20 de novembro de 2019

Polícia Legislativa

A Mesa da Câmara dos Deputados acaba de aprovar uma resolução dando plenos poderes à Polícia Legislativa para agir em caso de tumulto na Casa. Em outras palavras: é tirar a responsabilidade de qualquer deputado que participa da cúpula da Mesa  e transferí-la para a Polícia Legislativa.

O acesso de pessoas às dependências da Câmara dos Deputados ficará agora a cargo da Polícia Legislativa, que ficou muito fortalecida para tomar as suas decisões sem consultar qualquer  parlamentar.

É possível que essa resolução sirva de modelo para que ela seja aplicada em todas as casas legislativas do País. É ou não um retrocesso? A oposição, que é minoria, promete combater a decisão da Mesa da Câmara dos Deputados.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, através de resolução, disciplinou o acesso de pessoas às suas dependência, sem delegar poderes à Polícia Legislativa em caso de qualquer tumulto. Portanto, bem diferente da resolução da Câmara dos Deputados. Mas qualquer pessoa para ter acesso ao Legislativo terá que se identificar pelo crachá.


18 de novembro de 2019

Pagamento do 13º salário só em 2020

O governo de Romeu Zema prometeu que pagaria ainda este ano a gratificação natalina do funcionalismo caso a Assembleia Legislativa aprove o projeto que trata da antecipação de recursos da venda do nióbio.

Com isso, o governo ganhou o apoio dos servidores que passaram a pressionar o Legislativo a aprovar o projeto.

Agora, o governo afirma que vai precisar, no mínimo, de quatro semanas de dias uteis, a partir da aprovação do projeto, para quitar o pagamento. Se isto não ocorrer, o servidor só vai receber a gratificação natalina no ano que vem.

Pode ser que o projeto seja aprovado agora, mas não haveria tempo suficiente para o governo conseguir a antecipação dos recursos do nióbio.

Conclusão: o mais certo é que o benefício só será pago mesmo no ano que vem. Seria muita frustração para o funcionalismo público estadual.

16 de novembro de 2019

Lula preso era notícia, agora, não

Fora do PSL, presidente Jair Bolsonaro será muito assediado por outras legendas. Mas o seu desejo é criar um novo partido, A Aliança pelo Brasil. Será uma longa caminha para cumprir o que determina a legislação. Até a criação da nova legenda, o presidente Jair Bolsonaro deverá ser procurado por outros partidos. De início, leve levar para a nova legenda a metade de bancada do PSL

A estratégia do presidente Bolsonaro é formar uma forte maioria no Congresso Nacional. Ele vai ter condições de escolher os seus futuros aliados. Ninguém gosta de ficar fora do governo. A tendência da cúpula do PSLagora  fazer a fusão com outros partidos. O DEM é o preferido.

Em relação ao ex-presidente Lula, o presidente Jair Bolsonaro prefere ignorá-lo.Aliás, preso, Lula era notícia. Agora, não.Foi um erro do ex-presidente atacar a Rêde Globo. Poderia ter a emissora como seu aliado.



Extinção de municípios

A PEC do Pacto Federativo poderá extinguir aproximadamente 1.254 municípios brasileiros com menos de 5.ooo habitantes e com arrecadação própria inferior a 10% de sua receita total. Essas cidades seriam incorporadas ao município vizinho, a partir de 2025 se a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional.

A Associação Mineira dos Municípios é contra a proposta e em Minas, provavelmente, seriam extintas 231 cidades.

É uma medida moralizadora, porque esses municípios sobrevivem apenas pelo Fundo de Participação dos Municípios e para pagar salários de prefeitos e vereadores.

Se a PEC for aprovada, obviamente, prefeitos e vereadores desses municípios deixariam de existir. Mas achamos que o Congresso Nacional vai acabar inviabilizando a aprovação dessa proposta, porque no ano que vem teremos as eleições municipais e nenhum parlamentar vai votar contra o seu cabo eleitoral: prefeitos e vereadores dessas cidades.. '

11 de novembro de 2019

Lula radicaliza

Fora da prisão, beneficiado pela decisão do STF, o ex-presidente Lula radicaliza com o governo. Em seus dois discursos,  na saida da prisão e no sindicato dos metalúrgicos, o ex-presidente atacou o presidente Jair Bolsonaro, a Lava-Jato, parte do Ministério Público, a Rede Globo Não poupou ninguém.

O seu objetivo, obviamente político, é unir os partidos de esquerda. É possível que sim, porque a oposição ao atual governo está desarticulada. Mas Lula terá que mudar um pouco o seu discurso, já envelhecido.

A radicalização de Lula, por outro lado, pode unir as forças políticas que elegeram Jair Bolsonaro. Neste momento, fica muito difícil fazer qualquer previsão sobre o que poderá ocorrer no País daqui para frente.

No Congresso Nacional, já há muita movimentação sobre o restabelecimento da prisão de condenados em segunda instância. Mas em se tratando de emenda constitucional, vai ser muito difícil a curto prazo aprová-la. A radicalização impede qualquer entendimento entre as partes em conflito.

8 de novembro de 2019

STF decidiu politicamente

Em certa época não muito recente, ninguém sabia qual era o voto de um ministro do Supremo Tribunal Federal em matérias polêmicas.Agora, não. As decisões são mais políticas, E há uma razão para isso. Os ministros são indicados livremente pelo presidente da República. Consequentemente, as decisões, em muitos casos, são políticas. Mas não deveria ser assim.

Antes da decisão do Supremo Tribunal Federal, proibindo a prisão de condenados em segunda instância, um grupo de senadores procurou o presidente do STF, Dias Toffoli para que ele decidisse pela manunteção da prisão. Obviamente, esse grupo de senadores já sabia que decisão seria do presidente da Corte pelo voto minerva. E não deu outra.

Com a decisão do STF, 4.895 presos serão soltos, incluindo o ex´-presidente Lula. Votaram pela liberação dos presos Gilmar Mendes, Marco Aurélio Melo, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Celso de Melo e Dias Toffoli.

Já pela manutenção da prisão votaram Cérmen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Roberto Barrpsp e Luiiz Fux. Para alguns juristas, a decisão do STF é a vitória da impunidade.

7 de novembro de 2019

Aposentadoria nos Estados

O Senado acaba de aprovar em primeiro turno a emenda constitucional paralela estabelecendo a inclusão dos Estados e municípios na reforma previdenciária federal.

Só que o texto aprovado determina que a inclusão ainda vai depender de lei a ser aprovada por maioria simples pelas Assembleias Legislativas.

Não vai ser fácil, porque alguns governadores, como é o caso do de Minas Gerais, ainda não têm maioria para aprovar o projeto. Além disso, haverá muita pressão por parte dos servidores que não desejam ser incluidos na reforma federal.

Um outro detalhe:  governadores do Nordeste (a maioria é da oposição) vão criar dificuldades para incluir os seus servidores na reforma federal.

Consequentemente, vai ser muito difícil incluir a aposentadoria dos servidores estaduais e municipais ao texto da reforma federal.

É bom esclarecer que a emenda constitucional paralela ainda terá que ser aprovada pelo Senado em segundo turno e na Câmara dos Deputados, também em dois turnos. Portanto, não é matéria para ser resolvida agora. Talvez nem se concretize.

5 de novembro de 2019

Bolsonaro está acuado

O presidente Jair Bolsonaro está acuado e apanhando de todos os lados. Enfrenta, por isso mesmo, problemas de toda ordem. Falta-lhe apoio político do Congresso Nacional e tem problemas com alguns setores da mídia, principalmente com a Globo e a Folha de São Paulo.

Está atritado com o seu partido, o PSL, e pode mudar de legenda. Enfrentou outros problemas em cadeia, como o vazamento de notícias do jornalista americano envolvendo autoridades brasileiras, as queimadas da floresta Amazônica e agora o derramamento de óleo no mar, atingindo praias do Nordeste.

O seu filho, Eduardo Bolsonaro, está deixando o governo em situação complicada, como a declaração sobre o AI-5. O assunto está agora no Supremo Tribunal, tendo como relator o ministro Gilmar Mendes. Não será surpresa se Gilmar propor punição para o parlamentar.

Mas não é só isso: o Pantanal está em chama. Infelizmente, ainda não apareceu um bombeiro para apagar o incêndio da crise política. É imprevisível o que poderá ocorrer no Pais daqui para frente.

2 de novembro de 2019

Com crise não é possível governar

Com crise permanente não é possível governar. Desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro vem enfrentando problemas de toda ordem.

Primeiro foi o vazamento de notícias do jornalista americano envolvendo autoridades do primeiro escalão do governo.Outro problema, foram as queimadas da floresta Amazônica e mais recentemente o óleo derramado no mar, atingindo as praias do Nordeste.

A declaração do filho do presidente Eduardo Bolsonaro sobre a possível volta do AI-5 agravou ainda mais a crise política.

Enquanto isso, vão se agravando os problemas econômicos. A aprovação da reforma da Previdência representa um pequeno avanço. Mas o Pais precisa de mais reformas, que dependem do Congresso Nacional.

E nesse clima de crise permanente que o presidente Jair Bolsonaro tenta administrar. Mas não vai ser fácil, porque tem de enfrentar também uma parte da mídia, que é contrária ao seu governo..




27 de outubro de 2019

Supremo Tribunal Federal em julgamento

O Supremo Tribunal Federal está para julgar se é constitucional a prisão de condenados em segunda instância. Qualquer que seja o resultado, o STF será também julgado pela opinião pública.

