30 de setembro de 2020

Reeleição de Kalil muda alguma coisa?

São 15 candidatos à prefeitura de Belo Horizonte e 1.562 postulantes a uma das 41 vagas na Câmara Municipal. Alexandre Kalil, do PSD, em algumas pesquisas, é apontado como favorito à reeleição. Mais por falta de uma liderança política forte em BH.

Partidos como o PSDB e PT, que sempre polarizaram a eleição em BH, perderam força eleitoral. Não chegam a assustar o atual prefeito Alexandre Kalil.

O que puda com a possível reeleição de Alexandre Kalil? Provavelmente, nada vai mudar. Vai continuar como está. Esse é um dos males da reeleição: acomodação.

É difícil apontar um candidato que possa amedrontar o atual prefeito, na eleição de 15 de novembro. É possível até que a eleição seja decidida no primeiro turno. Se houver segundo turno, será no dia 29 de novembro.

CANDIDATOS

Alem do prefeito Alexandre Kalil, que vai tentar a reeleição, são candidatos: Aúrea Carolina (PSOL), Bruno Engler (PTRB), Cabo Xavier (PMB),Fávio Cazeca (PROS), João Vitor Xavier (Cidadania), Lafayete Andrada (Republicanos), Luiza Barreto (PSDB), Marcelo Souza e Silva (Patriota), Marilia Domingues (PCO), Nilmário Miranda (PT), Professor Wender Mesquita (Solidariedade), Rodrigo Paiva (NOVO), Wadson Ribeiro (PC do B) e Wanderson Rocha (PSTU).

BOLSONARO E ZEMA 

O presidente Jair Bolsonaro e o governador Romeu Zema não ´participarão da eleição em Belo Horizonte. É possível que Bolsonaro dê uma forcinha para Bruno Engler com quem aparece em uma foto. Mas torce contra Alexandre Kalil, o mesmo ocorre com o governador Romeu Zema. É uma eleição que movimenta apenas os candidatos e seus filiados. A apatia fica por conta do povo, ou melhor, do eleitorado.

29 de setembro de 2020

O problema agora é Paulo Guedes

O presidente Jair Bolsonaro cresceu nas pesquisas depois do seu recolhimento, deixando de falar diariamente com a imprensa. Falava demais, provocando atritos em quase todos os setores, principalmente perante o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional.  Agora, está medindo as suas palavras e conseguiu o apoio de parlamentares do Centrão. Está no caminho certo.

O problema agora é o seu ministro de Economia, Paulo Guedes, pelas suas declarações à imprensa. Já brigou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou duramente o Senado por causa do veto relativo ao possível furo do teto dos gastos públicos e é contestado pela apresentação de algumas de suas propostas.

O governo e seus auxiliares precisam segurar o ministro Paulo Guedes, evitando que ele fale sobre problemas econômicos e políticos polêmicos. Ele já foi interrompido de uma entrevista pelo líder do governo. Fala demais. Se ele seguir o exemplo de Bolsonaro, o governo terá mais tranquilidade para conduzir o Pais. Mas, por enquanto, Paulo Gudes ainda é problema para o governo.

28 de setembro de 2020

Reeleição de Alcolumbre e Maia é casuismo

 A Constituição Federal proíbe que um parlamentar ocupe a presidência da Câmara e do Senado por dois mandatos consecutivos em uma mesma legislatura. O paragrafo quarto, do artigo 57, diz que é vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.

Está claro que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não podem disputar a reeleição, a não ser que a Constituição seja alterada. Qualquer outra solução é casuísmo.

Mas os dois, Alcolumbre e Maia, trabalham para que o Supremo Tribunal Federal decida que a reeleição é um assunto interno do Senado e da Câmara dos Deputados. Basta as duas casas legislativas aprovarem uma resolução permitindo que Alcolumbre e Maia disputem mais um mandato.

O STF vai decidir em resposta a um pedido de esclarecimento do PTB, que é contrário à reeleição. Mas, na realidade, o partido acaba fazendo o jogo de Alcolumbre e Maia, porque o Supremo só decide se for provocado.

O relator do processo, no STF, é o ministro Gilmar Mendes, que ainda não se manifestou. Se a decisão for favorável a Alcolumbre e Maia, as Assembleias Legislativas e a Câmaras Municipais vão adotar o mesmo procedimento, ferindo a Constituição e comprometendo a renovação.Ninguém tem dúvida disso. É um casuísmo inaceitável. Um absurdo. 

26 de setembro de 2020

STF em crise e dividido

  Celso de Mello surpreende, antecipado a sua aposentadoria para o próximo dia 13 como ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele alegou razões de ordem médica e cairia na compulsória no dia primeiro de novembro.

Celso de Mello surpreendeu também, antecipando o seu retorno a STF, já que estava de licença médica. A expectativa agora gira em torno do seu embate com o seu colega Marco Aurélio em relação ao depoimento  do presidente Jair Bolsonaro no inquérito em que  Bolsonaro é acusado de interferir na Polícia Federal.

Celso de Mello deu parecer sustentando que o depoimento deveria ser presidencial,já que Bolsonaro no processo aparece como investigado e não como tesmunha ou vítima. Marco Aurélio, como relator substituto de Celso de Melo, entendeu que o depoimento poderia ser por escrito.

O assunto volta a ser discutido no próximo dia 2 pelo Supremo Tribunal Federal. Não será surpresa se Celso de Mello alterar o entendimento do ministro Marco Aurélio, mantendo presidencial o depoimento do presidente Jair Bolsonaro. É o STF em crise e dividido.

Com a aposentadoria de Celso de Mello, o seu substituto será indicado pelo presidente Jair Bolsonaro.

24 de setembro de 2020

Exemplo de corrupção vem do Rio

 Wilson Witzel é mais um governador do Rio de Janeiro afastado por  corrupção no exercício do cargo nesses últimos quatro anos, sendo que cinco deles foram presos. Foram afastados Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral, Anthony Garotinho,, Rosinha Garotinho, Moreira Franco e agora Wilson Witzel.

A decisão da Assembleia Legislativa de autorizar a abertura de um processo de crime de responsabilidade contra o governador afastado Wilson Witzel foi por unanimidade: 69 a 0. Agora, o processo será julgado por um Tribunal Misto, composto por cinco deputados e cinco desembargadores. Ninguém tem mais dúvida de que o governador será cassado. Mas o julgamento final do impeachment ainda vai demorar um pouco.

O governador afastado se diz injustiçado e deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

O vice-governador Cláudio de Castro pode ser o próximo alvo da Assembleia Legislativa. Ha acusações contra ele.

O povo do Rio de Janeiro deve estar estarrecido com tanta corrupção de seus governantes.

21 de setembro de 2020

Bolsonaro e a eleição nas capitais

 O presidente Jair Bolsonaro já declarou que não participará das eleições municipais de novembro. Mas há quem diga que ele está de olho em três capitais: São Paulo, Belo Horizote e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, ele teria preferência pelo deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), que está na frente nas pesquisas, competindo com o atual prefeito tucano Bruno Covas.

No Rio de Janeiro, Bolsonaro se dá muito bem com o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que vai tentar a reeleição. Terá como concorrentes o ex-prefeito Eduardo Paes (Democratas) e a petista Benedito da Silva.

Em Belo Horizonte, Bolsonaro não tem preferência pelos candidatos. O favorito é Alexandre Kalil, que não terá o apoio do presidente. Existem outros nomes que não chegam a assustar o atual prefeito.

O governador Romeu Zema não tem por enquanto candidato declarado à prefeitura de Belo Horizonte. Está em cima do muro. Mas não apoia também o prefeito Alexandre  Kalil.

Nas 26 capitais, são 311 candidatos. Em algumas delas  poderá haver segundo turno.

20 de setembro de 2020

Eleição não incomoda Bolsonaro

As eleições municipais de novembro não incomodam o presidente Jair Bolsonaro, mesmo porque ele já declarou que não participará do pleito. Pode ser que em algumas capitais e nas grandes cidades ele, no escuro, dê apoio a determinado candidato.

No caso de Belo Horizonte, Bolsonaro prefere por enquanto não se manifestar. Mas é certo de que o atual prefeito, Alexandre Kalil, não terá o seu apoio. Nas cidades onde, provavelmente, haverá segundo turno, o presidente também não se manifesta.

Na mesma situação está o governador de Minas, Romeu Zema. Ele também não deverá apoiar Alexandre Kalil.

As eleições municipais interessam mais aos parlamentares federais e estaduais. Eles vão eleger seus futuros cabos eleitorais para a eleição de 2022.

Nas pequenas cidades, o que se observa é uma apatia geral do eleitorado e o empenho dos candidatos, principalmente aqueles que vão tentar a reeleição. Uma coisa é certa: as pessoas de bem não querem entrar na política, com raras exceções.

14 de setembro de 2020

Trampolim para ganhar o governo

 Reeleito em novembro próximo, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, usará a prefeitura como trampolim para se eleger governador de Minas em 2022. Consequentemente, não cumpriria integralmente o seu mandato, já que teria que desincompatibilizar-se para disputar a eleição para governador.

Mas ele não seria o único. Helio Garcia, Eduardo Azeredo e Fernando \Pimentel passaram pela prefeitura para chegar ao governo de Minas. É uma prática condenável, porque foram eleitos para cumprir integralmente o mandato. Só que a legislação permite.

Alexandre Kalil é apontado como favorito para conquistar mais um mandato. Mais por falta de uma liderança forte em Belo Horizonte. O PSDB e o PT seriam os partidos em condições de competir com o atual prefeito. Mas os seus possíveis candidatos são fracos.

O governador Romeu Zema, que faz oposição ao prefeito, ainda não se manifestou sobre a eleição de Belo Horizonte, ou melhor, ainda não tem um candidato declarado.

Na mesma situação, está o presidente Jair Bolsonaro. Ele já declarou que não participará das eleições municipais. Mas continua fazendo campanha, pensando, provavelmente, na sua reeleição em 2022.

12 de setembro de 2020

Celso de Mello radicaliza

 Ao decidir pelo depoimento presencial do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre possível interferência de Bolsonaro na PolíciaFederal, o ministro Celso de Mello radicaliza.. Ele poderia ter optado  pelo depoimento por escrito, contribuindo assim pela harmonia entre os Três Poderes.

Mas é bom esclarecer que Celso de Mello decidiu dentro das normas constitucionais, já que Bolsonaro é investigado e não aparece no processo como testemunha ou vítima. 

A decisão de Celso Mello, que cai na compulsória em novembro, não é definitiva. Ainda cabe recurso para o plenário do STF, através de agravo. 

Por ai se vê que ainda é de conflito o relacionamento entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal. O novo presidente do STF, Luiz Fux, em seu discurso de posse, prometeu harmonia entre os três Poderes. Ele, pelo menos, será mais discreto. É menos político, num colegiado dividido.

11 de setembro de 2020

Fux assume o STF dividido

 O ministro Luiz Fux assume o comando do Supremo Tribunal Federal  dividido. Do seu grupo, menos político, fazem parte Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Rosa Weber e Carmem Lúcia. A outra facção, mais política, é integrada por Gilmar Mendes, Alexandre Moraes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Os demais, Celso de Melo, que cai na compulsória em novembro, e Marco Aurelio de Melo,, jogam na coluna do meio.

O novo presidente do STF, Luiz Fux,  tem um perfil técnico e em seu discurso de posse, defendeu a harmonia entre os três Poderes, a Lava Jato, o combate à corrupção e o cumprimento da Constituição.

Disse também que cada Poder não deve se omitir de suas atribuições constitucionais, numa crítica indireta ao Executivo, ao Legislativo e ao próprio Judiciário. Foi um pronunciamento  moderado e a expectativa é de que haverá mais harmonia entre os três Poderes. É o que esperamos do ministro Luiz Fux na presidência do Supremo Tribunal Federal.

