31 de dezembro de 2012

Políticos entram 2013 mas de olho em 2014

O discurso da oposição em 2013 será ditado pelo desempenho da economia brasileira e de olho em 2014.. Se tudo correr bem, com uma inflação sob controle, crescimento econômico, desemprego em baixa, melhoria na saúde publica, segurança e outras coisas mais, a presidente Dilma Rousseff será poupada. O discurso da oposição será ameno, ou melhor, não haverá discurso.

Mas se a economia entrar em colapso, com a volta da inflação, desemprego e com o governo desacreditado, o discurso da oposição será muito forte.

Apesar do otimismo da presidente Dilma Rousseff em relação a 2013, conforme revelou em sua mensagem de Natal aos brasileiros, o cenário econômico não é muito favorável ao governo. Há previsão de uma inflação mais alta, o câmbio já não é mais flutuante e já se fala na volta do modelo econômico que não deu certo no passado.

Além disso, 2013 será o ano dos arranjos partidários, tendo em vista as eleições de 2014. Consequentemente, as questões mais importantes para o País como as reformas política, tributária, trabalhista e outras mais ficarão em plano secundário. Não deverão avançar, porque os políticos só estarão de olho em 2014.
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28 de dezembro de 2012

Falha humana é má gestão

A presidente Dilma Rousseff atribuiu a falhas humanas a maioria dos apagões dos últimos meses, inclusive o ocorrido no Galeão, no Rio de Janeiro. Falha humana num setor importante como o de energia significa má gestão.

A presidente, no entanto, descarta qualquer possibilidade de racionamento mesmo sabendo que poderão
correr novos apagões por  da falta de investimento no setor e má gestão.

O maior problema, por outro lado,  não depende da presidente Dilma Rousseff. Referimo-nos à falta de chuvas. Alguns reservatórios como o de Furnas estão bem abaixo do nível e se  não melhorar o apagão será inevitável.

24 de dezembro de 2012

Arranjos partidários terão predominância em 2013

A eleição de presidente da República, de governadores, de senadores e de deputados federais e estaduais será realizada em 2014. Mas os arranjos partidários começam mesmo em 2013. E ninguém tem duvida de que a política será prioritária no ano que vem.

As questões fundamentais para o País, como as reformas tributária e política não deverão avançar. Ficarão apenas na discussão. Resta saber como vai se comportar a economia. É ela que conduz a política. Este ano o seu crescimento foi  pífio.

A presidente Dilma Rousseff, em sua mensagem de Natal, está otimista em relação a 2013. Ela acredita que o País vai continuar crescendo e está convocando o empresário a investir mais.

Só que a política terá predominância em 2013. A presidente Dilma Rousseff, naturalmente, vai trabalhar muito para consolidar a sua base de sustentação política visando a sua reeleição. Haverá, portanto, muita articulação política por parte do governo e da própria oposição.

Neste momento, a presidente Dilma Rousseff está numa situação muito confortável, conforme revelam as últimas pesquisas. Mas a economia é que vai conduzir o processo eleitoral de 2014. É só esperar.
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22 de dezembro de 2012

Ministro decidiu com bom senso

Ao rejeitar o pedido de prisão imediata dos condenados do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa agiu com bom senso, evitando assim uma possível crise entre os Poderes Judiciário e Legislativo.

Deve ter prevalecido também em sua decisão o espírito natalino. As prisões só deverão ocorrer depois de analisados os recursos dos réus, o que significa que vai demorar alguns meses.

E essa é uma das preocupações do procurador Roberto Gurgel, que pediu a prisão imediata dos condenados. No seu entendimento, a rejeição da prisão reforça a sua preocupação com a efetividade da decisão, já que os crimes foram denunciados em 2006 e até hoje não houve o cumprimento das condenações.

O ministro Joaquim Barbosa, por sua vez,  considerou incabível o início da execução penal antes de esgotadas as possibilidades de recursos contra as condenações.

O fato é que a decisão do presidente do STF aliviou a tensão existente entre o Judiciário e e Legislativo, já que três deputados poderiam ser presos caso o ministro Joaquim Barbosa aceitasse o pedido de prisão imediata dos condenados.

A novela vai continuar em 2013

21 de dezembro de 2012

Eleitor que deveria ser premiado é punido

Eleitor que deveria ser premiado por votar contra o mau prefeito está agora sendo punido. É o que está ocorrendo em muitos municípios brasileiros.

Prefeitos que não conseguiram a reeleição ou não elegeram os seus sucessores, em sua maioria, estão tendo uma conduta até certo ponto criminosa. Simplesmente, suspenderam serviços essenciais  como os de saúde, transporte escolar, colheta de lixo, demissões de servidores e outras coisas mais.´´

Os que foram eleitos vão receber uma herança maldita. Está na hora, portanto, de o Ministério Público agir com todo rigor contra todos esses políticos que não respeitam a vontade popular através do voto.


17 de dezembro de 2012

Lula candidato a governador?

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai para o confronto com a presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial de 2014.

Lula deve apoiar a reeleição da presidente Dilma e há quem diga que ele disputaria o governo de São Paulo. É claro,  se estiver bem de saúde e sair dessa encrenca do mensalão.

Lula ficou numa situação muito embaraçosa por causa das declarações do operador do mensalão Marcos Valério.

Apesar do desgaste, Lula ainda é uma grande força eleitoral, principalmente nos grotões. Como a política é dinâmica, é muito difícil fazer agora qualquer previsão sobre o que poderá ocorrer em 2014 em relação ao projeto político do ex-presidente.


15 de dezembro de 2012

Aécio vai mesmo para a oposição?

Na condição de virtual candidato à presidência da República em 2014, o senador Aécio Neves deverá abandonar o seu estilo conciliador e partir mesmo para a oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Pelo menos, esse é o desejo das principais lideranças tucanas, mesmo porque para ser candidato de oposição tem de fazer oposição. Aécio, por enquanto, está apenas cutucando a presidente Dilma. Mas deve endurecer o seu discurso de críticas ao governo do PT.

Aécio, no entanto, não pode avançar muito. Tem de esperar um pouco sobre o que poderá ocorrer do lado governo. Ninguém tem dúvida de que a presidente Dilma vai tentar a reeleição com o apoio dos partidos aliados. A incognita é o PSB do governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que aspira também a presidência da República.

O seu principal aliado deverá ser mesmo o PMDB, que não abre mão da vice com Michel Temer. E o ex-presidente Lula? É outra incognita. Pode até entrar na disputa, mas a tendência dele é apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Conclusão: a disputa ficará  restrita à presidente Dilma Rousseff (reeleição) e ao senador Aécio Neves. E quem vai conduzir o processo é a economia. Se ela estiver bem em 2014, Dilma é a favorita. Caso contrário, Aécio pode ser o próximo presidente como candidato de oposição.

14 de dezembro de 2012

Desempate no STF só depois do recesso?

E bem provável que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a cassação de mandato de parlamentares condenados pela Côrte no caso do mensalão fique para depois do recesso do Judiciário.

É que o voto de desempate será dado pelo ministro Celso de Melo , que recebeu alta do hospital, mas ainda não está confirmada a sua presença na reunião de segunda-feira do STF.

A expectativa é de  que ele compareça e apresente o seu voto na próxima segunda-feira ou na quinta-feira, porque depois o STF entra em recesso, só voltando a se reunir no dia primeiro de fevereiro.

Até agora deu empate, 4 x 4 e quem vai decidir se os parlamentares serão ou não cassados  é o ministro Celso de Melo.

O presidente da Câmara dos Deputados, o petista Marco Maia, já declarou que não cumprirá a decisão do STF se ela for pela cassação. O presidente entende que essa atribuição é do Legislativo.

O adiamento da decisão do STF, por motivo de saude do ministro Celso de Melo, aliviou um pouco a tensão de que poderá haver uma crise institucional entre os poderes Legislativo e Judiciário. Até parece que a  infecção do ministro Celso Melo contribui para isso.

13 de dezembro de 2012

Denuncias desgastam o ex-presidente Lula

As denuncias do operador do mensalão Marcos Valério contra o ex-presidente Lula podem dar em nada  por vários motivos. O principal deles é a blindagem da presidente Dilma, do PT e da base do governo no Congresso Nacional ao ex-presidente.

Mas o desgaste político será inevitável. É possível que a maioria da opinião pública esteja acreditando mais nas denuncias do que propriamente nos desmentidos.

A oposição quer que o ex-presidente  Lula seja investigado. Já a base do governo entende que as denuncias   representam "café requentado".

O importante é que tudo seja devidamente esclarecido, através de uma ação rigorosa do Ministério Público e da Polícia Federal, para que não fique nenhuma dúvida sobre a participação ou não do ex-presidente Lula no mensalão.

11 de dezembro de 2012

Deputado na prisão pode exercer o seu mandato?

Só na proxima semana é que  o ministro Celso de Melo poderá apresentar o seu voto no Supremo Tribunal Federal sobre a cassação de mandato de parlamentares condenados pela Côrte no caso do mensalão.

Ele está internado por causa de uma forte gripe que se transformou numa pneumonia. É possivel que o seu voto fique para depois do recesso do Judiciário.

Até agora deu empate. Quatro ministros decidiram pela cassação e outros quatros entenderam  que essa atribuição é do Congresso Nacional.

O presidente da Câmara, o petista Marco Maia, já declarou que não cumprirá a decisão do STF se ela for favorável a cassação do mandato dos parlamentares.

Vamos deixar de lado as firulas jurídícas e partir para o lado prático, ou seja, o deputado condenado e preso tem condições de cumprir o seu mandato? Claro que não. A condenação em si já pressupõe a cassação do mandato do parlamentar, principalmente se ele for para a cadeia.





8 de dezembro de 2012

O eleitor não pode ser punido

Na área municipal é muito comum o prefeito que assume demitir servidores que não votaram na sua eleição. Em se tratando de servidor que ocupa cargo de confiança ainda se justifica. Mas demitir servidor só porque ele votou contra o prefeito eleito é inconcebivel.

Está na hora, portanto, de o Ministério Público agir em defesa desses servidores. O eleitor não pode ser punido por causa do seu voto dado ao concorrente do prefeito eleito. Infelizmente, nos grotões isso ocorre.

5 de dezembro de 2012

Reeleição na Assembleia é exemplo de boa convivência

A reeleição da maioria dos membros da Mesa da Assembleia Legislativa  é um bom exemplo de uma boa convivência político-partidária no Legislativo mineiro. Não houve disputa pelos sete cargos da direção da Casa. O que houve foi um amplo entendimento entre as diversas lideranças partidárias, bem articulado pelo presidente Dinis Pinheiro, para a formação de uma chapa única por consenso.

O deputado Dinis Pinheiro, do PSDB, foi reeleito presidente para o biênio 2013-2015 por 74 dos 76 parlamentares, ficando a primeira vice com o deputado José Henrique, do PMDB, que obteve 75 votos.

O mais votado foi o deputado Hely Tarquínio, do PV, com 76 votos. Ele vai ocupar a segunda-vice-presidência. A terceira vice foi destinada à bancada do PT e o eleito foi o deputado Adelmo Leão.

Depois da presidência, o cargo mais importante é de primeiro secretário, que cuida da administração da Casa. Foi reeleito o deputado Dilzon Melo, do PTB.

A segunda secretaria ficou com Neider Moreira, do PSD, e a terceira com Alencar da Silveira. A posse será em fevereiro do ano que vem.



