11 de maio de 2022

Impasse Lula-Kalil beneficia Zema e Silveira

 O Impasse entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e o ex-prefeito Alexandre Kalil por causa da disputa pela Senado - Reginaldo Lopes, do PT, e Alexandre Silveira, do PSD -  beneficia o atual governador Romeu Zema, que vai tentar a reeleição em outubro próximo.

Lula insiste em apoiar o seu candidato ao Senado, Reginado Lopes,  e Kalil não abre mão de Alexandre Silveira. Esse conflito beneficia Zema e Silveira. Neste caso, Lula e Reginaldo saem perdendo. assim como Kalil.

Os acordos de cúpulas nem sempre funcionam. O eleitorado já está mais independente. Em muitos casos, não segue a orientação partidária.

Existe outro candidato ao Senado, Cleitinho Azevedo (Cidadania), que está crescendo nas pesquisas. 

O quadro sucessório mineiro está muito embolado. Mas deve mudar com o inicio da campanha eleitoral.

8 de maio de 2022

O clima é de insegurança

 Aumenta a tensão política e de insegurança jurídica com a aproximação das eleições de outubro. Alguns institutos mostram um empate técnico entre Bolsonaro e Lula nas pesquisas. Em outros, Lula lidera.

A tensão política se agrava com a decisão do ministro Alexandre Moraes de exigir  do deputado Daniel Silveira novamente o uso de tornozeleira eletrônica.

Só que o parlamentar se recusa a usar a tornozeleira pelo fato de estar amparado pelo decreto de idulto do presidente Jair Bolsonaro que o inocentou da decisão condenatória do Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defende harmonia entre os Poderes se reunindo apenas com o presidente do STF. O Executivo, no caso o presidente Jair Bolsonaro, nem convidado foi.

Por aí se vê que a tensão política vai se agravando com a aproximação das eleições de outubro. É difícil neste momento fazer qualquer previsão sobre o futuro do Pais.

O presidente Jair Bolsonaro já anunciou que haverá uma auditoria para acompanhar a realização do processo eleitoral.

2 de maio de 2022

Não há favorito na sucessão presidencial

 Parece que o Congresso Nacional começa a reagir em relação às ultimas decisões do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é frear um pouco o STF, principalmente no que diz respeito às decisões envolvendo a política.

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado já anunciaram que cassação de mandato de parlamentar é da competência do Congresso Nacional.

O deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF a 8 anos e 9 meses de prisão, sai fortalecido porque a cassação do seu mandato vai depender da aprovação pela Câmara dos Deputados.

O que está agora em discussão é o decreto do presidente Jair Bolsonano, dando indulto ao parlamentar, o que significa anular a prisão de Daniel Silveira.

O relator do processo no STF, Alexandre Moraes, entende que a inelegibilidade do parlamentar prevalece, ou seja, ele não poderá disputar as próximas eleições. É uma discussão que vai continuar rendendo. Infelizmente.

O juiz, no caso os ministros do STF, deve falar apenas no processo. Mas a maioria está extrapolando, falando demais, principalmente nas questões envolvendo políticos.

Para complicar ainda mais a crise envolvendo os três Poderes, o deputado Daniel Silveira foi indicado pelo PTB para participar da Comissão de Justiça da Câmara e em mais quatro comissões.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, quer uma comissão das Forças Armadas engajada na apuração das eleições de outubro. Ele disse que as Forças Armadas foram convidadas a participar do processo eleitoral.

Por aí se vê que a crise não tem data para terminar.

PESQUISAS

As manifestações populares de primeiro de maio favoráveis ao presidente Jair Bolsonar e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não correspondem às pesquisas eleitorais sobre a sucessão presidencial. Neste momento, a impressão que se tem é que não há favorito na disputa pela presidência da Republica. 



25 de abril de 2022

Radicalização política se agrava

 A radicalização política se agrava com a aproximação das eleições presidenciais de outubro. O ministro Luiz Carlos Barroso chega a dizer, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, que as Forças Armadas estão sendo orientadas para criticar o processo eleitoral brasileiro.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, por sua vez afirma que as declarações de Barroso, sem provas, são irresponsáveis.

Já os aliados do presidente Jair Bolsonaro estão prometendo para o primeiro de maio manifestações pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Esse é o clima da sucessão presidencial: radicalismo entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A radicalização é um desserviço ao Pais.