10 de setembro de 2020

Bolsonaro não depende mais de Rodrigo Maia

O fortalecimento da base de sustentação política do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional enfraquece, por outro lado, a ação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Sem o apoio do Centrão que hoje é um aliado do governo, Rodrigo Maia não tem condições políticas de impor uma pauta na Câmara dos Deputados contrária aos interesses do Executivo.

Ele tem o Regimento Interno em suas mãos, mas lhe falta apoio político para vetar algumas iniciativas do governo. Rodrigo Maia foi eleito duas vezes presidente da Câmara dos Deputados com o apoio dos representantes do Centrão, que hoje está ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Paulo Guedes, da Economia, em conflito com Rodrigo Maia, declarou que agora pode dormir tranquilo com a nova base do governo no Congresso Nacional. Não vai, portanto, precisar conversar com o atual presidente da Câmara, já que o Executivo formou uma sólída base política no Legislativo.

Mas o presidente Jair Bolsonaro, por enquanto,não pretende hostilizar Rodrigo Maia.  Ele ainda é importante para não atrapalhar algumas propostas do governo. Só que o reinado do atual presidente da Câmara vai até fevereiro, quando haverá nova eleição da Mesa. Pela Constituição, ele não poderá disputar a reeleição, a não ser que o Supremo Tribunal Federal  entenda que pode sim, numa ação em que o PTB pede um posicionamento  do STF sobre o assunto.

Fora da presidência da Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro, Rodrigo Maia fica ainda mais enfraquecido políticamente. A sua grande força é o poder na condição de presidente do Legislativo.

9 de setembro de 2020

Eleição atropela as reformas

 Em ano eleitoral é difícil aprovar projetos polêmicos no Congresso Nacional. As eleições municipais estão próximas. Serão realizadas em novembro. E como ficam as reformas em tramitação no Legislativo? Provavelmente, depois das eleições.

A reforma administrativa é a menos polêmica, porque não mexe com os atuais servidores. As novas regras se aplicam aos futuros funcionários. Ainda assim, a proposta do governo deve sofrer mudanças.

E a reforma tributária? Esta é a mais polêmica e contestada. Nenhum governador ou prefeito admite perder receita. Consequentemente, não será aprovada este ano. Fica mesmo para depois das eleições.

Ninguém tem dúvida de que as eleições municipais vão atropelar as reformas. Nenhum parlamentar vai querer aprovar um projeto polêmico que possa lhe tirar votos. É o caso das reformas administrativa e a tributária.

7 de setembro de 2020

Kalil ainda é o favorito

 Por falta de uma liderança forte em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil é o favorito como candidato à reeleição. Por enquanto, não existe outro candidato em condições de disputar com ele. Por isso mesmo já se fala que reeleito, Kalil será o candidato natural ao governo de Minas.

Calma lá. Ainda mais é muito cedo para se falar  sobre a eleição para governador. Além disso, o prefeito está um pouco desgastado com a classe empresarial por causa das medidas restritivas ao comércio em decorrência do coronavírus. Perdeu força também junto à cúpula do Galo.

Kalil não terá também apoio do presidente Jair Bolsonaro e do governador Romeu Zema. A sua estratégia é atrair os partidos de  esquerda. Mas não vai ser fácil. O PT, por exemplo, terá candidato próprio. Ele provavelmente terá o apoio desses partidos caso a eleição seja decidida no segundo turno.

Partidos tradicionais, como o PSDB e DEM, não chegam a assustar o prefeito Alexandre Kalil.  Ainda assim, Kalil é o favorito para conquistar mais um mandato.


4 de setembro de 2020

Conflito de vaidades

 É pura vaidade esse conflito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Cada um querendo aparecer mais do que o outro.

Com o apoio de uma parte da grande mídia, Rodrigo Maia quer se transformar em primeiro ministro num regime presidencialista. Dá palpite em tudo. Já brigou com o presidente Jair Bolsonaro e agora está atritado com o ministro, porque Paulo Guedes proibiu a sua equipe de almoçar com ele. É muita vaidade.

Só que o reinado de Rodrigo Maia como presidente da Câmara dos Deputados vai até fevereiro, quando haverá nova eleição para a Mesa do Legislativo e ele não poderá disputar a reeleição. A Constituição proíbe. Mas ele articula para continuar no cargo caso o STF decida que é possível mais uma reeleição.

Já o ministro Paulo Guedes se julga o dono absoluto da economia do Pais. Entrou em conflito com os senadores por causa de sua declaração acusando o Senado de crime em decorrência da rejeição de um veto presidencial.

Guedes quase foi demitido ao  dizer que o furo do teto de gasto público poderia caminhar para um processo de impeachment sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro. Esse conflito de vaidade entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia só prejudica o País. Infelizmente.

REFORMAS

Dificilmente, o Congresso Nacional aprovará a reforma tributária. O próprio governo retirou o seu pedido de urgência para aprovação do projeto. Já a reforma administrativa é mais fácil de ser aprovada, já que ela não mexe com os atuais servidores. Ela estabelece novas normas para os futuros funcionários.

3 de setembro de 2020

Decisões monocráticas preocupam governadores

 Por decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves  e depois confirmada por 14 votos a 1 pela Corte Especial do STJ, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi afastado do cargo por 180 dias e a Assembleia Legislativa pode aprovar o seu impeachment.

Os demais governadores estão preocupados com essa decisão. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, está pedindo informações a José Levi, da  AGU, e a Augusto Aras, da PGR, para impedir que governadores sejam afastados por decisões monocráticas da Justiça. 

O governador afastado considera a decisão injusta, porque não foi ouvido e nem denunciado sobre as acusações de seu ex-secretário de Saúde. O caminho natural seria o afastamento por iniciativa da Assembleia Legislativa, ponto de vista este defendido pelo único ministro que votou contra.

O que se observa neste momento em nosso Pais é a insegurança jurídica. com muitas decisões esdruxulas comprometendo o processo legal democrático..


2 de setembro de 2020

Reeleição no Congresso é casuismo

 Tendo como relator o ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal está para decidir se é possível a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em eleição marcada para os primeiros dias de fevereiro do ano que vem.

A decisão sairá do julgamento de uma ação do PTB, que alega inconstitucionalidade de um dos dispositivos da Constituição que proíbe a reeleição.

O texto constitucional proíbe que um parlamentar ocupe  a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados por dois mandatos consecutivos em uma mesma legislatura.

O paragrafo 4, do artigo 57, da Constituição diz que "é vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente".

Rodrigo Maia foi eleito por duas vezes presidente da Câmara dos Deputados, mas em legislaturas diferentes. A primeira eleição em fevereiro de 2017 e a segunda após eleição de 2018, Portanto, está impedido de disputar a reeleição.

O presidente do Senado está impedido também de disputar a reeleição. É bom esclarecer que a reeleição só será possível com a mudança na Constituição, a não ser que o STF entenda diferente.

Na nossa opinião, a reeleição de Alcolumbre e Maia é puro casuísmo. Mas a eleição da Mesa do Senado e da Câmara dos Deputados só será tratada pelos parlamentares depois das eleições municipais de novembro.


LAVA JATO

Por motivos familiares, Delon Dallagnol deixou a coordenação da Lava Jato. O novo coordenador é Alessandro José Fernandes de Oliveira, de perfil mais discreto. Ele promete combater a corrupção.


30 de agosto de 2020

Bolsonaro conclui obras inacabadas

 A Folha de S. Paulo está anunciando que Bolsonaro monta roteiro para entregar obras de  Lula e Dilma. São 33 inaugurações, 25 delas de projetos iniciados  na era petista.

Bolsonaro deveria ser exaltado, porque normalmente o governo que assume não conclui a obra inacabada do seu antecessor. Poderíamos citar inúmeros exemplos.

Pelo texto da notícia, as obras de Lula e Dima foram iniciadas mas não concluídas. Com isso, o presidente Bolsonaro vai conseguindo ampliar o seu eleitorado, principalmente no Nordeste onde o PT era considerado imbatível. 

REELEIÇÃO

Rodrigo Maia não quer briga direta com o presidente Jair Bolsonaro pensando na sua possível reeleição à presidência da Câmara dos Deputados. Vai depender de uma decisão do Supremo Tribunal Federal a uma consulta do PTB.

24 de agosto de 2020

Rodrigo Maia sem o Centrão

 O deputado Rodrigo Maia teve o apoio do Centrão para se eleger presidente da Câmara dos Deputados. Agora ele não tem mais o apoio desse grupo de parlamentares. Eles se aproximaram do presidente Jair Bolsonaro e conseguiram manter o veto presidencial relativo ao congelamento de salário dos servidores público.

Mas para a grande mídia, quem abraçou a manutenção do veto foi Rodrigo Maia. Ele, realmente, contribui por saber, provavelmente,  que não tinha o apoio do Centrão para a derrubada do veto. Ficou bem com a grande mídia, mas não com o governo.

A força de Rodrigo Maia será testada em fevereiro, quando será eleito o seu  sucessor. Ele ainda admite concorrer  a reeleição, caso o Supremo Tribunal Federal decida que ele pode entrar na disputa. O Regimento Interno da Câmara dos Deputados só permite uma reeleição. Além disso, o Centrão terá candidato próprio.

A estratégia de Rodrigo Maia é atrair os partidos de esquerda e se for o caso apoiar um candidato que não seja afinado com o Planalto. Mas até fevereiro, o quadro sucessório na Câmara dos Deputados pode mudar.

21 de agosto de 2020

Paulo Guedes radicaliza

 Antes, era o presidente Jair Bolsonaro que radicalizava, gerando conflito político, com seus pronunciamentos. Mais recentemente adotou uma postura de paz e amor e melhorou a sua imagem perante a opinião pública. As pesquisas estão mostrando isso.

Agora, é o ministro Paulo Gudes, da Economia, que radicaliza. Na discussão sobre o teto de gastos públicos, sem citar nomes, criticou alguns ministros gastadores. Quase foi demitido ao afirmar que o fim do teto de gastos poderia se transformar num processo de impeachment.

Radicalizou também ao falar sobre a derrubada pelo Senado do veto presidencial relativo ao congelamento de salário do servidor público. Acusou o Senado de crime contra o País.

Já se fala na convocação de Paulo Guedes para explicar suas palavras acusatórias. Ainda bem que a Câmara dos Deputados tenha mantido o veto presidencial. A sua rejeição, na avalização do governo, representaria uma sangria no orçamento, superior a 120 bilhões de reais. Seria o fim do teto de gastos, num Pais quebrado e com uma grave crise sanitária.

O ministro Paulo Guedes precisa mudar o seu discurso. Ao radicalizar, ele  fragiliza a sua permanência no Ministério da Economia.

19 de agosto de 2020

Rodrigo Maia na contramão

 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, está na contramão em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Com poderes regimentais, Maia tem inviabilizado a aprovação de algumas propostas do governo. Dá a impressão de que é um aliado de Bolsonaro, mas nos bastidores age contrariamente.

O seu reinado como presidente da Câmara dos Deputados vai até principio de fevereiro, quando haverá nova eleição da Mesa. O mesmo Regimento que lhe dá poderes para impedir a inclusão  na pauta de propostas do Executivo  não permite a sua reeleição. Consequentemente, depois de fevereiro será apenas um deputado, sem força política para continuar brigando com o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, não quer agora um confronto com Rodrigo Maia, por causa dos diversos pedidos de impeachment que se encontram nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados. Até fevereiro, Bolsonaro adotará uma postura de  paz e amor em relação a Rodrigo Maia. Depois, a conversa será outra, com a eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, que deverá sair do Centrão.

TETO DE GASTOS

No discurso, as autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário defendem o teto de gastos públicos. Mas na prática trabalham para furá-lo. Ainda agora, o Senado acaba de rejeitar o veto do presidente da República que congelava o salário de servidores. Se a Câmara dos Deputados seguisse o exemplo do Senado, haveria mais despesas,, o que representaria um risco para a manutenção do teto de gastos. Ainda bem que a Câmara dos Deputados, por 316 a favor e 165 vontos, manteve o veto presidencial. Eram necessários 257 votos.

