que vem.

Quintão

Alguns peemedebistas estão pessimistas em relação a uma eventual candidatura do deputado federal Leonardo Quintão à prefeitura de Belo Horizonte. Um deles disse que a candidatura de Leonardo seria legitimar a reeleição de Márcio Lacerda.

1 de setembro de 2011

Màrcio Lacerda serà reeleito sem problema

O prefeito de Belo Horizonte, Màrcio Lacerda, será reeleito nas eleiçôes do ano que vem sem qualquer problema, porque simplesmente nâo terà um forte concorrente.

Além disso, ele terá o apoio dos principais partidos, como o PT e PSDB. O que se discute é se haverá ou nâo uma aliança formal entre os tucanos e petistas. Tudo indica que nâo. Vai repetir a mesma aliança que elegeu Márcio Lacerda, com o apoio informal do PSDB, mas com direito garantido de os tucanos participarem da administraçâo, a exemplo do que vem ocorrendo atualmente.

O vice na chapa de Márcio Lacerda será um representante do PT, mas nâo rigorosamente o atual vice prefeito Roberto Carvalho. Será um outro nome mais afinado com o prefeito. Por ai se vê que a eleiçâo vai ser decidida pela cúpula dos partidos e nâo pelo eleitor.

31 de agosto de 2011

PT dá apoio tímido à presidente Dilma Rousseff

O que se observa neste momento é um encolhimento do PT em ralação à faxina que a presidente Dilma Rousseff deu inicio nos ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo. Mas a faxina nâo está completa e precisa se estender a outros órgâos onde hà denuncias de irregularidades.


O apoio do PT até agora é tímido. O maior apoio parte dos partidos de oposiçâo, que desejam uma faxina completa e ainda lutam pela criação de uma CPI da Corrupção.

O apoio tímido do PT se deve ao fato de a presidente estar contrariando interesses dos partidos aliados . Já cairam quatro ministros e alguns deles foram indicados para participar do ministério com o aval do ex-presidente .

O fato é que a presidente Dilma está no caminho certo, não compactuando com a corrupção no seu governo.

30 de agosto de 2011

FHC será o líder da oposição

O ex-presidente Fernando Cardoso, que acaba de ser homenageado em Belo Horizonte, é um dos principais líderes de oposiçâo do país ao atual governo. Só não é o principal porque se aproximou um pouco da presidente Dilma Rousseff.

Os dois em atos públicos já trocaram gentilezas. Ainda assim o ex-presidente desempenha um papel importante nos rumos da políca brasileira como representante da oposiçâo.Uma oposiçâo mais responsável, o que é bom para a democracia.

Mas é bom destacar também a liderança do senador Aécio Neves. Ele está até fugindo um pouco o seu estilo conciliador para fazer duras criticas ao governo do PT.





22 de agosto de 2011

Tucanos ainda não afinaram o discurso

Os tucanos ainda não afinaram o discurso em termos de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, defende apoio à presidente em sua faxina contra a corrupção.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está dentro da mesma linha de FHC. Já o líder do PSDB no Senado, Álvaro, defende uma posição mais radical ao propor a criação de uma CPI da Corrupção.

Já o senador mineiro Aécio Neves faz duras críticas a presidente Dilma Rousseff e defende uma faxina mais ampla em todos os orgãos do governo.

Mas para que os tucanos tenham êxito como oposicionistas, é preciso, em primeiro lugar, afinar o discurso, o que não ocorre no momento. Talvez por falta de uma liderança forte.

DEM

Na área parlamentar, o que se comenta é que o senador Aécio Neves influiu decisivamente na reeleição de Carlos Melles à presidência do DEM mineiro. E quem vai comandar o partido é o deputado estadual Gustavo Corrêa com o pedido de licença de Melles para continuar no secretariado do governador Antônio Anastasia.

IVAIR

O deputado estadual peemedebista Ivair Nogueira admite disputar a prefeitura de Betim nas eleições do ano que vem. Ele teria o apoio de outros partidos.

TETO SALARIAL

Teto salarial no serviço público continua sendo uma utopia. Com a cassação da liminar que impedia servidores do Senado de receberem salários acima do teto, não há mais o que falar em altos salários. Um absurdo.

CLÉSIO ANDRADE

O senador Clésio Andrade, que chegou ao Senado na garupa do falecido Eliseu Resende, é minoria dentro do PR mineiro. Por isso mesmo fala-se que ele estaria articulando a criação de um novo partido.

SEGUNDO ESCALÃO

Petistas e peemedebistas mineiros continuam aguardando as nomeações para os cargos do segundo escalão no Estado. A presidente Dilma Rousseff não tem pressa. Precisa primeiro acomodar a sua base de sustentação política no Congresso Nacional.

GREVE POLÍTICA

Para alguns assessores do governador Antônio Anastasia, a greve dos prefessores mineiros é mais política do que reivindicatória. A discussão é sobre o piso salarial nacional.











18 de agosto de 2011

Administrando conflitos

Em sete meses de governo, a presidente Dilma Rousseff só administrou conflitos. Quatro ministros ja cairam: Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa) e agora Wagner Rossi (Agricultura).

Pode cair também o ministro Pedro Novais, do Turismo. Com exceção de Nelson Jobim, os demais ministros foram demitidos por denuncias de irregularidades.

Mas não é só isso. A presidente ainda não conseguiu concluir o preenchimento dos cargos do segundo escalão. Além disso, tem problemas com a sua base de sustentação política no Congresso Nacional por causa da não liberação das verbas dos parlamentares.

Tudo isso mostra que a presidente Dilma Rousseff, até agora, só administrou conflitos.

15 de agosto de 2011

Uma administração que mancha a imagem do Galo

Entro hoje num assunto que não é da minha área: futebol. Mas como torcedor do Galo, não poderia ficar de fora para dar a minha opinião sobre a situação do clube.

Primeiro, temos um presidente falador, que desafia todo mundo que se opõe à sua administração.Dizem que é polêmico. Eu prefiro dizer que é irresponsável. O fato mais grave foi o seu rompimento com a Rede Globo por causa da distribuição de quotas das transmissões do Campeonato Brasileiro.


O Atlético, ´por causa desse rompimento descabido, ficou praticamente sozinho. Com isso, o Galo ficou com sua imagem arranhada. Em termos de comunicação, o Galo perdeu muito.E depois teve que aceitar as regras estabelecidas pela emissora. Uma desmoralização.

As contratações milionárias de jogadores até agora não corresponderam. E tudo na base do sigilo, porque os valores não foram fornecidos, principalmente em termos de salários. A situação do Galo no Campeonato Brasileiro é o retrato da atual administração, presidida pelo sr. Kalil.

Um técnico já foi demitido. Falta agora a demissão do presidente, que seria a sua renuncia para o bem do clube.




















12 de agosto de 2011

Oposição ao governo Dilma está na base

A oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, representada pelo PSDB, DEM e PPS, não tem criado maiores problemas para o governo. É uma atuação pífia apesar de insistir na criação da CPI da Corrupção, mesmo sabendo que uma comissão de inquerido vai dar em nada por ser minoria.

Oposição mesmo ao governo está na base de sustenção política da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Pelo menos, os maiores problemas enfrentados pelo governo partiram de parlamentares de partidos aliados como o PMDB e PR.

Foram esses dois partidos, PMDB e PR, os mais atingidos por denuncias de corrpção nas áreas dos ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo. É natural, portanto, que esses partidos entrem em colisão com o governo. Afinal, os afastados ou demitidos foram indicados por eles.