20 de abril de 2022

Polarização também em Minas

 Não há mais dúvida de que haverá uma polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela presidência da República.

O candidato da terceira via não prosperou, mesmo porque o articulador dessa proposta, Gilberto Kassab, fracassou. Apenas tem influência política em São Paulo onde foi prefeito. Não é um líder nacional.

Também em Minas haverá uma polarização entre o governador Romeu Zema e o ex-prefeito Alexandre Kalil.

Zema é tido como favorito, embora Kalil ainda procure espaços em outros partidos. Deve ter o apoio do PT e do PSB. O PSD está dividido. 

O resultado da eleição ainda é imprevisível. Se a eleição para governador for decidida no segundo turno fica ainda mais complicada, já com os deputados estaduais e federais já eleitos. Eles não vão se envolver muito na eleição do segundo turno. Foi sempre assim.

1 de abril de 2022

Kassab, o articulador que fracassou

 O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem sido o articulador político para o lançamento do candidato de terceira via à presidência da República. Mas em todas as suas iniciativas, ele fracassou.

Kassab, no início, lançou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como o candidato ideal.Mas fracassou, porque a possível candidatura de Pacheco não decolou.

A sua segunda tentativa foi investir no ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que preferiu continuar no PSDB como possível candidato derrotado nas prévias do partido.

A  possível candidatura presidencial  de Eduardo Leite representaria uma traição ao governador de São Paulo, João Dória,que como candidato, também não decolou.

Mas há uma explicação para o fracasso de Gilberto Kassab. Ele não é um líder político nacional. A sua influência política está restrita a São Paulo onde foi prefeito.

É possível que ele ainda tente um terceiro nome como candidato de terceira via. Mas vai difícil, porque a polarização entre Bolsonaro e Lula está praticamente consolidada.

25 de março de 2022

Alckmin pouco acrescenta para Lula

 O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que será o vice de Lula na sucessão presidencial, deixou o PSDB para ingressar no PSB, mas não levou nenhum deputado federal ou estadual tucano para o seu novo partido.

É a constatação de que Alckmin não tinha mais prestigio e espaço no seu antigo partido. Consequentemente, pouco acrescenta para o ex-presidente Lula como vice do candidato petista, em termos eleitorais.

O ex-governador de São Paulo, no passado, foi um ferrenho adversário político do ex-presidente Lula. Agora, estão abraçados e juntos. Resta saber quem perde mais: Lula ou Alckmin. Uma coisa é certa: Alckmin não será um novo José Alencar como vice do ex-presidente.

Outro que está em baixa é o atual governador de São Paulo, João Dória. Ainda não decolou como candidato tucano à presidência da República.

A sucessão presidencial anda terá muitos desdobramentos, a partir do inicio da campanha eleitoral pelo rádio e televisão.

Kalil

Alexandre Kalil se afastou da prefeitura de Belo Horizonte para disputar o governo de Minas. Terá que viajar muito pelo interior onde não está bem. Já foi a São Paulo pedir o apoio do ex-presidente Lula. Em Belo Horizonte sofreu desgaste junto ao empresariado. Se isolou na Prefeitura e terá agora se abrir mais para conquistar o mandato de governador. Neste momento, o governador Romeu Zema, que vai tentar a reeleição, está na frente nas pesquisas.

22 de março de 2022

Kalil à procura de Lula

 Foi noticiado que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, foi a São Paulo se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É sinal de que Kalil quer o apoio de Lula ao governo de Minas.

Seria o contrario se o encontro entre Lula e Kalil fosse em Belo Horizonte, ou seja, o ex-presidente viria pedir o apoio do atual prefeito à sua candidatura à presidência da República.

O encontro de São Paulo mostra claramente que Alexandre Kalil não está muito convencido de que será o vitorioso ao governo de Minas. E as pesquisas revelam que o atual governador, Romeu Zema, é o favorito para conquistar mais um mandato.

Mas ainda é muito cedo para uma melhor avaliação sobre a sucessão mineira. Vai depender muito das composições políticas.

15 de março de 2022

Alckmin não será um novo José Alencar

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, filia-se ao PSB e deve ser o vice de Lula na sucessão presidencial. O que se indaga é se ele como vice do candidato petista representaria a terceira via que está faltando para confrontar com o atual presidente Jair Bolsonaro?

