A desconfiança é mútua entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Rodrigo Pacheco. Ao indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula preteriu o senador mineiro, que reinvindicava o cargo. Entre Messias e Pacheco, o presidente optou pelo primeiro. Obviamente, Rodrigo Pacheco não ficou nada satisfeito.
Agora, o presidente Lula quer Rodrigo Pacheco como candidato ao governo de Minas para ter um palanque eleitoral no Estado. O senador pode até disputar o governo , mas não confia no presidente Lula. Portanto, desconfiança é mútua.
Além da desconfiança, senador Rodrigo Pacheco está em dúvida sobre o posicionamento do eleitorado conservador e dos partidos de esquerda, principalmente do PT, na eleição para governador.
Pacheco, como se sabe, foi eleito senador pelo eleitor conservador e teve o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para presidir o Senado. Teve o aval do atual presidente Lula para a sua reeleição.
É natural, portanto, que o senador Rodrigo Pacheco pense bem antes de decidir se entra ou não na disputa pelo governador de Minas, dai a sua indecisão.
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