Mas não é só isso. A sua base de sustentação politica não está satisfeita, porque o governo, até o momento, não concluiu a nomeação para os cargos do segundo escalão.

Pesa também contra o governo a não liberação das emendas dos parlamentares ao Orçamento de 2011. Consta que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pediu às ministras Miriam Belchior, do Planejamento, e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, um cronograma de liberação das emendas. Se tais emendas não foram empenhadas rapidamente, a situação do governo no Congresso Nacional vai ficar crítica.


11 de agosto de 2011

A popularidade de Dilna ainda é alta

A última pesquisa mostrou uma queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff. Ela caiu pouco mais de seis pontos. Mas continua com um alto indice aprovação: 67%.

Alguns analistas políticos atribuem a queda de Dilma às denuncias de corrupoção no governo. Não acreditamos, mesmo porque ela tem agido rápido e corretamente, afastando os envolvidos nos escâdalos.

Na nossa avaliação, ela tem o apoio da opinião pública, mas ficou, politicamente, mais enfraquecida, porque as pessoas demitidas foram indicadas por politicos ou partidos.

O PR, por exemplo, que faz parte de sua base de sustentação política, não está nada satisfeito com as demissões nos orgãos vinculados ao Ministério dos Transportes.

O PMDB também está preocupado com as denuncias envolvendo orgãos vinculados aos ministérios da Agricultura e de Turismo, que são comandatos por peemedebistas.

A situação na base de sustentação política do Executivo é de muita tensão, porque a crise está dentro do próprio governo, mas sem afetar substancialmente a imagem da presidente Dilma Rousseff.




9 de agosto de 2011

Dilma continua surpreendendo

Dilma Rousseff continua surpreendendo no exercício da presidência da República. Já afastou diversos auxiliares acusados de corrupção. Não importa que os demitidos tenham sido indicados pelo ex-presidente Lula, pelo PT, PMDB e demais partidos que compõem a sua base de sustenção no Congresso Nacional.

Com isso, a presidente ganha apoio da opinião pública. Mas, politicamente, ela fica um pouco enfrequecida. Os partidos que fizeram as indicações dos demitidos, obviamente, não estão satisfeitos. O PR, por exemplo, é um deles.

Mas o importante é que a presidente Dilma está agindo corretamente, não compactuando com a ilegalidade.

2 de agosto de 2011

Os desafios da presidente no Congresso Nacional

Além dos problemas com a sua base de sustentação política por causa das demissões na área dos Ministérios dos Transportes e da Agricultura, a presidente Dilma Rousseff terá vários desafios no Congresso Nacional. E não são poucos.

O primeiro deles é a votação da emenda constitucional 29 que fixa os percentuais de investimento de União, estados e municípios em saúde. O governo teme que a participação da União passe de 7% da receita bruta para 10%.

Outra preocupação do governo é com o projeto que estabelece um piso naconal provisório para policiais civis, policiais militares e bombeiros. Se for aprovado o projeto, o rombo nas contas dos Estados ficará entre R$ 30 e R$ 50 bilhões.

Está também em tramitação no Legislastivo um projeto de lei propondo um reajuste salarial de 14,79 para os ministros do Supremo Tribunal Federal. O Orçamento prevê apenas um aumento de 5,2%.

Está também para ser votado no Senado o projeto que trata do Código Florestal. O governo quer reveter a derrota na Câmara,que aprovou emenda anistiando agricultores que devastaram áreas de proteção ambiental.

Outro problema é a CPI dos Transportes que a oposição pretende criar.Por aí se vê que a presidente Dilma terá muitos desafios no Congresso Nacional.

29 de julho de 2011

A traição dos suplentes

Zezé Perrela e Clésio Andrade foram incluidos na chapa de suplentes ao Senado de Itamar Franco e Eliseu Resende para fazer oposição ao governo federal.

Com a morte de Itamar e de Eliseu, os dois suplentes assumiram as suas vagas no Senado. Deveriam seguir a postura dos seus titulares. Mas decidram logo aderir ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em outras palavras, trairam os eleitores de Itamar e de Eliseu.

Mas a maior responsabilidade é de quem fez a indicaçao dos dois suplentes. Obviamente, foi a cúpula do PSDB e do DEM, com o respaldo do ex-governador e hoje senador Aécio Neves. Ninguém tem dúvida disso.

27 de julho de 2011

Faxina sem limites

Parece que a disposição da presidente Dilma Rousseff é promover uma faxina sem limites nos orgãos públicos onde há denuncia de corrupção.

Ela demonstrou muita firmeza ao afastar diversas pessoas do Ministério dos Transportes acusadas por prática de irregularidades.

E todos os afastados foram nomeados por indicação política, sendo que alguns com respaldo do ex-presidente Lula.

A faxina sem limites , por outro lado, desagrada os politicos e partidos que fizeram tais indicações . Consequentemente, a presidente poderá ter alguns problemas na área do Congresso Nacional, principalmente com a bancada do PR, partido que fez maior número de indicações para os orgãos vinculados ao Ministério dos Transportes.

Uma melhor avaliação sobre o relacionamento do governo com a sua base de sustentação política será possível com o reinício dos trabalhos do Congresso Nacional. A oposição já fala numa CPI dos Transportes.

24 de julho de 2011

Lula e as eleições municipais

Para ficar na mídia, o ex-presidente Lula pretende participar ativamente das eleições municipais do ano que vem.

A sua estratégia é viajar para as principais cidades brasileiras pedindo voto para os candidatos do PT e dos partidos que deram sustentação a seu governo.

Mas fora do poder, Lula fica um pouco enfraquecido. Mais ainda pelas denuncias de corrupção contra ex-auxiliares, principalmente na área do Ministério dos Transportes.

Queira ou não, Lula ainda tem muita força eleitoral. Só que agora ele não tem a força do poder. A presidente Dilma Rousseff é que poderá influir no processo eleitoral municipal. Ela está bem nas pesquisas em decorrência principalmente de sua atuação contra a corrupção no governo.

19 de julho de 2011

Recesso parlamentar é um alívio para o governo

Recesso parlamentar é um alívio para o governo. Nada acontece de importante na área política. Foi sempre assim. Com isso, o governo fica um pouco aliviado das tensões políticas.

Neste momento, a presidente Dilma Rousseff ainda enfrenta problemas na área do Ministério dos Transportes. Mas ela tem agindo com rigor, afastando servidores acusados de corrupção, o que não acontecia com o seu antecessor, Luis Inácio Lula da Silva.

Dilma, em alguns momentos, tem adotado o estilo Itamar Franco, que, no exercício da presidência da República, afastava qualquer servidor acusado de corrupção.

Essa postura da presidente lhe dá mais credibilidade perante a opinião pública. O que se espera é que a impunidade não permaneça no atual governo.

Clésio

O senador Clésio Andrade, do PR, já estaria trabalhando para ser o vice de uma eventual candidatura do ministro Fernando Pimentel ao governo de Minas em 2014. Ele pouco acrescentaria em termos de voto.

Reforma tributária

O governo pretende brevemente encaminhar ao Congresso Nacional projeto de lei de reforma tributária. O objetivo é acabar com a guerra fiscal entre Estados. O projeto acaba com a isenção do ICMS para a importação.

PROBLEMAS

A presidente Dilma Rousseff ainda terá problemas com o PR por causa da crise no Ministério dos Transportes.

Aécio Neves

O senador Aécio Neves tem feito duras críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff. Está até surpreendendo.