4 de dezembro de 2012

Aécio ainda não assumiu a condição de candidato

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quer que o senador mineiro Aécio Neves assuma desde já a sua condição de candidato à presidência da República em 2014.

Esse é o desejo também das principais lideranças tucanas, a começar pelo presidente do partido, Sérgio Guerra.

Só que Aécio escorrega e diz que  candidatura presidencial só deve ser tratada em 2014, que é a época da eleição. O senador minero deve ter as suas razões. E  uma delas é não se expor muito agora. É possível também que esteja jogando num cenário econômico desfavorável ao governo daqui para frente.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entende, no entanto,  que Aécio assumindo desde já a sua candidatura à presidência da República a sua visibilidade será maior principalmente nos Estados onde ele ainda é pouco conhecido.

Há quem diga  que Aécio Neves não tem pressa porque vai esperar por uma definição do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é um postulante à sucessão da presidente Dilma Rousseff, mas pode ficar também ao lado do senador mineiro.

Em política, tudo é possível nesse verdadeiro jogo de xadrez para se chegar ao poder.




3 de dezembro de 2012

Aécio ainda não abriu o jogo

Da base política do senador Aécio Neves, quem seria o candidato ao governo de Minas em 2014? Vai depender do próprio Aécio, já que ele tem o controle absoluto do seu partido no Estado.

O governador Antônio Anastasia não pode mais disputar a reeleição. Tudo indica que ele será candidato ao Senado. Assumiria a chefia do governo o vice Alberto Pinto Coelho. Só que Alberto aspira também a disputa pelo governo de Minas.

Se isto ocorrer, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro, passaria a ocupar o cargo de governador do Estado. A exemplo do vice Alberto Pinto Coelho, Dinis pode também entrar na disputa pela sucessão do governador Antônio Anastasia.

Mas tudo está preso ao projeto político do senador Aécio Neves, ou seja, se ele será realmente candidato à presidência da República ou se voltaria ao governo de Minas.

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, do PSB, é o nome preferido do senador Aécio Neves para disputar o governo de Minas, em 2014, através de um amplo entendimento com o governador de Pernambco, Eduardo Campos.

29 de novembro de 2012

Reeleito, Dinis Pinheiro vai dar um salto maior

Através de um entendimento partidário e em chapa única, o deputado Dinis Pinheiro, do PSDB, deverá ser reeleito presidente da Assembleia Legislativa MG para cumprir mais dois anos de mandato.

O seu primeiro vice continuará sendo  o deputado José Henrique, do PMDB, e a segunda-vice ficará com o deputado Hely Tarquinio, do PV.

Depois da presidência, o cargo mais importante é o de primeiro secretário, que cuida da parte administrativa da Casa. Será reeleito o deputado Dilzon Melo, do PTB.

A terceira vice-presidencia será destinada à bancada do PT e o indicado é o deputado Adelmo Leão. Os demais cargos, segunda e terceira secretarias, serão ocupados por representantes do PDT e DEM. A eleição está prevista para a próxima quarta-feira.

Ao ser reeleito, Dinis Pinheiro demostra ser um bom articulador político. E ele tem projeto político para dar um salto maior no futuro.

28 de novembro de 2012

Nova executiva do PMDB com equilíbrio de forças

A futura executiva do PMDB mineiro, a ser eleita até o fim do ano, terá um equilíbrio de forças entre os diversos grupos que caracterizavam o racha no partido.

O deputado federal moderado Antônio Andrade será mantido na presidência do partido, enquanto o  deputado estadual Sávio Souza Cruz, que faz oposição ao governo do Estado e ao senador Aécio Neves, ocupará a secretaria geral da legenda.

São os dois principais cargos do partido, mantendo assim um equilíbrio de forças. O PMDB não será totalmente oposição ao governo do Estado, mas também não será submisso às ações do executivo estadual.

Com isso, o PMDB muda um pouco a sua postura já pensando nas eleições de 2014. O vice-presidente deverá ser o senador Clésio Andrade. Os sete deputados estaduais vão integrar também a executiva estadual do PMDB. A chapa foi formada através de um consenso a fim de preservar a unidade partidária. O PMDB, sem dúvida alguma, sai mais fortalecido.

27 de novembro de 2012

Walfrido continuaria presidindo o PSB mineiro?

Há rumores sobre o possível afastamento de Walfrido Mares Guia da presidência do PSB mineiro. A causa: o seu posicionamento na eleição municipal, apoiando  candidato petista Patrus Ananias, quando deveria dar respaldo à reeleição do prefeito Márcio Lacerda, que é do seu partido.

A decisão de afastá-lo da presidência do PSB mineiro depende da direção nacional do partido, que, por enquanto, não se manifestou sobre o assunto.

É possível que o afastamento de Walfrido ocorra através de uma negociação a fim de evitar sequelas graves e vai depender muito do presidente nacional do partido, governador Eduardo Campos. O partido não tem diretório em Minas, mas, sim, uma comissão provisória presidida por Walfrido.

Não se trata, portanto, de nova eleição, mas de uma decisão da direção nacional do PSB. Mas ninguém tem  dúvida de que não é mais efetivo nem afetivo o relacionamento entre o prefeito Márcio Lacerda e Walfrido Mares Guia. Ficou uma ferida que dificilmente será cicatrizada a curto prazo.


26 de novembro de 2012

Em Minas o PT vai continuar rachado?

Há uma articulação política dentro do PT para que o candidato do partido ao governo de Minas em 2014 não tenha uma vinculação muita estreita com o ministro Fernando Pimentel e com o ex-ministro Patrus Ananias.

O objetivo é lançar um candidato "cara nova" com capacidade para unir o partido. Vai ser difícil, porque o candidato a ser lançado será mesmo o ministro Fernando Pimentel. É uma decisão de cima para baixo, ou melhor, da presidente Dilma Rousseff.

Ela precisa de um grande cabo eleitoral em Minas para a sua reeleição. E esse cabo eleitoral é Fernando Pimentel. Se ele vai ou não unir o partido, é outra história.  O PT só fala em unidade antes de lançar o candidato. Definido o nome, o partido fica rachado.

23 de novembro de 2012

O maior problema da Dilma é o PMDB

No seu projeto de reeleição, a presidente Dilma Rousseff tem como principal problema o PMDB. Refém deste partido, ela terá que repetir a chapa Dilma-Michel. Mas há uma articulação política para que o vice na sua reeleição não seja Michel Temer. Seria escolhido um outro nome dentro  do próprio PMDB.

Quem seria ele? Ninguém sabe. Mas dificilmente haverá outro nome, o que significa que Michel Temer continuará sendo o vice na reeleição.

O outro problema que a presidente Dilma Rousseff terá pela frente é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. Ela vai tentar atrai-lo para o seu lado. Só que Eduardo Campos é também um postulante à presidência da República.

Praticamente rompido com o PT por causa das últimas eleições municipais, Eduardo Campos está hoje mais  identificado com o senador mineiro Aécio Neves. Mas não está rompido com a presidente Dilma Rousseff. É sinal de que poderá ainda compor com a presidente. Tudo vai depender das articulações políticas que já estão sendo traçadas pelas principais lideranças partidárias visando a próxima sucessão presidencial..

18 de novembro de 2012

Pimentel X Lacerda

Com o apoio da presidente Dilma Rousseff, o ministro Fernando Pimentel deve ser mesmo o candidato do PT ao governo de Minas em 2014. Ele provavelmente terá como concorrente o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que será apoiado pelo virtual candidato do PSDB à presidência da República, senador Aécio Neves.

Bem antes das últimas eleições municipais, Márcio Lacerda não admitia disputar o governo do Estado tendo como concorrente Fernando Pimentel .Estiveram juntos na primeira eleição do atual prefeito.

Mas a eleição municipal deste ano se encarregou de separá-los politicamente.Cumprindo ordem do Planalto, Pimentel apoiou Patrus Ananias como candidato à prefeitura de Belo Horizonte, enquanto Márcio Lacerda foi apoiado pelo senador tucano Aécio Neves.

Já reeleito prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda declarou que não pretendia disputar o governo do Estado. Mas vai sim, empurrado pelo senador Aécio Neves.

A estratégia da presidente Dilma Rousseff em Minas é ter um bom cabo eleitoral para a sua reeleição em 2014. E esse cabo eleitoral é o ministro Fernando Pimentel, que concorreria ao governo de Minas  enfrentando  o atual prefeito de Belo Horizonte.

16 de novembro de 2012

Ministro extrapolou em sua declaração

O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, extrapolou ao declarar que preferia "morrer" a ter que cumprir pena em alguma penitenciária do pais.

Na sua opinião, o sistema presidiário brasileiro é "medieval". O ministro não está mentindo. Só que a sua declaração foi muito forte e coincide com a decisão do Supremo Tribunal Federal de mandar para cadeia alguns de seus companheiros de partido.

A sua declaração pode representar também  um estimulo à rebelião nos presídios. Se o sistema penitenciário está falido é porque o governo deixou de investir nesse setor. Oito anos do governo  FHC, mais oito do governo Lula e mais dois da Dilma Rousseff seriam suficientes para melhorar um pouco os presídios em todo o pais. Só que todos eles investiram pouco.


14 de novembro de 2012

Petistas não vão perder o emprego

É possível que o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, no seu segundo mandato, mantenha alguns petistas na sua administração. São aqueles de sua absoluta confiança e que não se envolveram na última eleição. Mas a maioria vai cair fora. Nenhum, no entanto, vai perder o emprego. Eles, com certeza, serão aproveitados nas prefeituras de São Paulo, Uberlândia, Ipatinga, entre outras, que serão administradas pelo PT.

O compromisso do prefeito Márcio Lacerda é com os partidos que ajudaram na sua reeleição. O PSDB e o PSB terão maior participação. As mudanças deverão ocorrer a partir de fevereiro do ano que vem.

13 de novembro de 2012

Anastasia disputaria o Senado?

Há muita especulação sobre o futuro político do governador Antônio Anastasia. Há quem diga que ele disputaria o Senado em 2014, se afastando assim do governo. Assumiria a chefia do governo o vice-governador Alberto Pinto Coelho.

Há uma informação de que o governador permaneceria no cargo, não concorrendo assim ao Senado, que teria como candidato o vice-governador Alberto Pinto Coelho.

Mas tudo está preso ao projeto político do senador Aécio Neves, que é o virtual candidato à presidência da República em 2014 pelo PSDB.

Aécio não abre o jogo. A sua estratégia neste momento é ter o controle do comando nacional do seu partido para depois então ampliar as articulações politicas visando a formação de uma forte aliança partidária.

O seu objetivo é trazer para o seu lado o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é hoje a principal liderança política do Nordeste. Não vai ser fácil porque o governador pernambuco é também um postulante à presidência da República ou pode ser vice na chapa da reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Aécio trabalha nos bastidores para que Eduardo Campos seja também o seu vice. Seria uma chapa em condições de tirar o PT do Planalto. Mas ainda é muito cedo para uma melhor avaliação sobre o quadro sucessório presidencial.

11 de novembro de 2012

Aécio quer ter o comando nacional do PSDB

O senador Aécio Neves trabalha, desde já, para ter o comando nacional do PSDB. Só assim terá condições de disputar a presidência da República em 2014 sem maiores atropelos.

O que se comenta no ninho tucano é de que o seu candidato seria o deputado federal mineiro Rodrigo de Castro, que é o atual secretário geral do PSDB. Sérgio Guerra, atual presidente, não pode disputar a reeleição.

Resta saber qual será o posicionamento dos tucanos de São Paulo. Enfraquecido com a derrota para o prefeito eleito Fernando Haddad, José Serra praticamente terá pouca influência na composição da futura direção do partido.