18 de agosto de 2020

Ficou uma ferida

 Aparentemente, o presidente Jair Bolsonaro e o seu ministro Paulo Guedes estão bem. Mas ficou uma ferida que não está cicatrizada totalmente por causa da discussão em torno do teto de gastos. O presidente ficou irritado com a declaração de Paulo Guedes de que o fim do teto de gastos poderia se transformar num processo de impeachment.

Se o ministro voltar a falar em impeachment, ele cai com o apoio dos ministros que defendem mais recursos para a realização de obras.

A demissão de Paulo Guedes, por outro lado, teria grande repercussão, o que significaria também começar tudo de novo.

Paulo Guedes permanece no cargo. Mas ninguém tem dúvida de que a ferida dificilmente será cicatrizada e o ministro vai continuar na corda bamba.

ENFRAQUECIDO

A indicação do deputado Ricardo Barros para lider do governo na Câmara dos Deputados enfraqueceu o presidente Rodrigo Maia. Ele agora está sem condições de impor uma pauta bomba para complicar a vida do presidente Jair Bolsonaro. Ricardo Barros é muito experiente e tem bom trânsito entre todos os partidos.

REFORMA

A reforma da Previdência dos Servidores de Minas continua parada na Assembleia Legislativa,. É preciso que o governador Romeu Zema converse mais com os parlamentares. Caso contrário, não haverá reforma.

16 de agosto de 2020

Paulo Guedes fragilizado

 Por enquanto, o ministro Paulo Guedes deve continuar no cargo, mas está muito fragilizado. Tudo por causa do seu discurso anunciando que alguns ministros trabalhavam para furar o teto de gastos, além de dizer que naquele momento estava ocorrendo uma debandada no seu ministério, com o pedido de demissão de dois auxiliares.

Mas o que mais irritou o presidente Jair Bolsonaro foi Paulo Guedes afirmar que o fim do teto de gastos  poderia se transformar num processo de impeachment. Foi um discurso de estrelismo, ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que é um desafeto do presidente Jair Bolsonaro.

Paulo Guedes não ficou bem também com os ministros defensores dos gastos: Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil; Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo; Rogério Marinho, ministro de Desenvolvimento Regional;  e Onyx Lorenzoni.

Mas a crise continua dentro do governo. A situação do presidente Jair Bolsonaro perante o Congresso Nacional melhorou com a indicação do deputado Ricardo Barros (PP) para líder do governo.Vitor Hugo, que ocupava o cargo, é muito fraco e sem muita experiência.

13 de agosto de 2020

Uma estrela que se apaga

 O ministro PauloGuedes, da Economia, é brilhante, mas está se transformando numa estrela que vai se apagando. O seu último pronunciamento ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticando alguns ministros de estarem querendo furar o teto de gastos, foi um desastre. Ele foi mais além ao dizer que naquele momento estava havendo uma debandada no seu ministério com a demissões de dois auxiliares.

O seu pronunciamento teve grande repercussão negativa, obrigando o presidente Jair Bolsonaro a promover uma reunião com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e ministros, quando anunciou que não haverá furo de gastos no orçamento e que o programa de privatização vai continuar.

O estrelismo de Paulo Guedes acabou desgastando o presidente Jair Bolsonaro. Paulo Guedes não ficou bem também com alguns ministros do governo. Havia muita expectativa sobre o pronunciamento do presidente Bolsonaro. Mas foi um pronunciamento sem qualquer impacto.

PESQUISA

Pesquisa Datafolha mostra o presidente Jair Bolsonaro em alta .A sua aprovação agora é de 37%, a maior desde o inicio do seu mandato. A sua reprovação caiu para 34%.

VAIVÉM

  Dá para acreditar nesse vaivém da Justiça prender e soltar o acusado ou denunciado como é o caso de Fabrício Queiroz? Ele estava preso e depois ficou em prisão domiciliar. O ministro Felix Ficher, do STF,mandou Queiroz novamente para a prisão, juntamente com sua mulher. Agora, o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu,   que os dois devem continuar presos, mas em casa.

12 de agosto de 2020

Rodrigo Maia admite disputar a reeleição

 O deputado Rodrigo Maia, do DEM, gostou de ser presidente da Câmara dos Deputados, dá mais prestígio, está sempre na grande mídia e já admite disputar a reeleição em principio de fevereiro do ano que vem. Mas vai depender de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, porque pelo Regimento Interno da Câmara Maia estaria impedido de concorrer por mais de dois mandatos à presidência da Casa.

Rodrigo Maia tem adotado uma postura oposicionista ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Por isso mesmo, a sua estratégia, se o STF viabilizar a sua reeleição, é atrair os partidos de oposição, como o PT, PSOL, PSB, PDT, PC do B, entre outros.

Mas ele garante que só entraria na disputa se for candidato de consenso. Aí é que surge o problema. O Centrão,  que foi responsável pelas suas duas eleições, está hoje dividido e tem também candidato. Portanto, difícil chegar a um consenso. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro, nos bastidores, vai trabalhar para não permitir a reeleição de Rodrigo Maia.


10 de agosto de 2020

Bolsonaro x Rede Globo

 Até quando vai terminar essa briga entre o presidente Jair Bolsonaro e a Rede Globo? O presidente bate forte, o mesmo ocorre com a emissora. A impressão que se tem é que o fim dessa briga só vai terminar mesmo na época da renovação da concessão da TV. Consequentemente, até lá o presidente e  Rede Globo não vão se entender, o que é prejudicial aos interesses do País. O que está em jogo, provavelmente,  são interesses comerciais e políticos. Ninguém tem dúvida disso.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Por ser um ano eleitoral, vai ser difícil o Congresso Nacional aprovar uma reforma tributária ampa. O que pode ser aprovado é um remendo.

ELEIÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro já declarou que não vai participar das eleições municipais no primeiro turno, o que significa que a sua estratégia é investir nos candidatos das  capitais onde poderá haver segundo turno.

KALIL

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ainda não tem concorrente nas eleições de novembro. Consequentemente, ele é o favorito para conquistar mais um mandato.

ZEMA

O governador Romeu Zema vem mantendo a regularidade do pagamento do funcionalismo, ainda que parceladamente.

CÃMARA FEDERAL

Nem o governo nem a oposição têm candidato à presidência da Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia, atual presidente, trabalha para eleger o seu sucessor, obviamente sem o apoio do governo.


3 de agosto de 2020

Kalil lidera por falta de liderança

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, é o líder para conquistar mais um mandato nas eleições de novembro. Mais por falta de uma liderança forte em BH. Neste momento, os nomes que estão sendo anunciados pela mídia como concorrentes ao atual prefeito são fracos, com pouca densidade eleitoral.

Kalil,  no entanto, deverá enfrentar algumas dificuldades até as eleições por falta de receita. Com a quebradeira de empresas por causa do coronavírus, a prefeitura vai perder receita e o governo federal não vai socorrê-la.

Ainda assim, o prefeito Alexandre Kalil aparece em algumas pesquisas como favorito nas eleições de novembro. Os partidos tradicionais como PSDB, MDB, PT, entre outros, ainda não têm candidato.

O presidente Jair Bolsonaro, que seria um bom cabo eleitoral, já declarou que não participará das eleições. Já o governador Romeu Zema tem evitado falar na eleição de Belo Horizonte. Mas ninguém tem dúvida de que o presidente Jair Bolsonaro e o governador Romeu Zema não apoiam a reeleição do prefeito Alexandre Kalil.

RACHA NO STF

O racha agora é no Supremo Tribunal Federal com a decisão do ministro Edson Fachin de revogar a decisão do presidente Dias Toffoli que autorizou a Procuradoria Geral da República a ter acesso a dados da Lava Jato. A decisão final será do plenário.

31 de julho de 2020

Bolsonaro espera pela saida de Maia

O presidente Jair Bolsonaro só terá mais tranquilidade no Legislativo a partir de fevereiro, quando o deputado Rodrigo Maia deixará a presidência da Câmara dos Deputados.

Rodrigo Maia é o maior opositor do governo e tem usado de todos os instrumentos regimentais da Câmara para inviabilizar a aprovação das principais propostas do presidente Bolsonaro.

Mas depois de fevereiro, a Câmara dos Deputados terá novo presidente, já que Rodrigo Maia não pode disputar mais uma reeleição. Qualquer que seja o presidente eleito,o relacionamento de Bolsonaro com o Legislativo, provavelmente, será mais tranquilo.

Desde a primeira e a segunda-eleição, Rodrigo Maia não era o candidato do presidente Jair Bolsonaro. Só que Bolsonaro não tinha uma sólida base parlamentar para defender uma candidatura. Acabou aceitando Rodrigo Maia, mesmo sabendo que teria dificuldades no seu relacionamento com o Legislativo.

No atual estágio eleitoral, o presidente Bolsonaro ainda não entrou no processo, mesmo porque a eleição só se dará nos primeiros dias de fevereiro do ano que vem. Obviamente, nos bastidores, vai querer um candidato afinado com o Planalto, que pode ser do Centrão. O deputado alagoano Arthur Lira, líder do Centrão, despontava como candidato ideal.  Mas com o afastamento do DEM-PMB, o Centrão ficou rachado, ou melhor, enfraquecido. Neste momento, não existe outro nome.





 

29 de julho de 2020

A força de Rodrigo Maia vai até a eleição

É até natural que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, queira dar uma demonstração de força política elegendo o seu sucessor nos primeiros dias de fevereiro do ano que vem. Por ter cumprido dois mais, ele não pode disputar a reeleição.

Depois de fevereiro, Rodrigo Maia será um ex, sem força política, pela perda do poder. Passará a ser tratado como um deputado comum. Se conseguir fazer o seu sucessor, ele ainda poderá ter alguma influência nas decisões da Câmara dos Deputados. Mas por pouco tempo, porque em política não se delega poderes, ainda mais no comando do Legislativo.

Até a data da eleição, Rodrigo Maia será o principal articulador para eleger um candidato contrário às pretensões do Planalto. Consequentemente, vai tentar atrair os partidos de oposição como o PT, PDT, PSB, PSOL, PC do B, entre outros.

O presidente Jair Bolsonaro prefere não entrar agora no processo sucessório, mesmo porque a eleição só se dará nos primeiros dias de fevereiro. Antes do afastamento do DEM-PMB do Centrão, o Planalto jogava como candidato o deputado Arthur Lira, do PP. Mas com o Centrão rachado, Lira perde força para ser o sucessor de Rodrigo Maia.



Centrão é problema para Maia e Bolsonaro

Antes, o Centrão no Congresso Nacional era problema para o presidente Jair Bolsonaro. Com a aproximação do bloco ao governo, parecia que o presidente Jair Bolsonaro formaria uma sólida maioria no Congresso Nacional, além de esvaziar o poder de articulação do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Mas o que está em jogo, na realidade, é a sucessão de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados, prevista para os primeiros dias de fevereiro do ano que vem.

Com o afastamento do MDB-DEM do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro é atropelado na sua decisão de formar uma sólida maioria no Congresso Nacional. Fica um pouco enfraquecido.

Rodrigo Maia, que foi eleito com o apoio do Centrão unido à presidência da Câmara, fica também enfraquecido no seu trabalho de articulação política para eleger o seu sucessor. Tudo indica que o candidato do Planalto será o deputado Arthur Lira, do PP, líder do Centrão, embora o governo ainda não tenha entrado no processo da sucessão da Câmara dos Deputados.