PMDB

O PMDB não deverá expulsar do partido o deputado federal Newton Cardoso nem o parlamentar Leornando Quintão deixará a legenda. Fica como está. Quintão chegou a anunciar que deixaria o partido se Newton não fosse expulso. O assunto será discutido pela Comissão de Ética do PMDB, que tão cedo não vai se pronunciar.

PSD

O PSD do prefeito Gilberto Kassab ainda não decolou em Minas. Para decolar Kassab terá que conversar mais com o senador Aécio Neves.

18 de julho de 2011

PMDB dificilmente expulsará Newton Cardoso




Quando governador de Minas, Newton Cardoso tinha o controle absoluto do PMDB mineiro. Mas depois, fora do poder, foi perdendo força dentro do partido. Hoje, é minoria.

A sua maior derrota foi na disputa pelo comando do partido em Minas. O vitorioso foi o grupo do ex-ministro Hélio Costa, que apoiou o deputado Antônio Andrade para comandar a legenda no Estado.

Mas com a derrota de Hélio Costa para o governo de Minas, Newton Cardoso, eleito deputado federal, respirou um pouco, mas não a ponto de influir decisivamente nas questões partidárias.

Recentemente, voltou a ter atrito com a executiva do partido por causa da dissolução de alguns diretórios municipais. A executiva nacional chegou a promover um encontro entre as partes em conflito. Mas a crise não foi contornada.

A situação se agravou com a decisão da executiva de propor a expulsão do parlamentar peemedebista. O assunto foi encaminhado para a Comissão de Ética do partido. Mas ninguém acredita na expulsão de Newton Cardoso do PMDB, mesmo porque a comissão nem foi constituida. Ela terá que eleger o presidente, o vice e o secretário. Depois haverá uma discussão sobre o seu regimento interno. Em outras palavras, expusão de Newton Cardoso não deverá ocorrer. Mas a crise vai continuar, com reflexos negativos para o partido nas eleições municipais do ano que vem.

12 de julho de 2011

Quem diria Zezé Perrella no Senado

Quem diria o suplente Zezé Perrella assumindo a vaga de Itamar Franco no Senado sem ter qualquer voto. O eleitor não vota no suplente, mas, sim, no titular.

Na campanha eleitoral, Itamar Franco, do PPS, prometeu que faria oposição ao governo de Dilma Rousseff. E começou batendo forte no governo.

Já o suplente Zezé Perrella no Senado será governo, já tendo declarado que não fará oposição ao governo de Dilma Rousseff. E é o que deseja o eleitorado de Itamar Franco? Claro que não.

A oposição, portanto, perde um senador e o governo tem mais um a apoiá-lo. Foi também o que ocorreu com a morte do senador Eliseu Resende, no ano passado. Eliseu era oposição e o seu suplente que assumiu, Clésio Andrade, é mais governo.

Tudo isso por causa da figura do suplente de senador que deveria acabar com a reforma política. Infelizmente, vamos continuar com senadores sem voto.

Administrando conflitos

A presidente Dilma Rousseff continua administrando conflitos. Já foram demitidos dois ministros acusados de corrupção.

Mudo

O prefeito Márcio Lacerda, estrategicamente, não fala sobre a sua sucessão no ano que vem. Está mudo.

Desaparecido

Depois que foi para Brasília na condição de deputado federal, Luis Fernando, do PP, desapareceu do noticiário político.

Outro desaparecido

Outro que está desaparecido da mítia é o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho.

Desarticulada

A base do governo de Antônio Anastasia na Assembleia Legislativa está um pouco desarticulada. A insatisfação maior está relacionada com a não liberação de verbas originárias de emendas de iniciativa parlamentar ao Orçamento do Estado.

Candidato

O deputado estadual Antônio Júlio, do PMDB, ainda não decidiu se disputa a prefeitura de Pará de Minas nas eleições do ano que vem.

Expulsão

Será muito dificil a expulsão do deputado Newton Cardoso do PMDB conforme recomendou a executiva estadual do partido. Mas vai ser uma convivência muito dificil entre o parlamentar e a direção do partido.

5 de julho de 2011

Minas sai perdendo

Minas perdeu dois grandes senadores: Eliseu Resende, do DEM, falecido em dezembro do ano passado, e agora Itamar Franco, do PPS.

Na vaga de Eliseu Resende, assumiu o suplente Clésio Andrade, do PR. O suplente de Itamar no Senado será o ex-deputado federal e estadual e presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela.

A tragetória política de Clésio começou como suplente de senador de Francelino Pereira. Depois foi na garupa de Aécio Neves como vice-governador. Na última eleição conseguiu viabilizar o seu nome como suplente de Itamar Franco.

Zezé Perrela foi eleito deputado estadual na legislatura passada, mas teve pouca presença na Assembleia Legislativa, a exemplo do que ocorreu quando se elegeu deputado federal.

Na Assembleia Legislativa, o então deputado Irani Barbosa chegou a pedir a cassação do seu mandato pela sua pouca presença às reuniões plenárias. Mas não deu em nada.

Na última eleição conseguiu eleger o seu filho Gustavo Perrella deputado estadual e agora assume a vaga de Itamar no Senado para cumprir um mandato de mais de sete anos.

Espera-se que Clésio e Perrella sigam o exemplo de Eliseu e Itamar, em defesa dos interesses de Minas e do País. Mas não vai ser fácil se compararmos o histórico político dos titulares em relação aos seus respectivos suplentes. Minas sai perdendo.


Marina

A ex-senadora Marina Silva está deixando o PV. Com ela irão outras lideranças do Partido Verde. É quase certo que José Fernando Aparecido, ex-prefeito de Conceição do Mato Dentro, também deixará o partido.

Viuvas de Itamar

Itamar Franco deixa muitas viuvas. Algumas delas ocupam cargos de destaque na administração pública. Djalma Moraes, presidente da Cemig, é uma delas.

Pimentel

O ministro Fernando Pimentel não deseja efetivamente disputar a prefeitura de Belo Horizonte. O seu objetivo continua sendo o governo de Minas em 2014.

Apoiar Lacerda

Entre os tucanos mineiros, há um consenso de que o partido deve apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda. Nada de candidatura própria.

Trombando

O grupo do ex-governador Newton Cardoso continua trombando com a cúpula do PMDB mineiro. Neste momento não há qualquer possibilidade de um entendimento.

Antônio Júlio

O deputado estadual Antônio Júlio informa que ainda não decidiu se disputa a prefeitura de Pará de Minas nas eleições do ano que vem.

Desempenho

Dos federais eleitos pela primeira vez, o deputado tucano Domingos Sávio tem se destacado bem nos trabalhos da Câmara dos Deputados.

LIDERANÇA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está se tornando a principal liderança do PSDB. Mas o que pesa é a idade. Aos 80 anos não pretende disputar mais qualquer cargo eletivo.

Dissolução de diretórios

A executiva estadual do PMDB coninua promovendo a dissolução de diretórios municipais que não seguiram a orientação da cúpula do partido nas últimas eleições. Quem não está gostando nada disso é o deputado federal Newton Cardoso.

3 de julho de 2011

Itamar: um guerreiro contra a corrupção

A morte do senador Itamar Franco não apaga os exemplos de dignidade e de honradez pública que ele deixou no exercício dos diversos cargos públicos: presidente da República, governador de Minas, senador e prefeito de Juiz de Fora.

Foi acima de tudo, um guerreiro contra a corrupção. Ainda está na memoria de todos nós brasileiros a sua decisão de afastar um de seus principais amigos da Casa Civil, Henrique Hargreaves, acusado por desvio de conduta.