Mas o governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso têm força dentro do partido. O grupo de São Paulo jogaria com o nome do ex-governador Alberto Goldman. Fala-se também numa candidatura neutra com o ex-senador Tasso Jereissati, que é muito chegado a Aécio Neves.

O assunto deverá ser discutido num congresso do partido no primeiro trimestre de 2013 para unificar o discurso renovador do partido para a disputa presidencial de 2014.

9 de novembro de 2012

Reforma plítica continuará sendo uma utopia?

A presidente Dilma Rousseff e o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, defendem uma reforma política. Só que ela não depende deles. Depende do Congresso Nacional. Por não ser consensual entre os congressistas, a reforma não avança. Até mesmo o financiamento público de campanha, que seria o dinheiro do contribuinte, sofre restrições.

No exercício de seus dois mandatos como presidente da República, Fernando Henrique Cardoso também defendeu a reforma política. O seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, também a priorizou. Mas ficou apenas na promessa.

Sem consenso, a reforma não será aprovada pelo Congresso. Ela continuará, portanto, sendo uma utopia. Nenhum congressista vai querer aprovar um projeto que lhe possa  tirar votos. Só sob pressão da opinião pública, a reforma pode avançar.

7 de novembro de 2012

PMDB agora é mais governo

As eleições municipais colocaram o PMDB numa situação mais confortável em termos de participação no governo  da presidente Dilma Rousseff.  Mais pelo possível distanciamento do PSB do governador pernambucano Eduardo Campos  em relação ao governo federal e ao PT.

O pleito municipal deixou muitas sequelas entre o governo, o PT e o PSB. O que mais chocou Eduardo Campos foi a interferência direta do ex-presidente Lula, que indicou um candidato petista em cima do socialista Geraldo Júlio à prefeitura do Recife.

O apoio da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula  ao candidato Patrus Ananias em cima da reeleição do prefeito Márcio Lacerda contribuiu também para esse distanciamento entre o governo e o PSB.

Lula interferiu também em Fortaleza, apoiando um candidato petista contra o vitorioso candidato do PSB. Percebendo que o PSB está mais próximo do presidenciável Aécio Neves, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula procuram desde já consolidar a aliança PMDB-PT já visando a sucessão presidencial de 2014.

Não foi à toa que a presidente Dilma Rousseff promoveu um jantar no Palácio do Planalto com a cúpula dos dois partidos, PMDB e PT. Ninguém tem mais dúvida de que a vice na reeleição da presidente Dilma Rousseff ficará mesmo com Michel Temer.Com isso, o PMDB será mais governo.

6 de novembro de 2012

Candidatos do PT ao governo de São Paulo

Pelo menos quatro ministros petistas da presidente Dilma Rousseff postulam o governo de São Paulo em 2014: Alexandre Padilha, da Saúde; José Eduardo Cardoso, da Justiça; Aloizio Mercadante, da Educação; e Marta Suplicy, da Cultura.

Vai ser uma briga de foice dentro do partido. Consta que o preferido do ex-presidente Lula é o ministro Alexandre Padilha. Vai ser uma repetição da indicação de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, sem ouvir as bases do PT.

No caso do prefeito eleito Fernando Haddad, Lula teve que convencer Marta Suplicy a desistir da disputa. Ela acabou saindo  em troca de um ministério, o da Cultura.

Para formalizar a indicação de Padilha, o ex-presidente Lula terá que negociar mais uma vez com Marta Suplicy e com os ministros José Eduardo Cardoso e Aloizio Mercadante.

Dos quatro candidatos ao governo de São Paulo, qual seria o preferido da presidente Dilma Rousseff?
Há quem diga que o seu preferido é o ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça. Mas ela aceitaria uma indicação do ex-presidente Lula, que seria o ministro Alexandre Padilha, da Saúde. Mas ainda é muito cedo para discutir esse assunto. Só não é para os quatro candidatos, que começam a se movimentar.

5 de novembro de 2012

PT e PMDB unidos pragmaticamente

Ninguém tira do PMDB a vice na chapa da reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. A eleição municipal consolidou a aliança pragmatica entre o PT e o PMDB para a próxima sucessão presidencial e empurrou o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para uma aproximação mais efetiva com o presidenciável Aécio Neves.

Entre PT e Aécio Neves, o governador Eduardo Campos optaria por uma aliança com o senador mineiro.O que pode segurar um pouco o posicionamento do governador pernambucano é a presidente Dilma Rousseff com quem Eduardo Campos mantem um bom relacionamento.

O presidente do PSB já declarou que não tem qualquer problema com  a presidente Dilma. O problema todo é o PT e ele sentiu na própria carne na eleição municipal com a interferência direta do ex-presidente Lula ao lançar um candidato petista em cima do prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio, do PSB.

No caso do PMDB, Dilma Rousseff não tem outra saida senão manter Michel Temer como seu vice na reeleição de 2014. É uma aliança pragmática e não ideológica. Se  optar por um outro nome fora dos quadros do PMDB, ela perderia o apoio político dos peemedebistas e colocaria o PT no isolamento. A sua reeleição, por isso mesmo, correria risco.

2 de novembro de 2012

Reeleição: derrotados desativam serviços essenciais

Já foi dito neste espaço que a reeleição conforme está expressa na Constituição Federal é um retrocesso ao permir que o presidente da República, governadores e prefeitos entrem na disputa sem se afastar do cargo.

Já ministros, secretários de Estados e servidores públicos terão que desincompatibilizar-se. Com isso, a disputa fica muito desigual para quem vai para uma eleição tendo que concorrer com o presidente da República, governadores e prefeitos.

Mas não é só isso. Se o candidato não consegue a reeleição , ele perde toda a motivação para continuar trabalhando até o término do seu mandato. Tal fato está ocorrendo em vários municipios brasileiros, ou seja, prefeitos  abandonando as suas cidades ou desativando serviços essenciais à população. Um absurdo.

Esse problema poderia ser contornado diminuindo o prazo entre a eleição e a posse dos eleitos. Está, portanto, na hora de mudar essa legislação casuística. Mas não vai ser fácil.

1 de novembro de 2012

Dilma não pode atender apenas a prefeitura de São Paulo

A presidente Dilma Rousseff não pode apenas atender a prefeitura de São Paulo quanto à renegociação da dívida do município. Um dia após a sua eleição, o novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi recebido no Planalto pela presidente Dilma Rousseff.

O assunto em pauta foi a renegociação da dívida da prefeitura, que é superior a R$ 60 bilhões e ultrapassa os limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O que não é correto é a presidente beneficiar apenas a prefeitura de São Paulo, o que significaria privilegiar o seu partido, o PT. As demais prefeituras e estados brasileiros estão na mesma situação de quebradeira. Precisam, portanto, ser atendidos também.

O maior interesse do prefeito Fernando Haddad é trocar o indexador da dívida e alongar prazos de pagamento para ter mais folga fiscal e adquirir novos empréstimos.

A tendência é trocar o indexador do IGP-DI para a Selit,que tem taxas menores. Espera-se que o assunto não  caia no esquecimento. É matéria de muita complexidade.

30 de outubro de 2012

Kassab já aderiu ao novo prefeito?

O que se comenta na área política é de que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kasssab, que apoiou José Serra, tem lugar garantido no ministério da presidente Dilma Rousseff, a partir de janeiro.

É possível. Antes do lançamento da candidatura de José Serra, Kassab teve um encontro com o ex-presidente Lula e admitia apoiar o prefeito Fernando Haddad.

Agora, é o próprio Kassab que admite apoiar o novo prefeito de São Paulo. Fernando Haddad, por sua vez, acredita que o atual prefeito não fará oposição à sua administração. Em outras palavras: Gilberto Kasssab já aderiu ao novo prefeito?

A sua adesão significa que o seu partido, o PSD, dará apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, garantindo assim a sua presença no ministério do governo petista.  Política é isso: ninguém quer ficar longe do poder.

29 de outubro de 2012

Eleições municipais mostraram equilíbrio

As eleições municipais em todo o País mostraram certo equilíbrio eleitoral entre os principais partidos. No maior colégio eleitoral, São Paulo, o PT faturou a eleição com o ex-ministro Fernando Haddad, mas perdeu em Belo Horizonte com a reeleição de Márcio Lacerda, e em Salvador, com o ACM Neto, do DEM. O partido que mais cresceu foi o PSB do governador Eduardo Campos.

Em São Paulo, contribuiu para a derrota dos tucanos o alto indice de reejeição do candidato José Serra e do prefeito Gilberto Kassab.. O partido não renovou. Preferiu o velho, ao contrário de Fernando Haddad, que representava o novo.

Na maioria das capitais do Nordeste onde o ex-presidente Lula era quase unanimidade, o PT perdeu a eleição. Um outro detalhe: o Bolsa Familia já não representa uma grande força eleitoral. A eleição mostrou também que o eleitor, gradativamente, está rejeitado a reeleição a não ser nas cidades onde os prefeitos tiveram um bom desempenho.

O julgamento do mensalão influiu pouco no processo eleitoral, porque, na eleição municipal, o que prevalece é o interesse local.

Em Minas,houve também certo equilíbrio nas cidades com mais de 200 mil eleitores. A reeleição do prefeito Márcio Lacerda, em Belo Horizonte, mostrou a força do senador Aécio Neves.

Em Betim, o PSDB tirou a prefeitura do PT com a eleição de Carlaile Pedrosa, mas perdeu em Juiz de Fora para o peemedebista Bruno Siqueira.

O PT, por sua vez, conquistou a prefeitura de Uberlândia com o deputado Gilmar Machado, e perdeu a de Contagem para o deputado estadual Carlin Moura, do PC  do B.

Em Uberaba, o vitorioso foi o deputado federal Paulo Piau, do PMDB, derrotando o deputado estadual Antônio Lerin, do PSB, que teve o apoio da cúpula estadual do PSDB.

Na principal cidade do Norte de Minas, Montes Claros, o ex-deputado Ruy Muniz derrotou o deputado petista Paulo Guedes.

A partir de agora, a briga será a sucessão presidencial e a disputa pelos governos estaduais. Ninguém tem dúvida de que a disputa presidencial será travada entre Dilma Rousseff (reeleição) e o senador Aécio Neves. A expectativa gira em torno do vice. Os dois lados, Dilma e Aécio, disputam o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas parece que M ichel Temer continuará como vice da atual presidente.

28 de outubro de 2012

Um vice disputado pelos dois lados

Se depender da vontade da presidente Dilma Rousseff, o seu vice na sua reeleição em 2014 será o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

O senador Aécio Neves, virtual candidato dos tucanos, também gostaria de ter o governador pernambucano como o seu vice.

Só que Eduardo Campos sonha também chegar a presidência da República.  Não pensa, no momento, ser vice.

No caso da reeleição de Dilma Rousseff, ela tem um problema, que é o PMDB. Os peemedebistas querem continuar na vice com Michel Temer.

Matendo Temer como o seu vice em 2014, Dilma Rousseff estará empurrando o governador de Pernambuco para o lado do senador Aécio Neves.

São problemas que terão de ser resolvidos a partir de agora. Outro problema é a disputa pelos governos estaduais. Em Minas, tudo indica, Aécio vai trabalhar para que o prefeito Márcio Lacerda, reeleito agora, seja o candidato à sucessão do governador Antônio Anastasia.

Já o PT joga com dois nomes: o ministro Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias. Mas tudo vai depender da composição que será feita no plano federal, visando a sucessão presidencial.