Neste momento, o placar é de 4 a 3 pela manutenção da prisão de condenados em segunda instância. Votaram a favor Luiz Fux, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Roberto Barros. Os votos do contra são de Marco Aurélio, Ricardo Lesandowski e Rosa Weber.

A decisão final será no próximo dia 6 ou 7, quando deverão votar Carmen Lucia, Gilmar Mendes, Celso de Melo e Dias Toffoli.

A previsão é de que o STF vai vetar a prisão em segunda instância, com o placar de 7 e 4 ou 6 a 5. Se isso ocorrer, 4.895 detentos serão soltos, segundo revela o Conselho Nacional de Justiça, incluindo réus da Lava Jato. Lula, José Dirceu, entre outros, estariam livres.

Para alguns juristas, seria um retrocesso jurídico. Já o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi mais além: é um estimulo à impunidade.

O STF sofre pressão dos dos lados dos que defendem a prisão e os que são contrários.


24 de outubro de 2019

Eduardo Bolsonaro é líder numa bancada dividida

A indicação de Eduardo Bolsonaro para líder da bancada do PSL na Câmara dos Deputados já era um forte indício de que ele  não seria embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Eduardo acabou desistindo depois que o seu pai declarou que gostaria que ele ficasse no Brasil.

Pela força do poder, o presidente Jair Bolsonaro quer  manter o seu filho como líder da bancada do PSL, que está em crise e dividida, mas no Senado ele não teria os votos para aprovar o nome de Eduardo embaixador.

Por falta de um bom articular político, Jair Bolsonaro está muito fragilizado no Congresso Nacional. A reforma da Previdência só foi  aprovada porque esse é o desejo da maioria dos congressistas.

O presidente precisa mudar a sua postura em relação ao Congresso Nacional. Caso contrário, vai continuar tendo problema no Legislativo. Já foi dito neste espaço que ninguém consegue governar sem o apoio político.

Jânio Quadro, Fernando Collor, entre outros, foram afastados do governo por falta de apoio do Congresso Nacional. Que esse exemplo sirva de alerta para o presidente Jair Bolsonaro.

18 de outubro de 2019

Governo falido

O governador Romeu Zema, de Minas Gerais, tem insistido, em toda entrevista, que o Estado está falido. Ele precisa mudar o seu discurso calamitoso. Na realidade, quem está falido é o governo por falta de criatividade. Não há uma palavra de otimismo.

O governador precisa encontrar um caminho para resolver os graves problemas do Estado. Não adianta preparar um projeto de ajuste fiscal sem saber se ele será aprovado pela Assembleia Legislativa.

É provável que não, porque o governador ainda não construiu uma base de sustentação politica no Legislativo.

É preciso mudar também a sua comunicação. Ninguém sabe quem é, efetivamente, o responsável pelo setor.

Como jornalista, não sei a quem me dirigir na área do governo para obter uma informação. E sem informação é o cáos.

KALIL

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, é candidato à reeleição. Depois vai tentar o governo de Minas. Ele terá um importante aliado, o senadorAntônio Anastasia, que não se sente bem hoje no PSDB.

6 de outubro de 2019

O governo de Romeu Zema

Já é do conhecimento público que o governador Romeu Zema recebeu um Estado quebrado, com um grande défícit e com o pagamento do funcionalismo parcelado.

E não vai ser fácil equilibrar as contas, porque o Estado tem perdido receitas, sem se falar no aumento das despesas.

Mas há um lado positivo do atual governo:  em nenhum momento ele foi questionado sobre corrupção, o que representa uma grande economia para o Estado.

Há quem diga mesmo que a grande obra de qualquer governo, neste momento e em primeiro lugar,  é não roubar e não deixar roubar.

Mas é preciso que o governador Romeu Zema se organize melhor. Ele ainda não tem uma sólida maioria na Assembléia Legislativa para aprovar a sua proposta de privatização de algumas estatais, como a CEMIG. Precisa também se comunicar melhor. Ninguém sabe quem é um porta-voz do governo. Com isso, o governo trabalha no escuro.




5 de outubro de 2019

Cortar privilégios e combater corrupção

Ja foi dito neste espaço que o povo não aceitava mais governo em cima do muro. Bolsonaro foi eleito para mudar. Por isso mesmo enfrenta problemas de toda ordem: Congresso Nacional, a mídia, STF, parte do Ministério Publico, entre outros.

O clima político vai se agravando. Se agravou ainda mais depois que o ex-procurador-geral da República, Rodrido Janot, em entrevista à imprensa, disse que queria matar o ministro do Supremo Tribunal Federal. Gilmar Mendes. É coisa de louco mesmo.

Enquanto isso, as reformas indispensáveis para colocar o Pais na normalidade praticamente estão empacadas no Congresso Nacional. A da Previdência ainda depende de aprovação do Senado.

Já a emenda constitucional paralela à reforma da Previência que determina a inclusão dos servidores estaduais e municipais às normas de aposentadoria ao texto federal ainda depende aprovação em dois turnos pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

A reforma tributária é outra que não vai andar, porque nenhum governante quer perder receita. Outra que vai ficar apenas no discurso é a reforma política. Nenhum parlamentar vai querer aprovar uma reforma que possa lhe tirar voto.

Por aí se vê que não é fácil governar pensando em cortar privilégios e combater a corrupção.

21 de setembro de 2019

Aposentadoria do servidor estadual e municipal

O servidor estadual e municipal está preocupado com as novas regras para aposentadoria. A reforma da Previdência que está para ser votada no Senado exclui os Estados e municípios das novas regras. Em outras palavras: não se aplicam ao servidor estadual e municipal.

Mas a emenda constitucional paralela à reforma da Previdência, que terá de ser votada em dois turnos pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, determina a inclusão dos Estados e municípios. Só que vai depender de lei a ser aprovada pelas Assembleias Legislativa, conforme parecer do relator, senador Tasso Jareissati.

Essa emenda paralela, praticamente, inviabiliza a inclusão dos Estados e municípios na reforma federal. Haverá muita pressão por parte do servidor e alguns governadores terão dificuldades am aprovar o projeto. O governador de Minas, Romeu Zema, por exemplo, ainda não tem maioria na Assembleia Legislativa.

Conclusão: o servidor estadual e municipal não precisa se preocupar, porque dificilmente as novas regras para aposentadoria serão viabilizadas. Pelo menos, a curto prazo.

15 de setembro de 2019

Reformas só no discurso

A reforma da Previdência deve ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas remendada. Não é completa. Mas não deixa de ser um pequeno avanço. Os Estados é que terão dificuldades em fazer a reforma. Vai depender da emenda paralela que esta em tramitação no Senado e que terá de ser aprovada também pela Câmara dos Deputados.

As demais reformas - tributária, política, administrativa ,Judiciário, Ministério Público, entre outras, ficarão apenas nos discursos. Pode ser que a tributária avance um pouco. O problema todo é que ninguém admite perder receita.

A reforma política dificilmente será aprovada. Nenhum parlamentar vai querer aprovar uma reforma que pode lhe tirar votos.Lula e Fernando Henrique Cardoso falaram até em priorizá-la. Ficaram apenas no discurso.

A reforma administrativa, que seria importante para desburocratizar o serviço público, enfrenta o corporativismo. Não irá para frente.

Em relação às reformas do Judiciário para acabar com a sonolência em suas decisões e do Ministério Público para frear alguns abusos, não se fala nelas. Consequentemente, não estão na pauta nem para discussão. Por aí se vê como é difícil ser governo, tendo que enfrentar todos esses problemas.

8 de setembro de 2019

Bilac Pinto como articulador político

Como articulador político do governador Romeu Zema, o secretário de governo, deputado federal Bilac Pinto, terá que conversar muito para dar sustentação política ao Executivo na Assembleia Legislativa.

É que o Legislativo mineiro teve uma grande renovação e Bilac, provavelmente, não conhece bem os novos parlamentares. Mas conhece bem a Casa, já que foi deputado estadual em mais de uma legislatura.

Além disso, Bilac Pinto é um político habilidoso e, com certeza, terá o seu trabalho facilitado pelo  presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus, que é também muito habilidoso.

Mas a missão de Bilac Pinto vai depender muito do governador Romeu Zema, de seu apoio ao secretário de governo.

As postulações dos parlamentares, em grande número, são legitimas e não estavam sendo atendidas por falta de um diálogo mais estreito do governador com a Assembleia Legislativa. Romeu Zema vai ter que mudar, dando total cobertura ao secretário Bilac Pinto


7 de setembro de 2019

Reforma da Previdência em Minas

Ainda vai demorar a reforma da Previdência em Minas Gerais. Talvez nem se concretize no atual governo.

Vai depender da emenda constitucional paralela que determina a inclusão dos estados e municípios no texto federal.

Só que o relator, senador Tasso Jereissati, determina que a inclusão dos estados e municípios na reforma federal vai depender também de projeto de lei a ser aprovada pelas Assembleias Legislativa.

No caso de Minas Gerais, o governador Romeu Zema terá dificuldade em aprovar o projeto, já que não tem uma sólida maioria. Ele tem sido derrotado em várias propostas.

Além disso, o Legislativo vai ser pressionado pelos servidores para não aprovar as novas regras para aposentadorias. Conclusão: a reforma previdenciária em Minas corre risco de não ser concretizada.