Provada a sua inocência, Hargreaves foi reconduzido ao cargo. Houve um outro episódio em seu governo. O então senador Antônio Carlos Magalhães acusou o seu governo de corrupção. Itamar exigiu provas. O assunto foi decidido numa audiência em que o presidente recebeu o senador para a apresentação das provas.

Para surpresa geral, o senador abriu a mala em seu poder e ela estava vazia. Nada de provas. O assunto teve grande repercussão.

Itamar ao longo do seu governo foi coerente com o que disse na data de sua posse, em 1992: "A nação pode estar certa de que não haverá corruptor neste governo".

Era considerado por alguns de seus adversários um político polêmico e ranzinza, mas ninguém pode acusá-lo de ter se beneficiado do poder. Foi sem dúvida um democrata que se preocupou com Minas e o Pais e acima de tudo um guerreiro contra a corrupção.

1 de julho de 2011

Os conflitos no PMDB

Até que no plano nacional, o PMDB, aparentemente, está tranquiloão e unido, mesmo porque o partido vem sendo atendido pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Depois do PT, o PMDB é o principal partido da base do governo no Congresso Nacional. Sem o apoio dos peemedebistas, o governo não consegue aprovar nada no Legislativo. A presidente Dilma, portanto, é refém do PMDB.

Se as coisas vão bem no plano nacional, o mesmo não de poderá dizer em relação ao partido nos Estados. Os conflitos existem. É o caso de Minas Gerais. O ex-governador Newton Cardoso continua trombando com o presidente Antônio Andrade.

E tudo começou por ocasião da eleição do diretório e da indicação de Hélio Costa como candidato ao governo de Minas.

Newton Cardoso queria o deputado estadual Adalclever Lopes na presidente do PMDB, mas o vitorioso foi o federal Antônio Andrade.

Newton ficou também contra o candidato Hélio Costa. A bancada estadual, por sua vez, ficou dividida. Um grupo de deputados apoiou o governador Antônio Anastasia e o outro grupo praticamente ficou em cima do muro.
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Neste mesmo, o partido continua rachado, mas a maioria da bancada estadual apoia o governador Anastasia na Assembleia Legislativa. Na oposição mesmo só o deputado Antônio Julio.

Por causa das traições ocorridas nas últimas eleições, a direção do partido tem promovido a dissolução de alguns diretórios, o que aumenta ainda mais a crise entre o presidente Antônio Andrade e o ex-governador Newton Cardoso.

30 de junho de 2011

Dilma já negocia no varejo



Ainda que não queira, a presidente Dilma Rousseff vai ter que negociar no varejo para obter o apoio de sua base de sustentação política no Congresso Nacional.

Ela até que tentou resistir, mas acabou cededendo e terá mesmo de negociar no varejo. O melhor exemplo foi a prorrogação do prazo para a liberação de emendas, de iniciativa parlamentar, ao Orçamento da União.

A presidente Dilma Rousseff não vai resistir também a pressão de sua base no preenchimento dos cargos do segundo escalão ainda não concluido..

A negociação no varejo enfraquece muito a presidente perante a opinião pública. Ninguém tem dúvida disso. Mas sem essa negociação, ela fica muito fragilizada no Congresso Nacional.

28 de junho de 2011

Os grandes partidos estão rachados

Os grandes partidos como o PSDB, PMDB, PT e outros mais estão rachados. O racha no PSDB foi responsável pela derrota de José Serra na sucessão presidencial. O PT que estava unido para eleger Dilma Roussef está agora dividido na composição do novo governo.

O PMDB também está dividido entre o grupo mais influente junto ao governo e aqueles que se julgam marginalizados em termos de participação na atual administração.

Até mesmo o PV rachou com a disposição da ex-senadora Marina Silva de deixar o partido. O DEM ficou menor com a desfiliação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que está criando o PSD.
O PSB também tem problemas, já que o ex-ministro Ciro Gomes não está se entendendo bem com o governador pernambucano Eduardo Campos, que é o presidente do partido.

Mas não é apenas no plano nacional que os grandes partidos estão divididos. Aqui em Minas, o ex-governador Newton Cardoso está em pleno confronto com o presidente do PMDB, deputado Antônio Andrade. A bancada estadual não está unida. A maioria apoia o governador Antõnio Anastasia e outro grupo, tendo a frente Antônio Júlio está na oposição.

O PT continua dividido entre os grupos do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias. Apenas os tucanos dão mostra da unidade sob o comando do senador Aécio Neves.

Por aí se vê como é frágil o atual quadro partidário brasileiro. Só uma reforma política abrangente impondo regras rígidas em termos de convivência partidária poderá mudar o atual quadro. Não vai ser fácil.

26 de junho de 2011

Quem vai decidir a sucessão de Lacerda?

Quem vai influir decisivamente na sucessão do prefeito Márcio Lacerda? Ninguém tem dúvida alguma de que serão ouvidos o senador Aécio Neves, o governador Antônio Anastasia, o ministro Fernando Pimentel, o ex-ministro Patrus Ananias e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é o presidente do PSB.

Todos eles caminham para defender a reeleição do prefeito Márcio Lacerda. Mais por falta de opção. O PT está rachado entre os grupos do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias e o PSDB não tem o chamado candidato natural.

A briga mesmo ficará por conta do vice do prefeito Márcio Lacerda entre os tucanos e os petistas. Mas a decisão ainda vai demorar um pouco, já que a eleição só será realizada em outubro do ano que vem. Até lá haverá muita movimentação.

O PC do B deve entrar na disputa com a deputada federal Jô Moraes e o PMDB, provavelmente, com o deputado federal Leonardo Quintão. Mas nenhum deles assusta o favorito Márcio Lacerda.

22 de junho de 2011

Apoio só com atendimento político

Volto a repetir: se a presidente Dilma Rousseff não negociar no varejo ela não terá o apoio de sua base de sustentação política no Congresso Nacional. Isto ficou constatado por ocasião da votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados quando 410 dos 513 parlamentares disseram "não" às mudanças sugeridas pelo Planalto.

Negociar no varejo significa atender às postulações dos parlamentares como liberação de recursos provenientes de emendas de iniciativa parlamentar ao Orçamento da União, nomeações para cargos comissionados e outras pequenas coisas mais.

Até o momento, o governo ainda não atendeu aos partidos e aos parlamentares. O ex-ministro Hélio Costa, que perdeu o governo de Minas para Antõnio Anastasia, até hoje está desempregado. Ele chegou a ser cogitado para presidente de Furnas. Como não há unidade dentro do PMDB mineiro, ele acabou ficando de fora.

A briga entre os grupos do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias está inviabilizando as indicações do PT mineiro para cargos em Minas.

Nos demais Estados, a situação não é diferente. Vai depender do atendimento político para que a presidente Dilma Rousseff atenda às reivindicações dos partidos e dos parlamentares. Só que a presidente não é de negociar no varejo. O grande reste será a votação do Código Florestal pelo Senado. Mas se a proposta sofrer mudanças, ela terá que ser votada novamente na Câmara dos Deputados onde o governo perdeu feito.

20 de junho de 2011

Dilma está se distanciando do Lula?

A presidente Dilma Rousseff está se distanciando do ex-presidente Lula? Por enquanto não. Mas o ex-presidente já não influi decisivamente nas principais questões do governo. Lula teve o seu poder diminuido com a demissão de Antônio Palocci.

