23 de março de 2026

Pacheco está com Lula

 O senador Rodrigo Pacheco, filiado agora ao PSB  já fez a sua opção política: está com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Só não disse que aceita o pedido do atual presidente para disputar o governo de Minas nas eleições deste ano.

O senador mineiro continua em cima do muro, porque ainda não sabe se o eleitorado conservador que o elegeu senador estará com ele nas próximas eleições. ´E possível que tenha também dúvida quanto ao posicionamento dos partidos de esquerda, principalmente do PT. Mas vai acabar aceitando o pedido do presidente Lula.

Na visita que o presidente Lula fez a Minas (Betim e Sete Lagoas). o senador Rodrigo Pacheco fez elogios a atual presidente, mas preferiu dizer que ainda não decidiu se concorre ao governo de Minas. Vai depender de avaliações partidárias.

É bom esclarecer que Pacheco foi eleito presidente do Senado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sua reeleição, teve também o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Só não gostou do presidente Lula indicar o Advogado Geral da União, Jorge Messias, para ministro do STF, já que era um postulante. Mas o tempo se encarregou de uma aproximação entre Lula e Pacheco, embora a indicação de Messias ainda não tenha sido aprovada pelo Senado.

O que anima Pacheco na disputa pelo governo de Minas é a carência de lideranças políticas no Estado. Os atuais postulantes são fracos e com pouca densidade eleitoral.

18 de março de 2026

Sucessão mineira depende das convenções

Nada está decidido sobre a sucessão mineira. A decisão sobre os prováveis candidatos só será decidida depois das convenções.  O que existe é especulação.

O vice governador Mateus Simões é tido como candidato do governador Romeu Zema. Mas é pouco conhecido. Consequentemente, é fraco.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Elias Kalil, é apontado como candidato do PDT, mas é fraco também. A sua maior votação é em BH.

O senador Rodrigo Pacheco seria o candidato do presidente Lula, mas não disputaria pelo PT. Continua em cima do muro. Não confia muito no atual presidente pelo fato de ter sido preterido na indicação para ministro do STF.

A Incógnita é o ex-governador Aécio Neves. Como raposa, fica só na conversa. Mas não deve ser desprezado.

Os demais possíveis candidatos não têm força partidária. Portanto, não entrariam na disputa. 

2 de março de 2026

Lula e Pacheco: desconfiança mútua

 A desconfiança é mútua entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Rodrigo Pacheco. Ao indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula preteriu o senador mineiro, que reinvindicava o cargo. Entre Messias e Pacheco, o presidente optou pelo primeiro. Obviamente, Rodrigo Pacheco não ficou nada satisfeito.

Agora, o presidente Lula quer Rodrigo Pacheco como candidato ao governo de Minas para ter um palanque eleitoral no Estado. O senador pode até disputar o governo , mas não confia  no presidente Lula. Portanto,  desconfiança é mútua.

Além da desconfiança, senador Rodrigo Pacheco está em dúvida sobre o posicionamento do eleitorado conservador  e dos partidos de esquerda, principalmente do PT, na eleição para governador.

Pacheco, como se sabe, foi eleito senador pelo eleitor conservador e teve o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para presidir o Senado. Teve o aval do atual presidente Lula para a sua reeleição.

É natural, portanto, que o senador Rodrigo Pacheco pense bem antes de decidir se entra ou não  na disputa pelo governador de Minas, dai a sua indecisão.