6 de setembro de 2019

Bolsonaro só tem problema

O presidente Jair Bolsonaro não está podendo respirar diante dos problemas que vem enfrentando. Além da facada que sofreu durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora e que está completando um ano, Bolsonaro continua convivendo com  problemas de toda ordem.

O caso do vazamento de notícias do jornalista americano envolvendo o ministro Sérgio Moro desgastou Lava Jato e o próprio governo

Agora, são as queimadas na Amazônia que estão intoxicando o presidente, sem se falar nos problemas políticos, já que Bolsonaro ainda não tem uma base de sustentação política no Congresso Nacional.

Até parece que todos esses problemas são orquestrados. É muita coincidência verificar que um problema  está superado hoje  e  no dia seguinte aparece um outro como é o caso das queimadas nas matas da Amazônia. Qual vai ser o próximo?
Ninguém sabe.

Com todos esses problemas, o presidente Jair Bolsonaro ainda terá que fazer nova cirurgia para corrigir os estragos da facada em Juiz de Fora.

31 de agosto de 2019

A reforma nos estados e municípios

A emenda constitucional paralela à reforma da Previdência inclui os estados e municípios no texto federal.

Só que o relator, senador Tasso Jareissati, determina que a aposentadoria dos servidores estaduais e municipais vai depender  de projeto de lei ordinária a ser aprovada pelas Assembleias Legislativas.

Consequentemente,   o governador, com maioria ou  não no Legislativo, terá dificuldade em incluir na reforma federal os servidores estaduais e municipais. Em outras palavras: é uma reforma que inviabiliza mexer com a aposentadoria desses servidores.

Portanto, não é uma reforma correta. É casuística. Infelizmente.



29 de agosto de 2019

O estilo de Bolsonaro governar

É do estilo do presidente Jair Bolsonaro  atacar. Em alguns casos, exagera. Mas é o seu estilo. Os seus eleitores votaram nele sabendo disso.

E há uma razão para isso. O povo já não aceitava mais governo em cima do muro, que escorregava para ficar bem com todo mundo, deixando em plano secundário os graves
problemas do `País.

Bolsonaro foi eleito para mudar. Por isso mesmo, está contrariando muita gente. Os maiores critícos  foram afastados do governo. Estão esperneando.

Os congressistas, em sua maioria, são contrários ao governo porque temem perder alguns privilégios.

A opinião pública vem acompanhando atentamente os atos governo e do Congresso Nacional. O julgamento final será do povo e, neste momento, Bolsonaro tem o respaldo da opinião píublica, mesmo enfrentando uma forte oposição, principalmente da mídia nacional.

21 de agosto de 2019

Eduardo pode não ser embaixador

Se o presidente Jair Bolsonaro sentir que a indicação de seu filho Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil nos Estados Unidos não passa no Senado, ele poderá desistir dessa indicação, que ainda não foi formalizada.

O presidente foi claro ao afirmar que não sacrificaria o seu filho com a possível derrota no Senado. Neste caso, faria a indicação de um outro nome.

Não é apenas a oposição que é contrário a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador. Senadores da base do governo conspiram também contra essa indicação.

Por aí se vê que o presidente Jair Bolsonaro continua sem apoio do Congresso Nacional para aprovar as suas propostas. Fica difícil, portanto, governar, ainda mais com a grande imprensa fazendo forte oposição a toda e qualquer medida  do governo.

20 de agosto de 2019

Bolsonaro continua atritando

O presidente Jair Bolsonaro continua atritando. Quer mesmo o confronto com os seus opositores. Em alguns casos, ele tem razão. Outros não.

Já anunciou que vai vetar alguns artigos do projeto que trata do abuso de poder. Teve desgaste com a anunciada substituição do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Em outras palavras: está falando demais.

Com todos esses problemas, ele terá dificuldades em aprovar o nome de seu filho, Eduardo Bolsonaro, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Por isso mesmo ainda não fez a indicação para ser aprovada pelo Senado.

Outro problema que a mídia está explorado muito é o desmatamento da Amazônia.

Ao presidente Jair Bolsonaro, sobra pouco tempo para governar o País diante de todos esses problemas.

12 de agosto de 2019

Estados e municípios fora da reforma

Deverá ser mais tranquila a aprovação pelo Senado da reforma da Previdência. O Senado deverá também aprovar uma emenda paralela incluindo Estados e municípios na reforma federal.

Só que esta emenda terá que ser encaminhada à Câmara dos Deputados. A impressão dominante entre os parlamentares é de que essa emenda dificilmente será aprovada. Consequentemente, os servidores estaduais e municipais ficarão de fora da reforma federal.

Alguns governadores - o de Minas é um deles - estão trabalhando para que os servidores estaduais e municipais sejam incluidos na reforma federal. Mas essa proposta não terá o apoio dos governadores do Nordeste que são contrários ao governo federal.

Será, portanto, uma reforma pela metade, porque alguns governadores terão dificuldades em conseguir o apoio das Assembleias Legislativas de seus Estados para aprovar a reforma previdenciária. É só esperar.

Depois da reforma da Previdência, virá a tributária. Trata-se de matéria importante, mas não é consensual no Congresso Nacional. Além disso, nenhum governador admite perder receita.


8 de agosto de 2019

Até aliados ficaram contra

Até mesmo aliados do atual governo ficaram contra a transferência do ex-presidente Lula para um presídio em São Paulo. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, vetou essa transferência. Com isso, o ex-presidente continuará preso na Polícia Federal de Curitiba.

A expectativa agora é sobre a próxima decisão do STF quando estará sendo julgado um recurso em que a defesa de Lula pede a suspeição do então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça.

Se a decisão for favorável ao ex-presidente, todo o processo que condenou Lula pode ser anulado, o que implicaria na sua liberação. Não ficaria mais preso.

Por aí se vê que a situação é muito complicada e as consequências seriam imprevisíveis. Não é isso que o povo deseja.

7 de agosto de 2019

A reforma avança

Aprovada pela Câmara dos Deputados, a reforma da Previdência vai agora para o Senado onde terá de ser aprovada em dois turnos. A previsão é de que ela estará em condições de ser promulgada pelo Congresso Nacional em menos de 60 dias.

Depois virá a reforma tributária, que é muito importante para o Pais. O problema maior está na área política, onde o governo e a oposição se digladiam permanentemente.

O fato é que a reforma está avançado e o povo, de um modo geral, está apoiando as medidas adotadas pelo governo.

A estratégia do presidente Jair Bolsonaro é promover o desmonte do PT em todos os setores do governo. Por esta razão vem sofrendo muitas críticas. A briga vai continuar.

3 de agosto de 2019

Oposição pretende endurecer

Com o reinício dos trabalhos do Congresso Nacional, a impressão nos meios políticos é de que a oposição vai endurecer o seu discurso. O devastamento da Amazonia será o assunto dominante por causa da repercussão internacional e da demissão do diretor do INPE.

 A reforma da Previdência, que deverá ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados e depois vai para o Senado, faz parte também da estratégia da oposição para inviabilizá-la.

O discurso da oposição vai depender também da evolução das investigações sobre os quatro suspeitos que gravaram conversas do ministro Sérgio Moro e de outras autoridades brasileiras.

O clima, portanto, é de expectativa sobre o desenrolar da crise política, que está instalada em Brasília.
O que se espera é que tudo seja resolvido dentro das normais legais e sem radicalismo por parte do governo e da oposição.



26 de julho de 2019

Gravações acirram ainda mais a crise

O presidente Jair Bolsonaro continua aumentando áreas de atrito para o seu governo. Declarou que no Brasil não há fome. É uma mentira. Depois afirmou  que o pobre pode não comer bem. Mas não há fome. Recebeu, por isso mesmo, muitas críticas.

Na semana passada, o seu alvo foi a jornalista Mirian Leitão sobre sua participação na guerrilha para derrubar a ditadura. Bolsonaro garantiu que a jornalista não foi torturada.

O presidente criticou também os governadores do Nordeste, que exigem explicações de Bolsonaro.

Agora, fala em intervir no setor de cinema. Recebeu, por isso mesmo, muitas críticas. Com o Congresso em recesso, o presidente fica mais aliviado em relação às críticas da oposição

Na realidade, o presidente joga para a plateia, ou melhor, para os seus eleitores . Está radicalizando o processo político, o que não é bom para o País. Mas a oposição é também responsável pela radicalização politica.

A prisão de quatro suspeitos das gravações envolvendo autoridades dos três Poderes passou a ser o assunto mais importante. Um deles disse que a ideia era vender as gravações para o PT. O Partido dos Trabalhadores reagiu, prometendo entrar na Justiça.

O Partido dos Trabalhadores pediu à Procuradoria Geral da República para investigar o ministro Sérgio Moro. O clima, portanto, é de crise permanente.

12 de julho de 2019

Reforma pode se transformar num remendão

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem declarado que a reforma da Previdência a ser aprovada pelo Congresso Nacional é do parlamento e não do governo. É só não transformá-la num remendão constitucional.

Ele tem razão. A reforma que o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Legislativo é mais ampla. Nela os Estados e municípios estavam incluídos no projeto original.Agora, não. É possível que até a sua aprovação final ela fique descaracterizada. Será, portanto  uma reforma que não reflete os anseios da sociedade brasileira.

Sentido que a sua proposta dificilmente seria aprovada, o presidente Jair Bolsonaro preferiu não pedir apoio dos governadores para a inclusão dos Estados e municípios na reforma. Com isso, o presidente joga toda responsabilidade no Congresso Nacional.

