31 de dezembro de 2009

Serra lidera por ser mais conhecido

Dos presidenciáveis, o governador José Serra é o que está na frente nas pesquisas. Não há nenhuma novidade nisso. Afinal, é o mais conhecido pelo fato de já ter entrado numa disputa presidencial, ter sido ministro da Saúde e ser o governador do principal Estado do País.

Mas só com esse curriculo é díficil chegar a presidência da República. É preciso agregar mais forças políticas. Um partido, isoladamente, não tem condições de eleger um presidente da República.

Serra, inicialmente, terá que unir o seu próprio partido, o PSDB. Não vai ser fácil porque a desistência do governador Aécio Neves de não entrar na disputa presidencial deixa alguns ressentimentos que vão respingar nas eleições.

Aécio, desde o início, lutou para que a indicação do candidato fosse através de prévias. Já o governador de São Paulo ficou contra, ou melhor, enrolou, além de não definir se seria ou não candidato.

Com a desistência de Aécio, Serra se apresenta agora como candidato único do PSDB. Ainda há uma tentativa no sentido de convecer Aécio e figurar na chapa como vice. Mas o governador de Minas já declarou enfaticamente que nem por hipotese será candidato.

A sua opção será mesmo disputar o Senado, com cadeira assegurada. Quem perde com isso é o governador de São Paulo e quem ganha mais votos dos mineiros é a candidata Dilma Rousseff.

30 de dezembro de 2009

A aliança PMDB-PT beneficia Hélio Costa

Uma aliança formal PMDB-PT em nível nacional para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff beneficiaria o ministro Hélio Costa como candidato ao governo de Minas.

O acordo que estaria sendo discutido pelo presiente Lula com a cúpula peemedebista teria implicações no plano regional, ou seja, o candidato da base governista que estiver em melhores condições eletorais seria indicado para concorrer ao governo estadual.

No caso de Minas Gerais, neste momento, o ministro Hélio Costa seria o preferido, já que está na frente nas pesquisas. Mas poderá ser também o ministro Patrus Ananais ou o ex-prefeito Fernando Pimentel se um deles, na época da decisão, for o mais bem avaliado.

O PT deve discutir o problema das alianças partidárias em seu congresso, a realizar-se em fevereiro, segundo admitem lideranças do partido.

27 de dezembro de 2009

Definições no PT só a partir de fevereiro

As definições no PT só deverão ocorrer a partir de fevereiro quando o partido realiza o seu congresso para estabelecer as normas para as próximas eleições, principalmente no que diz respeito às alianças partidárias.

Consequentemente, a briga entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, vai continuar já que ambos postulam o governo de Minas. Patrus vai insistir na realização das prévias para a indicação do candidato, enquanto Pimentel é contra.

Para o presidente Lula, a prioridade é a eleição de Dilma Rousseff na sucessão presidencial. A estratégia implica numa aliança formal com o PMDB, o que signifca que a vice fica com os peemedebistas, provavelmente, com deputado Michel Temer.

Lula queria o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e dentro desse objetivo sugeriu que o partido apresentasse uma lista tríplice que foi repudiada pelas principais lideranças do partido.

É bem provável que a aliança PMDB-PT seja formalizada antes da realização do congresso petista, marcado para fevereiro. Em outras palavras: as definições no PT só deverão ocorrer a partir de fevereiro.

25 de dezembro de 2009

Como candidato, Helio só teria problema com Pimentel

Para alguns peemedebistas mineiros, o candidato da base do governo do presidente Lula ao governo de Minas será o ministro Hélio Costa se no plano nacional for formalizada a aliança PMDB-PT para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff. Seria, portanto, uma decisão de Brasília.

Resta saber qual seria a reação dos petistas mineiros, tendo em vista que as duas facções do partido, a de Patrus e a de Pimentel, defendem candidatura própria. O Congresso do PT, a realizar-se em fevereiro, é que vai estabelecer as regras do processo eleitoral, principalmente em termos de alianças.

Caso o ministro Hélio Costa seja efetivamente o candidato, ele não teria dificuldades em compor com o grupo do ministro Patrus Ananias, mas teria problemas com os aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel. Mas tudo indica que as decisões virão mesmo do Planalto e ninguém vai peitar o presidente Lula.