Resta saber se a presidente Dilma vai continuar refém do PMDB mantendo Michel Temer como seu vice ou procurará outros caminhos.

24 de outubro de 2012

A condenação mancha o curriculo

É possível  que alguns dos condenados pelo SupremoTribunal Federal no caso do mensalão possam escapar da cadeia por prescrição ou por outros casos previstos no Código Penal. As penas serão definidas para cada crime e no fim do julgamento.

.Mas a condenação mancha para sempre o currículo de cada um deles. É uma especie de   prisão perpetua, principalmente para aqueles que ainda têm aspiração política como é o caso do ex-ministro José Dirceu, entre outros.

A discussão será longa  e não vai terminar agora.


23 de outubro de 2012

Lula quer ter o controle de São Paulo

O ex-presidente Lula está tão otimista quanto à eleição de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo que já pensa em lançar à sucessão do governador Geraldo Alckmin o ministro Alexandre Padilha, da Saúde.

A estratégia do ex-presidente é ter o controle político do maior colégio eleitoral do País, já pensando na sucessão presidencial de 2014.

Até agora, a estratégia do ex-presidente está dando certo com candidatos "cara nova". Foi assim quando indicou Dilma Rousseff à sua sucessão. Provavelmente, vai dar certo elegendo Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

Já os tucanos não renovaram. Preferiram o velho, lançando José Serra como candidato à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.  Só que Serra é candidato com validade vencida, na opinião de algumas lideranças políticas. O eleitor quer mudanças com candidatos "cara nova". O melhor exemplo vem do Recife onde foi eleito prefeito o desconhecido Geraldo Júlio, do PSB, obviamente empurrado pelo governador Eduardo Campos.

Ele enfrentou o candidato indicado pelo ex-presidente Lula, senador Humberto Costa, do PT, que, na realidade, representou o velho.


21 de outubro de 2012

Equilíbrio nas maiores cidades mineiras

Nas sete cidades mineiras com mais de 200 mil eleitores, o PT conquistou a prefeitura de Uberlândia com o deputado federal Gilmar Machado, mas perdeu Betim para o tucano Carlaile Pedrosa.

Em Juiz de Fora, o PSDB não conseguiu reeleger o atual prefeito Custódio Mattos. As pesquisas estão mostrando que o deputado estadual Bruno Siqueira, do PMDB, pode ser o vitorioso numa disputa com a petista Margarida Salomão.

Já em Contagem o favorito e o deputado estadual Carlin Moura, do PC do B, que terá agora o apoio dos tucanos. Carlin vai enfrentar o deputado estadual petista Durval Ângelo.

Em Montes Claros e Uberaba, o quadro é de indefinição. Na primeira estão na disputa o deputado petista Paulo Guedes e o ex-deputado Ruy Muniz, que terá o apoio do Palácio da Liberdade.

Na principal cidade do Triângulo, Uberaba, a disputa é acirrada entre o deputado estadual Antônio Lerin, do PSB, e o federal Paulo Piau, do PMDB.  Lerin é apoio pelos tucanos.

Em Belo Horizonte, deve ser creditada a reeleição do prefeito Márcio Lacerda ao PSDB do senador Aécio Neves, embora o prefeito seja do PSB. Por aí se vê que, em termos de partidos, houve um certo equilibrio nas sete maiores cidades mineiras.

19 de outubro de 2012

A reeleição é um retrocesso

A reeleição como está expressa na Constituição é um retrocesso no sistema político-eleitoral brasileiro. É  uma porta aberta para o uso da máquina no processo eleitoral.

O que é mais grave: o detentor da função pública, seja presidente da República, governador ou prefeito, pode disputar uma reeleição sem se afastar do cargo, ao contrário de ministros, secretários de Estados e funcionário publico, que precisam desincompatiblizar-se para disputar uma eleição.

Por isso mesmo, a disputa fica muito desigual, dai a importância de uma ampla reforma política para corrigir essas distorções inaceitáveis. Ainda bem que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, está prometendo lutar por uma reforma política, aproveitando de sua experiência como relator do mensalão.

O eleitor está também cansando da reeleição. Deseja  cara nova. Segundo dados da Associação Mineira dos Municípios, em 2008, foram reeleitos 392 prefeitos. Esse número, na eleição deste ano, caiu para 169 dos 358 que entraram na disputa.

Está na hora, portanto, de uma ampla reforma política, que, infelizmente, está longe de ser concretizada pelo Congresso Nacional. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso  e  Luiz Inácio Lula da Silva falaram em priorizá-la. Ficaram apenas na promessa. Por isso mesmo, continuo afirmando que a reforma política ainda é uma utopia.



18 de outubro de 2012

Serra se tornou um produto com validade vencida

A possível eleição de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo não deve ser atribuida totalmente ao ex-presidente Lula. Mas, sim, ao produto "José Serra", que está com a validade vencida.

O eleitor quer saber mais de cara nova e com mais vigor. Serra não representa mais o novo pelo fato de já ter sido prefeito e governador. Não está inovando em sua campanha. O seu discurso é velho.Já deveria ter parado.

Existe um momento em que o cidadão, seja político ou não, precisa colocar o pé no freio.  Em outras palavras: parar. Se não fosse assim Pelé estaria até hoje jogando futebol. Mas Serra não pensa assim.

Depois de sua derrota na sucessão presidencial para a Dilma Rousseff, falou-se muito que ele, José Serra, cairia na compulsória, politicamente.

Mas a sede pelo poder fez com que ele disputasse novamente a prefeitura de São Paulo. Segundo as últimas pesquisas, Serra pode perder a eleição para o petista Fernando Haddad, o que representaria, definitivamente, a sua aposentadoria.


17 de outubro de 2012

O projeto político de Aécio Neves

O senador Aécio Neves já tem esboçado o seu projeto político. Viabilizada a sua candidatura à presidência da República em 2014, ele,  provavelmente,  vai articular a indicação do prefeito Márcio Lacerda como candidato ao governo de Minas, tendo como vice o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro, do PSDB. Assumiria a prefeitura o vice Délio Malheiros.

O governador Antônio Anastasia, que não pode disputar a reeleição, concorreria ao Senado e o vice  Alberto Pinto Coelho assumiria a chefia do governo.

É claro que algumas mudanças no projeto de Aécio poderão ocorrer, principalmente na formação de uma forte aliança partidária para dar sustentação à sua candidatura. Depende também de muita articulação em nível nacional, notadamente com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, que também postula a presidência da República.

Qualquer que seja o resultado da eleição em São Paulo  entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad, o senador Aécio Neves terá que conversar mais com as lideranças do PSDB daquele Estado. Neste momento,as portas do partido estão abertas para ele.

No caso do governo de Minas, o PT vai também para a disputa com o ministro Fernando Pimentel ou com o ex-ministro Patrus Ananias. O PMDB joga com o nome do senador Clésio Andrade. Mas até 2014 muita coisa poderá ocorrer. O termômetro dessa disputa será a economia. Se ela estiver bem, vai ser difícil tirar a presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. A sua reeleição fica mais fácil.

 

16 de outubro de 2012

O posicionamento do PSDB no 2º turno em MG

O PSDB decidiu se posicionar em relação às eleições no segundo turno em Minas Gerais, ou seja, nas cidades de Juiz de Fora, Contagem, Montes Claros e Uberaba.

Não houve nenhuma surpresa. Em Juiz de Fora, com a derrota do prefeito tucano Custódio Mattos, o PSDB vai apoiar o deputado estadual Bruno Siqueira, do PMDB, que terá como concorrente Margarida Salomão, do PT.

Em Contagem, os tucanos querem a eleição do deputado estadual Carlin Moura, do PC do B. É menos traumático depois da derrota no 1º turno do ex-deputado Ademir Lucas, do PSDB. O adversário de Carlin é o  deputado petista Durval Ângelo.

Já em Montes Claros vão para a disputa o ex-deputado Ruy Muniz e o deputado estadual Paulo Guedes, do PT. Com a derrota de Jairo Atayde, do DEM, no 1º turno, os tucanos optaram por Ruy Muniz.

Numa das principais cidades do Triângulo Mineiro, Uberaba, a disputa será entre o deputado estadual Lerin, do PSB, e o federal Paulo Piau, do PMDB. Lerin agora tem o apoio oficial dos tucanos e pode ganhar também o apoio do atual prefeito Anderson Adauto, que está rompido com Paulo Piau.

Outro detalhe: o ex-deputado Fahim Sawan foi o candidato oficial do PSDB. Só que ele não teve o apoio da cúpula estadual do partido, nem do Palácio da Liberdade. Já o prefeito Anderson Adauto apoiou no 1º turno o deputado estadual Adelmo Leão, do PT.

A política municipal é realmente muito complicada. Em Juiz de Fora, por exemplo, o PSDB vai apoiar o deputado estadual Bruno Siqueira, que é do PMDB.

Já em Uberaba, os tucanos ficarão contra o candidato peemedebista Paulo Piau. Por aí se vê que na eleição municipal,o que prevalece mesmo é o interesse local.

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15 de outubro de 2012

Márcio Lacerda só não é candidato agora

O prefeito Márcio Lacerda já declarou que não pretende disputar o governo de Minas em 2014. Mas vai sim, empurrado pelo senador presidenciável Aécio Neves. Ninguém tem dúvida disso.

É até natural que Márcio Lacerda, reeleito para cumprir mais um mandato de quatro anos, declare que não postula a chefia do governo do Estado. Nem  ficaria bem para ele dizer logo após ter sido reeleito dizer que é candidato.

Só que ele foi reeleito dentro de um projeto político do senador Aécio Neves, que pleiteia a presidência da República em 2014,  tendo como candidato à sucessão do governador Antônio Anastasia o próprio prefeito.

É tolice também dizer que a reeleição do prefeito Márcio Lacerda fortalece o projeto político do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pelo fato de pertencerem ao mesmo partido, o PSB.

Eduardo Campos pode ter contribuido na formação da aliança PSDB-PSB, com a exclusão do PT, para a reeleiçao do prefeito.

Mas na realidade, o grande cabo eleitoral de Márcio Lacerda foi o senador Aécio Neves. Eduardo Campos não tem voto em BH. A sua grande liderança está no Nordeste.

Entre Aécio e Campos como candidatos à sucessão da presidente Dilma Rousseff, o prefeito Márcio Lacerda, provavelmente, optaria pelo senador mineiro. Ninguém tem dúvida disso. O importante seria os dois caminharem juntos em 2014.


14 de outubro de 2012

Mensalão não chegou aos grotões

Para alguns especialistas, o julgamento do mensalão teve pouca influência no processo eleitoral municipal em todo o País. A maior influência ocorreu nas capitais e nas grandes cidades, onde o PT foi mais afetado. Por falta de informação, o mensalão, efetivamente, foi ignorado nos grotões, ou seja, nas cidades com menos de 20 mil habitantes.

No Nordeste, segundo os mesmos especialistas, a influência do mensalão não foi muito significativa e onde o ex-presidente Lula era quase unanimidade. Hoje, a grande liderança é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que conseguiu eleger o desconhecido Júlio Geraldo prefeito do Recife.

A grande expectativa em relação ao mensalão agora gira em torno de São Paulo onde estarão disputando o 2º turno o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad.


10 de outubro de 2012

Dilma e Lula não voltam a Minas para pedir voto

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula estiveram em Belo Horizonte para pedir voto no primeiro turno para Patrus Ananias. Tiveram pouca influência já que o candidato petista foi derrotado.