E quase certo que os Estados e municípios poderão ser incluidos no projeto no Senado. Pelo menos, esse é o desejo do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. No Senado é mais fácil aprovar a inclusão dos Estados e municípios na reforma.

Se isto não ocorrer, os Estados e municípios terão muitas dificuldades para fazer o ajuste da previdência. Vão depender das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais. Não vai ser fácil. Com isso, o Pais vai continuar convivendo com os seus velhos problemas.

AÉCIO

O PSDB de São Paulo insiste na expulsão do deputado Aécio Neves, mas o partido em Minas é contra.

PAGAMENTO

O governador Romeu Zema continua afirmando que o pagamento do funcionalismo continuará sendo parcelamento. Mas pelo menos está mantendo em dia a data dos pagamentos.

KALIL


Ainda é muito cedo, mas ninguém tem dúvida de que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, tem projeto para disputar o governo de Minas.

TRIBUTÁRIA

Depois da reforma da Previdência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, quer priorizar a reforma tributária. O governo tem projeto com esse mesmo objetivo. É matéria muito polêmica.

4 de julho de 2019

Governadores têm pouca influência

Os governadores têm pouca influência junto às bancadas de seus Estados para aprovar a reforma da Previdência. O vinculo maior dos parlamentares é com o governo federal, principalmente no que diz respeito à liberação de obras e de recursos para os seus redutos eleitorais.

É até louvável a iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em trabalhar para que os governadores articulem junto as suas bancadas para incluir na reforma os Estados e municípios.

Mas, provavelmente,  não vai surtir feito. A maior reação parte dos governadores de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Alguns até admitem negociar. Só que os seus partidos são contra. Estão nesta situação os governadores do Nordeste.

Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul defendem a inclusão de seus Estados na reforma federal. Mas eles não tem os votos necessários para aprovar a proposta.

O presidente Jair Bolsonaro já declarou que não fará nenhuma articulação perante os governadores para incluir na reforma os Estados e municípios.  Portanto, está muito difícil aprovar uma proposta que reflita realmente o sentimento da sociedade brasileira.

27 de junho de 2019

Rodrigo quer ser o dono da reforma

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, está se empenhando para que os Estados e municípios não fiquem de fora da reforma da Previdência. Ele quer ser o dono da reforma, já que o presidente Jair Bolsonaro já declarou que não fará nenhuma articulação política para que os governadores lutem para que os Estados e municípios figurem na proposta do governo.

Sem a participação dos Estados e municípios na reforma previdenciária, a proposta do Executivo fica descaracterizada. Se transforma num remendo, prevalecendo assim o que os parlamentares desejam. Portanto, não será uma reforma do governo, mas, sim, dos congressistas, tendo como porta-voz Rodrigo Maia.

A impressão que se tem é que a reforma da Previdência ainda vai demorar a ser aprovada, já que terá de ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado. Se for aprovada, será grande remendo.Mas o fato é que o Congresso Nacional continua enrolando a reforma. Os congressistas fizeram a mesma coisa no governo de Michel Temer.

ABUSO DE AUTORIDADE

O projeto que trata de abuso de autoridade, aprovado pelo Senado, retorna agora à Câmara dos Deputados. Consequentemente, a sua aprovação ainda vai demorar. Os magistrados e membros do Ministério Público vão tentar derrubar o projeto.

24 de junho de 2019

Será uma reforma do Congresso

As propostas de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro estão sendo encaminhadas ao Congresso Nacional. Se elas não forem aprovadas, o governo joga toda responsabilidade no Congresso Nacional.

A reforma da Previdência é uma delas. Por sinal, ela está sendo descaracterizada. Consequentemente, não será uma reforma do governo, mas sim do Congresso Nacional.

O decreto das armas já foi derrotado pelo Senado e tudo indica que a Câmara dos Deputados tomará a mesma decisão. Resultado: a responsabilidade é do governo.

Outras propostas a serem encaminhadas ao Legislativo poderão ter o mesmo destino: arquivo. Com isso, o Congresso vai impondo derrotas ao governo, o que não é bom para o Pais.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, disse que os congressistas querem transformá-lo em Rainha da Inglaterra, isto é, tem o cargo mas não governa.

O governo precisa articular melhor a sua base de sustentação política no Congresso Nacional. Só assim terá condições de governar com mais tranquilidade.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se comporta como maior opositor ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Mais do que os partidos de oposição. Ele quer ser o dono da reforma da Previdência e está inviabilizando várias propostas do governo.

15 de junho de 2019

Mais uma crise no governo

O radicalismo político é o caminho mais curto para a implantação de uma ditadura. Foi sempre assim nos paises democráticos.

Quem assiste  debates através das Tvs Senado e Câmara tem a impressão de que o Pais está em clima de guerra. Não há serenidade. Os discursos são explosivos e com o único objetivo: o Poder.

A situação se agravou depois do vazamento de uma suposta conversa entre o ministro Sérgio Moro, da Justiça, e procuradores da força-tarefa da Lava-Jato.

E o clima vai esquentar ainda mais quando o Sérgio Moro comparecer à Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, dia 19, para dar explicação aos parlamentares sobre a sua suposta conversa com os procuradores.

Moro dará também explicações no próximo dia 25, no Senado.

Por enquanto, ainda não apareceu nenhum bombeiro para apagar esse incêndio, que representa um grande risco ao nosso regime democrático.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o governo é uma usina de crises. Com essa declaração, Maia se comporta como um provocador de crises. Radicaliza ainda mais o seu relacionamento com o governo.

O presidente Jair Bolsonaro também radicaliza. Publicamente, criticou o presidente do BNDES, Joaquim Levy,que decidiu pedir demissão do cargo. Mas se não tomasse essa decisão, ele seria demitido. É mais uma crise na área do governo.

10 de junho de 2019

Governo e Congresso vão para o confronto

O governo e o Congresso Nacional se relacionam  em permanente conflito. O pacto, que seria assinado agora entre os três Poderes em defesa de propostas de interesse do Pais, foi adiado e sem data marcada. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi o obstáculo para a assinatura do pacto.

Aliás, Rodrigo Maia vem criticando todas as propostas do governo. É um opositor ferrenho ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Consequentemente, vai complicar a aprovação das propostas encaminhadas pelo governo à Câmara dos Deputados.

Maia conta com o apoio dos parlamentares do chamando Centrão e dos partidos de oposição. A estratégia é inviabilizar o governo de Bolsonaro, o que não é bom para o Pais.

O pacto que existe, na realidade, é entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia,  e Davi Alcolumbre.,do Senado, para impedir que as propostas do governo  sejam aprovadas. Na entrevista à Folha de São Paulo, os dois deixam claro a sua discordância em relação ao governo.

Mas o assunto principal da mídia agora é o vazamento de trocha de informações entre o ministro Sérgio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato, Fala-se até na criação de uma CPI no Congresso Nacional. O objetivo, obviamente, é sangrar o ministro Sérgio Mouro. É bom lembrar que existem vários parlamentares envolvidos em investigações da Lava Jato.

4 de junho de 2019

Reformas continuam avançando

O Senado acaba de aprovar a Medida Provisória que autoriza o pente-fino nos benefícios do INSS.  O objetivo é combater a fraude, A oposição contribuiu pela aprovação, não obstruindo a proposta do governo.

Com isso, as reformas continuam avançado no Congresso Nacional. Já foi aprovada a Medida Provisória que trata da reforma administrativa, reduzindo o número de ministério e mantendo no Ministério da Economia o COAF.

A reforma da Previdência, que é a mais complicada, pode ser aprovada pela Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar.

Depois o governo pretende tratar da reforma tributária.  A reforma política dificilmente será aprovada e tratada agora. É possível até que não seja aprovada por se tratar de matéria muito polêmica. Nenhum parlamentar aprova matéria que posse lhe tirar voto.

Mas o importante neste momento é que as reformas estão avançando no Congresso Nacional.

1 de junho de 2019

Bolsonaro fala em sabotagem

Em entevista  à revista Veja desta semana, o presidente Jair Bolsonaro fala sobre sabotagem em seu governo e muita coisa mais. Foi uma entrevista longa em que fala também sobre erros e acertos do seu governo. É sinal de que a comunicação do governo está mudando um pouco.

Já o Congresso Nacional, em muitos casos, só decide sob pressão popular, principalmente em relação às polêmicas. Foi sempre assim. E vai continuar sendo assim.

Bastou a realização das manifestações populares do último domingo exigindo medidas de interesse do Pais para o Congresso Nacional agilizar a votação de algumas propostas em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado.

A Medida Provisória da reforma administrativa reduzindo o número de ministérios foi aprovada e mantem o COAF no Ministério da Economia.

Foi também aprovadana Câmara dos Deputados  a Medida Provisória autorizando o pente fino nos benefícios do INSS.A reforma da Previdência -  a mais complicada-  vai avançar um pouco.

As manifestações do último domingo, por sua vez, fortaleceram o presidente Jair Bolsonaro, abrindo caminhos para um entendimento entre os três Poderes. Já está programado que no próximo dia 10 será assinado um pacto - Executivo, Legislativo e Judiciário - em defesa de propostas de interesse do País. É o que estava faltando para a tranquilidade do País.

As manifestações de estudantes contra o corte de recursos para a educação foram bem expressivas em todo o País. É constatação de que a Educação não vai bem.