Em alguns atos, a presidente Dilma está na contramão do seu antecessor. Ela é mais discreta até mesmo no seu relacionamento com a imprensa, ao contrário do Lula, que gostava muito de aparecer na mídia.

A previsão é de que a presidente Dilma não concluirá o seu mandato com os atuais ministros, principalmente aqueles que foram indicados através de arranjos partidários. Resta saber se o ex-presidente Lula irá efetivamente apoiar a reeleição de Dilma Rousseff.

Neste momento, Lula ainda tem o controle do PT para apoiar a reeleiçao de Dilma ou para voltar ao Planalto em 2014. Tudo vai depender da evolução dos acontencimentos políticos.

19 de junho de 2011

Dilma vai ter que negociar no varejo

Para aprovar os projetos de interesse do Executivo, a presidente Dilma Rousseff terá que negociar no varejo com a sua base de sustentação política no Congresso Nacional.

Consequentemente, terá que ceder às pressões dos congressistas em suas reivindicações. A principal delas é a liberação das verbas originárias de emendas parlamentares ao Orçamento da Uniao.

E os parlamentares estabeleceram uma data para a liberação de tais recursos: até o próximo dia 30. Tudo indica que o governo vai acabar atendendo aos parlamentares, pois só assim será possível aprovar as propostas do Executivo.

Mas o verdadeiro teste em termos de relacionamento governo e sua base política no Congresso Nacional será a votação do Código Florestal. Sem o atendimento político, o governo sofreu uma grande derrota na Câmara dos Deputados. A votação agora será no Senado onde o governo espera aprovar mudanças no projeto. Mas para isso terá que negociar no varejo.

16 de junho de 2011

Futuro incerto do governador Anastasia

Não podendo disputar a reeleição em 2014, o governador Antônio Anastasia, politicamente, tem futuro incerto. Pode ser que dispute o Senado. Neste caso teria que desincompatibilizar-se, afastando assim do governo. Assumiria a sua vaga o vice-governador Alberto Pinto Coelho, que tem projeto para concorrer ao governo de Minas em 2014.

Mas se o senador Aécio Neves viabilizar a sua candidatura à presidência da República, Anastasia cumpriria integralmente o seu mandato para dar sustentação política ao ex-governador. Se isto ocorrer, o vice-governador Alberto Pinto Coelho passaria a ser uma boa opção ao governo de Minas em 2014.

Antes de 2014, vamos ter as eleições municipais e a sucessão do prefeito Márcio Lacerda terá implicações na eleição para governador. Reeleito, Márcio Lacerda será peça importante na sucessão estadual. Mas ainda é muito cedo para fazer uma melhor avaliação sobre as eleições municipais do ano que vem e sobe a sucessão estadual de 2014.

15 de junho de 2011

Clésio Andrade está muito assanhado

Clésio Andrade só chegou ao Senado porque estava na garupa do falecido senador Eliseu Resende na condição de suplente. Agora, ele quer se transformar em um dos porta-vozes da presidente Dilma Rousseff em assuntos de interesses de Minas.

Mas o seu verdadeiro objetivo é cutucar o governador Antônio Anastasia e o senador Aécio Neves quando fala sobre os investimentos do governo federal em nosso Estado.

Falta-lhe, no entanto, apoio político do seu próprio partido em Minas, o PR . Isto ficou demonstrado por ocasião das últimas eleições. Clésio, como presidente do PR, queria que o seu partido apoiasse Hélio Costa ao governo de Minas, mas a maioria optou pelo nome do governador Antônio Anastasia.

Teve que renunciar à presidência do PR mineiro para não ser destituido do cargo. Caiu no ostracismo. Ganhou folêgo ao assumir o cargo de senador com a morte de Eliseu Resende. Está agora muito assanhado.

14 de junho de 2011

PSDB e PT na disputa pela vice de Lacerda



Os tucanos e os petistas não vão com candidatura própria à prefeitura de Belo Horizonte nas eleições do ano que vem. A briga entre os dois partidos é pela vice na chapa encabeçada pelo prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Mais por falta do chamado candidato natural.

Do lado do PT, seriam candidatos naturais o ministro Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias. O primeiro quer mesmo é o Palácio da Liberdade, em 2014, enquanto Patrus não deseja voltar à prefeitura de Belo Horizonte.

O outro problema é o racha no partido entre os grupos de Pimentel e do Patrus. O caminho então é apoiar a reeleição de Márcio Lacerda, tendo como vice um petista.

Os tucanos não têm também o chamado candidato natural, tendo em vista que os parlamentares mais votados em Belo Horizonte, Eduardo Azeredo e João Leite ,não desejam entrar na disputa.

Diante desse quatro, o prefeito Márcio Lacerda prefere não entrar nessa discussão, ou melhor, ficar em cima do muro, à espera do apoio dos tucanos e dos petistas.

13 de junho de 2011

O êxito da nova minisra depende do atendimento político

A nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi uma indicação pessoal da presidente Dilma Rousseff. Ela não seria indicada pelo PT e nem pela base do governo no Congresso Nacionalpor causa do seu estilo "trator".

Numa área muita sensivel, a política, a nova ministra terá dificuldades em sua ação de coordenadora política em nome do governo junto ao Congresso Nacional.

O êxito de seu trabalho vai depender do atendimento político. Não pode ser uma ministra de apenas receber recado. Tem de apresentar resultados. O seu antecessor, Luiz Sérgio, fracassou porque não resolveu os problemas pendentes dos parlamentares governistas.

A nova ministra, no entanto, está prometendo melhorar o atendimento político. Vamos esperar.t

8 de junho de 2011

Dilma se isola politicamente

A demissão do ministro Antônio Palocci isola politicamente a presidente Dilma Rousseff. Pelo menos por enquanto. Palocci coordenava todas as ações do governo, além de ser o interlocutor da presidente junto ao Congresso Nacional.

O substituto de Palocci na Casa Civil é a senadora petista Gleisi Hoffmann. Mas a sua missão na Casa Civil não será política. Será uma gerente, a exemplo de Dilma Rousseff no governo do presidente Lula.

Consequentemente, a presidente Dilma dentro do governo fica sem um interlocutor junto a sua base de sustentação política no Congresso Nacional.

Um outro detalhe envolvendo a demissão de Palocci: ele tinha o respaldo do ex-presidente Lula para continuar no cargo, o que significa menos influência do ex-presidente no atual governo. A nomemação da senadora petista para a Casa Civil foi uma escolha pessoal da presidente Dilma Rousseff.

6 de junho de 2011

PSDB e PSB vão com Márcio Lacerda

Tudo está caminhando para um acordo de cúpula entre o PSDB e o PSB para a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, nas eleições do ano que vem.

O senador Aécio Neves, que tem o controle hoje do PSDB, tem mantido conversações com o principal líder do PSB, que é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

A conversa não gira em torno da próxima sucessão presidencial, porque o senador mineiro e o governador pernambucano são postulantes à sucessão de Dilma Rousseff. Essa conversa fica para depois.

No momento, o objetivo é selar um acordo entre os dois partidos para reeleger o prefeito Márcio Lacerda.

E como fica o PT? Uma facção do partido defende candidatura própria sem ter o chamado candidato natural, porque o ex-ministro Patrus Ananias não deseja voltar a prefeitura de Belo Horizonte. Já o ministro Fernando Pimentel tem como projeto principal o Palácio da Liberdade.

Por ser muito partidário, Patrus até que iria para o sacrifício se a decisão vir de cima para baixo, a exemplo do que ocorreu com a sua indicação para vice de Hélio Costa na disputa pelo governo de Minas.