Eles não voltam a Minas para pedir voto para os candidatos petistas que vão para o segundo turno em Contagem com o candidato Durval Ângelo; em Juiz de Fora, com Margarida Salomão; e em Montes Claros com o deputado Paulo Guedes.

Dilma e Lula vão priorizar São Paulo e Salvador onde a disputa será muito acirrada, entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad (em SP)  e o ACM Neto, do DEM e o Pelegrino, do PT, (na Bahia).

É possível que Lula vá a Manaus na tentativa de derrotar o tucano Virgilio Neto. Mas a maior participação do ex-presidente e da presidente Dilma será mesmo em São Paulo.

Resta saber como vai se comportar o eleitorado no segundo turno com a condenação pelo Supremo Tribunal Federal dos principais líderes do PT como o ex-ministro José Dirceu.

9 de outubro de 2012

O 2º turno em Minas

Com a reeleição de Márcio Lacerda em Belo Horizonte, Gilmar Machado em Uberlândia e Carlaile Pedrosa em Betim, faltam eleger ainda no 2º, no poróximo dia 28,  os prefeitos de Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba e Contagem.

Em Juiz de Fora vão para a disputa o deputado estadual Bruno Siqueira, do PMDB, e Margarida Salomão, do PT. A tendência é o atual prefeito, Custódio Mattos, do PSDB, que ficou fora da disputa, apoiar o candidato do PMDB. Bruno, que foi o mais votado no 1º, fica assim mais fortalecido.

Já em Montes Claros, o deputado estadual Paulo Guedes, do PT, foi o mais votado. Ele vai enfrentar no 2º turno o ex-deputado Ruy Muniz,do PRB, que, provavelmente, deverá ter o apoio de Jairo Atayde, Humberto Souto e outras lideranças contrárias ao candidato do PT.

O deputado federal Paulo Piau, do PMDB, foi o mais votado na disputa pela prefeitura de Uberaba. Ele vai enfrentar no 2º turno o deputado estadual Lerin, do PSB, que foi apoiado pelo Palácio da Liberdade. O atual prefeito da cidade, Anderson Adauto, no 1º, apoiou o candidato petista Adelmo Leão. Como está rompido com Paulo Piau, tudo indica que Anderson Adauto ficará com o Lerin.

Finalmente, em Contagem, vão para a disputa os deputados Durval Ângelo, do PT, e Carlin Moura, do PC do B. O tucano Ademir Lucas ficou de fora. A sua identificação maior é Carlin Moura e pode apoiá-lo no 2º turno.

O que se observa é um certo equilíbrio entre governo e oposição.

8 de outubro de 2012

A previsão é de muita radicalização no 2º turno

A previsão é de muita radicalização nas capitais e nas cidades onde haverá 2º no próximo dia 28. A maior expectativa gira em torno de São Paulo onde irão para o confronto o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula vão intensificar a campanha para eleger o candidato do PT, o mesmo deverá ocorrer em relação aos tucanos para garantir a vitória de José Serra.

Resta saber para quem irá a votação de Celso Russomanno. Nas grandes cidades ninguém tem o controle do eleitorado. O apoio de Russomanno a determinado candidato pode ajudar, mas, provavelmente  não decide .

Também em Salvador, a previsão é de muita radicalização entre os candidatos ACM Neto, do DEM,e o petista Pelegrino. O apoio do PMDB  a um dos dois candidatos poderá ser decicivo.

Haverá 2º turno também em Curitiba, Florianópolis, Manaus, Vitoria, Natal, João Pessoa, Belém, Cuiabá, São Luis, Teresina, Fortaleza, entre outras.

Em Minas, haverá 2º turno em Juiz de Fora numa disputa entre o deputado estadual Bruno Siqueira, do PMDB, e a petista Margarida Salomão; Contagem, Durval Ângelo, do PT, e Carlin Moura, do PC do B;
Montes Claros, Paulo Gudes, do PT, e Ruy Muniz, do PRB; e em Uberaba, Paulo Piau, do PMDB, e Antônio Lerin, do PSB.

O resultado das eleições de domingo servirá de base para 2014. O senador Aécio Neves, que apoiou a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que conseguiu eleger o desconhecido Geraldo Júlio prefeito do Recife, foram os grandes vitoriosos.

7 de outubro de 2012

Vai ser um jogo duro em São Paulo

Vai ser um jogo duro o segundo turno em São Paulo entre os candidatos José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT. Celso Russomano ficou de fora, ele que chegou a ser o líder nas pesquisas.

Ninguém tem dúvida de que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula vão jogar pesado em São Paulo para eleger Fernando Haddad.

Os tucanos vão também para o jogo duro. Afinal, o que está em jogo, na realidade, é a sucessão presidencial de 2014.

Com a reeleição de Márcio Lacerda, em Belo Horizonte, quem saiu fortalecido para a próxima sucessão presidencial é o senador Aécio Neves.

Outro presidenciável que ficou mais forte nessas eleições é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB. Conseguiu eleger o desconhecido Geraldo Júlio prefeito do Recife.

O resultado das eleições em todo o País servirá de base para uma melhor avaliação sobre 2014, numa provável disputa entre Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves.


6 de outubro de 2012

São Paulo e Minas servirão de teste para 2014

A maior expectativa sobre as eleições municipais deste domingo gira em torno de Minas e São Paulo, que são os dois maiores colégios eleitorais do País.

O resultado da eleição servirá de base para uma melhor avaliação sobre 2014, principalmente sobre a sucessão presidencial.

O ex--presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff investiram alto nos candidatos Fernando Haddad (em São Paulo) e Patrus Ananias (em Belo Horizonte), enquanto os tucanos jogam no candidato José Serra, na capital paulista) e o senador Aécio Neves na reeleição do prefeito Márcio Lacerda, em BH.

Em relação a São Paulo, Rossomano, Haddad e Serra estão empatados tecnicamente. .

Já em Belo Horizonte, Márcio Lacerda está na frente no confronto com o petista Patrus Ananias. Mas é difícil fazer uma previsão se a eleição vai ser decidida neste domingo.

A derrota de Fernando Haddad em São Paulo e de Patrus em Belo Horizonte enfraquece a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Também ficaria enfraquecido o senador Aécio Neves, virtual candidato à presidência da Republica, caso Márcio Lacerda não seja reeleito.

Nas demais capitais, o peso eleitoral será menor em relação à próxima sucessão presidencial.

4 de outubro de 2012

Lacerda fatura a eleição no 1º turno?

O que se indaga hoje é se a eleição para prefeito de Belo Horizonte será decidida já domingo ou se vai para o 2º turno.

De acordo com a última pesquisa DatafolhaTV Globo,  Márcio Lacerda, que tenta a reeleição, está na frente com 45%, enquanto o seu adversário Patrus Ananias 39%.

Segundo a mesma pesquisa, na simulação de 2º turno, Lacerda teria 48% e Patrus 39%. Até domingo, os dois candidatos vão intensificar a campanha. Difícil, portanto, fazer uma previsão se a eleição será decidida no 1º turno.

Já houve  casos em que a eleição foi decidida no último dia, principalmente se surgir um fato novo, de grande impacto eleitoral. Mas é pouco provável que isso ocorra.

Mas se for para o 2º turno, é outra eleição. Zera tudo.

Em São Paulo, a eleição vai para o 2º, o mesmo ocorrendo em Salvador, Fortaleza, Recife, entre outras capitais. Já no Rio de Janeiro, a eleição será decida já nodomingo com a reeleição do atual prefeito, Eduardo Paes.

3 de outubro de 2012

Walfrido nega que esteja rompido com Márcio Lacerda


De:
Vera Fraga Gomide 
Para:
fagundesmurta@bol.com.br 


Prezado Fagundes, boa tarde. Entro em contato por solicitação do ex-ministro Walfrido Mares Guia.

A respeito da nota "Walfrido rompido com Marcio Lacerda", o ex-ministro do Turismo e ex-Secretário de Relações Institucionais faz questão de negar taxativamente as informações.  

O prefeito Marcio Lacerda sabe que Walfrido recebeu o ex-presidente Lula em sua casa a pedido deste, por quem mantém sólidas relações de amizade. O jantar do dia 30 de agosto foi um encontro de velhos camaradas e o teor das conversas ficou restrita ao âmbito pessoal e familiar, contando, inclusive, com a presença de familiares do ex-ministro.

Walfrido também preserva relações pessoais e de amizade com Lacerda e sua família, sendo, inclusive, padrinho de casamento da filha do prefeito de Belo Horizonte. Walfrido jamais cogitou deixar o PSB e está empenhado na eleição dos 110 candidatos do partido no interior do Estado. 

Equilíbrio eleitoral nas grandes cidades

Nas sete cidades mineiras onde poderá haver segundo turno nas eleições do próximo domingo há um certo equilibrio entre os candidatos que disputam o comando dos seus  municípios.

Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda, do PSB, que tenta a reeleição com o apoio do senador Aécio Neves, está na frente nas pesquisas.

O seu concorrente, Patrus Ananias, do PT,  apoiado pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma Rousseff, é um forte candidato.

Em Betim, o tucano Carlaile Pedrosa é tido como favorito, concorrendo com a prefeita petista Maria do Carmo, que disputa a reeleição.

Já em Contagem há uma disputa acirrada entre o tucano Ademir Lucas, o petista Durval Ângelo e Carlin Moura, do PC do B. Tudo indica que haverá segundo turno.

Em Uberlância, o favorito é o deputado federal Gilmar Machado, do PT, numa disputa com o deputado estadual Luiz Humberto, do PSDB.

O deputado federal Paulo Piau, do PMDB, é apontado como o mais forte candidato à prefeitura de Uberaba. Ele terá como concorrente o deputado estadual Lerin, do PSB, e o petista Adelmo Leão. A eleição será decidida no segundo turno.

Em Juiz de Fora quem está bem é a petista Margarida Salmão, concorrendo com o atual prefeito, Custódio Matos, do PSDB, e com o deputado estadual peemedebista Bruno Siqueira Haverá também segundo turno..

Na principal cidade do Norte de Minas, Montes Claros, Jairo Atayde, do DEM, está bem nas pesquisas e o seu principal adversário é o deputado estadual Paulo Guedes, do PT.

Por aí se vê que hà realmente um certo equilibrio entre os candidatos das sete cidades mineiras com mais de 200 mil eleitores.

2 de outubro de 2012

Reforma política ainda é uma utopia

O futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, já anunciou a importância de uma ampla reforma politica.

Com a experiência de ser o relator do mensalão, o futuro presidente do STF deve propor também uma reforma na legislação eleitoral a fim de evitar a influência do poder público e privado no processo eleitoral brasileiro.

O problema todo é o Congresso Nacional a quem caberá a aprovação da reforma política. Nenhum parlamentar no entanto  vai quer aprovar um projeto que lhe possa prejudicar politicamente.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou muito na reforma politica, mas deixou que a iniciativa partisse dos congressistas. Ela não avançou.

O ex-presidente Lula defendeu também a reforma política no seu governo.Mas ela ficou apenas no papel.

Agora o futuro presidente do STF sugere que a presidente Dilma Rousseff proponha uma ampla reforma política. Não vai ser fácil a não ser sob pressão da opinião pública. No momento, a reforma politica continua sendo uma utopia.




1 de outubro de 2012

Walfrido rompido com Márcio Lacerda

Depois do jantar oferecido ao ex-presidente Lula, Walfrido Mares Guia não tem mais condições de continuar presidindo o PSB  mineiro.Afinal, o partido apoia a reeleição de Márcio Lacerda e Walfrido trabalhou para que a legenda ficasse com Patrus Ananias.