23 de dezembro de 2009

Hélio Costa e Pimentel radicalizam

Está muito radicalizado o relacionamento entre o ministro Hélio Costa e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Aliás, nem existe relacionamento entre os dois. Hélio Costa evita até falar no nome de Pimentel e este chega a dizer que na disputa pelo governo de Minas enfrentaria no segundo turno o vice-governador Antônio Anastasia. Ignora, portanto, a presença de Hélio Costa como postulante ao governo do Estado.



Em caso de uma aliança PMDB-PT em nível nacional para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff, com se comportariam Pimentel e Costa na disputa pelo governo de Minas, já que ambos postulam o cargo . Haverá, com certeza, uma interferência direta de Brasília, ou mais precisamente, do presidente Lula.



Hélio Costa se entende melhor com o grupo liderado pelo ministro Patrus Ananias, que perdeu o controle do PT mineiro, com a reeleição de Reginaldo Lopes, que foi apoiado pelo ex-prefeito Pimentel. Por aí se vê como será complicada a sucessão estadual dentro do PMDB e do PT.

Tucanos ainda acreditam num acordo entre Serra e Aécio

Alguns tucanos ainda acreditam num entendimento entre Serra e Aécio na sucessão presidencial. Ao desistir da disputa presidencial, o governador mineiro em nehum momento fechou as postas para um possível entendimento. Não anunciou também para onde vai, ou seja, se disputa ou não o Senado.

Mas Aécio foi claro ao afirmar que nem por hipótese será o vice de José Serra. O governador de São Paulo, por sua vez, continua com a mesma postura, sem dizer se será ou não candidato à presidência da República. Quer jogar a definição para março a fim de não dar munição para os seus adversários.

Mas a pressão é muito grande para que ele tome uma decisão para já. Por causa das festas de fim de ano, haverá uma trégua na área política. Mas janeiro começa quente. Ninguém tem dúvida disso.

22 de dezembro de 2009

Quadro sucessório mineiro continua o mesmo

A decisão do governador Aécio Neves de não concorrer à presidência da República não mudou o quadro sucessório mineiro. Continua o mesmo. O vice-governador Antônio Anastasia é o candidato do PSDB, o ministro Hélio Costa é pré-candidato do PMDB e no PT a briga fica por conta do ex-prefeito Fernando Pimentel e do ministro Patrus Ananias.

No caso do PSDB, o que pode mudar é a estratégia de campanha. Se Aécio fosse o candidato à presidência da República, a campanha teria um enfoque mais nacional . Mas concorrendo ao Senado, o governador fica mais preso às questões de Minas, o que pode beneficiar o candidato tucano Antônio Anastasia.

Em relação aos demais candidatos, o peemedebista Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel, tudo indica que a decisão virá de Brasília, ou melhor, será do presidente Lula. Mas tudo vai depender da formalização de uma aliança PMDB-PT em nível nacional.

As briguinhas no plano regional constribuem para uma interferência direta do presidente Lula no processo sucessório envolvendo o PMDB e o PT. Ninguém tem dúvida disso.

21 de dezembro de 2009

A desistência de Aécio tem um perdedor: José Serra

A decisão do governador Aécio Neves de não disputar a presidência da República tem um grande perdedor: o governador José Serra. Aécio, como candidato, aglutinava mais forças políticas. É mais leve. Consequentemente, mais fácil de ser carregado.

José Serra é mais formal e com certeza terá dificuldaldades em atrair para o seu lado apoios políticos.

O responsável pelo afastamento de Aécio é o próprio Serra ao protelar a definição do seu partido na indicação do candidato. Aécio queria a definição para já, enquanto erra queria empurrá-la para março.

Ainda é possível um entendimento entre Aécio e Serra.? Em política, tudo é possível. Aécio ao anunciar a sua desistência não disse para onde vai. Mas tudo indica que deve concorrer ao Senado. Pode ser também uma jogada política e nessa área ele aprendeu muito com o seu avô, Tancredo Neves.