A tendência do PT é apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, mas sem a presença do PSDB. Aí é que surge o problema. Ao parfeito, interessa sim o apoio dos dois paratidos, PSDB e PT. Por esta razão, no atual estágio da sucessão municipal, Márcio Lacerda vai ficar em cima do muro.

4 de junho de 2011

Palocci não foi convincente

Na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional para se defender das denuncias de que teria aumentado ilegalmente o seu patrimônio, o ministro Antônio Palocci, da Casa Civil, não foi convincente.

É possível que o cidadão menos esclarecido não tenha entendido bem as explicações do ministro. Para o mais esclarecido, Palocci pouco acrescentou. Já a oposição considerou a fala do ministro um desastre, já que não apresentou nenhuma justificativa para explicar o crescimento de seu patrimônio.

Só os govenistas consideraram a entrevista positiva. Mas a crise vai continuar porque a oposição vai insistir na convocação do ministro para que ele preste mais esclarecimentos sobre o crescimento de seu patrimônio.

2 de junho de 2011

É o próprio governo alimentando a crise no caso Palocci

É o próprio governo que está alimentando a crise no caso Palocci não permitindo que o ministro compareça ao Congresso Nacional para explicar as denuncias de que teria aumentado ilegalmente o seu patrimônio.

O não comparecimento de Palocci dá munição à oposição para continuar cobrando explicações do ministro. É uma estratégia equivocada.

A presença do ministro ao Congresso Nacional encerraria a discussão, ainda que Palocci não fosse convicente em suas explicações.

Por aí se vê que a base do governo está fazendo o jogo da oposição, não permtindo que o ministro dê explicações aos parlamentares.

1 de junho de 2011

Dilma enfraquecida e PMDB fortalecido

As denuncias contra o ministro Antônio Palocci enfraqueceram muito a presidente Dilma Rousseff. Tida como durona, ela ainda resiste às pressões para afastar o ministro que é acusado de ter aumentado ilegamente o seu patrimônio.

A fragilidade da presidente ficou exposta por ocasião da votação do Código Florestal, quando 410 dos 513 deputados disseram não ao Planalto, aprovando assim o projeto que não é do agrado do governo.

A situação se agravou ainda mais depois que o ministro Antônio Palocci ameaçou demitir os ministros do PMDB caso a sua bancada votasse contra o governo. O vice-presidente Michel Temer reagiu e a presidente teve que contornar a trapalhada do Palocci.

Mas ninguém tem dúvida de que Palocci agiu em nome da presidente Dilma Rousseff. Com isso, ela ficou mais enfraquecida e o PMDB se fortaleceu ainda mais no governo.

31 de maio de 2011

PSDB negocia com Lacerda pensando na vice

Um parlamentar muito influente dentro do PSDB nos garantiu que o seu partido admite uma aliança com o prefeito Márcio Lacerda para as eleições municipais do ano que vem.

Essa possível aliança implicaria na reeleição do prefeito, tendo como vice um tucano, o que representaria também o fim da coligação PSB-PT-PC do B, que elegeu Márcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte.

Se isto ocorrer, o PT não teria outra alternativa senão entrar na disputa com candidato próprio. Aí é que surge o problema, ou seja, a falta do chamado candidato natural. O ministro Fernando Pimentel não seria candidato porque o seu projeto político passa pelo Palácio da Liberdade.

A única solução seria indicar o ex-ministro Patrus Ananias. Só que ele não está muito interessado em voltar à prefeitura. Mas por ser partidário, possivelmente não resistiria aos apelos da cúpula do seu partido, a exemplo do que ocorreu por ocasião de sua indicação para vice de Hélio Costa na disputa pelo governo de Minas.

Já o prefeito Márcio Lacerda, bem avaliado nas pesquisas, prefere ficar em cima do muro para obter o apoio dos tucanos e dos petistas à sua reeleição no ano que vem.

29 de maio de 2011

Unidade do PSDB é apenas aparente

A convenção do PSDB mostrou o senador Aécio Neves mais forte dentro do partido. Os principais cargos serão ocupados por políticos que tiveram o apoio do ex-governador mineiro, como a presidência (Sérgio Guerra) e secretaria geral (Danilo de Castro)

O grande derrotado foi o ex-governador José Serra, que presidirá um conselho político do partido sem direito a veto. Sem mandato, Serra terá pouca influência no processo eleitoral muncipal do próximo ano.

Mas o controle do PSDB pelo grupo do senador Aécio não significa que a unidade está preservada. O racha vai continuar existindo. Isto ficou demonstrado durante as negociações para a forma da nova executiva nacional do partido. A unidade é apenas aparente.

25 de maio de 2011

Tucanos não se entendem até fora do poder

O PSDB realiza neste sábado a sua convenção nacional para eleger a cúpula do partido. Mas as suas principais lideranças, José Serra e o senador Aécio Neves, não se entendem no preenchimento dos principais cargos da legenda.

O consenso só existe na reeleição do presidente Sérgio Guerra. A secretaria geral, ocupada pelo deputado mineiro Rodrigo de Castro, e a presidência do Instituto Teotônio Vilela estão em negociação.

O grupo do senador Aécio Neves quer a reeleição de Rodrigo de Castro e a presidência do Instituto Teotônio Vilela para o ex-senador Tasso Jereissati.

Os seguidores de José Serra defendem nomes do seu grupo para esses cargos. Qualquer que seja o resultado da convenção, o partido sai rachado, porque o que está em jogo é o controle da legenda para a próxima sucessão presidencial. Por aí se vê que os tucanos não se entendem até mesmo fora do poder.

24 de maio de 2011

Preenchimento de cargo de conselheiro no TCE

Sobre a notícia publicada neste blog de que o deputado Mauri Torres deverá ser indicado para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado com a aposentadoria de Elmo Braz, Gabriel Guy Léger deixou o seguinte comentário em relação a nossa postagem:

Nota Pública: Processo de Escolha de Conselheiros dos Tribunais de Contas.
A Associação Nacional do Ministério Público de Contas - AMPCON, entidade representativa dos Procuradores de Contas que atuam perante todos os Tribunais de Contas do Brasil vem a público manifestar a sua preocupação em relação aos aspectos que envolvem a legalidade do procedimento de investidura no cargo de Conselheiro, em vagas não vinculadas às carreiras mencionas no artigo 73, § 2º, inciso I, da Constituição Federal.

Notícias recentes evidenciam que os procedimentos de escolha em curso, em vários Estados da Federação, estão a tangenciar os preceitos constitucionais e republicanos.
Conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, no RE 167.137, somente se observadas todas as exigências legais poderá haver regular nomeação. A nomeação dos membros do Tribunal de Contas do Estado não é ato discricionário, mas vinculado a determinados critérios. Por NOTÓRIO SABER é necessário aferir um mínimo de pertinência entre as qualidades intelectuais dos nomeados e o ofício a desempenhar.

Reveste-se de subjetividade tão somente o aspecto da idoneidade moral, sendo que os demais critérios são todos de ordem objetiva, incluindo-se a faixa etária (idade superior a 35 anos e inferior a 65), o notório saber, e o tempo mínimo de 10 anos em efetiva atividade profissional que exija a comprovação de conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros ou de administração pública.