Uma coisa é certa: Alckmin não será um novo José Alencar. É politico e tem ambições de ser governo. 

Não é unanimidade dentro do PT, porque Alckmin é um ex-tucano que no passado atacava o ex--residente Lula. É uma aliança para ganhar a eleição e não para governar.

Já foi dito neste espaço que o vice, de um modo geral, é um conspirador permanente. Trabalha sempre para derrubar o titular e assumir o cargo. Foi sempre assim, principalmente na área municipal e estadual.

Na sucessão presidencial, a exceção ficou por conta de José Alencar e Marcos Maciel.O primeiro como vice de Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de Pernambuco como vice de Fernando Henrique Cardoso

Não queremos dizer com isso que Geraldo Alckmin como vice de Lula será um conspirador, Apenas não será um novo José Alencar.

PACHECO

A candidatura presidencial de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não decolou. Por isso mesmo desistiu da disputa. O seu objetivo agora é conseguir a reeleição para continuar presidindo o Senado. Mas não vai ser fácil. Está muito desgastado perante a base do governo.

6 de março de 2022

Político sem voto não disputa eleição

 Com raríssimas exceções, político sem voto não disputa a eleição, porque a derrota eleitoral é traumática. Em alguns casos, o político  vai para o hospital.

Na minha longa atividade como jornalista, pude sentir isso. Prefiro não divulgar aqueles que deixaram de disputar uma eleição, porque já não tinham mais voto. Alguns até que mereciam a reeleição pelo seu desempenho como parlamentar ou como ocupante de cargo no Executivo.

Agora, lí nos jornais que o senador Rodolfe Rodrigues desistiu de disputar o governo do Amapá para participar como um dos coordenadores da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele, que já foi eleito deputado estadual e federal e senador pelo Amapá, concorreria nas próximas eleições como candidato ao governo daquele Estado. Seria uma consagração caso fosse eleito. Mas parece que o senador não está confiando muito na sua eleição e fez a opção de deixar a disputa para participar da campanha de Lua como um dos coordenadores.

Outro que não está muito confiante em disputar as próximas eleições é o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. Ele surgiu como um possível candidato de terceira via à presidência da República, por indicação do seu padrinho político, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Pacheco ainda não decidiu se entra na disputa, mas a sua candidatura efetivamente não decolou. Não tem voto.

Voltamos a repetir: político sem voto não disputa eleição.

23 de fevereiro de 2022

Azeredo lança livro escrito na prisão

 O ex´governador Eduardo Azeredo, de Minas Gerais, lança ,hoje. dia 7, na Academia Mineira de Letras, o seu livro de memórias escrito no período em que esteve preso no antigo Quartel do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte, no processo "Mensalão Mineiro" em que ele considera um absurdo e injusto por falta de provas.

Organizado pelo jornalista Francisco Brant, o livro - O "X" No Lugar Certo - Desafios e Memórias da vida Pública - traz o depoimento do ex-ministro Carlos Mário da Silva Velloso, ex-presidente do STF, do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio e de Amilcar Martins, seu velho amigo.

Azeredo fala sobre a sua trajetória como político, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e faz críticas ao ex-ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot e ao denunciante, Nilson Monteiro.

Azeredo diz ainda que "as pequenas mãozinhas dos netinhos, quando me acenavam após o final da visita me engasgavam e me embaçavam os olhos. Nesses momentos, o melhor era parar de escrever; não dava para continuar"...

Na terceira parte do livro, Azeredo denuncia com indignação "a covarde injustiça de que foi vitima em um processo eivado de incorreções de toda ordem, como a utilização de um documento falso, forjado por um estelionatário  e falsário, que resultou na sua condenação".

A angustia do ex-governador só foi efetivamente resolvida com a anulação de todo o processo, através da ultima decisão do Supremo Tribunal Federal, em 30 de junho de 2021.

A expectativa é de que os tucanos mineiros vão prestigiar o lançamento do livro, no próximo dia 7, a partir das 19h, na Academia Mineira de Letras, na rua da Bahia.

12 de fevereiro de 2022

Pacheco continua em cima do muro

 O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, continua em cima do muro em relação ao seu posicionamento sobre as próximas eleições.