Há quem diga mesmo que ele, Walfrido, está rompido com o prefeito Márcio Lacerda. Foi-se, portando, uma amizade de longos anos.

A política é assim mesmo: para se chegar ao poder, tudo é válido, até mesmo o fim da amizade e, em alguns casos, até mesmo a destruição da família. Esse é um dos lados negativos da política.

Mas a politica tem também o seu lado positivo, quando é praticada com ética, absoluta transparência e visando sempre o interesse público.

30 de setembro de 2012

Lula e Dilma correm risco

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula vão sair perdendo se não conseguirem eleger os candidatos petistas Fernando Haddad (em São Paulo) e Patrus Ananias (em Belo Horizonte).

Nessas duas capitais, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula pediram votos para os dois candidatos petistas.

Dilma ficaria numa situação muito confortável  em Belo Horizonte para a sua reeleição em 2014 se adotasse uma postura de neutralidade em relação a Patrus Ananias e Márcio Lacerda, que tenta a reeleição.

Mas ao se posicionar pela candidatura de Patrus, Dilma empurrou Márcio Lacerda para o lado do senador Aécio Neves, que é o virtual candidato do PSDB à presidência da República em 2014.

Em São Paulo, o candidato petista Fernando Haddad, apoiado pela presidente Dilma e pelo ex-presidente Lula, dificilmente ganhará a eleição.

Por aí se vê que Dilma e Lula terão pouca influência nos dois maiores colégios eleitorais do País: Minas e São Paulo.

25 de setembro de 2012

Dilma e Aécio vão para o confronto em 2014

Com a saúde fragilizada, o ex-presidente Lula não será candidato a próxima sucessão presidencial. Deve apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, mesmo porque não existe outro candidato forte dentro do PT.

Dilma vai para o confronto direto com o senador Aécio Neves, que hoje é o candidato natural dos tucanos. Resta saber quem será o vice de Dilma Rousseff. Ela repetiria a chapa da última eleição, com Michel Temer, do PMDB?

Se depender dela, exclusivamente, o seu vice em 2014 seria o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB. Só que o governador pernambucano é também um postulante à presidência da República e é hoje a principal força política do Nordeste.

O senador Aécio Neves gostaria também de ter como seu vice o governador Eduardo Campos. São amigos e políticos da mesma geração. Mas quando está em jogo o poder, as amizades e outras coisas mais deixam de existir.

O fato é que em 2014 teremos dois fortes candidatos: Dilma Rousseff tentando a reeleição e o senador Aécio Neves, sem desprezar também o governador Eduardo Campos.

24 de setembro de 2012

Lula preocupado com o Nordeste

O principal aliado do PT  para 2014 seria o PSB e não o PMDB. Só que a eleição municipal estremeceu um pouco o relacionamento entre o governador Eduardo Campos, que é o presidente do PSB, e os petistas. Mais por interferência do ex-presidente Lula, que impôs como candidato à prefeitura de Recife o senador Humberto Costa contra a vontade do governador pernambucano, que hoje é a principal força política do Nordeste.

O candidato do governador Eduardo Campos, Geraldo Júlio, começou a campanha perdendo para o petista Humberto Costa, mas hoje o socialista é o líider nas pesquisas. A imposição de Lula deixa uma sequela no seu relacionamento com o governador pernambucano e terá reflexos nas eleições de 2014.

Também em Belo Horizonte o PT terá dificuldades numa composição com o  PSB para 2014, já que os dois partidos estão rompidos.

Reeleito prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que é do PSB, não apoiaria a reeleição de Dilma Rousseff numa disputa com o senador Aécio Neves, já que a presidente apoia Patrus Ananias  e Aécio está com o atual prefeito na sucessão municipal.

Mas a maior preocupação do  Lula é com o Nordeste onde o ex-presidente era quase unanimidade e hoje quem tem o comando daquela região é o governador Eduardo Campos.







23 de setembro de 2012

Campanha eleitoral na reta final

Faltando poucos dias para a realização das eleições, a previsão é de que na reta final da campanha o jogo vai endurecer.

Há uma tendência natural para a radicalização, principalmente quando há certo equilíbrio de forças entre os candidatos.

Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda continua na frente nas pesquisas no confronto com o candidato petista Patrus Ananias. Nas demais capitais, o PT não vai bem, com exceção de Goiânia onde o seu candidato está forte.

O resultado das eleições servirá de base para uma melhor avaliação sobre o quadro eleitoral de 2014. Não é à toa que a presidente Dilma Rousseff está apoiando o petista Patrus Ananias, pensando na sua reeleição.

Na mesma situação está o senador Aécio Neves ao apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, já que o ex-governador de Minas é um postulante à presidência da República.

21 de setembro de 2012

Reeleito, Márcio Lacerda disputa o governo do Estado

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, já declarou que se for reeleito não pretende disputar o governo de Minas em 2014.

Mas ninguém tem dúvida de que ele será empurrado pelo senador Aécio Neves para concorrer à sucessão do governador Antônio Anastasia, que disputaria o Senado.

É até natural que Márcio Lacerda declare que o seu desejo é continuar na prefeitura, ainda mais em plena campanha pela sua reeleição.

Mas os aliados do senador Aécio Neves não têm outro nome em condições de disputar o governo de Minas. Portanto, vão jogar com o nome do atual prefeito de Belo Horizonte.

Se o ex-ministro Patrus Ananias, do PT, for eleito prefeito de Belo Horizonte, o quadro eleitoral para 2014 muda. O senador Aécio Neves fica mais enfraquecido na sua postulação de concorrer à presidência da República e o PT se fortalece na luta pelo governo de Minas, com o próprio Patrus ou com o ministro Fernando Pimentel.

Tudo está preso ao resultado da eleição do próximo dia 7 de outubro.

19 de setembro de 2012

Condenação sem cadeia

Para alguns juristas, os réus do mensalão, em sua maioria, serão condenados pelo Supremo Tribunal Federal, mas dificilmente irão para a cadeia.

É que, até o julgamento final, alguns crimes estarão prescritos. Mas de qualquer maneira, a condenação representa um grande avanço num País que já não estava acreditando muito na nossa Justiça.

 O julgamento do mensalão, até agora, já espantou os doadores de campanha eleitoral e a condenação dos réus pode ser o início para se chegar ao fim da impunidade no País.

17 de setembro de 2012

PT perde nas grandes cidades

Faltando poucos dias para a realização das eleições municipais, a situação do PT não é nada confortável. Nas principais cidades do País, o Partido dos Trabalhadores só lidera em duas delas: Goiânia e Rio Branco.

Já o PSDB lidera em Maceió, Manaus, Vitória, Teresina e São Luizs. O PSB do governador Eduardo Campos está na frente nas pesquisas em Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Cuiabá.

O PMDB, que é o maior partido do País, está bem no Rio de Janeiro, João Pessoa, Campo Grande e Boa Vista.

O DEM tem condições de ter um bom desempenho eleitoral, já que lidera em Salvador, Fortaleza e Aracaju.

O PDT está forte em Porto Alegre, Natal e Macapa, enquanto o PRB só lidera em São Paulo.

O PV pode ganhar as eleições em Porto Velho e Palmas e o PSD em Florianópolis. O PSOL está bem em Belém.

É possível que esse quadro não seja alterado, o que significa um declínio eleitoral do PT em todo País. Uma das causas é o desgate de ser governo ha oito anos no plano federal, além do mensalão.

11 de setembro de 2012

Sucessão de Anastasia passa pela prefeitura de BH

A sucessão do governador Antônio Anastasia em 2014 passa pela prefeitura de Belo Horizonte, dai o acirramento da disputa entre o prefeito Márcio Lacerda, que tenta a reeleição com o apoio do senador Aécio Neves, e o ex-ministro Patrus Ananias apoiado pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma Rousseff.

A vitória de Márcio Lacerda o credencia como candidato ao governo de Minas em 2014 apoiado pelo senador Aécio Neves, que fica mais fortalecido como postulante à presidência da República.

No caso do PT, a vitória de Patrus Ananias fortalece muito a legenda na disputa pelo governo do Estado, tendo como candidato o próprio Patrus ou o ex-ministro Fernando Pimentel.

A presidente Dilma Rousseff tem interesse na eleição de Belo Horizonte, porque  Patrus na prefeitura dá um grande suporte eleitoral a sua reeleição, o mesmo ocorre em relação a Aécio Neves na próxima sucessão presidencial caso Márcio Lacerda seja reeleito.

Portanto, o que está em jogo realmente é 2014: governo de Minas e presidência da República.


10 de setembro de 2012

Mensalão faz estrago no PT

Não foi à toa que o ex-presidente Lula tentou adiar o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Ele sabia que o seu partido, o PT, seria afetado nas eleições municipais deste ano, já que a maioria dos réus pertence a legenda.

As últimas pesquisas estão mostrando que o mensalão realmente fará um estrago eleitoral muito grande no Partido dos Trabalhadores.

Das capitais brasileiras, o PT lidera apenas em Goiânia, com o atual prefeito, Paulo Garcia, e em Rio Branco, onde Marcos Alexandre aparece na frente com 38% das intenções de voto.

No Nordeste onde o ex-presidente Lula era quase unanimidade, a oposição está forte. O PSDB lidera em Maceió, São Luis e Teresina,e o DEM em Fortaleza, Salvador e Aracajú.

Pode ser que o quadro mude. Mas está difícil para o PT. Por esta razão, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff estão investindo alto em São Paulo, com Fernando Haddad, e em Belo Horizonte, com Patrus Ananias.





8 de setembro de 2012

O projeto político de Aécio

O objetivo principal do senador Aécio Neves é concorrer à presidência da República em 2014. Se não for possível, ele disputa o governo de Minas.

Mas para entrar na disputa presidencial, Aécio terá que unir o seu partido, o PSDB, e viabilizar alianças com outras legendas, principalmente com o PSB.

O seu maior problemas é com os tucanos de São Paulo e não vai ser fácil  também uma aliança em nível nacional  com o PSB porque o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, postula  também a presidência da República.

Se a eleição presidencial fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff, provavelmente, seria reeleita, mas o mesmo não se poderá dizer em relação a 2014. Vai depender muito da economia. É ela que conduz a política. Se vai bem, o governo fica numa situação confortável para conquistar mais um mandato.

Mas a sucessão presidencial de 2014 passa inicialmente pela eleição municipal deste ano, que servirá de base para uma melhor avaliação sobre.o quadro político-eleitoral.

5 de setembro de 2012

O político perde a validade?

Todo produto tem a sua validade.Alguns com prazo maior e outros com prazo menor. Mas em política não é bem assim.

Tem político que se aposentou, ou melhor, perdeu a validade, e ainda é candidato às eleições municipais de outubro próximo.

Em toda atividade publica ou privada, há um momento certo de  parar, de colocar o pé no freio. Se não fosse assim Pelé, até hoje, estaria jogando futebol.

Mas em se tratando de política, o que prevalece é o Poder, não importa que o produto (candidato) já tenha perdido a validade.

José Serra já perdeu  duas eleições para presidente da República e agora é candidato à prefeitura de São Paulo. Mas não está bem nas pesquisas.Já deveria ter parado. Seria então  candidato com validade vencida?. Ainda é muito cedo para esse tipo de avaliação.

4 de setembro de 2012

PT se transformou num partido dos grotões?

O PT se transformou num partido dos grotões tendo em vista que deve perder a eleição na maioria das capitais brasileiras?