O mero exercício de cargos eletivos ou comissionados não se presta à demonstração das condições exigidas no artigo 73, § 1º, incisos III e IV, da Constituição Federal, posto que tais conhecimentos não se constituem em pré-requisitos à participação do processo eleitoral ou ao estabelecimento do vínculo de confiança com a autoridade nomeante.
A AMPCON reconhece os anseios da sociedade por mudança no processo de composição tanto dos Tribunais de Contas quanto dos Tribunais Superiores, contudo remarca que o modelo constitucional vigente deve ser observado até que sobrevenha alteração pela via adequada; e esclarece à população que qualquer pessoa que preencha os requisitos constitucionais está legitimada a candidatar-se ao processo de indicação, no qual os integrantes dos parlamentos assumem a condição de eleitores, e que a adequada observância aos princípios éticos e republicanos recomenda que nesta posição se mantenham.

É bem vinda a participação da sociedade civil e dos conselhos de classe (a exemplo dos que representam os advogados, economistas, contadores, administradores, engenheiros, entre outros) no processo de discussão relativo ao preenchimento dos cargos da Magistratura de Contas, sendo salutar a ampla divulgação dos processos seletivos, visando o maior número de inscritos possível; destacando-se que por submetidos à Lei Orgânica da Magistratura Nacional os candidatos a membros desta relevante carreira devem preencher idênticos requisitos.

Conforme já advertiu o Supremo Tribunal Federal a não observância dos requisitos que vinculam a nomeação enseja a qualquer do povo sujeitá-la à correção judicial, com a finalidade de desconstituir o ato lesivo à moralidade administrativa.

Reforma política é uma utopia

É até louvável a iniciativa da Assembleia Legislastiva de Minas em constituir uma comissão especial para tratar da reforma política. Ainda ontem, ela promoveu uma audiência pública para discutir o assunto.

Só que a matéria é da competência do Congresso Nacional e entre os parlamentares não há um consenso sobre as mudanças que deveriam ocorrer para aprimorar o sistema político brasileiro.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva , no discurso, priorizaram a reforma. Só que não houve qualquer avanço. As mudanças mais importantes estão saindo de decisões do Judiciário ou por pressão da opinião pública.

É possível que pequenas mudanças ainda ocorram. Mas elas não podem ser consideradas como uma reforma política, que, por sinal, continua sendo uma utopia.

23 de maio de 2011

Palocci estaria na corda bamba?

O ministro Antônio Palocci estaria na corda bamba por causa das denuncias de que teria aumentado ilegalmente o seu patrimônio? A oposição exige explicações e a base do governo faz a blindagem do ministro.

O mais importante neste momento é saber se Palocci será ou não mantido no cargo. Vai depender muito do desdobramento da crise. É possível que tenha muita gente do PT querendo desestabilizar o Palocci pelo poder que tem hoje no governo.

Se o Palocci cair, quem seria o seu substituto na Casa Civil? Ninguém sabe. Mas da confiança absoluta da presidente Dilma, surge em primeiro plano o ministro Fernando Pimentel.

A palavra final será da presidente Dilma Rousseff, que tem dado apoio ao ministro Palocci. Mas vai chegar a um ponto que ela terá que tomar uma decisão, porque a crise envolvendo o ministro estará paralisando o governo.

21 de maio de 2011

PT deve apoiar a reeleição de Márcio Lacerda

O PT deve apoiar mesmo a reeleição do prefeito Márcio Lacerda nas eleições do ano que vem. O problema está na vice, já que o prefeito não gostaria de ter como companheiro de chapa o atual vice-prefeito Roberto Carvalho.

O PSDB está de olho também na vice, o que implicaria numa aliança formal dos tucanos com o PSB de Márcio Lacerda. Neste caso, o PT ficaria de fora. Roberto Carvalho já declarou que não será possível nem uma aliança informal com o PSDB.

O prefeito Márcio Lacerda, por enquanto, está em cima do muro, porque deseja o apoio dos tucanos e dos petistas. Muita coisa deverá ocorrer até a data das eleições. É só esperar.

20 de maio de 2011

Mauri Torres vai mesmo para o TCE

No próximo dia 25 Elmo Braz cai na compulsoria como conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais. A sua vaga, que será preenchida por indicação da Assembleia Legislativa, tem neste momento três candidatos: os deputados Mauri Torres (PSDB) e Doutor Viana (DEM) e o consultor do Legislativo Alexandre Bossi Queiroz.

Por ter o apoio do Palácio da Liberdade, principalmente do secretário Danilo de Castro, o deputado Mauri Torres é o favorito e deve ser mesmo indicado para a vaga de Elmo Braz.

O deputado Doutor Viana, do DEM, tem bom trânsito junto aos parlamentares, mas não chega a assustar Mauri Torres.

Já a candidatura de Alexandre Bossi Queiroz é mais de protesto contra os critérios estabelecidos para o preenchimento do cargo do conselheiro do TCE. Pela quinta vez ele entra na disputa.

Na sua opinião, em Minas, a atuação do Tribunal de Contas tem sido tímida, burocrática, formalista e distante dos olhos de uma população que clama por moralidade na gestão dos recursos públicos.

Alexandre disse ainda que" a forma como se elegem os conselheiros para fiscalizar os destino do dinheiro do povo é baseada, quase que unicamente, em critérios políticos, e o resultado é uma Corte de Contas que não consegue exercer com efaicácia seu papel constitucional".

O cargo de conselheiro é vitalácio e o salário corresponde ao que ganha hoje um deputado estadual.

19 de maio de 2011

PT e PSDB sem os chamados candidatos naturais

O PT e o PSDB falam em candidatura própria à sucessão do prefeito Márcio Lacerda nas eleições do ano que vem.

Só que os dois partidos não têm os chamados candidatos naturais, o que fortalece a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, possivelmente com o apoio dos petistas e dos tucanos.

O PT até que poderia entrar na disputa com candidatura própria caso o ex-ministro Patrus Ananais se disponha a retornar à prefeitura. Mas no momento, ele não está pensando nisso.

Outra liderança forte do PT é o ministro Fernando Pimentel. Mas o seu projeto passa pelo Palácio da Liberdade.

Já o PSDB está fraco de liderança. O nome do deputado federal Rodrigo de Castro é falado com um dos possíveis candidatos. Mas ele tem pouco vinculo com a cidade.

Por aí se vê que a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, bem avaliado nas pesquisas, parece nesse momento tranquila, faltando ainda mais de um ano para a realização das eleições.

18 de maio de 2011

A disputa agora é pela secretaria geral do PSDB

O PSDB realiza no próximo dia 28 a sua convenção para a renovação de sua cúpula partidária. Mas na realidade não haverá renovação, porque o deputado pernambucano Sérgio Guerra será mantido na presidência do partido.

A disputa agora é entre os grupos de José Serra e do senador Aécio Neves pela secretaria geral da legenda.

Aécio quer manter o mineiro Rodrigo de Castro na secretaria geral, enquanto José Serra deseja que o cargo seja ocupado pelo ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Consta que o governador Geraldo Alckmin foi destacado por Aécio e Guerra para negociar com Serra a participação de seu grupo na Executiva Nacional.

Sem entendimento, o partido vai rachado para a sua convenção do próximo dia 28.

16 de maio de 2011

DEM esvaziado e rachado

Em nível nacional, o DEM ficou muito esvaziado com a desfiliação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Algumas de suas principais lideranças deixaram o partido para ingressar no novo PSD.

Aqui em Minas, o partido praticamente não existe, com um detalhe: a legenda está rachada. Pelo menos dois deputados estaduais, Gustavo Valadares e Gustavo Corrêa, estão querendo intervenção no partido sob a alegação de que o presidente licenciado, Carlos Melles, está usando o DEM em benefício próprio.