A tendência é Rodrigo Maia é atrair os partidos de oposição para eleger o seu sucessor. Resta saber como se comportariam os demais partidos que apoiam o governo. A jogada de Rodrigo Maia é muito arriscada,

28 de julho de 2020

Racha no Centrão enfraquece Maia

O afastamento do DEM-MDB do Centrão racha o bloco, mas enfraquece Rodrigo Maia na articulação para eleger o futuro presidente da Câmara dos Deputados em favereiro do ano que vem.

Maia se elegeu presidente da Câmara dos Deputados com o apoio do Centrão unido. Agora, a situação muda, porque os outros partidos que compõem o Centrão se aproximam do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia de Rodrigo Maia como articulador para eleger o seu sucessor é atrair os partidos de oposição como o PT, PSB, PDT, PC do B, entre outros.

Por enquanto, o governo é apenas um expectador, mas já se sabe que o presidente Bolsonaro dificilmente apoiaria um candidato indicado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O racha no Centrão enfraquece também Bolsonaro.

Quem está em alta no Palácio do Planalto é o deputado Arthur Lira, do PP, que é o líder do Centrão.
Mas ele entende que ainda não está na hora de tratar da sucessão da Câmara dos Deputados. Na sua avaliação, o assunto só estará na pauta depois das eleições municipais de novembro.

27 de julho de 2020

Eleição municipal inviabiliza projetos

A eleição municipal - prefeitos e vereadores - marcada para novembro, vai inviabilizar a aprovação de várias propostas em tramitação no Congresso Nacional. Os parlamentares, daqui para frente - vão se preocupar mais com a eleição dos seus cabos eleitorais (prefeitos e vereadores).Consequentemente, vai ficar difícil segurar qualquer parlamentar em Brasília.

Ainda assim, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, acredita na aprovação da reforma tributária, considerada uma das prioritárias. Mas não vai ser fácil. Nenhum parlamentar vai querer aprovar matéria que lhe possa  tirar votos para a sua reeleição, tendo como cabo eleitoral o vereador ou o prefeito.

A previsão é a falta de quorum na Câmara dos Deputados e no Senado. Com isso, o presidente Jair Bolsonaro não terá outra alternativa senão editar Medidas Provisórias.

As Assembleias Legislativas terão os mesmos problemas, já que os deputados estaduais estarão também empenhados em eleger os seus prefeitos e vereadores.

No caso de Minas Gerais, o governador Romeu Zema terá muitas dificuldades para aprovar a reforma da Previdência. Ele ainda não tem maioria para aprovar o seu projeto que se encontra no Legislativo. Por se tratar de matéria polêmica, a sua aprovação corre risco.


20 de julho de 2020

Duas versões sobre o telefonema Gilmar-Pazuello

Há um questionamento sobre a presença de militares nos diversos cargos de comando do Ministério da Saúde. E não há razão para esse questionamento. Não importa quem esteja à frente do Minisitério da Saúde, seja médico, militar ou não. O importante é que o titular esteja correspondendo aos anseios da sociedade.

O senador José Serra, que não é médico, foi um bom ministro da Saúde e ninguém fez qualquer questionamento sob a condição de não ser um profissional do setor..

Agora, quem comanda interinamente o Ministério da Saúde é o general Eduardo Pazuello, que acumula diversas condecorações pelo desempenho de seu trabalho, como a de Pacificador, Ordem do Mérito Militar Grande Oficial, Mérito Tamandaré, Ordem do Mérito Aeronàutico Cavaleiro e Distintivo de Comando Dourado.

Ele tem sido elogiado pelos secretários estaduais de saúde e de governadores. A maior crítica sobre a presença de militares no Ministério da Saúde partiu do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Gilmar não deveria ter essa postura. O juiz só deve falar no processo. Infelizmente, isso não está ocorrendo. Estão querendo aparecer demais na grande mídia.

Os ministros militares, em nota, repudiaram a fala do ministro Gilmar Mendes e encaminharam uma representação à Procuradoria Geral da República contra Gilmar para a adoção de medidas cabíveis. Gilmar Mendes se encontra em Portugal e já teve uma conversa com o general  Eduardo Pazuello, que na hora certa deverá deixar o ministério da Saúde. O seu desejo é  continuar na ativa.

Um outro detalhe: uma parte da grande mídia noticiou que Pazuello telefonou para o ministro Gilmar Mendes. Mas a iniciativa  partiu do Gilmar. Pazuello não pode atendê-lo e depois retornou para falar com o ministro do STF. Esse esclarecimento faz parte de uma declaração do ministro Eduardo Pazuello à revista Veja desta semana.


PRESTIGIADOS

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, está prestigiado, assim como o ministro do Meio Ambiente, Richardo Salles. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que eles ficam. Pode ser que o general Pazuello permaneça na interinidade até que o virus do coronavírus desapareça.

PREVIDÊNCIA

Voltamos a repetir: o projeto que trata da reforma da Previdência dos servidores de Minas dificilmente será aprovado pela Assembleia Legislativa. A maioria dos parlamentares é contra.

10 de julho de 2020

Covid-19 pode fortalecer Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, com convid-19, está no isolamento.

Ele vai ter que mudar a sua rotina de trabalho. O isolamento pode até fortalecê-lo politicamente. Pelo menos, vai falar menos, evitando assim declarações bombásticas.

Os seus adversários vão tirar um pouco o pè do acelerador em suas críticas ao governo. Uma grande parte da mídia, que faz oposição, deve amenizar também o tom de suas notícias em relação ao governo. A Rede Globo, no entanto, continua batendo forte no presidente Bolsonaro.

O presidente vem adotando uma  postura de conciliação  em relação ao Congresso Nacional e ao Judiciário, principalmente ao Supremo  Tribunal Federal.

O cidadão comum, aquele que se opõe ao governo, vai respeitar o sofrimento do presidente, assim como a maioria do povo brasileiro.

A hora não é de fazer cobranças, mas,sim, de conciliação nacional visando o interesse do País e pela recuperação do presidente Jair Bolsonaro..

4 de julho de 2020

Até aliados são contra a reforma

O governador Romeu Zema sabe o posicionamento de cada deputado estadual em relação à reforma da Previdência. Alguns são da base do governo. Consequentemente, não são mais confiáveis e na hora certa o governador vai dar o troco.

A tendência no Legislativo é fatiar a reforma, o que significa descaracteriza- la. O governador, segundo um dos seus assessores, reconhece que .haverá dificuldades na aprovação do projeto, principalmente por ser um ano eleitoral.

Em relação aos parlamentares infiéis, o governador não pretende prestigiá- los nas eleições municipais. Só vai ajudar quem efetivamente estiver ao seu lado. E são poucos. Mais por culpa do próprio governador por falta de diálogo.

A mudança na liderança do governo nada muda em termos relacionamento entre o Legislativo e o Executivo.





29 de junho de 2020

Bolsonaro é um grande cabo eleitoral

As eleições municipais - prefeitos e vereadores - estão se aproximando. A data vai depender de emenda constitucional a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Tudo indica que serão em fins de novembro.

Queira ou não, o presidente Jair Bolsonaro será um grande cabo eleitoral nas cidades onde tem interesse político. Ele tem declarado que ñão vai participar das eleições.

No caso de Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil é tido como favorito para conquistar mais um mandato.Mas ele não terá o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que pode apoiar o deputado estadual Bruno Engler, do PRTB. Bruno é pouco conhecido em Belo Horizonte.

O deputado federal Rogério Correia, do PT, pode entrar na disputa. Mas o partido tem outros nomes.

O deputdo estadual Mauro Tramonte, do PRB,  pode também entrar na disputa. Mas vai depender do apoio de sua igreja.

Partidos como PSDB e PMB ainda não têm candidatos.O prefeito Alexandre Kalil, portanto, é o favorito, mais por falta de uma liderança forte em Belo Horizonte..

PESSIMISMO

O governador Romeu Zema é um pessimista. Só fala em crise financeira do Estado.

PREVIDÊNCIA

Dificilmente, a Assembleia Legislativa de Minas vai aprovar a reforma da Previdência, principalmente por ser um ano eleitoral.

KALIL

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, está sendo muito criticado por causa de suas medidas restritivas ao comercio.

ATLÉTICO

E por falar em Kalil, ele não vai apoiar a reeleição do presidente do Atlético, Sérgio Sette Camara. Estão em conflito.




25 de junho de 2020

Bolsonaro, calado, se fortalece

O presidente Jair Bolsonaro, calado, se fortalece mais perante a opinião pública, mesmo com a oposição de uma grande parte da mídia. Não pode é o presidente ficar falando, cometendo excesso em suas declarações.

As suas propostas, de um modo geral, são boas. São aceitas por uma grande parcela da opinião pública. O problema todo é a sua falação, com duras criticas ao Judiciário e à imprensa.

Mas ele  só será afastado do governo por pressão popular, ou seja, o povo nas ruas gritando fora Bolsonaro.

Mas, por enquanto, essa movimentação não existe. As últimas manifestações contra o governo ainda são insuficientes para tirar Bolsonaro do governo. As de  domingo foram fracas.

O caminho natural é o impeachment, por crime de responsabilidade, pelo Congresso Nacional. Mas a oposição ainda não tem os votos para aprovar o afastamento do presidente. Bolsonaro , provavelmente,terá o apoio dos parlamentares que fazem parte do Centrão.

O outro caminho seria a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo TSE. Existe um inquérito em andamento com resultado ainda imprevisível.

O que pode complicar um pouco o governo é a  prisão de Fabrício  Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. Vai depender muito do  depoimento do ex-assessor do filho do presidente.

Outro problema:Bolsonaro ainda não conseguiu melhorar o seu relacionamento com os ministros do Supremo Tribunal Federal. Está tentando, mas a ferida é muito grande e,   a curto prazo, dificilmente será cicatrizada

FLÁVIO BOLSONARO

No caso das "rachadinhas", o senador Flávio Bolsonaro consegue foro especial, ou seja, sai da primeira instância e vai para a segunda. Foi o que decidiu por 2 votos a l a 3 Câmara de Justiça do Rio de Janeiro, ao aceitar o habeas corpus do senador.
Enquanto isso, a grande mídia anuncia que Felício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, pode fazer delação premiada, o que poderia complicar a situação do senador.

19 de junho de 2020

O desafio é negociar com a mídia

O novo ministro das Comunicações, deputado federal Fábio Faria, do PSD-RN, já empossado, deverá melhorar a comunicação do governo do presidente Jair Bolsonaro. É habilidoso e defende o diálogo com todos os Poderes, incluindo a grande mídia.

Ele disse que o grave momento atual exige de todos nós uma postura de compreensão e de abertura
ao diálogo e que deveremos deixar a arena eleitoral para 2022.

O seu principal desafio será com uma parte da grande mídia, Rede Globo e Folha de S. S.Paulo, que fazem oposição ao governo. Terá que negociar bastante e com o aval do presidente Jair Bolsonaro. Não vai ser fácil, porque a ferida entre o Bolsonaro e esses veículos de comunicação, dificilmente será cicatrizada.

Mas em política, tudo é possível quando está em jogo o Poder.

TEMPESTADE

Mas o assunto principal da grande mídia é a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. A Rede Globo, CNN, Folha de S.Paulo e o Estadão estão dando grande destaque a essa prisão. Uma verdadeira tempestade.Parece até uma operação de guerra para atingir o presidente Jair Bolsonaro, segundo admitem aliados do governo.


18 de junho de 2020

Pesquisas não refletem nas ruas

As pesquisas não estão refletindo precisamente a presença de manifestantes nas ruas para protestar contra  ou a favor do presidente Jair Bolsonaro. A possível alegação é de que o povo está na quarentena, sem poder sair de casa, por causa do coronavírus.

Mas não é bem isso. As pesquisas políticas estão muito banalizadas. É pesquisa sobre a popularidade do presidente Bolsonaro, de suas promessas de campanha eleitoral, de sua declaração favorável ao armamento das pessoas, de  sua presença em manifestações pública e sem máscaras, da credibilidade do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, da grande mídia e muito mais. E com detalhe: essas pesquisas, em muitos casos, são feitas por telefone.