Já o presidente Jair Bolsonaro, em evento, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal, chegando a dizer que a Côrte, ao que parece, está legislando, que é uma atribuição do Congresso Nacional.



29 de maio de 2019

Bolsonaro fortalecido abre caminhos para o diálogo

As manifestações populares deste último domingo fortaleceram o presidente Jair Bolsonaro, que estava acuado pelo Congresso Nacional. Agora, não, o que abre caminhos para um diálogo mais estreito com os parlamentares, principalmente com os integrantes do chamado Centrão.

Até a mídia nacional amenizou um pouco às critícas ao governo. O presidente Jair Bolsonaro está contribuindo também para um entendimento. Isto é bom para o Pais, facilitando assim a aprovação das reformas, notadamente da previdência Social.

É necessário também que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mude a sua postura para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência.

Para alguns analistas políticos, Maia era um obstáculo para aprovar a proposta do governo. Ele adotou essa mesma postura no governo de Michel Temer.

Rodrigo Maia foi um dos alvos das manifestações populares. É possível que a partir de agora ele não crie mais dificuldades para aprovação das propostas do governo.

Já foi aprovado um pacto de entendimento entre os três Poderes para viabilizar a aprovação de um pacote de reformas.

O Senado, por sua vez, aprovou a medida provisória, mantendo o COAF no ministério de Paulo Guedes. Com isso, a reforma administrativa que reduz o número de ministério foi mantida.

21 de maio de 2019

Bolsonaro vai endurecer

A impressão dominante hoje é de que o presidente Jair Bolsonaro vai endurecer para aprovar a reforma da Previdência. Ele declarou que um dos problemas do Pais é a classe política. Depois amenizou um pouco, dizendo que a decisão final será do Congresso Nacional em relação à reforma da Previdência.

Bolsonaro tem um pouco de razão. O obstáculo à aprovação da reforma da Previdência é o Congresso Nacional. Tem parlamentar que no discurso é favorável à proposta do governo. Mas nos bastidores esta contra.

O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem contribuindo para o retardamento  da aprovação do projeto. Ele culpa a articulação política do governo.

Mas para aprovar o projeto, o presidente Jair Bolsonaro terá que conversar mais e ouvir mais. Se sentir que não dá para aprovar o projeto, a impressão dominante é de que ele vai endurecer o jogo, principalmente com os parlamentares do chamado Centrão. É só esperar.

20 de maio de 2019

Política é a arte de transigir


Um experiente político dizia sempre que a politica é a arte de transigir. Quem não transige, efetivamente, não é político. Radicaliza nos seus conceitos de governar.

O melhor exemplo é  presidente Jair Bolsonaro. Ele não transige até nas pequenas coisas. Com isso,  radicaliza o processo político e perde apoio político para a realização das reformas prometidas durante a campanha eleitoral.

Está na hora, portanto, de o presidente Jair Bolsonaro mudar a sua postura de governador. Precisa dialogar mais, até mesmo com a oposição.

Mas parece que o presidente não está disposto a mudar o seu comportamento. Prefere decidir ouvindo os seus filhos. Dentro desse quadro, o Pais continua sem rumo por falta de diálogo e de entendimento. Não pode ser um governo apenas de família. Tem de ser um governo para todos os brasileiros.

17 de maio de 2019

A crise vai se agravando

A greve dos universitários em todo o Pais mostra o tamanho da crise brasileira. O presidente Jair Bolsonaro contribuiu também para o acirramento do movimento grevista ao criticar  as manifestações ocorridas em todas as capitais do País.

Lamentavelmente, o governo está sem rumo e desarticulado no Congresso Nacional. Isto ficou demonstrado na aprovação do requerimento de convocação do ministro da Educação.

Para complicar ainda mais o quadro político nacional, o filho do presidente, Carlos Bossonaro, está dizendo que o Centrão e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, desejam o impeachement do presidente Jair Bolsonaro.

Ainda nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse que a quebra de sigilo bancário do seu filho, senador Flávio Bolsonaro, por solicitação do Ministério Público, tem por objetivo atingir o seu governo.

Com isso, a radicalização política continua avançando. Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro dá poderes ao secretário de Governo, general Santos Cruz, de avalizar  nomeações de reitores das universidades federais, de embaixadores e de cargos de confiança, o que significa poder de veto.

Enquanto isso, a reforma da Previdência não anda no Legislativo por falta de articulação política do governo. Já se fala na apresentação de uma proposta alternativa. Além disso, a maioria dos congressistas, provavelmente, é contra a reforma.

13 de maio de 2019

Bolsonaro só convive com as críticas

Toda medida anunciada pelo governo é duramente criticada pela oposição e até mesmo por parlamentares que participam da base do Executivo. A grande mídia também tem contribuido para o desgaste do governo.
As maiores dificuldades estão na área do Congresso Nacional. Toda medida do governo que depende de aprovação do Legislativo não tem uma tramitação normal. Não anda ou é obstruida.

A reforma da Previdência é uma delas. O governo teve que ceder em alguns pontos para a proposta andar um pouco. Mas ela ainda corre risco.

A Medida Provisória que proibe a contribuição sindical pode perder a sua validade se ela não for aprovada dentro do prazo estabelecido. E o esquema é perder o prazo.

Existem outras propostas do Executivo que estão paradas no Legislativo.A impressão que se tem é que o Congresso Nacional é o maior obstáculo para aprovação das reformas.

O governo também tem responsabilidade. Não está bem articulado e ainda não tem os 308 para aprovar a reforma da Previdência.

4 de maio de 2019

Bolsonaro e Maia continuam em conflito


O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia continuam em conflito. Na semana passada os dois se encontram, dando a impressão de uma possível aproximação para aprovar a reforma da Previdência.

Mas Rodrigo Maia, por vaidade e por não ter sido apoiado pelo presidente Bolsonaro para presidir a Câmara dos Deputados, age nos bastidores para inviabilizar qualquer proposta do Planalto.

Maia teve a mesma postura no governo de Michel Temer ao inviabilizar a aprovação da reforma da Previdência. Portanto, voltamos a repetir: a reforma da Previdência corre risco.

Está faltando também ao presidente Jair Bolsonaro uma melhor articulação política perante os parlamentares. Está falando demais, anunciando medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional.

Ninguém tem dúvida de que está longe uma possível aproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia, o que não é bom para o País. Maia tem criticando a maioiria das propostas do governo.

30 de abril de 2019

O vice é um conspirador permanente

Já foi dito neste espaço, há mais tempo, que o vice é um conspirador permanente contra o titular do cargo.  Mas há exceção.

Marco Maciel, como vice do presidente Fernando Henrique Cardoso, jamais conspirou.. Foi leal ao titular do cargo. José de Alencar, como vice do Lula, também se comportou corretamente.

Itamar Franco, como vice de Fernando Collor, contribuiu pelo afastamento do titular do cargo e acabou assumindo a presidência da República.

João Figueredo teve problemas com o seu vice Aureliano Chaves. O caso mais recente ocorreu no governo de Dilma Rousseff. O seu vice, Michel Temer, trabalhou intensamente pelo afastamento da presidente e conseguiu o seu objetivo. Assumiu o governo e agora enfrenta problemas com a Justiça.


 Poderiamos citar outros casos, principalmente no âmbito do Estado e dos municípios brasileiros.

Mas o que está agora chamando atenção é o vice do presidente Jair Bolsonaro, general Hamilcar Mourão., que na opinião de alguns analistas, estaria conspirando contra o titular. A capa da revista Veja desta semana dá grande destaque a uma possível crise entre o o presidente o seu vice.

Há quem diga mesmo que o general Mourão quer a derrubada do presidente para assumir o cargo. Não acreditamos que isto esteja ocorrendo. Mas é bom lembrar que o vice, com raras exceções, é um conspirador permanente contra o titular. Foi sempre assim.

REFORMA

A Assembleia Legislativa aprovou a pífia reforma administrativa do governo de Romeu Zema.
O governador teve que ceder. Não é uma reforma de impacto. Deixa muito a desejar.
No plano federal, a reforma da Previdência ainda vai demorar a ser aprovada pela Comissão Especial antes de ir a plenário. O governo ainda não tem os 308votos para aprová-la em plenário.

22 de abril de 2019

Relator insiste em investigar

A crise ainda  está dentro do Supremo Tribunal Federal com a decisão do ministro Alexandre Moraes de impor censura à revista  digital "Crusoé" e ao site O Antagonista, determinando a retirada da reportagem que menciona o nome do presidente so STF, Dias Toffoli. Por pressão, o relator acabou revogando a sua decisão.

O inquérito para apurar possíveis notícias faltas contra a Corte e contra alguns de seus ministros foi determinado pelo presidente Dias Toffoli, que designou Alexandre Moraes como relator.

A procuradora-geral da República, Raquel  Dodge, no entanto, pediu o arquivamento do inquérito, que não foi aceito pelo ministro Alexandre Moraes, gerando assim uma grave crise institucional.

Para alguns especialistas, quem julga não pode investigar, e vice-versa. O assunto foi continuar rendendo, porque o relator insiste em investigar.
O Senado está em pé de guerra, com vários pedidos de CPI para apurar  possíveis abusos do Judiciário.´É realmente uma crise institucional, envolvendo praticamente todos os Poderes.

REFORMA

A oposição e os partidos do Centrão continuam obstruindo a reforma da Previdência, o que significa inviabilizar a proposta do governo. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados volta a se reunir nesta terça-feira para discutir a constitucionalidade do projeto. Ninguém tem dúvida de que o governo terá que ceder para aprovar o projeto.