É bem possível que os dois parlamentares já estejam se preparando para deixar a legenda e ingressar no PSD. É o que se comenta na área parlamentar.

11 de maio de 2011

A influência de Aécio no PSD do Kassab

Logo que o prefeito Gilberto Kassab anunciou a sua desfiliação do DEM para criar o PSD, o senador Aécio Neves criticou a decisão do prefeito de São Paulo. Obviamente, na suposição de que o ex-governador José Serra estaria por trás da decisão do Kassab.

Para alguns analistas politicos, a estratégia de Jose Serra era esvaziar o DEM, que sempre se manifestou majoritariamente favoravel à candidatura de Aécio Neves à presidência da República.

Agora, segundo os mesmos analistas políticos, Aécio tenta uma aproximação com o PSD do Kassab, a fim de neutralizar as investidas do ex-governador de São Paulo.

No caso de Minas Gerais, o senador Aécio Neves terá um peso muito grande no novo PSD. É que politicos de sua confiança já estariam aderino ao novo partido. Já se fala que o deputado estadual Gustavo Corrêa poderá ingressar na nova legenda, o mesmo ocorrendo com o deputado Gustavo Valadares.

Já estão no PSD mineiro o deputado federal Alexandre Siveira e o estadual Neider Moreira, ambos da base do então governador Aécio Neves.

9 de maio de 2011

Pimentel quer a reeleição de Márcio Lacerda

Ninguém tem mais dúvida de que o ministro Fernando Pimentel defende a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.

O seu apoio significa que Márcio Lacerda, reeleito, o apoiaria como candidato ao governo de Minas em 2014.

Essa opção de Fernando Pimentel por Márcio Lacerda uniria também o PT mineiro, atualmente dividido entre os grupos de Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias.

O sacrificado neste caso seria o vice-prefeito Roberto Carvalho, que postula a prefeitura de Belo Horizonte, e é muito ligado a Fernando Pimentel.

Quem está no caminho errado é o PSDB, que admitiu apoiar a reeleição de Márcio Lacerda, e agora está defendendo candidatura própria. Com isso, os tucanos empurraram o PT para o lado do prefeito Márcio Lacerda.

5 de maio de 2011

Tucanos estão sem rumos

Os tucanos estão sem rumos. Em nivel nacional, não tiveram competêcia para se manter no poder. Na oposição, o desempenho do PSDB ainda é pior. Não sabe, efetivamente, ser oposição.

Para complicar ainda mais, o partido está dividido entre os grupos do senador Aécio Neves e do ex-governador José Serra.

O partido sofreu ainda um desgaste com a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o partido deve esquecer um pouco o povão para conquistar a classe média.

No caso de Minas Gerais, os tucanos ainda não têm o chamado candidato natural à sucessão do governador Antônio Anastasia em 2014, que não pode disputar a reeleição.

Em Belo Horizonte, o partido se precipitou ao anunciar que a legenda poderá ter candidato próprio à sucessão do prefeito Márcio Lacerda. Com isso, o partido empurrou o PT para o lado de Márcio Lacerda, que havia sinalizado um possível entendimento com os tucanos.

A tendência agora é o PT apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda. O PSDB, sem um forte candidato, vai continuar sem rumos.

4 de maio de 2011

Lula quer dar as cartas em Minas

A Revista Veja desta semana está anunciando que o ex-presidente Lula vai dar as cartas para ganhar as eleições municipais em Minas e em São Paulo.

No caso de Belo Horizonte, o ex-presidente defende a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, do PSB, ou o seu partido, o PT, indique como candidato o ex-ministro Patrus Ananias.

Se a opção for pela reeleição de Márcio Lacerda, fica mais fácil unir o PT e demais partidos aliados do governo federal. Mas uma candidatura de Patrus Ananias dificilmente uniria o Partido dos Trabalhadores.

A ferida deixada pela disputa nas últimas eleições entre os grupos de Fernando Pimentel e de Patrus Ananias ainda não foi cicatrizada. Por isso mesmo, a tendência do PT é apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda.

3 de maio de 2011

Serra por trás do Kassab

No dia 5 de abril último, neste mesmo espaço, fizemos um comentário dizendo que não tinhamos dúvida de que por trás da decisão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de deixar o DEM para criar o PSD, estava o ex-governador José Serra.

E o motivo era um só: esvaziar ainda mais o DEM que é simpatico a uma candidatura presidencial do senador Aécio Neves. Com a desfiliação do Kassab, o DEM perdeu muita gente importante e todos eles foram abrigar no novo partido, o PSD.

O nosso comentário do dia 5 de abril último está agora sendo confirmado pelos principais veículos de comunicação do País.

Não é à toa que o senador Aécio Neves tem criticado a criação do PSD do prefeito Gilberto Kassab, que no futuro pode se aliar ao PSB, criando assim dificuldades às pretenções de Aécio Neves de obter o apoio dos socialistas à próxima sucessão presidencial.

2 de maio de 2011

Candidatura própria afasta PSDB de Márcio Lacerda

Candidatura própria do PSDB à prefeitura de Belo Horizonte afasta os tucanos do prefeito Márcio Lacerda. E é o que deseja o PT, que, neste caso, poderia apoiar a reeleição de Márcio Lacerda.

O problema todo é que uma facção do PT defende também candidatura própria para dar respaldo ao ministro Fernando Pimentel, que será candidato ao governo de Minas em 2014.

Dentro desse quadro, o prefeito Márcio Lacerda prefere ficar em cima do muro, porque o seu objetivo é obter o apoio dos tucanos e dos petistas à sua reeleição. Nada de criar conflito com os tucanos e petistas.

25 de abril de 2011

Oposição fraca e desorganizada

Ainda é muito cedo para se falar na próxima sucessão presidencial. Mas o que se observa desde já é uma oposição fraca, rachada e desorganizada. A prevalecer esse quadro, fica fácil a reeleição de Dilma Rousseff em 2014 ou a volta do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

A oposição perdeu muito com a desfiliação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM para criar o PSD. De oposição, Kassab passou a ser governo em nível nacional e levou para o seu novo partido vários parlamentares e outras lideranças políticas.


O principal partido de oposição, o PSDB, continua dividido entre os grupos do senador Aécio Neves e do ex-governador José Serra. O DEM ficou pequeno com a desfiliação do prefeito de São Paulo. O PPS só existe em função do presidente do partido, Roberto Freire.


Com a oposição enfraquecida e rachada a presidente Dilma Rousseff não precisa se preocupar com o atual Congresso. Ela tem uma maioria esmagadora para aprovar qualquer proposta de seu interesse.

23 de abril de 2011

O futuro do governador Anastasia

Não podendo disputar a reeleição em 2014, qual seria o destino político do governador Antônio Anastasia?


Se o senador Aécio Neves for candidato à presidência da República, o governador Anastasia cumpriria integralmente o seu mandato para dar sustenção política a Aécio.


Permaneceria também no governo até o término do seu mandato, se Aécio concorrer ao governo de Minas.


No primeiro caso, ou seja, Aécio concorrendo à presidência da República, Anastasia teria que preparar um candidato à sua sucessão. Aí é que surge o problema. No momento, o PSDB não tem o chamado candidato natural.


Pode ser que o candidato dos tucanos seja o atual vice-governador Alberto Pinto Coelho, que tem bom trânsito em quase todos os partidos. Mas por enquanto, é difícil fazer qualquer previsão sobre a sucessão estadual e presidencial de 2014 em relação aos tucanos.