O seu padrinho político, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, anunciou, recentemente, que Pacheco seria candidato à presidência da República. Só que o senador mineiro ainda não se posicionou. Continua em cima do muro.

A sua possível candidatura não decolou. até mesmo em Minas Gerais onde sofreu desgaste por causa do seu distanciamento em relação ao presidente Jair Bolsonaro.

É bom lembrar que Bolsonaro apoiou Pacheco na sua eleição para presidente do Senado, mas hoje está bem distanciado do presidente.

No caso da sucessão mineira, a tendência é Rodrigo Pacheco apoiar o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Mas ele, oficialmente, ainda não anunciou esse apoio. Está também em cima do muro.

Na sua mais recente entrevista, Gilberto Kassab já não fala com convicção de que Pacheco irá disputar o Planalto. Diz apenas que acredita que ele será candidato.


2 de fevereiro de 2022

Bolsonaro não prevaricou

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal concluiu que o presidente Jair Bolsonaro não prevaricou no caso da negociação para compra da vacina indiana Covaxin. A PF não identificou conduta criminosa de Bolsonaro.

O inquérito foi instaurado com base no relatório da CPI da Pandemia do Senado, cujo relator foi o senador oposicionista Renan Calheiros, do MDB. A decisão da Polícia Federal mostra claramente que a CPI da Pandemia  agiu politicamente, já visando as eleições presidenciais deste ano.

Com isso, todo o trabalho da CPI da Pandemia passa a ser questionado e o senador Renan Calheiro ainda fala na criação de uma outra CPI com o mesmo objetivo. Parece até brincadeira

Mas não fica só nisso. O senador Rodolfe Rodrigues quer explicação da Policia Federal e do ministro da Justiça sobre a conclusão do inquérito isentando o presidente Jair Bolsonaro. É muita politicagem.

 

29 de janeiro de 2022

O maior atrito será com Moraes presidindo as eleições

 Ninguém tem dúvida de que a explosão da crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre Moraes poderá ocorrer com Moraes presidindo as próximas eleições.

Antes mesmo de assumir a presidência do TSE, o ministro Alexandre Moraes está sendo muito questionado pelos aliados do presidente Bolsonaro.

A crise se agravou com a recusa do presidente Bolsonaro de prestar depoimento à Polícia Federal sobre o vazamento de um inquérito sigiloso em que se apura a possível participação do presidente da República. 

Numa decisão monocrática, Alexandre Moraes determinou que Bolsonaro prestasse tal depoimento ontem, às 14h, mas o presidente não compareceu, embora tenha apresentado recurso que foi recusado por Moraes.

A crise é muito grave e o desfecho é imprevisível. Resta saber se o ministro Alexandre Moraes terá serenidade para presidir com isenção as próximas eleições, tendo em vista que Jair Bolsonaro é candidato à reeleição.. 

27 de janeiro de 2022

O vice é para compor e ganhar a eleiçãol

Temos vários postulantes à presidência da Republica e aos governos estaduais. Mas nenhum deles escolheu o seu vice, que precisa ser muito confiável para não conspirar com o titular que for eleito.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva namora o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como seu vice. Mas o casamento ainda não foi concretizado. Há resistência por parte do eleitorado dos dois lados.

O presidente Jair Bolsonaro, que vai tentar a reeleição, não diz quem será o seu vice, o mesmo ocorre com o ex-juiz Sergio Moro, além de Ciro Gomes.

Em Minas, na disputa pelo governo do Estado, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, não abre o jogo sobre o seu possível vice. Comenta-se que o presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus, poderia ser o candidato.

Também o governador Romeu Zema, que é candidato à reeleição, não dá sinais sobre o seu vice. Essa indefinição é até natural. Depende muito das composições políticas nos Estados e nos grandes municípios. Foi sempre assim.

O fato é que a escolha do vice é para compor e ganhar a eleição. 

23 de janeiro de 2022

Pesquisa eleitoral é confiável?

As pesquisas eleitorais são confiáveis? No caso da sucessão presidencial, elas estão muito questionadas, principalmente por parte dos aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Lula, em todos os cenários, aparece em primeiro lugar. Mas é bom lembrar que a petista Dilma Rousseff liderava as pesquisas como candidata ao Senado por Minas Gerais, na última eleição. Perdeu a eleição, ficando em quarto lugar.