O que está faltando mesmo é seriedade.

A CRISE CONTINUA

A crise política vai se agravando cada vez mais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que chamou os ministros do STF de vagabundos, foi demitido do cargo e deverá ser indicado para diretor do Banco Mundial. Já o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, foi preso por decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Por aí se vê que todos esses problemas caem no colo do presidente Jair Bolsonaro.




14 de junho de 2020

A crise política só atrapalha

A crise política instalada em Brasília só atrapalha o combate ao coronavírus. E não é apenas o presidente Jair Bolsonaro, que está sempre em conflito com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

O Supremo Tribunal Federal, em algumas de suas decisões exageradas, também atrapalha, o mesmo ocorre com o Legislativo, principalmente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Cada Poder só olha o seu lado, agravando assim o problema sanitário. As principais lideranças do País, presidente da Republica, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, governadores e prefeitos, deveriam se unir para combater adequadamente o principal inimigo, que é o coronavírus.

Também uma grande parte da mídia tem contribuindo para o agravamento da cruse política. Ninguém sabe o que poderá ocorrer com o Pais daqui para frente. Esta é a dura realidade.

8 de junho de 2020

A guerra de fake news

A deputada Joice Hasselman, do PSL, está sendo acusada pela sua colega Carla Zambelli, também do PSL,  de produzir fake news (notícias falsas) contra seus adversários. É o que chamaríamos de guerra de fake news, que está sendo investigada pelo STF, tendo como relator o ministro Alexandre Moraes.

Também a deputada Joice Kasselman faz a mesma acusação a  Carla Zambelli. É uma guerra que não tem por enquanto um vencedor.Ambas negam as acusações.

Em entrevista à CNN, Carla Zambelli disse que Joice renunciou à liderança do PSL para ocupar a secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados, por ato do presidente Rodrigo Maia.

Sinceramente, não acreditamos que Rodrigo Maia tenha feito essa indicação, já que Joice está sendo acusada  de produzir notícias falsas. Por aí se vê que é uma briga política já visando as próximas eleições.

7 de junho de 2020

O maior conflito agora é com o STF

A crise política envolvendo o governo de Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está muito radicalizada. Ninguém se entende. Cada um defendendo o seu lado e o povo que se dane com o seu maior inimigo, que é o coronavírus. O maior conflito de Bolsonaro agora é com o STF.

Uma parte da grande mídia tem contribuindo também para o agravamento da crise. E o mais grave é que não existe uma liderança forte capaz de solucionar essa grave crise política. O País, infelizmente, está sem rumo. As notícias, em sua maioria, são negativas.

Enquanto isso, a economia vai afundando e o desemprego aumenta assustadoramente. Difícil, portanto, fazer qualquer previsão sobre o futuro do País.

VULGARIZANDO AS  PESQUISAS

Estão vulgarizando as pesquisas. É pequisa sobre a popularidade do presidente Bolsonaro, de sua aproximação com o Centrão, de sua declaração favorável ao armamento do povo, de suas promessas de campanha,  do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, dos governadores e sobre outros assuntos, principalmente de ordem política. Qual é o objetivo? A resposta é do eleitor.

COMPOSIÇÃO DO STF

O governo do presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal continuam em conflito. A situação de agravou depois que o ministro Celso de Melo pediu a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre Moraes também não é bem visto pelo Planalto.

Há quem diga que no futuro a composição do STF será alterada. Atualmente, a indicação é do presidente da
República. Dos atuais 11 ministros, sete foram indicados pelos governos do PT, Lula e Lima, e os quatros restantes pelos ex-presidente Fernando Collor (1), José Sarney (1), Fernando Henrique Cardoso (1),e Michel Temer (1).


25 de maio de 2020

O pessimismo do governador

Não há qualquer questionamento sobre possíveis irregularidades no governo de Romeu Zema. Esse é o lado positivo do seu governo.

Mas o lado negativo é o seu pessimismo. Só fala em dificuldades e em crise financeira, desde que assumiu o governo.

Mesmo recebendo um socorro financeiro do governo federal, Romeu Zema afirma que tais recursos ainda são insuficientes até mesmo para manter o pagamento do funcionalismo.

A sua alegação é a de sempre: a receita do Estado continua caindo e se agravou ainda mais com o coronavírus.

É preciso que o governador seja mais criativo e otimista. Mas infelizmente, o governador continua com o seu discurso de crise permanente, como se o Estado fosse inviável.

Politicamente, é um desastre, já que não conseguiu formar uma sólida base na Assembleia Legislativa.

Se não mudar o seu discurso e de atitude, terá pouca influência na sua sucessão e nas próximas eleições.






















Não há qualquer questionamento sobre possíveis irregularidades no governo de Romeu Zema. Esse é o lado positivo do seu governo.

Mas o lado negativo do governo é o seu ps




































24 de maio de 2020

Palanque para a reeleição de Bolsonaro

A liberação da gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril é um  palanque para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, segundo admitiram alguns aliados do governo. A deputada Carla Zambelli, do PSL-SP,por exemplo,  afirma que o ex-ministro Sérgio Moro está contribuindo para  a reeleição de Bolsonaro..

Mas para a oposição, o vídeo mostrou claramente que o presidente queria interferir na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro Sérgio Moro.

O senão da gravação foram os palavrões do presidente Jair Bolsonaro. Ele criticou duramente os governadores do Rio de Janeiro e São Paulo. Sobre João Dória, Bolsonaro disse que '"é um bosta" e Witzel de "estrume".

Outro senão foi dado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub ao pedir a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal. Sobre a manifestação de Abraham, o ministro Celso de Melo, do STF disse que houve prática criminosa e incivilidade do ministro da Educação.

Já ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu a prisão de alguns governadores pela participação no combate ao coronavírus. Ela fez referência a episódios em que pessoas foram detidas ou imobilizadas por descumprirem as normas de enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A gravação pouco acrescentou sobre a denuncia do ex-ministro Sérgio Moro,a não ser os palavrões de Bolsonaro e do ministro da Educação. Ao mesmo tempo, deu oportunidade para Bolsonaro fazer a defesa do seu governo.

Mas não tenham dúvida de que a gravação vai continuar rendendo para alimentar ainda mais a crise política.

21 de maio de 2020

Bolsonaro corre risco

Sem uma base de sustentação política no Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro corre o risco de ser afastado do cargo. A denuncia de um possível processo de impeachment foi anunciado recentemente pelo ex-deputado Roberto Jefferson, do PTB.

Percebendo que pode cair, Bolsonaro se aproxima dos chamados partidos do Centrão. Mas para isso, terá que ceder e já está cedendo, com a participação desses partidos no governo.

A estratégia é formar uma maioria capaz de inviabilizar qualquer pedido de impeachment. Só que o governo não tem o controle da mídia. Uma parte dela faz oposição ao presidente Bolsonaro.

Já foi dito neste espaço que nenhum governo consegue se manter no cargo se não tiver o apoio da mídia. Esse é o grande problema do presidente.

Bolsonaro ainda tem o apoio de uma grande parte do seu eleitorado capaz de sustentá-lo no governo. Mas tudo vai depender da evolução da crise política, que não tem data para terminar.

SOCORRO AOS ESTADOS

Foi uma reunião tranquila entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores, com a participação dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, para discutir o socorro financeiro da União aos Estados. Não se discutiu, por outro lado, o isolamento social ou vertical em relação ao coronavírus. Mas de qualquer maneira houve um pequeno avanço em termos
de unidade

20 de maio de 2020

Conflitos tumultuam o País

Conflitos entre os Três Poderes continuam tumultuando o País. Agora é o Senado que aprova o adiamento por tempo determinado do Enem. A câmara acompanharia o Senado,  So que o governo decidiu pelo adiamento.

Antes, o Supremo Tribunal Federal, através de uma liminar do ministro Alexandre Moraes, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.

Já o presidente Jair Bolsonaro insiste no isolamento vertical no combate ao coronavírus, contrariando o posicionamento da maioria dos governadores e dos especialistas em saúde pública.

E é com esses mesmos governadores que o presidente vai se reunir  quando será sancionado com veto o projeto que dá socorro financeiro aos Estados.

Mas o tumulto não fica só nisso. O ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal, deve decidir a qualquer momento sobre a integra ou não da gravação da reunião ministerial em que pode comprometer o presidente Bolsonaro no que diz respeito a sua interferência na Polícia Federal.

É a crise política avançando cada vez mais, colocando em risco a própria democracia. Está na hora, portanto, de um entendimento nacional para acabar com todos esses conflitos e lutar contra o coronavírus.

18 de maio de 2020

Exagero nos Três Poderes e na mídia

Já foi dito neste espaço que uma parte da grande  mídia exagera nas críticas ao presidente Jair Bolsonaro por tudo que faz e por tudo que deixa de fazer.

Bolsonaro exagera também nos conflitos que mantem com a sua equipe de governo. Já demitiu várias ministros e radicaliza em suas declarações bombásticas contra a imprensa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, age como opositor ao governo e não como presidente da instituição.

O Supremo Tribunal Federal tem criado dificuldades para o governo com algumas de suas decisões polêmicas, como foi a  suspensão da nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal, com base numa limitar concedida pelo ministro Alexandre Moraes.

No caso do coronavírus, cobra-se muito de uma ação mais efetiva e coordenadora do presidente Jair Bolsonaro. Só que o Supremo Tribunal Federal decidiu que os governadores e prefeitos têm autonomia para decidir sobre a doença, principalmente no que diz respeito ao isolamento social ou vertical.Com isso, o presidente fica impedido de tomar uma decisão nessa área.

Ele defende o isolamento vertical, contrariando assim a ciência médica que trabalha com o isolamento social.

Alguns governadores também radicalizam no combate ao coronavírus e estão em conflito com o presidente Jair Bolsonaro.

O que está faltando é um entendimento amplo entre os Três Poderes para combater a doença.

Infelizmente, o que se observa é a politização do coronavírus.

12 de maio de 2020

FHC seria o articulador

O ex-deputado Roberto Jefferson, em longa entrevista à CNN, na última sexta-feira, fez a defesa do presidente Jair Bolsonaro e acusou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de ser o articulador para afastar Bolsonaro.

Participariam do esquema os governadores João Dória, de São Paulo, e Wilson Witzzel, do Rio de Janeiro, além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, sendo que um deles é Alexandre Moraes, que foi o responsável pela suspensão da posse do delegado Alexandre Ramagem como chefe da Polícia Federal.

Na mesma entrevista, Roberto Jefferson disse que as portas do PTB estarão abertas para a filiação do presidente Jair Bolsonaro.

A grande mídia não fez qualquer referência a essa entrevista, que é muito grave por ter partido de um presidente de partido

SEM INTERFERÊNCIA

O ex-chefe da Polícia Federal, Maurício Valeixo, em seu depoimento negou inteferência do presidente Jair Bolsonaro na corporação. Disse também que o presidente não solicitou qualquer pedidos de relatórios sigilosos. O seu depoimento foi muito favorável ao presidente Jair Bolsonaro.

Já Alexandre Barragem,que teve a sua nomeação suspensa para o comando da Polícia Federal por decisão do ministro Alexandre Moraes, criticou o ex-ministro Sergio Moro e negou seus laço de amizades com a familia Bolsonaro. O depoimento dos dois delegados provavelmente foi comemorado pelo Planalto.

8 de maio de 2020

Bolsonaro continua acuado

O presidente Jair Bolsonaro continua acuado. É criticado por tudo que faz e também por tudo que deixar de fazer.

As críticas partem de uma parte da grande mídia, do Congresso Nacional, do Judiciário e outros setores.

Esperava-se que o depoimento do ex-ministro Sérgio Moro provocasse grande impacto perante a opinião pública. Mas isso não ocorreu. O ex-ministro repetiu praticamente tudo quando deixou o Ministério da Justiça.