Ainda é muito cedo para esse tipo de avaliação. Mas é bom lembrar que o Poder desgasta. A antiga Arena chegou ao Poder, se desgastou e depois se transformou num partido dos grotões.

O PSDB perdeu força eleitoral em decorrência dos oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso.

O PT,antes de chegar ao Poder, era forte nas grandes cidades.  Mas depois de oito anos de governo Lula, o Partido dos Trabalhadores vem sofrendo gradativamente desgate. O maior deles é decorrente do mensalão.

Além disso, o PT é Lula e o ex-presidente, sem a força do poder e com a saúde um pouco fragilizada, deixa a legenda em situação delicada nas grandes cidades brasileiras.

O PT, ou melhor, o ex-presidente Lula, joga pesado nas duas principais capitais brasileiras: São Paulo e Belo Horizonte. Mas os seus candidatos, Fernando Haddad, em São Paulo, e Patrus Ananias, em Belo Horizonte, correm o risco de perder a eleição.

Lula está investindo alto também na prefeitura do Recife com o candidato Humberto Costa, que estava na frente nas pesquisas. Mas agora quem está na frente é o desconhecido Geraldo Júlio, do PSB, mas que tem um padrinho muito forte,que é o governador pernambucano Eduardo Campos.

A eleição municipal vai mostrar um novo cenário partidário. A tendência é um crescimento do PSB e uma queda do PT e também do PSDB. Por não ser governo nem oposição, o PMDB deverá sofrer um desgaste   menor.

2 de setembro de 2012

Obras mesmo só na véspera de eleição

O que o prefeito não realiza em quatro anos, ele surpreende com obras na véspera da eleição. Isso ocorre em quase todos os municípios brasileiros.

Há quem diga mesmo que se a cada ano fosse realizada uma eleição municipal, a maioria dos municípios brasileiros se transformaria num verdadeiro canteiro de obras.

Quem viaja para o interior nota em véspera de eleição estradas patroladas, frota de veículo escolar renovada, mais médicos nos postos de saúde, emprego para eleitores desempregados, desenvolvimento para distritos e povoados e muitas promessas para os próximos quatro anos.Há sempre disponibilidade de recursos.

Depois das eleições, a situação volta a normalidade, ou seja, nada muda. Os problemas continuam existindo e as promessas de campanha se transformam em coisa do passado.

É claro que não podemos generalizar. Tem prefeito realizador, como também tem prefeito corrupto e que só realiza obra eleitoreira em véspera de eleição.

28 de agosto de 2012

Lula joga pesado em Minas e São Paulo

Nos dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo e Minas Gerais, o ex-presidente Lula joga pesado para eleger Patrus Ananias prefeito de BH e Fernando Haddad à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.

Não vai ser fácil porque o prefeito Márcio Lacerda ainda está na frente nas pesquisas, enquanto Fernando Haddad ainda não decolou. Mas o ex-ministro da Educação passou a ter agora o apoio da senadora Marta Suplicy, por interferência direta do ex-presidente Lula.

No caso de Belo Horizonte, o ex-presidente Lula quer a eleição de Patrus para segurar o projeto político do senador Aécio Neves, que é o virtual candidato de oposição na sucessão presidencial de 2014.

A reeleição de Márcio Lacerda fortalece muito o senador Aécio Neves e enfraquece o PT nas eleições de 2014. A presidente Dilma Rousseff sai perdendo também com a reeleição do atual prefeito.

Não perderia se fosse mantida a coligação PSDB-PT-PSB, porque, reeleito, Márcio Lacerda não teria condições de ficar contra a reeleição da atual presidente em 2014.

Mas com o seu posicionamento de apoio a Patrus, Márcio Lacerda fica livre agora para apoiar a candidatura de Aécio Neves à presidência da Republica.

Em relação a São Paulo, o objetivo do PT  é tomar o poder dos tucanos, fortalecendo assim o partido para as eleições de 2014.

27 de agosto de 2012

O problema de Aécio é São Paulo

O senador Aécio Neves pretende a partir do próximo mês percorrer o País como virtual candidato à presidência da República em 2014, sem descuidar da reeleição do prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.

O problema de Aécio ainda é São Paulo onde os tucanos daquele Estado fazem corpo mole quando está em discussão uma candidatura mineira à sucessão da presidente Dilma Rousseff.

A eleição de José Serra ou a sua derrota, não muda a situação de Aécio Neves em São Paulo. Os tucanos vão continuar conspirando contra uma candidatura mineira.

E o ex-governador de Minas sabe disso e por esta razão a sua estratégia é tentar uma aliança com o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos, atualmente rompido com o PT.

Só que o governador de Pernambuco é também um postulante à presidência da República em 2014. E ele vem trabalhando com esse objetivo.

Há quem diga que o ideal seria Aécio como cabeça de chapa, tendo o governador Eduardo Campos como vice. Em política, tudo é possível.

 A eleição municipal deste ano servirá de base para uma melhor avaliação sobre a sucessão presidencial de 2014.


24 de agosto de 2012

A absolvição representaria condenação do STF

A absolvição dos réus do mensalão representa a condenação do Supremo Tribunal Federal perante a opinião pública.  Ninguém tem dúvida disso.

Entre brasileiros, há a convicção de que houve desvio de dinheiro público por parte de réus do mensalão, conforme revelou em seu voto o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.

O ministro revisor da ação penal 470, Ricardo Lewandowski, por sua vez, diz que não ao absolver o  ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, e o publicitário Marcos Valério, da acusação de corrupção passiva, peculato duplo e lavagem de dinheiro.

Já se fala num possível empate no julgamento dos réus com a aposentadoria compulsória do ministro Cezar Peluso, a partir do próximo dia 3. Ele não pretende antecipar o seu voto, não podendo assim participar de todo o julgamento do processo.

Na próxima segunda-feira, o ministro relator Joaquim Barbosa voltará ao assunto num possível confronto com o ministro revisor Lewandowski. Os dois estão em conflito.

O que se teme é a absolvição dos réus, o que representaria a condenação do STF pela opinião pública. Seria a institucionalização da impunidade. Mas dificilmente, isso ocorrerá.



22 de agosto de 2012

Desagregação partidária

As eleições municipais de outubro dão mostra de uma desagregação partidária.O PT tem um grande aliado que é o PMDB, mas está perdendo outro grande aliado, o PSB.

Em Belo Horizonte, o Partido dos Trabalhadores deixou a aliança que apoia a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, do PSB, para lançar como candidato próprio à prefeitura de Belo Horizonte o ex-ministro Patrus Ananias.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos, do PSB, está praticamente rompido com o PT, por causa da imposição do ex-presidente Lula em lançar como candidato à prefeitura do Recife o senador petista Humberto Costa.

O governador pernambuco está apoiado o candidato do seu partido, Geraldo Júlio, que esta crescendo um pouco nas pesquisas, embora Humberto Costa ainda esteja na frente.

No principal colégio eleitoral do País, São Paulo, nem o PT nem o PSDB estão bem. O candidato petista Fernando Haddad  ainda não decolou como candidato à prefeitura da capital. O tucano José Serra está caindo nas pesquisas.

Nas demais  capitais do País, o PT e o PSDB sofrem desgastes.

Dos grandes partidos, o PMDB pode ter um bom desempenho nas eleições municipais, o mesmo deverá ocorrer com o PSB.Mas o que se observa é uma gradativa desagregação partidária..


21 de agosto de 2012

A força do voto é o poder

O ex-presidente Lula ainda tem voto? Não tanto quando era presidente da República. A força do voto é o poder, ou seja, de quem é governo.

Ainda assim, Lula tem força eleitoral por causa de sua influência junto ao governo da presidente Dilma.Só que não tem mais a caneta para atender aos pedidos políticos.

Além disso, a sua grande força era a voz, agora um pouco fragilizada em decorrência do câncer na laringe.

Mas o que pode tirar voto do PT nas eleições municipais deste ano é o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. O partido não está bem com seus candidatos nas principais capitais do País.
 Mas  ainda é muito cedo para uma melhor avaliação sobre o quadro eleitoral brasileiro em relação ao Partido dos Trabalhadores.

20 de agosto de 2012

Mensalão deixa o PT acuado

É um pouco delicada a situação eleitoral do PT nas principais capitais do País. Em Belo Horizonte, o prefeito Márcio Lacerda, do PSB, está na frente nas pesquisas num confronto com o petista Patrus Ananias.

Em Fortaleza, o candidato da prefeita petista Luiziane Lins, Elmano de Freira, tem apenas 6%, perdendo para Moroni Torzan, do DEM, que é o líder nas pesquisas, com 31%. O segundo colocado é Inácio Arruda, do POC do B, com 13%.

Em Pernambuco, o senador Humberto Costa, do PT, ainda lidera como candidato a prefeitura do Recife.Tinha 42% de aprovação e caiu agora para 32. O candidato do governador Eduardo Campos, Geraldo Júlio, melhorou um pouco.

Em São Paulo, o candidato petista Fernando Haddad subiu um pouco nas pesquisas, mas ainda está longe dos chamados candidatos favoritos.

A impressão que se tem é que o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal está deixando o PT acuado. Pode ser que o quadro mude com a presença de Lula nos palanques dos candidatos petistas. Mas não vai ser fácil.

14 de agosto de 2012

Equilíbrio de forças nas maiores cidades

Nas cidades mineiras onde poderá haver segundo turno nas eleições municipais deste ano - Belo Horizonte, Juiz de Fora, Contagem, Betim, Uberaba, Uberlândia e Montes Claros - há um certo equilíbrio de forças entre os principais partidos.

Em Belo Horizonte existem dois fortes candidatos. O prefeito Márcio Lacerda, do PSB,que tenta a reeleição, e o ex-ministro Patrus Ananias, do PT. O prefeito tem apoio do PSDB do senador Aécio Neves e Patrus é apoiado pela presidente Dilma Rousseff..

É difícil apontar hoje quem será o vitorioso em três de outubro.

Em Juiz de Fora, o PT está forte para conquistar a prefeitura com a candidata Margarida Salomão, enfrentando o atual prefeito tucano Custódio Mattos.O deputado Gilmar Machado, do PT, é apontado como favorito em Uberlândia. Já em Betim, as últimas pesquisas estão mostrando certo favoritismo do candidato Carlaile Barbosa, do PSDB. Ele enfrenta a prefeita petista Maria do Carmo Lara.

Em Contagem a disputa é equilibrada entre os candidatos do PSDB, Ademir Lucas,  e do PT, Durval Angêlo. O tucano Ademir Lucas estaria na frente nas pesquisas.

Já em Uberaba, a sucessão está muito complicada. O PMDB tem dois candidatos e o governo estadual estaria apoiando à prefeitura o candidato do PSB, Antônio Lerin,  e não do PSDB, Fahim Sawan.

Na principal cidade do Norte de Minas, Montes Claros, o quadro é de indefinição sobre o futuro prefeito do município.

12 de agosto de 2012

Mensalão espanta doadores de campanha

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal está espantando doadores de campanha eleitoral. O que se observa entre os candidatos às eleições municipais deste ano é a falta de recursos, porque os doadores desapareceram.

Uma das causas, segundo relato de um candidato, é o julgamento do mensalão. Ninguém que se expor
 em termos de financiamento de campanha eleitoral.

As empreiteiras, que são as que mais investem nas eleições, têm evitado contatos com candidatos às eleições de  três de outubro.

Mas para candidatos que vão tentar a reeleição  para o Executivo, há sempre disponibilidade de recursos, porque nem todos os doadores desapareceram.