16 de abril de 2019

Protelar é inviabilizar a reforma

Não é apenas a falta de uma eficiente articulação política do governo que está impedindo o avanço da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. É também o interesse fisiológico dos parlamentares.

Na Comissão de Constituição e Justiça, a oposição, com o apoio dos partidos do centrão, conseguiu inverter a pauta de votação do projeto da reforma da Previdência, dando prioridade a emenda constitucional que obriga o governo federal a executar todos os investimentos previstos no Orçamento e pagar as emendas parlamentares.

Puro fisiologismo. Com isso, a reforma da Previdência fica em plano secundário. A estratégia é protelar a sua votação, o que significa inviabiliza a sua aprovação.

Alguns parlamentares, no discurso, defendem a reforma da Previdência, mas os bastidores têm uma postura diferente. É o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que foi acusado pelo líder da bancada do PSL de ser o primeiro ministro e ser palpiteiro de plantão. É simplesmente lamentável.

14 de abril de 2019

A reforma pode se transformar num remendo

A reforma da Previdência pode se transformar num remendo, descaracterizada, tal é a resistência à proposta do governo por parte dos congressistas. A estratégia é protelar a votação do projeto, desgastando ainda mais o governo.

Além disso, o governo ainda não tem a maioria de 308 votos para aprovar o projeto, mais por falta de uma eficiente articulação política.

Tem parlamentar da base do governo que no discurso é favorável à reforma, mas os bastidores tem outra postura, ou melhor, é contra. É o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que no governo de Michel Temer inviabilizou a aprovação da reforma da Previdência.

Agora, o presidente da Câmara dos Deputados afirma que é favorável à reforma, provavelmente pressionado pelo seu padrinho político, o ministro Paulo Gudes. Mas Rodrigo Maia diz que a responsabilidade pelos votos é do governo.Quer dizer:não vai se empenhar para aprovação do projeto.

Há resistência também por parte da Magistratura, Ministério Público e outras classes que não admitem perder seus privilégios. Vai ser difícil, portanto, aprovar a reforma, que poderá se transformar num grande remendo constitucional.

10 de abril de 2019

Avaliação do governo Bolsonaro

Em apenas 100 dias de governo, é difícil avaliar o desempenho  positivo ou negativo do presidente Jair Bolsonaro. Ele assumiu o governo em grave crise financeira, ou melhor, com o Pais quebrado

A pesquisa do Datafolha mostra que em relação aos presidentes eleitos democraticamente depois da Revolução de 1964, Jair Bolsonaro teve o pior desempenho..Apenas 32% consideram o seu governo ótimo ou bom, enquanto 30 por cento avaliam como ruim ou péssimo.

Mas a mesma pesquisa revela que 59% acreditam que Bolsonaro fará uma gestão ótima ou boa.

Por aí se vê que o enfoque da pesquisa dado pela mídia nacional é negativa para o governo de Jair Bosonaro. Não pensamos dessa maneira. Infelizmente,está havendo muio exagero de ambos os lados quando se trata do desempenho do atual governo. O que está em jogo são interesses ocultos, que a opinião pública não tem conhecimento.


BOLSONARO X MAIA

Ainda não é bom o relacionamento entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o que pode dificultar a aprovação da reforma da Previdência. É quase certo que a proposta original do Executivo será alterada pelos parlamentares.




6 de abril de 2019

A reforma e a política externa brasileira

O presidente Jair Bolsonaro retornou de sua viagem a Israel. Alguns analistas apressados estão dizendo que a política externa do Brasil é ideológica. Está dando uma guinada para a direita.

Na nossa avaliação, não é bem assim. O Brasil precisa de parceiros que possam contribuir para o nosso desenvolvimento. Israel é um deles.

Bolsonaro já esteve nos Estados Unidos, que é outro Pais em condições de contribuir para o nosso desenvolvimento.

Bolsonaro pretende também visitar a China, que é outro parceiro e importa muitos produtos brasileiros.

Não adianta visitar um Pais sem condições de nos ajudar. A Venezuela é o melhor exemplo, já que aquele Pais se encontra em grave crise política e com uma inflação incontrolável.

Não podemos ficar preso à ideologia.Precisamos ,sim, de parceiros que possam ajudar o nosso Pais. Não importa que seja da direita ou da esquerda.



28 de março de 2019

Estamos caminhando para o impasse

A recusa do ministro Paulo Guedes de comparecer à Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados e a aprovação da emenda constitucional obrigando o governo a cumprir rigorosamente as emendas parlamentares expressas no Orçamento agravam ainda mais a crise política, envolvendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

A PEC, na realidade, tira poderes do Executivo para remanejar verbas.É uma PEC impositiva no cumprimento do orçamento aprovado pelo Congresso Nacional.

Se não aparecer um bombeiro com credibilidade para apagar o incêndio, fatalmente, vamos caminhar para um impasse. Nesta hora de crise, é preciso que as partes envolvidas passem a conversar mais para que o Pais volte à normalidade.

A crise política vai acabar inviabilizando a aprovação da reforma da Previdência, o que seria um desastre para o acerto das contas públicas. A classe política precisa pensar mais no País.

O agravamento da crise política - voltamos a repetir,  pode levar o Pais para o impasse. Bolsonaro e Maia agora querem uma trégua. Mas a ferida dificilmente será cicatrizada.

26 de março de 2019

Rodrigo Maia continua sendo problema

Já foi dito neste espaço - nos dias l, 6 e12 deste mês - que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é problema para o governo aprovar a reforma da Previdência.

No discurso, Rodrigo Maia diz que é favorável ao projeto, mas nos bastidores, dentro do regimento da Câmara, trava a proposta.

Ele teve essa mesma postura no governo de Michel Temer, o que inviabilizou a aprovação da reforma.

Logo que o presidente Jair Bolsonaro encaminhou o projeto à Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia anunciou que a reforma só andaria depois que chegasse à Câmara a dos  militares. Agora, fala em deixar a articulação da reforma pelo fato de estar atritado com o filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro.

A entrevista do presidente Bolsonaro e do presidente da Câmara azedou ainda mais o relacionamento entre os dois.

Mas não há nenhuma surpresa no comportamento do deputado Rodrigo Maia. Ele não era o candidato de Bolsonaro à reeleição. O seu padrinho foi o ministro Paulo Gudes, mas que não é do ramo do setor político. Só ele, Paulo Guedes,pode convencer Rodrigo Maia a viabilizar a aprovação da reforma da Previdência.

E tem deputado aliado acreditando que Rodrigo Maia é importante para aprovar a reforma da Previdência.



19 de março de 2019

STF está na berlinda

A decisão do Supremo Tribunal Federal determinando que os crimes de caixa 2 sejam transferidos para Justiça Eleitoral está provocando muita controvérsia na área jurídica e política, mesmo porque não há unanimidade na Côrte sobre o assunto. Foi uma decisão pelo voto minerva do presidente do STF, Dias Toffoli.

Há quem diga mesmo que ,com essa decisão ,o STF põe um freio  no combate á corrupção, além de anular algumas condenações com base no caixa 2.

Os procuradores estão bufando, colocando o STF na berlinda, o que pode significar uma crise sem precedentes entre a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal. Não é bom para o País
Em várias cidades brasileiras, houve manifestações  populares de protestos contra o Supremo Tribunal Federal, principalmente contra os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes..


12 de março de 2019

Querem atropelar a reforma da Previdência

O governo terá muitas dificuldades para aprovar a reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. Ela poderá ser atropelada pelos parlamentares que não querem perder os seus privilégios, tendo como principal articulador, ao que parece, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Já se sabe, por exemplo, que o projeto só será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça depois que o governo encaminhar ao Legislativo a reforma dos militares. Com isso, a tramitação da atual proposta fica burocratizada. Não anda. Rodrigo Maia, regimentalmente, teria condições de apressar a votaçãoda reforma.

Adotou a mesma postura no governo de Michel Telmer. Foi ele, sem dúvida, que inviabilizou a aprovação da reforma. Quem perde com isso é o País. Infelizmente.

6 de março de 2019

Reforma da Previdência corre risco

Acabou o Carnaval. Agora é trabalhar e o assunto principal é a reforma previdenciária.
Com a possibilidade de o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, travar o projeto, o governo corre o risco de não conseguir aprovar a sua proposta. Já admite ceder em alguns pontos.

No discurso, Rodrigo Maia defende a reforma, mas nos bastidores cria dificuldades para o governo, burocratizando a tramitação do projeto. Não há nenhuma surpresa nisso, porque Maia teve a mesma postura no governo de Michel Temer. Foi ele, sem dúvida, que inviabilizou a aprovação da reforma.

O presidente Jair Bolsonaro precisa organizar melhor a sua base de sustentação política no Congresso Nacional para aprovar a reforma previdenciária. Ela não pode ser descaracterizada em seu conteúdo.Não vai ser fácil, porque o pragmatismo parlamentar, provavelmente, vai prevalecer. Infelizmente.

Aqui em Minas, o governador Romeu Zema ainda está um pouco perdido. A insatisfação parlamentar é muito grande em relação a seu governo.

1 de março de 2019

Rodrigo Maia pode travar a reforma

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pode travar a reforma da Previdência, a exemplo  do que ocorreu no governo de Michel Temer.