A novidade foi a citação de três ministros militares como testemunha de que o presidente Bolsonaro interferia na Política Federal.

Os três ministros serão ouvidos no processo instaurado no Supremo Tribunal Federal, assim como delegados da Polícia Federal e o procurador-geral da República.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, continua negando qualquer interferência na Polícia Federal. É uma crise política que não tem data para terminar.

Mas é bom esclarecer que Bolsonaro tem contribuido também para o agravamento da crise, com as suas bombásticas declarações contra a imprensa e seus adversários.

 O STF,em alguns casos, tem exagerado em suas decisões. O melhor exemplo foi a suspensão da nomeação do delegado Alexandre Ramagem como chefe  da Polícia Federal. É  a opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje um crítico do presidente Bolsonaro.

Agora, estão questionando o retorno de Alexandre Ramagem como diretor-geral da ABIN. Criticam também a visita que Bolsonaro fez ao presidente do STF, juntamente com um grupo de empresários. Infelizmente, é muita politicagem.

CORONAVÍRUS

O maior índice de infectados e de mortes pelo virus do coronavírus está ocorrendo nos Estados onde os governadores fazem oposição ao presidente Jair Bolsonaro. É o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. Outro Estado problemático é o Maranhão.

Nos demais Estados, a situação é também grave, embora os governadores, de um modo geral,  não estejam em conflito com o governo federal. A situação de Manaus e Pará é a que preocupa mais.

4 de maio de 2020

Renuncia ou impeachment

Constitucionalmente, só há duas opções para afastar Jair Bolsonaro da presidência da República: renuncia ou impeachment. Qualquer outra solução, é golpe.

No caso de renuncia, Bolsonaro nem admite falar no assunto.Ele é determinado e vai, se for o caso, para a briga.

O pedido de impeachment, dificilmente, passaria no Congresso Nacional, já que Bolsonaro está se aproximando dos partidos que integram o chamado Centrão. Os defensores do seu afastamento   não têm 2/3 dos votos do Congresso Nacional  para tirá-lo da presidência da República.

O problema todo é que Bolsonaro enfrenta um outro grave problema: o Supremo Tribunal Federal. A maioria do colegiado tem votado contra as inciativas do  governo .O caso mais recente foi a suspensão da nomeação do delegado geral da Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre Moraes

A crise politica vai continuar. Resta saber até quando. O processo de impeachment é longo e quem vai definir se o presidente Jair Bolsonaro praticou crime de responsabilidade é o Congresso Nacional.

MINISTROS DO STF

Fala-se muito em mudanças nos critérios para a indicação e nomeação de ministros para o Supremo Tribunal Federal.

Pela Constituição, eles  são indicados e nomeados pelo presidente da República. Portanto, são nomeações políticas.

A ex-presidente Dilma Rousseff nomeou quatro ministros: Edson Fachin,  Luiz Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

Já o ex-presidente Lula indicou três:Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

O ex-presidnete Michel Temer optou por indicar Alexandre Moraes: Fermando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes; José Sarney, Celso de Melo; e Fernando Collor, Marco Aurélio Mello.

As decisões desse colegiado, em muitos casos, são políticas.

POLICIA FEDERAL

O presidente Jair Bolsonaro nomeou como chefe da Polícia Federal o delegado Rolando Alexandre de Souza, que ocupava o cargo secretário de Planejamento da Gestão da ABIN. Foi uma indicação de Alexandre Ramagem, que havia sido nomeado, cujo ato foi suspenso pelo STF.

28 de abril de 2020

O impeachment já não é prioritário"

Estava em articulação o afastamento do presidente Jair Bolsonaro. É o que chamaríamos de" golpe legalizado", o impeachment.

Sem uma base de sustentação no Congresso Nacional, Bolsonaro corria esse risco.

Mas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o prioritário é combater o coronavírus. Os diversos pedidos de afastamento do presidente não estão na ordem do dia.O momento, segundo o presidente da Câmara dos Deputados,  é de cautela e não criar mais crises.

Já era esperado esse recuo do deputado Rodrigo Maia, já que Bolsonaro dava sinais de aproximação com os partidos do chamado Centrão.

Neste momento, o presidente ainda enfrenta dificuldades no Congresso Nacional. Mas o clima melhorou depois da fala do deputado Rodrigo Maia, que sempre foi sustentado pelos partidos do Centrão.

Para o governador de Minas, Romeu Zema, a classe política bate em Bolsonaro porque perdeu privilégios, conforme declarou em entrevista à Folha de S. Paulo.

JUSTIÇA E PF

O presidente Jair Bolsonaro indicou para o Ministério da Justiça André Mendonça e Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Ambos são amigos da família Bolsonaro.

25 de abril de 2020

Bolsonaro se defendeu com serenidade

Na minha opinião, o presidente Jair Bolsonaro foi sereno em sua defesa em relação às acusações do ex-ministro Sérgio Moro. Não radicalizou. O seu improviso foi ainda melhor. Surpreendeu até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que havia preparado um pronunciamento depois da fala de Bolsonaro. Acabou cancelando, porque o presidente, em nenhum momento, fez qualquer referência ao parlamentar.

Agora, quem é contra o presidente, é contra mesmo, até mesmo uma parte da grande mídia.Vão continuar criticando duramente o presidente, pedindo inclusive o seu afastamento. Só que não há clima para o seu afastamento. Bolsonaro ainda tem o apoio de uma grande parcela da opinião pública.

O processo de seu afastamento seria longo, ainda mais que o presidente, neste momento, procura se aproximar  do Congresso Nacional. A crise política é pelo Poder e a opinião pública, de um modo geral, tem consciência disso.

24 de abril de 2020

Moro acusa e Bolsonaro se defende

Além do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta inúmeros problemas de ordem política. A exoneração do delegado Maurício Valeixo, do comando da Polícia Federal, colocou em conflito o presidente com o ministro Sérgio  Moro, da Justiça, que pediu demissão do cargo. Moro acusou o presidente de interferência política na Polícia Federal. Disse ainda que o ex-diretor Maurício Valeixo não pediu para sair. Consequentemente, não foi uma exoneração a pedido..

Já o presidente Jair Bolsonaro se defendeu, afirmando que jamais interferiu na Polícia Federal e fez críticas ao ex-ministro. Não anunciou o substituto de Moro no Miniistério. Disse também que Moro condicionou mudanças no Ministério à sua indicação para ministro do STF.

A exoneração de Maurício Valeixo é fato consumado, já que o ato foi publicado no Diário Oficial. Para o seu lugar, estavam em cogitações:Fabiano Bordignon, diretor-geral do Departamento Penitencário Nacional (seria o preferido de Moro); Alexandre Romagem,diretor-geral da ABIN (o escolhido); e Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Mas não fica só nisso. O STF deu um prazo de 10 dias para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, responder sobre os diversos pedidos de afastamento do presidente Jair Bolsonaro.

Outro problema é o inquérito instaurado para apurar as manifestações anti-democraticas ocorridas na semana passada com a presença de Bolsonaro. As investigações poderão chegar a um dos filhos do presidente.

Com todos esses problemas de ordem política, o presidente Jair Bolsonaro tenta se aproximar dos partidos que dão sustentação ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que hoje é o principal adversário do governo. A estratégia é isolar Rodrigo Maia. A crise, portanto, é muito grave, envolvendo os Três Poderes.

23 de abril de 2020

A estratégia é isolar Rodrigo Maia

A estratégia do presidente Jair Bolsonaro é isolar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que é hoje o principal adversário do governo,e que vem colocando em pauta matérias que travam qualquer ação do Executivo.

O primeiro passo seria uma aproximação com os parlamentares do chamado Centrão  na formação de uma base de sustentação no Congresso Nacional.

A adesão do Centrão envolve também a participação dos seus integrantes na distribuição de cargos importantes. Se prevalecer o pragmatismo parlamentar, o governo tem condições de formar uma base de sustentação.

O segundo passo é impedir a reeleição de Rodrigo Maia como presidente da Câmara dos Deputados, cujo mandato termina no dia 31 de janeiro. Sem a força do Poder, que é a presidência do Legislativo, Rodrigo Maia se transformaria num simples parlamentar.

Vamos aguardar o resultado dessas articulações entre o governo e o Centrão.

20 de abril de 2020

Informação é tudo para o novo ministro

Para o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, a informação é tudo para a elaboração do seu plano de combate ao coronavíris, o que significa que as estatísticas apresentadas até agora, possivelmente,  não são muito confiáveis. Elas  podem até ser confirmadas.Mas ele deseja conferí-las pelo celular, ouvindo o cidadão brasileiro.

O novo ministro é mais discreto em relação ao seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, mas defende com cautela o isolamento social. Resta saber se ele entrará em conflito com  Bolsonaro, já que o presidente defende o isolamento vertical.

O clima, infelizmente, é de uma grave crise que não tem data para terminar. O presidente tem problemas com o Congresso Nacional, com o Supremo Tribunal Federal e com os governadores.

Neste momento, Bolsonaro tenta uma aproximação com o Centrão com o objetivo de minar as bases do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que é o principal adversário do governo. O desfecho de tudo ísso é imprevisível.

Ao participar de uma manifestação em Brasília, Bolsonaro voltou a criticar a velha política, dificultando ainda mais uma aproximação com o Congresso Nacional. O presidente está sendo muito criticado, porque  alguns  manifestantes pediram a volta do AI-5, fora Rodrigo Maia e outras coisas mais.

Agora, Bolsonaro faz outro discurso, afirmando que defende o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal abertos e transparentes.



18 de abril de 2020

Bolsonaro se aproxima do Centrão

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, partiram para o ataque. Não se entendem mais. Radicalizam. Não é só por causa da demissão do ministro da Saúde e do projeto de socorro aos Estados.

O que está em jogo é Poder. E tudo começou na eleição para presidente da Câmara dos Deputados. O eleito, Rodrigo Maia, não era o candidato do presidente Jair Bolsonaro.

Só que Bolsonaro não tinha candidato em condições de derrotar Rodrigo Maia. Teve que aceitar "pacificamente" a eleição do atual presidente cujo mandato termina em fins de janeiro.

Maia já trabalha para ser novamente eleito. Bolsonaro, por sua vez, trabalha para derrotá-lo.

Desde que assumiu a presidência da Câmara, Rodrigo Maia tem dificultado a aprovação de projetos de interesse do governo, inviabilizando muitos deles.

Com a crise do coronavírus, Maia passou a apoiar abertamente o ministro da Saúde demitido, que estava em conflito com Bolsonaro por causa do isolamento social.

Agora, Bosonaro acusa Maia de querer quebrar o governo federal com o projeto de socorro aos Estados, além de querer derrubá-lo do governo. Maia respondeu também com muitas críticas ao  presidente.

O impasse está criado. A conciliação está longe de ser concretizada. Avançaram demais. Bolsonaro tenta se aproximar do Centrão, com o objetivo de impedir a reeleição de Rodrigo Maia em fevereiro do ano que vem. 

Se não conseguir a reeleição, Rodrigo Maia se transforma num simples parlamentar.Perde força, porque está sem o Poder.




13 de abril de 2020

Melhor defesa de Bolsonaro seria falar menos

Depois de sua entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, quando voltou a defender o isolamento social, a situação do ministro Luis Henrique Mandetta, da Saúde, ficou muito complicada perante o presidente Jair Bolsonáro. A sua participação no governo está praticamente inviabilizada, porque Mandetta já não tem mais o apoio do grupo de militares que assessoram o presidente.


Há quem diga na área do governo que a melhor defesa do presidente Jair Bolsonaro  é falar menos. Algumas de suas medidas são corretas. Mas no discurso,  ele atrapalha, extrapola, dando margem a muitas criticas a seu governo. Está em conflito permanente com o seu ministro da Saúde,Luis Henrique Mandetta, por causa do isolamento social.