Quem sai ganhando com tudeo isso é a candidata Dilma Rousseff, principalmente junto ao eleitorado mineiro. A disputa entre Aécio e Serra deixa uma ferida que, provavelmente, não estará cicatrizada até a data das eleições. E essa ferida terá reflexos junto ao eleitorado de Minas Gerais. Ninguém tem dúvida disso.

17 de dezembro de 2009

Lista tríplice gerou desconfiança

A sugestão do presidente Lula para que o PMDB indicasse em lista tríplice o vice na chapa da presidenciável Dilma Rousseff gerou muita desconfiança por parte dos peemedebistas para não dizer indignação.



Por mais que a cúpula do PT procure minimizar o problema, o estrago foi feito no relacionamento entre o governo e o PMDB. Agora, fica mais difícil e mas não impossível uma aliança entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB.



Por incrivel que pareça, não havendo uma aliança formal em nivel nacional entre o PT e o PMDB, esses partidos ficam mais fortalecidos para lançamento de candidatos próprios no plano regional. Mas a candidata Dilma Rousseff , por outro lado,ficaria mais enfraquecida. São problemas que terão de ser resolvidos pelo presidente Lula, pelo PMDB e pelo PT. O difícil é administrar todos esses conflitos que terão pela frente.

16 de dezembro de 2009

A sucessão mineira continua zerada

A sucessão mineira continua zerada. Na realidade, só existe praticamente uma candidatura posta ao governo de Minas: a do vice-governador Antônio Anastasia, do PSDB, com o apoio do governador Aécio Neves.

As demais, a dos petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel e a do peemedebista Hélio Costa enfrentam dificuldades neste momento em seus respectivos partidos.

Do lado do PT, o ex-prefeito Fernando Pimentel saiu mais fortalecido com a reeleição do deputado federal Reginaldo Lopes para o comando do partido no Estado. Mas o seu adversário, o ministro Patrus Ananias, não está morto e afirma que é pré-candidato e vai para a luta.

No PMDB, o ministro Hélio Costa é o candidato ao governo do Estado. Mesmo fortalecido com a eleição do deputado federal Antônio Andrade, o ministro terá problemas com o grupo do ex-governador Newton Cardoso.

No discurso, Newton Cardoso apoia Hélio Costa. Mas é apenas no discurso, porque o que se observa nos bastidores é uma rejeição à sua candidatura.

O desfecho é imprevisivel e quem sai ganhando com isso é o candidato tucano Antônio Anastasia.

15 de dezembro de 2009

Racha no PMDB e no PT beneficia Anastasia

O vice-governador Antônio Anastasia está rindo à toa na condição de candidato à sucessão do governador Aécio Neves. Além de ter o apoio do seu partido, o PSDB, e de outras legendas, ele se beneficia pelo racha no PMDB e no PT.

O PMDB tem como pré-candidato o ministro Hélio Costa, que saiu mais fortalecido com a eleição do deputado federal Antônio Andrade, para presidir o partido. Mas a legenda está rachada em decorrência de uma possível dissidência liderada pelo grupo do ex-governador Newton Cardoso.

A situação do PT é mais grave ainda por causa da briga entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel. Este saiu mais fortalecido com a reeleição do deputado Reginaldo Lopes à presidência do PT.

Toda dissidência faz estrago nas pretensões dos candidatos lançados pelos seus respectivos partidos. Ribeiro Pena liderou uma dissidência dentro do PSD, derrotou Tancredo Neves e elegeu Magalhães Pinto governador de Minas. E isso poderá ocorrer com o PMDB e PT se esses partidos não forem unidos na disputa pelo governo do Estado. Anastasia vai agradecer.

14 de dezembro de 2009

Eleição racha o PT e PMDB em Minas

A eleição para a renovação do comando do PT e do PMDB em Minas mostrou que esses dois partidos estão rachados e dificilmente estarão unidos para as eleições do ano que vem.

A reeleição de Reginaldo Lopes à presidência do PT deixou o grupo do ministro Patrus Ananias numa situação inconfortável dentro da legenda, o mesmo ocorre com a facção peemedebista que perdeu a eleição para o deputado federal Antônio Andrade, eleito ontem para presidir o PMDB.