10 de agosto de 2012

Influência de Dilma Rousseff na eleição em BH

Qual será a influência da presidente Dilma Rousseff na eleição em Belo Horizonte? Acredito que quase nenhuma, mesmo sabendo que ela está apoiando o candidato petista Patrus Ananias. Mas ela não vai bater no prefeito Márcio Lacerda, que está tentando a reeleição.

A sua participação é partidária e está mais relacionada com a sucessão presidencial de 2014. Como provável candidata à reeleição, Dilma Rousseff não vai querer fortalecer o seu possível concorrente, que é o senador Aécio Neves.

E Aécio ficaria mais fortalecido com a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, dai o interesse da presidente na eleição do petista Patrus Ananias.

É difícil apontar quem será o vitorioso. Márcio Lacerda está na frente nas pesquisas e vai dispor de mais tempo no programa eleitoral pelo rádio e televisão controlado pela Justiça Eleitoral. Mas Patrus tem raizes profundas em Belo Horizonte. Portanto, é um forte candidato.

9 de agosto de 2012

O mensalão tira voto do PT?

O julgamento do mensalão pelo STF tira voto do PT nas eleições municipais deste ano? Para o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, não.Nem atrapalha as ações do governo da presidente Dilma.

Mas tira voto sim , como tira voto também dos tucanos o envolvimento do governador de Goiás com o contraventor Cachoeira.

Se a decisão do STF ocorrer antes das eleições municipais de outubro com a condenação dos principais acusados, o estrago na imagem do Partido dos Trabalhadores será muito grande.

Não é à toa que dirigentes do PT trabalharam para que o julgamento ocorresse depois das eleições.

O curioso é que o mensalão foi criado para dar voto ao governo Lula no Congresso Nacional,conforme a denuncia de Roberto Jefferson.

 Agora, esse mesmo mensalão pode tirar voto dos petistas com a condenação dos principais acusados, embora o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, diga o contrário.

8 de agosto de 2012

Ninguém quer largar a política

Já foi dito neste espaço que o político, de um modo geral, é muito criticado. Mas quem exerce qualquer atividade politica  não quer sair  e quem está de fora quer entrar.

Citei aqui o caso do padre Tarcísio Mourão, que entre a sua atividade religiosa e a de político ele optou por esta última, já que é candidato a prefeito da cidade de Conceição do Mato Dentro.

Aqui em Belo Horizonte Pedro Patrus, filho do candidato a prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, é candidato a vereador pelo PT.

Ferrara Neto, filho do falecido vereador Sergio Ferrara, é também candidato a vereador. Ele é neto do ex-prefeito de BH, Sergio Ferrara.

Outro que deseja uma cadeira de vereador é Rodrigo de Castro, filho do falecido ex-prefeito Célio de Castro. Consta também que o ex-prefeito Maurício Campos é também candidato a vereador.ingu

No interior, a situação não é diferente: nínguém quer largar a política.

6 de agosto de 2012

Dilma apoia Patrus sem bater em Lacerda

Alguns jornais anunciaram que a presidente Dilma Rousseff vai priorizar a eleição em Belo Horizonte, apoiando o candidato petista Patrus Ananias.

Mas ela não vai bater em Márcio Lacerda, que tenta a reeleição. Será uma decisão puramente partidária.
Dilma e Lacerda são amigos e foram colegas de prisão na época da ditadura.

Não será uma natural disputa eleitoral que os dois vão se separar. O que está em jogo, na realidade, é a sucessão presidencial de 2014.

A reeleição do prefeito Márcio Lacerda fortalece muito o senador Aécio Neves, que postula a presidência da República em 2014.

Já a eleição de Patrus enfraquece o senador mineiro e fortalece Dilma Rousseff, que, ninguém tem dúvida, será candidata à reeleição.

5 de agosto de 2012

A crise internacional chegou ao Brasil?

A crise internacional já chegou ao Brasil? Para as autoridades brasileiras não tanto.Mas ela já está fazendo estrago na nossa economia.

A Petrobrás, por causa do câmbio, teve um prejuizo assustador. Só nestes últimos cinco meses, a importação de petróleo cresceu em torno de 300%.

A industria não teve um bom desempenho. O seu crescimento foi pífio.A GM falou em demitir funcionários, em São José dos Campos.

De assustar mesmo foi a revelação do diretor-executivo do Banco Itaú, Roberto Setubal: por causa da inadimplência, a instituição deverá deixar de receber este ano de emprestimos 19 bilhões de reais.

Mas nem por isso o País vai parar. Em relação a outros paises, a situação do Brasil é bem melhor. Mas é preocupante.

2 de agosto de 2012

Padre tira batina para ser prefeito

Os políticos são muito criticados no Brasil onde a corrupção campeia impunemente, notadamente na área do serviço público.
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Ainda assim, a politica é muito atraente.Quem estar por dentro dela não quer sair e quem está de fora quer entrar.

O político, de um modo geral, só deixa de disputar cargo eletivo quando não tem mais voto.

Em Conceição do Mato Dentro, a 175 quilómetros de Belo Horizonte, a politica atraiu  até o padre Tarcísio Mourão, que deverá ser candidato a prefeito do município pelo PSDC. Obviamente, terá que tirar  a batina.

Ele é natural de Sabinópolis e foi pároco em Conceição do Mato Dentro onde teve boa atuação na área social.

Padre Tarcísio terá três adversários. O mais importante é Maria Cecília, do PP, filha do falecido José Aparecido de Oliveira, e irmã do ex-prefeito José Fernando Aparecido.

O outro candidato é Breno Costa, do DEM, filho do ex-prefeito Breno da Costa. Concorre também Reinaldo Guimarães, do PMDB.

Por ai se vê que a política continua sendo muito atraente, principalmente por parte dos políticos profissionais.


1 de agosto de 2012

Aécio joga seu futuro político em BH

Há quem diga que o senador Aécio Neves joga o seu futuro político em BH. Se o prefeito Márcio Lacerda for reeleito nas eleições de outubro deste ano, Aécio fica mais fortalecido como postulante à presidência da República em 2014.

O prefeito Márcio Lacerda fica também mais fortalecido e pode ser uma das opções ao governo de Minas em 2014. Neste caso, assumiria a prefeitura o vice Délio Malheiros.

Já o governador Antônio Anastasia, que não pode disputar a reeleição, é um dos nomes para o Senado. Consequentemente, teria que desincompatibilizar-se para entrar na disputa. Assumiria a chefia do executivo estadual o vice-governador Alberto Pinto Coelho.

Mas é possível também que Anastasia cumpra integralmente o seu mandato, não disputando o Senado.

Caso Márcio Lacerda não seja reeleito, a situação muda. Ele perde força para concorrer ao governo do Estado. Aécio Neves ficaria também enfraquecido. Mas tudo está preso ao resultado das eleições em Belo Horizonte.

30 de julho de 2012

Sucessão estadual: decisão do PT virá de Brasília

Eleito prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias não criaria dificuldades para o ministro Fernando Pimentel disputar o governo de Minas em 2014, porque a decisão virá de Brasília, assim como ocorreu no caso da indicação de Patrus como candidato do PT  à sucessão do prefeito Márcio Lacerda.

Pimentel e Patrus eram adversários dentro do PT na disputa pelo comando do partido em Minas. Pimentel foi o vitorioso e Patrus foi considerado morto dentro da legenda.

Mas a ruptura entre o PT e o PSB acabou ressuscitando Patrus Ananias como candidato à prefeitura de Belo Horizonte, não pela vontade do ministro Fernando Pimentel, mas por influência direta da presidente Dilma Rousseff.

O Planalto deverá influir também na indicação do candidato do PT ao governo de Minas em 2014. E ninguém tem dúvida de que a preferência de Dilma Rousseff será pelo ministro Fernando Pimentel, ainda que  não seja esse o desejo de Patrus Ananias.

Não é à toa que Fernando Pimentel tem participado de eventos em Belo Horizonte a favor da eleição de Patrus Ananias.

28 de julho de 2012

Pimentel e Patrus selaram a paz?

O ministro Fernando Pimentel e Patrus Ananias selaram realmente a paz na disputa  pela prefeitura de Belo Horizonte nas eleições deste ano?

Os dois tiveram vários atritos pelo comando do PT em Minas. O vitorioso foi Pimentel. Mas ficou uma ferida que dificilmente será cicatrizada por causa da disputa interna.

Patrus parecia estar morto. Mas com a ruptura da aliança PT-PSB para a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, o ex-ministro foi lançado como candidato à prefeitura de Belo Horizonte.

Foi uma decisão de Brasília, mas aceita pelo partido em Minas e pelo ministro Fernando Pimentel, até então adversário de Patrus.

Pimentel tem participado de alguns eventos em Belo Horizonte a favor do candidato petista. Mas não basta apoiar. O importante é ter uma participação efetiva.

E ele, Pimentel, estaria realmente disposto a eleger Patrus Ananias prefeito de Belo Horizonte? Há quem diga que sim.A derrota de Patrus poderia ser desastrosa para Pimentel em relação ao seu projeto político de concorrer ao governo de Minas em 2014.

26 de julho de 2012

Lacerda e Patrus não vão radicalizar

Ninguém tem dúvida de que haverá uma polarização entre Márcio Lacerda e Patrus Ananias na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte nas eleições deste ano

Polarização é sintoma de radicalização. Mas isso não deverá ocorrer. Lacerda e Patrus passaram pela escola do bom entendimento. Entre os dois, há um respeito mútuo.

Cada um, no entanto, vai defender as suas propostas de governo.Patrus foi um bom prefeito, como está sendo também Márcio Lacerda.

O julgamento, portanto, será dos eleitores. Belo Horizonte ficará bem,qualquer que seja o vitorioso.

25 de julho de 2012

PT virou problema para Eduardo Campos

Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, não existe nenhum problema com a presidente Dilmar Rousseff. O problema é o PT.

Na capital pernambucana, o governador não apoia o candidato petista Humberto Costa à prefeitura do Recife.

O seu candidato Geraldo Júlio, do PSB,  ainda é um desconhecido, mas capaz de crescer porque tem um baixo indice de rejeição. Já o candidato petista enfrenta uma dissidência liderada pelo atual prefeito João Costa.

O fato é que o governador Eduardo Campos, que é a principal liderança política do Nordeste, gradativamente, vai se afastando do PT.

O seu futuro político é incerto. O seu desejo é disputar a presidência da República em 2014. Se não for possível, pode ser o vice da presidente Dilma Rousseff em 2014.

Não será surpresa também se o governador se aliar ao senador mineiro Aécio Neves. São políticos da mesma geração e amigos fraternos. Mas tudo vai depender do resultado nas eleições municipais deste ano.

23 de julho de 2012

PMDB e PT caminham para uma aliança em 2014

A eleição em Belo Horizonte vai mostrar se o PMDB e o PT vão caminhar juntos em 2014 na disputa pelo governo de Minas.

Se Patrus Ananias for eleito prefeito de Belo Horizonte a aliança PMDB-PT fica mais próxima de uma consolidação para 2014.

Mas vai depender também dos dois partidos no plano nacional. Se for mantida a aliança para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, petistas e peemedebistas ficarão juntos e muito fortes para conquistar o governo de Minas, qualquer que seja o candidato.

Se o vitorioso, no entanto, for o prefeito de Belo Horizonte, o quadro sucessório para 2014 muda. Os tucanos, que são aliados do atual prefeito, ficam mais fortalecidos para continuar no comando do governo do Estado.
 A eleição muncipal, portanto, será um ensaio para 2014.