Ele tem declarado ser favorável à reforma previdenciária. Mas é só no discurso. Nos bastidores, ele cria dificuldades para o governo. Ele teve essa postura no governo de Michel Temer.

Rodrigo Maia foi reeleito presidente da Câmara com o apoio da base do governo. Mas agora ele não precisa mais do governo. Por esta razão, passa a agir sem obediência ao presidente Jair Bolsonaro.

Há quem diga que o todo poderoso ministro Paulo Gudes foi o defensor da reeleição de Maia. Cabe a ele, portanto, convencer Maia a viabilizar a aprovação da reforma da Previdência, que é necessária para o País.

Rodrigo Maia não era o candidato preferido do presidente Jair Bolsonaro. Está explicada, portanto, a postura do presidente Rodrigo Maia em relação à reforma da Previdência.

20 de fevereiro de 2019

Reforma da Previdência afasta o governo da crise

A reforma da Previdência, encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, afastou, pelo menos provisoriamente, a crise do Planalto, envolvendo a demissão do ministro Babianno da Secretaria-Geral da Presidência da Repúblical.

Pouco se falaou sobre Balbianno. O foco mesmo foi a reforma da Previdência, que mexe com todo mundo.

Resta saber se o governo terá os 308 votos para aprovar a sua proposta, por se tratar de reforma constitucional..

Por enquanto, o governo ainda não tem os 308 votos, porque a sua base de sustentação política está muito fragilizada. O governo - ninguém tem dúvida - terá de negociar para aprovar a reforma da Previdência.

Mas ninguém sabe quem seria esse negociador em nome do governo por falta de um articulador político. O quadro, portanto, ainda é muito nebuloso A crise neste momento está congelada pelo envio da reforma da Previdência ao Congresso Nacional.

19 de fevereiro de 2019

Vice é um conspirador permanente

O vice, de um modo geral, sempre foi um conspirador permanente  contra o titular do cargo eletivo: presidente da República, governadores e prefeitos. Derrubando o titular, o vice assume o cargo.

Mas nem todo vice pode ser considerado um conspirador. Marco Maciel, como vice do presidente Fernando Henrique Cardoso, é um deles. Teve uma postura discreta e de muita lealdade com FHC.

Como vice do então presidente Luis Inácio Lula da Silva, José Alencar foi outro que agiu com muita lealdade ao titular do cargo.

Aureliano Chaves teve alguns atritos com o presidente João Figueiredo, mas não a ponto de derrubá-lo da chefia do governo.

Itamar Franco torceu pela queda do presidente Fernando Collor, que acabou caindo através de um impeachment. Itamar assumiu o governo

Michel Temer era o vice da presidente Dilma Rousseff. Rompeu com ela e contribuiu pelo seu afastamento e assumiu o governo.

Agora, fala-se que estaria havendo atritos de relacionamento  entre o presidente Jair Bolsonaro e o seu vice Hamilton Mourão, que é general da reserva.

O que se observa é que Mourão não quer ser um vice decorativo. Quer participar ativadamente das decisões de governo. Mas neste momento, não dá sinais de que estaria conspirando contra o presidente Jair Bolsonaro. .

Nos estados e municípios há casos de afastamento de governadores e prefeitos provocado pelos seus respectivos vices..

Em política, tudo é possível quando está em jogo o Poder.

16 de fevereiro de 2019

Bebianno é o primeiro a cair

A crise envolvendo o ministro Gustavo Bebianno e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, terminou com a demissão de Bebianno como chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
. Entre o ministro Bebianno e Carlos Bolsonaro, o presidente ficou  com o filho. Não foi a melhor  solução. O correto seria decidir com base na verdade. Uma denuncia que não foi apurada devidamente não pode gerar uma crise.

E neste momento, ninguém sabe com quem está a razão: o ministro Gustavo Bebianno ou Carlos Bolsonaro. E tudo por causa de uma denuncia sobre candidaturas laranjas envolvendo Bebianno.

O ministro Gustavo Bebianno é o primeiro a cair no governo do presidente Jair Bolsonaro.

13 de fevereiro de 2019

É muita tragédia

O País vive momentos de tragédias. É só consultar os noticiários da mídia, Começou pelo Ceará, com atos de vandalismos, obrigando o governo federal a mandar tropas federais para aquele Estado.

O rompimento da barragem de Brumadinho chocou o Pais, com mais de 165 mortes e muita gente ainda soterrada.

A morte de 10 garotos da base do Flamengo por causa do incêndio foi outra tragédia que tomou conta da mídia.

Agora, mais uma tragédia: a queda de uma aeronave, mantando o jornalista Ricardo Boechat, que era uma referência do jornalismo brasileiro, assim como foi Carlos Castelo Branco, do Jornal do Brasil, Carlos Lacerda, da Tribuna de Imprensa, entre outros..

Temos ainda um presidente da República hospitalizado em decorrência de uma cirurgia provocada pela facada recebida em Juiz de Fora. Foi mais um ato de terrorismo, conforme admitiu a vítima, o presidente Jair Bolsonaro.

É difícil analisar tudo que está ocorrendo no Pais em termos de tragédias. Nem os analistas estão preparado para isso.

10 de fevereiro de 2019

Zema só fala em reduzir despesas

O governador Romeu Zema anunciou que vai leiloar 2.000 carros oficiais que estão parados. Pretende também vender algumas aeronaves.O objetivo é reduzir despesas. Está certo.

Mas é preciso adotar outras medidas de austeridade. A reforma administrativa que está propondo e se encontra na Assembleia Legislativa é tímida. Deveria ser ampla, com a reestruturação dos cargos públicos, a exemplo que ocorreu com a lei 3.214, de 16 de outubro de 1964, no governo de Magalhães Pinto.

Zema ainda não adotou nenhuma medida para acabar com os privilégiose com o corporativismo. É preciso também conversar com a cúpula do Judiciário e do Ministério Público para que essas instituições adotem medidas de austeridade para reduzir despesas.

Mas não vai ser fácil, porque toda reforma provoca reação e vai depender também da Assembleia Legislativa. E o governo ainda não tem uma ampla maioria para aprovar as suas propostas no Legislativo.

Terá dificuldades administrativas também por causa do atraso do pagamento do funcionalismo, que está recebendo seus salários parceladamente. Com esse atraso, á maquina não funciona.

5 de fevereiro de 2019

CPI da barragem de Brumadinho

Só se fala na criação de uma  CPI como se ela fosse capaz de devolver em vida as pessoas que morreram pelo rompimento da barragem de Brumadinho.

Nada disso. É muita exploração política, porque quase toda CPI é formada para protelar ou inviabilizar a solução do problema.

É fácil identificar os responsáveis pela tragédia.O  governo que não fiscalizou, a  empresa que se omitiu e aqueles que atestaram a segurança da barragem.

A criação de uma CPI vai provocar apenas um debate sem maiores consequências práticas. O melhor exemplo foi o rompimento da barragem de Mariana,que até hoje ninguém foi punido pela morte de 19 pessoas..

Só se espera que o caso de Brumadinho seja apurado e os responsáveis sejam punidos exemplarmente pelo morte de mais de uma centena de pessoas.

2 de fevereiro de 2019

Vitória do governo no Senado

Numa eleição muito tumultuada e que começou ontem e só terminou à noite deste sábado, Davi
Alcolumbre, do DEM, foi eleito por 42 votos para presidir o Senado.

Não deixa de ser uma vitoria do governo, já que o objetivo da base do presidente Jair Bolsonaro era derrotar o peemedebista Renan Calheiros.

Percebendo que seria derrotado, Renan, na segunda votação, foi a tribuna para anunciar que não seria mais candidato. A partir dai, ninguém tinha mais dúvida de que o senador do Amapá, Davi Alcolumbre,   seria eleito presidente.

Na sexta-feira, a maioria dos senadores decidiu que a votação seria aberta e não secreta. Os partidários de Renen entraram com um recurso e o presidente do STF determinou que a votação fosse secreta.

Só que um grande numero de senadores não tomou conhecimento da decisão do STF e decidiu declarar o seu voto, o que foi fatal para o senador Renan Calheiros se afastar da disputa.

O novo presidente do Senado em investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM , foi reeleito presidente. Não foi vitoria  nem derrota do governo. Mas Rodrigo Maia não tinha a simpatia do Planalto. Ele, no entanto, está prometendo ajudar na aprovação das reformas.

O cenário é de irracionalidade

É difícil fazer qualquer análise sobre a situação  do Pais dentro de um cenário de irracionalidade. Não dá mesmo. Ninguém se entende, até mesmo dentro do próprio governo.

O que se observa neste momento é a fragilidade do governo na aprovação das reformas pelo Congresso Nacional.

O governo ainda não tem uma base de sustentação política para viabilizar as suas propostas. Com isso, as dificuldades e a descrença vão aumentando.

Com o reinicio dos trabalhos do Congresso Nacional, a tendência agora é uma radicalização política  mais forte entre o governo e a oposição, o que significa mais dificuldade para aprovar a principal reforma, que é a da Previdência.

O rompimento da barragem de Brumadinho, com muitos mortos e muita gente ainda debaixo da lama, terá reflexos negativos na imagem da empresa e do próprio governo. Já se fala em CPI como se ela fosse devolver em vida as pessoas mortas. É realmente, um cenário de irracionalidade.