O racha será inevitável por mais que Reginaldo Lopes (PT)e Antônio Andrade (PMDB)falem em unidade de seus partidos para as próximas eleições.

Ficou até mais dificil o relacionamento entre a cúpula do PT e o do novo comando do PMDB. O grupo vitorioso do PMDB do ministro Hélio Costa tinha maior identificação com os seguidores do PT do ministro Patrus Ananias.

Mas em política, tudo é possível quando está em jogo o poder.

10 de dezembro de 2009

O desgaste do Lula será pela perda do poder

O presidente Lula está nas alturas em termos de popularidade, segundo revelam as últimas pesquisas.

O difícil é sustentar esse alto indice de aprovação até o término do seu mandato. O seu maior desgaste será pela perda do poder. E vai começar a cair na medida que o seu mandato vai se exaurindo.

Já foi dito neste espaço, repetindo uma observação do então governador Israel Pinheiro, que em fim de mandato até o garçon deixa de servir o cafezinho e se perguntar a ele qual é o melhor governador vai dizer que é o próximo.

Essa é uma dura realidade que o presidente Lula terá que enfrentar daqui para frente. Ele estará preparado para absolver o fim das benesses do poder? Se conseguir eleger a sua candidata Dilma Rousseff, o impacto será menor.

A expulsão do governador Arruda

O governador José Roberto Arrunda, do Distrito Federal, entrou com um mandado de segurança perante à Justiça Eleitoral na tentativa de impedir a realização de uma reunião da cúpula nacional do DEM, marcada para amanhã, que poderá expulsá-lo do partido.

Uma decisão favorável ao governador seria o desejo dos dirigentes do DEM? É possível que sim. Mas não todos. Alguns já manifestaram publicamente pela expulsão do governador, que foi flagrado recebendo propinas.

Mas o simples fato de o partido decidir que a votação pela expulsão ou não do Arruda será secreta ou por aclamação é um forte indício de que tem gente do partido que não deseja realmente revelar o seu voto, provavelmente, por ter rabo preso com o governador.

A suspensão da reunião, por decisão da Justiça Eleitoral, seria um alivio para esse pessoal que está amarrado com o governador.

9 de dezembro de 2009

O voto secreto esconde alguma coisa

Por causa da pressão popular, o DEM deve expulsar dos seus quadros o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que foi flagrado recebendo propinas.

Só que a decisão, que deverá ocorrer amanhã, provavelmente, será por voto secreto, o que significa que tem gente da cúpula da legenda que não deseja revelar o seu voto.

O mais correto seria uma votação aberta e transparente. O voto secreto esconde alguma coisa, quem sabe, o receio de que o governador possa partir para o ataque contra quem tem rabo preso junto ao seu governo.

A própria demora do DEM em tomar uma decisão rápída sobre o Arruda é um forte indicio de que alguém da cúpula da legenda está amarrada com o governador.

O voto secreto, por outro lado, não vai salvar o governador. Pelo contrário, o DEM deve expulsá-lo, mais pela pressão da opinião pública.

8 de dezembro de 2009

Difícil uma aliança PMDB-PT em Minas

A reeleição de Reginaldo Lopes à presidência do PT mineiro vai dificultar uma possível aliança do seu partido com o PMDB do ministro Hélio Costa.

Da mesma maneira seria dificil um aliança entre esses dois partidos se o presidente eleito do Partido dos Trabalhadores fosse Gleber Naime. E tudo isso por causa do racha no PT e no PMDB.

Reginaldo Lopes foi apoiado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. A sua maior identificação é com o grupo peemedebista que apoia o deputado Adalclever Lopes como presidente do PMDB.

O PMDB do grupo do ministro Hélio Costa está mais afinado com os aliados do ministro Patrus Ananias. A eleição do PMDB será no domingo, tendo como candidatos os deputados Adalclever Lopes, que é apoiado pelo grupo do ex-governador Newton Cardoso, e o deputado federal Antônio Andrade, que é apoiado ostensivamente pelo ministro Hélio Costa.

Portanto, está muito difícil uma aliança PMDB-PT, o que significa que a presidenciável Dilma Rousseff poderá ter dois palanques em Minas.