A derrota da ex-presidente Dilma Rousseff reforça a opinião daqueles que estão questionando as pesquisas. No caso da ex-presidente, houve realmente manipulação? É possível que sim.

É possível também que o ex-presidente Lula esteja neste momento  na frente nas pesquisas em relação ao seu concorrente, já que o presidente Jair Bolsonaro sofreu muito desgaste com a pandemia. Além disso, sofre forte oposição por parte da grande mídia.

Uma coisa é certa: a sucessão presidencial está polarizada entre Lula e Bolsonaro. A chamada terceira via está inviabilizada.

14 de janeiro de 2022

Desconfiança mútua para governar

 Luiz Inácio Lula da Silva confia em Geraldo Alckmin como seu vice na sucessão presidencial? 

Para ganhar a eleição, vale tudo. Os conflitos do passado deixam de existir. Mas eleitos,  começam a surgir os problemas de relacionamentos  A confiança passa a não existir. 

Já foi dito neste espaço que o vice, com raríssima exceção, é um conspirador permanente. Trabalha para derrubar o titular e assumir o cargo. Foi sempre assim na presidência da Republica, nos governos estaduais e municipais.

Mas temos exemplos de lealdade dos vices: Marco Maciel como vice de Fernando Henrique Cardoso e José Alencar como vice de Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, um ex-tucano, Geraldo Alckmin, aparece como possível vice de Luiz Inácio Lula da Silva. O eleitorado de ambos ainda não assimilou bem esse possível entendimento partidário. Ainda existem muitas feridas que não foram cicatrizadas, o que significa  uma desconfiança mútua para governar.

Mas em política, tudo é possível quando está em jogo o Poder.

6 de janeiro de 2022

Polarização radicaliza a sucessão

 A polarização entre Bolsonaro e Lula na disputa pela presidência da República radicaliza ainda mais a sucessão presidêncial. O chamado candidato de terceira via está inviabilizado. Com isso, o eleitorado não tem outra opção: votar em Bolsonaro ou no Lula.

Os demais candidatos como Sergio Moro, Ciro Gomes, Rodrigo Pacheco, entre outros, servirão apenas pra compor com o atual presidente ou com Luiz Inácio Lula da Silva.

Com essa polarização entre Bolsonaro e Lula, a previsão é de uma eleição muito radicalizada e tumultuada.

O TSE, que será presidido por um desafeto de Bolsonaro, ministro Alexandre de Moraes, deverá ser muito questionado durante a campanha eleitoral.

Os dois candidatos, Bolsonaro e Lula, terão algumas dificuldades nos Estados para promover os arranjos partidários.

Em política, ninguém abre mão de nada, quando está em jogo o Poder. Foi sempre assim.Infelizmente.

2 de janeiro de 2022

O vice é para ganhar a eleição

 O vice é importante para ganhar a eleição, mas não é da confiança para o titular governar. Já foi dito neste espaço que, com raras exceções, o vice é um conspirador permanente para derrubar o titular e assumir o cargo. Foi sempre assim.

Mas há exceção. Marco Maciel foi leal como vice do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o mesmo ocorreu com José Alencar como vice de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas há casos em que o vice-prefeito, o vice-governador e o vice presidente conspiraram contra o titular.

Por esta razão, a maior dificuldade é encontrar um vice que seja da absoluta confiança do titular para ganhar a eleição e depois governar.

O ex-presidente Lula ainda não convenceu a sua base eleitoral de que o ex-tucano Geraldo Alckmin é de confiança para governador. Pode ser importante para ganhar a eleição. A indefinição persiste.

Ainda não se sabe quem será o vice do presidente Jair Bolsonaro, que vai tentar a reeleição. 

Em Minas, o governador Romeu Zema, que vai disputar a reeleição, ainda não decidiu quem será o seu vice. Na mesma situação está o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

Fala-se muito no presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus. Será um bom candidato, até mesmo disputando como titular. Mas Alexandre Kalil ainda não abriu o jogo. Ele ainda não assumiu a condição de candidato.

A impressão dominante no meio político é de que a sucessão vai começar a clarear a partir de abril. Vamos aguardar, faltando nove meses para a eleição.