SENADO

Ficou para este sábado a eleição para presidente do Senado. Renan Calheiros insiste em ser candidato, apesar de sofrer muitas resistências. O plenário decidiu que a votação seria aberta.Mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, no entanto, decidiu que a eleição deverá ser secreta. Vitoria de Renan significa derrota para o governo.
Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, foi reeleito presidente. Não foi vitoria nem derrota para o governo, no caso da reeleição de Maia. Ele nunca foi candidato do governo..

31 de janeiro de 2019

A previsão é de muita radicalização

A tensão vai aumentar com o fim do recesso parlamentar e o consequente reinicio dos trabalhos do Congresso Nacional a partir do dia primeiro,  segunda-feira. A tragédia provocada pela barragem de Brumadinho, o caso do senador Flávio Bolsonaro, a reforma da previdência, entre outros assuntos, serão a tônica dos debates que serão travados pelos representantes do governo e da oposição na Câmara dos Deputados e Senado.

A previsão é de muita radicalização, porque algumas lideranças políticas e empresariais não se conformam com o fim dos privilégios. O PT, que é competente para fazer oposição mas fracassou como governo, promete incomodar o presidente Jair Bolsonaro.

Os Estados também estão em crise e sem dinheiro para pagar os seus servidores. O governador Romeu Zema anunciou em 11 vezes o parcelamento do 13 salário.

Ceará é o Estado em pior situação, por causa dos atos de vandalismo. Não vai ser fácil, portanto, resolver todos esses problemas. O presidente Jair Bolsonaro ainda tem o apoio popular para promover o que prometeu durante a campanha eleitoral  Vamos aguardar.

MESA DA ASSEMBLEIA

Está praticamente formada a Mesa da Assembleia Legislativa a ser eleita nesta  sexta-feira.. O presidente será o deputado Agostinho Patrus, do PV, ficando a primeira vice-presidência com o deputado tucano Antônio Carlos Arantes.

A segunda-vice presidência será ocupada pelo deputado petista Cristiano Silveira. Depois da presidência, o cargo mais importante é de primeiro secretário e deverá ser ocupado pelo deputado Tadeuzinho, do MDB.Além Santiago, do PTB, deverá também participar da Mesa, o mesmo deverá ocorrer com o deputado Alencar da Silveira, do PDT..

O PT perde a primeira secretaria mas terá uma importante comissão, provavelmente, a de Educação, além de ocupar a segunda vice-presidência.

19 de janeiro de 2019

Novo hospital representa mais saúde

A inauguração do novo hospital do Mater Dei em Contagem-Betim representa mais saúde para uma população carente de assistência médico-hospitalar. A nova unidade tem um pronto-socorro, consultas para cirurgia bariátrica e plastica, reprodução humana e mastologia, laboratórios de análises, maternidade e tudo que é indispensável num hospital moderno.

O empreendimento tem um investimento de R$ 260 milhões e vai gerar, nessa primeira fase, 500 empregos diretos. Segundo o presidente da rede Mater Dei, Henrique Salvador, serão atendidos 20 planos de saúde, além de pacientes particulares da região,  do Sul , Oeste e Triângulo Mineiro.

Foi uma solenidade muito prestigiada e teve a presença do governador Romeu Zema e dos prefeitos de Belo Horizonte, Betim e Contagem. Todos exaltaram  o grande empreendedor, José Salvador, que é o presidente do Conselho da rede Mater Dei. Só ele mesmo, com seu idealismo e otimismo,  seria capaz de realizar essa grande obra. É um exemplo de empreendedor.

18 de janeiro de 2019

Servidor desmotivado é problema para o governador

Com o parcelamento e salário atrasado  do servidor, o governador Romeu Zema corre o risco de não ter o apoio  da classe para promover as mudanças no serviço público estadual.

Desmotivado e angustiado, o servidor perde o entusiasmo na sua rotina diária de trabalho. Os papeis não andam, aumentando assim a burocracia. Nessa situação, há quem diga mesmo que a estrutura burocrática é a maior adversária do governante.

No início do governo de Magalhães Pinto, em 1960, no seu contra-cheque de pagamento, ele aparecia como chefe de serviço e não como governador.

E a razão era uma só: a proposta de reforma administrativa, que acabou sendo concretizada através da lei 3.214, de 16 de outubro de 1964.

O servidor temia perder direitos e outras coisas mais. Mas antes de iniciar o processo de mudanças, o então governador Magalhães Pinto colocou o pagamento do servidor em dia ( o atraso em alguns casos era de seis meses). A partir dai, o servidor passou a ter confiança no governador. E Minas mudou, graças a adesão dos servidores. Os papeis começaram a andar e a burocracia diminuiu bastante.

Por isso mesmo, entendemos que o governador Romeu Zema deveria priorizar o pagamento do servidor. Sem o parcelamento e com o pagamento em dia, o governador fica mais fortalecido para promover as mudanças no serviço público estadual.

Infelizmente, o governador continua dizendo que ainda não tem data para acabar com o parcelamento e normalizar o pagamento.

13 de janeiro de 2019

Zema deveria se inspirar em Magalhãesl

A Constituição estabelece expressamente que todos nós somos iguais perante a lei. Mas na prática, isso não ocorre. É o caso do pagamento diferenciado do servidor público de Minas Gerais.

Além do atraso em relação aos demais Poderes, o governador Romeu Zema divulgou a tabela do pagamento de dezembro priorizando o servidor da segurança e da saúde.

É uma prioridade  angustiante, porque eles vão receber também  o seus salários parcelados. Apenas com alguns dias de antecipação e recebendo mil reais a mais em relação aos servidores na primeira chamada.

Ao assumir o governo de Minas em 1960, Magalhães Pinto encontrou o Estado em crise, com o pagamento do servidor atrasado em alguns casos até seis meses.

Foi criativo e logo no início de seu governo colocou o pagamento em dia. O governador Romeu Zema ainda não sinalizou a possibilidade de normalização do pagamento. Prefere fazer o pagamento diferenciado, contrariando assim a norma constitucional. Está faltando criatividade. Deveria seguir o exemplo do então governador Magalhães Pinto.

5 de janeiro de 2019

Está faltando o porta-voz

Está faltando o porta-voz do governo para solucionar os conflitos de posicionamento entre ministros do presidente Jair Bolsonaro. Cada um fala o que pensa, provavelmente, sem saber o que pensa o presidente.

Bolsonaro já foi desmentido até  pelo chefe da Casa Civil e pelo titular da Receita Federal no caso do Imposto de Renda, reforma da Previd|ência e outras coisas mais.

O fato é que tem ministro falando demais. Essa missão, de falar em nome do governo, seria do porta-voz, que ainda não foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. E terá que ser uma pessoa do ramo.

O governador de Minas, Romeu Zema, também não indicou o seu porta-voz, dificultando assim o trabalho da imprensa, que não sabe a quem se dirigir para obter uma informação. É lamentável que isto esteja acontecendo em governos eleitos democraticamente.

Infelizmente, as mudanças na área de comunicação ainda não ocorreram.

3 de janeiro de 2019

O servidor de MG está angustiado

Romeu Zema assumiu o governo de Minas sem saber quando o Estado terá condições de pagar o 13 salário ao funcionalismo. A previsão feita pelo governador é de que vai demorar, deixando o servidor público angustiado. Uma péssima notícia, já que os demais poderes, incluindo o Ministério Público quitaram o benefício.

Afinal, o dinheiro, incluido no orçamento do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público, sai do Executivo. O governador não deu esperança também do fim do  parcelamento do pagamento e anunciou que o déficit do Estado pode chegar a 30 bilhões de reais.

O governador fala num Estado falido. Nada de otimismo, que deveria ser a tônica de todo governante. No plano federal, o presidente Jair Bolsonaro, pelo menos, em seu discurso de posse, deu esperança de melhores dias para todos os brasileiros. Vamos aguardar.

1 de janeiro de 2019

Zema assume com o Estado falido

Romeu Zema assume o governo de Minas com um Estado falido e com um déficit de 30 bilhões. Ele tomou posse na Assembleia Legislativa prometendo transparência em sua administração, com um novo estilo de governo.

Fernando Pimentel fez a transmissão do cargo, mas não esperou pelo discurso de posse do governador Romeu Zema.

No plano federal, a assessoria do presidente Jair Bolsonaro já anunciou que todo servidor que foi nomeado para cargo de confiança  por influência ideológica será demitido, o que significa empurrar ainda mais o PT para oposição.

Consequentemente, a grande expectativa gira em torno dos primeiros atos do presidente Jair Bolsonaro ..

O PT na oposição já era esperado. Mas o desmonte do partido coloca a legenda  numa oposição mais radical em relação ao novo governo.

Bolsonaro já anunciou algumas propostas que dependem de aprovação do Congresso Nacional como é o caso da reforma da Previdência. Outras medidas podem ser questionadas pela Justiça.

Por aí se vê que o presidente Bolsonaro terá muitas dificuldades pela frente, a começar pela base de sua sustentação política. Terá que negociar com certos setores da mídia para governar sem maiores problemas.

Já o governador de Minas, Romeu Zema, está pegando um Estado falido e com o pagamento do funcionalismo parcelado e atrasado, além da divida para com as prefeituras mineiras.

Não convocou nenhum parlamentar para participar do seu secretariado. Mas não terá dificuldades em formar uma grande maioria na Assembleia Legislativo. No inicio de toda administração, ninguém quer ficar contra o governo.

É um empresário bem sucedido, mas como gestor público ainda não foi testado. Por isso mesmo, a expectativa é também muito grande em relação aos seus primeiros atos como governador..