7 de dezembro de 2009

Disputa deixa sequela no PTmineiro

O PT realizou, ontem, em segundo turno, eleição para saber quem irá presidir o partido em Minas. A eleição envolveu as duas principais lideranças da legenda no Estado: o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Patrus, juntamente com o ministro Luiz Dulci, apoiou o secretário nacional do PT, Gleber Naime, enquanto Pimentel defendeu a reeleição do atual presidente Reginaldo Lopes. Este foi o mais votado no primeiro turno, mas os votos foram insuficientes para faturar a eleição.

Mas o que está em jogo mesmo é o governo de Minas, já que Patrus e Pimentel são pré-candidatos. Por causa do racha no partido, ninguém tem dúvida de que a decisão virá de Brasília, ou melhor, a decisão será do presidente Lula.

O resultado da eleição, provavelmente, será conhecido hoje. Mas a disputa vai deixar uma sequela que vai respingar nas próximas eleições.

5 de dezembro de 2009

Oposição sai perdendo

Qualquer que seja a decisão a ser tomada em relação ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda - expulsão do DEM e cassação do seu mandato - a oposição sai perdendo e o desgaste vai respingar nas próximas eleições.

Arruda é o único governador eleito pelo DEM, partido este que vem fazendo posição ao governo do presidente Lula, juntamente com o PSDB e PPS. As dununcias contra o governador são muito fortes, já que flagraram Arruda recebendo propinas.

Com isso, partidos como o PT, DEM, PSDB , PMDB, PPS, entre outros, se nivelaram em termos de corrupção. Primeiro foi o PT com o mensalão, depois surgiu o mensalão mineiro e agora o governador do DEM é envolvido em recebimento de propinas. incluindo políticos de outros partidos como o PMDB.

Fica muito difícil realmente saber qual a legenda que se salva nesse mar de lama, o que mostra claramente a deterioração do atual quadro partidário brasileiro.

3 de dezembro de 2009

Reeleição de Serra uniria os tucanos

Há uma certa movimentação entre tucanos influentes para que José Serra díspute a reeleição ao governo de São Paulo, abrindo mão para o governador Aécio Neves concorrer à presidência da República.

Essa possível proposta, segundo alguns tucanos, uniria o PSDB principalmente nos dois maiores colégios eleitorais do País: Minas e São Paulo.

Serra ainda não decidiu se disputa a presidência da República, preferindo deixar a decisão para março. Mas o governador Aécio Neves não pensa assim. Ele deseja uma decisão para já. Caso contrário, Aécio disputará o Senado. Mas é possível que a sua decisão não seja tomada agora. Vai esperar mais um pouco.

2 de dezembro de 2009

Equilíbrio de forças racha o PT mineiro

O equilíbrio de forças entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel é que radicaliza a disputa pelo comando do PT mineiro.
Se um dos dois, Patrus ou Pimentel, tivesse o domínio absoluto do partido, o entendimento seria mais fácil. O mais fraco cederia.

Como há um certo equilibro de forças entre os dois conforme ficou demonstrado na eleição em primeiro turno, nenhum deles abre mão de ter o comando do partido, tendo em vista que Patrus e Pimentel postulam o governo de Minas.

Patrus apoia o secretário nacional do partido, Gleber Naime, enquanto Pimentel quer a reeleição do atual presidente da legenda, deputado federal Reginaldo Lopes. A eleição, em segundo turno, está marcada para domingo.

O vitorioso será peça importante no processo de escolha do candidato do partido ao governo do Estado, dai a radicalização do processo eleitoral. Mas ninguém tem dúvida de que o PT sai rachado, porque toda disputa deixa sempre uma sequela.

1 de dezembro de 2009

Destino do Arruda: expulsão, renuncia ou cassação

Flagrado recebendo propinas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, já tem o seu destino político traçado. Deve ser expulso do DEM, pode ser cassado ou então renunciar ao seu mandato.

A sua situação é muito delicada. Insustentável mesmo. Já está havendo debandata na sua base de sustentação política.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal deverá aprovar na quinta-feira um pedido de abertura de processo de impeachment contra o governador.