Outro que está atrapalhando é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Só coloca preferencialmente  em pauta matérias contrárias ao governo. Aprovou o projeto de socorro aos Estados. Ajuda os governadores, mas quebra a União. Puro populismo.

Também o governador de São Paulo, João Dória, que é um aspirante na disputa pela presidência da Republica, é outro que atrapalha. Está radicalizando com  ameaças de prisão de qualquer cidadão que deixar de cumprir o isolamento social.

O Supremo Tribunal Federal tem criado também algumas dificuldades ao governo e o problema maior é que Bolsonaro está sem apoio político.

 Com todos esses problemas, fica realmente difícil combater o maior inimigo, que é o coronavírus.

ESQUERDA CANHOTA

O falante e agressivo Ciro Gomes fez críticas aos ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O PT respondeu,dizendo que Ciro divide a esquerda brasileira. Mas é bom lembrar que em certa época o então presidente da Arena mineira, deputado Guilherme Machado, já falecido, constumava dizer que não existe esquerda brasileira. O que existe" é uma esquerda canhota".

12 de abril de 2020

Está faltando equilíbrio na hora de decidir

Está faltando equilíbrio na hora de decidir na questão do coronavírus. Aqueles que defendem o isolamento horizontal ou o isolamento vertical pecam pela falta de equilíbrio em suas ações.

O governador de São Paulo, João Dória, por exemplo, fala em prisão de qualquer cidadão que deixar de cumprir o isolamento social. Está radicalizando.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, defende o isolamento vertical, contrariando as orientações das autoridades de saúde.

Está faltando, portanto, um comando único de equilíbrio para combater o coronavírus, dentro das normas de saúde pública.

Sem um comando único, cada prefeito, governador, presidente da Republica, Câmara dos Deputados e Senado e o Judiciário vão  tomando suas decisões, muitas delas conflitantes com o bom senso que deveria prevalecer.

Dentro desse cenário nebuloso, fica difícil fazer qualquer previsão sobre o que poderá ocorrer daqui para frente.

10 de abril de 2020

Fritura política sempre existiu

A fritura política sempre existiu. Ela ganhou maior projeção por causa do conflito entre o presidente Jair Bolsonaro e o seu ministro Luiz Henrique Mondetta, da Saúde, no debate ao coronavírus. Bolsonaro defendendo o isolamento vertical, enquanto o ministro sugerindo o isolamento horizontal.

Agora, surge uma nova fritura política, ou seja, o ministro  Onyx Lorenzoni, numa conversa com o deputado federal Osmar Terra, dizendo que se fosse o presidente demitiria o ministro da Saúde.

Em todos os governos, a briga política sempre existiu. Cada um querendo ocupar ou aumentar o seu espaço no governo.

Só que essas frituras políticas ocorrem num momento em que o Pais está em crise por causa do inimigo comum, que é o coronavírus. Deveria haver mais humildade e unidade. Infelizmente, isso não ocorre. Estão politicando o virus.

VICE

Na disputa pelo Poder, já foi dito neste espaço que em política o vice, em muitos casos, sempre foi um conspirador contra titular do cargo.  Só não podemos é  generalizar.

Marcos Maciel, por exemplo, foi um vice leal do presidente Fernando Henrique Cardoso, o mesmo ocorreu com o vice de Lula, José Alencar, entre outros.

Mas os presidentes que cairam tiveram a participação de seus vices. Temos casos de vices de prefeitos e de governadores que conspiram contra os titulares dos cargos. É o que chamaríamos de obsessão pelo Poder.

SOCORRO

O projeto de socorro aos Estados, em tramitação na Câmara dos Deputados, custaria ao Tesouro mais de 222 bilhões de reais. A proposta é defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que, neste momento, é o maior opositor do governo de Jair Bolsonaro.
Ele quer salvar os Estados, mas enfraquecendo o governo federal.

9 de abril de 2020

Bolsonaro e Mandetta agora se entendem

O presidente Jair Bolsonaro continua prisioneiro do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e, agora, do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

No Congresso Nacional, não consegue aprovar as suas principais propostas e no STF tem sofrido críticas para causa de sua atuação no combate ao coronavírus.

Bolsonaro está em permanente conflito com o seu ministro Luis Henrique Mandetta. O presidente defende o isolamento vertical, enquanto Mandetta não abre mão do isolamento horizontal.

O ministro quase foi demitido, mas o presidente acabou por mantê-lo no cargo, por falta de condições políticas para exonerá-lo. A sua demissão seria desastrosa para o governo, já que Mandetta tem  o apoio da cúpula do Congresso Nacional, do Judiciário e dos governadores.

Resta saber como será o relacionamento entre Bolsonaro e Mandetta daqui para frente. Não vai ser fácil, porque a ferida não será cicatrizada a curto prazo. Os dois se reuniram e  estão bem agora.. O que estava faltando mesmo era um entendimento para combater o maior inimigo, que é o coronavírus.

Em seu pronunciamento pela televisão e rádio, Bolsonaro não radicalizou. Pelo contrário, foi sereno e deixou para os governadores a responsabilidade sobre o isolamento horizontal. Já o ministro Mandetta chegou a dizer que tudo será feito pelo comando do presidente Bolsonaro.

GILMAR

O magistrado só deve falar no processo. O ministro Gilmar Mendes, do STF, é uma das poucas exceções.

OPOSIÇÃO

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é um dos maiores opositores ao presidente Jair Bolsonaro, juntamente com o governador de São Paulo, João Dória.

PERGUNTA

Quem está politizando o coronavírus?


5 de abril de 2020

Prorrogação de mandatos

Por causa do coronavírus, fala-se muito no adiamento das eleições municipais deste ano, o que significaria a prorrogação do mandato dos atuais prefeitos e vereadores.

Mas o adiamento só será possível através de emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional.

As principais lideranças partidárias ainda não se manifestaram sobre o assunto. Nem a Justiça Eleitoral.

Quem está por trás de tudo isso, obviamente, são os prefeitos e vereadores. Resta saber como se comportaria a opinião pública.

Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil trabalha abertamente pela sua reeleição. Já o governador de São Paulo, João Dória, só pensa em disputar a presidência da República. Consequentemente, não investe no adiamento das eleições municipais deste ano.

PESQUISA

Pesquisa nacional do Datafolha revela que 59% da população são contra a renuncia do presidente Jair Bolsonaro. Em outra pesquisa, o instituto mostra que 79% da população apoiam o isolamento social.

REGISTO

O vice-procurador geral eleitoral, Renato Brill de Goés, deu parecer pelo cancelamento de registro do PT, alegando que o partido recebeu recursos do exterior.

PERGUNTA

Até quando irá terminar o isolamento social por causa do coronavírus?

3 de abril de 2020

Desobediência civil

O coronavírus é realmente preocupante, porque, em muitos casos, mata. Mas o risco agora é a possível desobediência civil, ou seja, ninguém cumprindo as determinações legais das autoridades.

Com as prateleiras vazias,poderá haver corrida em supermercados. Isto sempre ocorreu nos momentos de grave crise. Mas as autoridades garantem a normalidade do abastecimento.

Pode ser que falte algum produto, porque tem muita gente estocando. O problema é que ninguém está produzindo. Todo mundo está em casa .

Neste momento de crise, o importante é um entendimento nacional, envolvendo as autoridades dos Três Poderes, para a solução de todos esses problemas. Infelizmente, isto não está ocorrendo. O debate é mais ideológico já visando as próximas eleições.


PERGUNTA

Você acredita em pesquisa por telefone?




30 de março de 2020

Bolsonaro e Mandetta em conflitol



Nessa crise do coronavírus, o ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, é a grande estrela do governo de Jair Bolsonaro. Nas entrevistas, ele demonstra muito conhecimento do setor com moderação. Não radicaliza e chega a dizer que não há o que falar em isolamento social horizontal ou vertical, por entender que a doença atinge todos os setores.

Mesmo com suas declarações claras, alguns setores da mídia chegaram a dizer que o ministro defende o isolamento social horizontal, ou seja, todo mundo em casa.

Já o presidente Jair Bolsonaro defende o isolamento vertical para preservar o emprego e a produção. Com isso, ele entra em conflito com o seu ministro da Saúde, mas garante que não vai demiti-lo.

O que está faltando mesmo é um entendimento nacional para combater o coronavírus. Infelizmente, a ideologia, o interesse pessoal e político estão ganhando a batalha. E quem sofre com tudo isso é o povo.


































24 de março de 2020

Bolsonaro se transformou num prisioneiro

Com o País parado, a produção cai e o desemprego aumenta. É o caos que se avizinha, atingido todo mundo, o pobre e o rico.

O presidente Jair Bolsonaro se transformou num prisioneiro do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Não consegue aprovar nada no Legislativo e tem sofrido muitas derrotas no STF.

Fragilizado, o presidente vai se isolando e mudando a sua rotina de trabalho. Além da crise do coronavírus, Bolsonaro enfrenta uma forte oposição da grande mídia, principalmente por parte da Rede Globo e da Folha de São Paulo.

Tem problemas com os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, sem se falar nos governadores do PT, PSB, PDT e PC do B, que fazem oposição a seu governo.

Com todos esses problemas, o presidente teve que ceder  muito em suas propostas.Neste momento, é difícil o que poderá ocorrer com o Pais daqui para frente. O quadro é realmente nebuloso.

O pronunciamento de Bolsonaro, em rede de rádio e televisão, condenando aqueles que estimulam o agravamento da crise, radicalizou ainda mais o relacionamento entre o governo, a grande mídia e o Congresso Nacional.

22 de março de 2020

O País parou

O País parou por causa do coronavírus. Tem governador até proibindo a entrada de qualquer cidadão brasileiro em seu Estado. Um absurdo, porque a competência é do governo federal. Ainda bem que o presidente Bolsonaro assinou uma Medida Provisória restabelecendo a competência federeral.Mas não fica só nisso.

Alguns veículos de comunicação mudaram a sua programação para só noticiar esse maldito vírus.A população já não está suportando tudo isso.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, tem exagerado  um pouco em suas declarações sobre o coronavírus. Mas,em alguns casos, ele tem um pouco de razão. Há muito exagero, quando deveria haver equilíbrio.

O País, parado, está perdendo muito. Estamos caminhando para uma recessão, o que significa menos emprego para o brasileiro.

Tem político explorando muito essa doença, que é grave e que está matando muita gente. Está na hora de união de todos para que possamos voltar a normalidade. Explorar a doença por motivos políticos é um crime contra a humanidade.

INIMIGOS

Inimigos mortais do presidente Jair Bolsonaro: governadores João Dória, de São Paulo, e Wilsonj Witzel, do Rio de Janeiro. Em menor escalas, estão os governadores do PT, PSB, PC do B e PDT.
Bolsonaro está sem defesa porque os seus aliados não podem ir para as ruas por causa do coronavírus.

16 de março de 2020

Bolsonaro e Maia radicalizam

A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro está com coronavírus movimentou o noticiário da grande mídia, com base numa suposta declaração do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro. Mas o filho do presidente desmentiu a notícia.

Logo depois, o presidente Jair Bolsonaro anunciou em redes sociais que fez o teste e o resultado foi negativo.

O ministro da Saúde, por sua vez, disse que o presidente fará novo teste . Mas ninguém tem duvida de que o Planalto está monitorando o presidente.

Para o grande público, fica a dúvida se o presidente está ou não com o coronavírus. Se o resultado for positivo, será mais uma punhalada no presidente, se não bastassem os males que esse vírus está afetando a humanidade.

Mesmo com o vírus se alastrando, o presidente participou em Brasília de atos de protestos. Falou em histeria em relação ao combate  do coronavírus.

O problema todo é a falta de diálogo entre o governo e o Congresso Nacional para a solução de todos esses problemas. Bolsonaro e Maia não se entendem. Radicalizam.

12 de março de 2020

Bolsonaro está acuado

Qualquer outro presidente não resistiria às pressões do Congresso Nacional. Mas o presidente Jair Bolsonaro resiste. Só que ele está acuado. Não consegue aprovar nada nas duas casas legislativas, criando assim um impasse.

Os congressistas estão agora cobrando do governo o envio das reformas tributária e administrativa. O governo já anunciou que vai encaminhá-las, mesmo sabendo que dificilmente elas serão aprovadas conforme deseja o Executivo.

Sem as reformas, as dificuldades serão maiores para colocar o Pais dentro da normalidade. Por ser um ano eleitoral - eleição para prefeitos e vereadores - o governo praticamente está  sem saida. Está acuado pelo Congresso Nacional. Infelizmente.

BILAC

O deputado Bilac Pinto deixou a Secretaria de Governo. Não se sentia bem no cargo, já que o governador Romeu Zema não lhe deu carta branca. Bilac retorna agora à Câmara dos Deputados.

8 de março de 2020

Teste para Bolsonaro

As manifestações populares programadas para o próximo domingo, dia 15, contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal servirão de teste para saber se o presidente Jair Bolsonaro ainda tem o apoio popular.

As manifestações servirão  também de base para testar o comportamento dos congressistas e dos ministros do
STF.

Se o evento do próximo domingo for um fracasso, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal ficam mais fortalecido.

Ninguém tem dúvida de que o presidente Jair Bolsonaro estimulou as manifestações, embora negue que tenha tomado alguma iniciativa para a realização desse evento.

Mas é bom esclarecer que Bolsonaro não está nada satisfeito com os congressistas, já que as medidas mais importantes do seu governo têm sido rejeitadas pelo Congresso Nacional.

Não está satisfeito também com o Judiciário, que a todo momento, toma decisões contrárias ao governo.

O fato é que o Pais sofre com tudo isso. Infelizmente.


3 de março de 2020

Estão engessando Bolsonaro

A fragilidade do governo do presidente Jair Bolsonaro fortalece o Congresso Nacional. É o que está ocorrendo neste momento. Até parece que estamos num regime parlamentarista. Nada é aprovado no Legislativo que possa contrariar interesses dos parlamentares.

E o chefe de resistência ao governo é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. É ele quem comanda o Centrão. Escorrega demais quando está em dificuldades. Nos bastidores, é o maior opositor do governo.

No governo de Michel Temer, Rodrigo Maia inviabilizou a reforma da Previdência Social, embora, publicamente, dava declarações favoráveis ao projeto.

Já no governo de Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, como presidente do Legislativo, tem poderes para colocar ou não projetos de interesse do Executivo. Com isso, ele vai engessando o governo, ou melhor, inviabilizando o Executivo, mais pela fragilidade do presidente Jair Bolsonaro.

A crise entre o Executivo e o Legislativo não tem data para terminar, colocando em risco a própria democracia.

ORÇAMENTO IMPOSITIVO

Não será surpresa se o Congresso Nacional deixar para depois das manifestações do próximo dia 15 a apreciação do veto presidencial ao orçamento impositivo. Mas há um acordo para que o veto seja mantido. A oposição quer a sua derrubada.

THILDEN

O ex-petista Thiden Santiago, que foi senador e embaixador do Brasil em Cuba no governo Lula, está deixando agora o PSB para ingressar no PSOL. Afiliação será no próximo dia 15 no bairro São Joaquim. Ele rompeu com o prefeito de Contagem.

29 de fevereiro de 2020

Mandetta é a grande estrela

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que falaria novamente  à Nação  sobre a grave crise do Pais, provocada pelo coronavírus. Mas quem falou mesmo, em entrevista, foi o ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde.

Ele é a grande estrela do governo de Jair Bolsonaro. Nas entrevistas, Mandetta demonstra muito conhecimento do setor com moderação.Portanto, não radicaliza  Disse que não há o que falar em isolamento horizontal ou vertical e até critica algumas liminares concedidas por magistrados. Ele reafirmou que continuará no governo se assim o desejar o presidente Bolsonaro.

Já o ministro Paulo Guedes está dentro da linha  do governo, por entender que o isolamento horizontal pode quebrar o Pais com consequências graves na área social.

Já  o presidente Jair Bolsonaro continua criticando duramente alguns governadores, principalmente os de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O que não pode ocorrer é o País continuar parado como se encontra neste momento.





O clima não é mais de confronto

As críticas ao governo, aos políticos e empresários, já não estão provocando impacto na opinião pública. Muitas delas são plantadas na imprensa ou não são bem fundamentadas. Em muitos casos, são repetitivas e cansativas. Perdem, por isso mesmo,  a credibilidade.

Se a denuncia ou a crítica é sistemática e repetitiva, ela acaba sendo vulgarizada. E é o que está acontecendo em muitos casos, neste momento.

Por ser um ano eleitoral, com a eleição para prefeitos e vereadores, a tendência ainda é maior na vulgarização das notícias, o que é muito ruim para o País.

É indispensável que a Justiça Eleitoral e demais autoridades fiquem atentas às notícias falsas e plantadas na imprensa e nas redes sociais. Os interesses comerciais e ideológicos não podem prevalecer quando está em jogo o interesse democrático do País.

Ainda bem que o clima entre os chefes dos Três Poderes melhorou um pouco. O clima não é mais de confronto, mas de disposição para o dialogo, o que é bom para o País.

19 de fevereiro de 2020

Parlamentarismo Branco

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não esconde o seu desejo de implantar um Parlamentarismo Branco, o que significa tirar poderes do presidende Jair Bolsonaro. E já vem tirando ao derrotar várias propostas do governo, principalmente em se tratando de emenda constitucional.

Sem uma sólida base de sustentação política, Bolsonaro está tendo dificuldades em aprovar as suas propostas no Congresso Nacional. Está amarrado, tendo como seu principal opositor o deputado Rodrigo Maia.

O reinado de Rodrigo Maia vai até janeiro de 2021, quando termina o seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados. Se não for reeleito, perde força, se transformando num simples parlamentar.

O problema todo é que o presidente Jair Bolsonaro não tem um candidato em condições de ganhar a eleição para presidente da Câmara. Mas tem força para derrotar Rodrigo Maia.

Por ser um ano eleitoral, Bolsonaro terá ainda maiores dificuldades em aprovar as suas propostas pelo Congresso Nacional. Consequentemente, corre risco a aprovação das reformas administrativa e a tributária. Depende muito do presidente da Câmara dos Deputados, que se opõe hoje ao atual governo.

11 de fevereiro de 2020

Anastasia no TCU

Há quem diga que o senador Antônio Anastasia, que deixará  PSDB, não pretende disputar novas eleições, embora pretenda filiar-se ao PSD para apoiar a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil nas eleições de 4 de outubro.

A mesma fonte revelou que é bem provável que o destino do senador mineiro seja o Tribunal de Contas da União. Em política, tudo é possível.

Pela legislação, os ministros do TCU são escolhidos: um terço pelo presidente da Republica, com aprovação do Senado, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista trí
plice do próprio TCU, segundo os critérios de antiguidade  e merecimento, e dois terços pelo Congresso Nacional.

Caso Antônio Anastasia venha a ocupar o cargo, a sua indicação seria do Congresso Nacional e não do presidente da República.

Bolsonaro, provavelmente, não faria a indicação pelo fato de Anastasia ser hoje um aliado do prefeito Alexandre Kalil, com quem o presidente não se dá bem. Kalil não acompanhou o presidente nas áreas atingidas pelas chuvas em Belo Horizonte.

9 de fevereiro de 2020

Anastasia comprometido com Kalil

O senador Antônio Anastasia, que deixará o PSDB, está comprometido com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que vai tentar a reeleição no dia 4 de outubro.

Já era esperado esse apoio. Demos esta notícia há mais tempo.

Anastasia não se sentia bem no PSDB, tendo como companheiro de partido o ex-governador Aécio Neves e outros figurões do partido.

Mas foi Aécio quem projetou Anastasia na política, elegendo-o governador de Minas. Na política, essas coisas, não muito éticas, em alguns casos, acontecem. Mas respeitamos a decisão do senador mineiro.

Anastasia vai apoiar Kalil, que é o favorito  para conquistar a reeleição. Mais por falta de uma liderança forte para concorrer com o atual prefeito.

O único que pode assustar um pouco Kalil é o deputado estadual Mauro Tramonte, do PRB. Mas ele depende do apoio de sua Igreja.

7 de fevereiro de 2020

Desarmonia entre os Poderes

A Constituição diz expressamente que deve haver harmonia entre os Três Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário.

Mas a ausência do presidente Jair Bolsonaro à abertura dos trabalhos do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal mostra claramente que essa harmonia entre os Três Poderes está arranhada, desarticulada.

O que existe é desarmonia. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no exercício do cargo, tem criando dificuldades para o presidente da Republica. Mais recentemente, criticou duramente os ministros da Educação e do Meio Ambiente. Está dando muito palpite na área do Executivo.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, tem ouvido pouco os parlamentares. Com isso, os problemas em termos de relacionamento vão se agravando.

O Supremo Tribunal Federal, em alguma de suas decisões, tem contrariando algumas propostas do governo.

Não podemos falar por enquanto em crise entre os Três Poderes. Mas a situação não é boa para o País.

2 de fevereiro de 2020

Kalil em campanha pela reeleição

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, está em plena campanha pela sua reeleição nas eleições deste ano.

É só seguir a sua atuação como prefeito. Vetou o aumento dos preços das passagens dos ônibus, deixando que o assunto fosse resolvido pela Justiça A sanção do reajuste poderia lhe tirar votos.

Kalil tem evitado tomar medidas anti-populares. Com isso, vai ganhando o apoio do eleitorado de Belo Horizonte.

Sofreu um baque com as chuvas destruidoras de grande parte da cidade. Já anunciou que vai precisar de 300 milhões de reais para colocar a cidade na normalidade.

Ainda assim, anunciou que haverá carnaval em Belo Horizonte. Realmente, dentro da normalidade, carnaval dá voto. Mas pode também tirar voto se os problemas resultantes das chuvas não forem resolvidos.

Esteve presente ao desembarque do presidente Jair Bolsonaro, em Confins, mas não o acompanhou no voou sobre as áreas atingidas pelas chuvas. Foi no mínimo deselegante com Bolsonaro.

Com isso, o prefeito se distancia ainda mais do presidente Bolsonaro, pensando naturalmente que terá dividendos eleitorais. Mas sem o apoio do governo federal, Kalil terá dificuldades, a curto prazo, em resolver os graves problemas da cidade. .

31 de janeiro de 2020

As demissões no governo de Bolsonaro

Já foram demitidas mais de 34 pessoas da cúpula do governo de Jair Bolsonaro, o que prejudica a continuidade administrativa. Ninguém tem dúvida disso.

As demissões, de um modo geral, foram por atrito ideológico, inexperiência, incompetência, vaidade  e outras coisas mais.

O primeiro a cair, logo no inicio do governo, foi Gustavo Bebianno, da secretaria-geral da Presidência da Republica.

Depois foram exonerados Vélez Rodrigos (Educação), general Santos Cruz (secretário-geral da Presidência), Joaquim Levy (BNDES), o físico Ricardo Galvão (INPE), entre outros.

Os casos de demissão mais recente: Roberto Alvim (Cultura), Vicente Santini (secretário-executivo da Casa Civil) e Renato Vieira (INSS).

E possível que outras demissões vão ocorrer no atual governo, mais por atrito ideológico. Mas isso não deveria ocorrer.

OPOSITOR

Um dos maiores opositores do governo do presidente Jair Bolsonaro chama-se Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Agora, ele está criticando os ministros da Educação e do Meio Ambiente, o que significa também uma crítica a Bolsonaro.

REGINA

A atriz Regina Duarte acabou aceitando o convite de Bolsonaro para ocupar a Secretaria da Cultura.Mas vai ter que rescindir o seu contrato com a Globo.