A cúpula do DEM, que está dividida, volta a se reunir hoje para examinar a situação grave do governador Arruda. Se demorar muito a tomar uma decisão, o desgaste do partido será ainda maior perante a opinião pública.

30 de novembro de 2009

Governador Arruda pode ser expulso

Flagrado em gravações da Policia Federal comandando esquema de distribuição de propinas mensais a parlamentares e a elementos do seu governo, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM, está numa situação muito delicada.

Pode ser expulso do seu patido, o DEM, além de perder o mandato através de um processo de cassação que poderá ser apresentado pela oposição na Câmara Legislastiva do Distrito Federal.´

A cúpula do DEM se reune hoje à tarde com Arruda para ouvir as suas explicações.

Ele pode também renunciar, a exemplo do que fez quando senador ao ser acusado de violar o painel do Senado em 2001 juntamente com o então presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães.

A sua situação agora é mais grave e a cúpula do seu partido, o DEM, já estuda a sua expulsão para não ser contaminado pelo escândalo.

28 de novembro de 2009

Racha no PT e no PMDB complica a sucessão mineira

Está realmente complicada a sucessão mineira. No PT o rolo é a disputa pelo governo do Estado entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. A briga começa pelo comando do partido. Pimentel fica mais fortalecido com a reeleição de Reginaldo Lopes à presidência da legenda no Estado. A eleição no segundo turno será no próximo dia 6 e Reginaldo terá como concorrente Gleber Naime, que é apoiado por Patrus Ananias.

No PMDB só existe um candidato ao governo do Estado: o ministro Hélio Costa. Mas se o deputado estadual Adalclever Lopes for eleito presidente do partido, o ministro pode abandonar a disputa. Ele teria dito isso ao um grupo de peemedebistas ao apoiar para o comando do partido o deputado federal Antônio Andrade.

Se não disputar o governo de Minas, Hélio Costa vai tentar a reeleição ao Senado. Só que uma das duas vagas já tem dono: é o governador Aécio Neves se ele não concorrer a presidência da República.

A outra vaga poderá ser disputada pelo ministro Patrus Ananias ou pelo ex-prefeito Pimentel se Hélio Costa for cabeça de chapa ao governo de Minas. Mas tudo está preso aos arranjos da sucessão presidencial, envolvendo principalmente o PT e o PMDB.

Do lado do PSDB, parece que não há mais dúvida: o vice-governador Antônio Anastasia deve ser o candidato ao governo de Minas, com o apoio do governador Aécio Neves..

26 de novembro de 2009

Equilíbrio de forças racha o PT mineiro

A realização da eleição em segundo turno para a renovação do comando do PT mineiro mostra claramente um equilíbrio de forças políticas entre os grupos do ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito Fernando Pimentel. Esse equilíbrio, por sua vez, racha o partido, tendo em vista que Patrus e Pimentel postulam o governo de Minas.

Para o comando do partido em Minas, o ministro Patrus Ananias apoiou Gleber Naime, enqunto Fernando Pimentel trabalhou pela reeleição de Reginaldo Lopes, que ficou em primeiro lulgar, mas os seus votos foram insuficientes para faturar a eleição no primeiro turno.

Como toda disputa deixa sempre uma sequela, a previsão é de que o partido vai para o racha. A eleição no segundo turno será no próximo dia 6 entre os dois mais votados, Reginaldo Lopes e Gleber Naime.

25 de novembro de 2009

Fernando Pimentel se fortalece

Mesmo sem mandato popular, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, se fortalece politicamente com a eleição dos novos dirigentes do PT mineiro. Roberto Carvalho, apoiado por ele, é o novo presidente do diretório municipal de Belo Horizonte.

Pimentel fica mais fortalecido ainda com a provável reeleição de Reginaldo Lopes à presidência do partido em Minas. Com o partido sob o seu controle, fica mais fácil para ele, Pimentel, viabilizar a sua candidatura ao governo do Estado.

O seu maior desafio, no entanto, será no sentido de manter a unidade do partido. Não vai ser fácil, porque toda disputa deixa uma sequela. Patrus, perdendo o comando do partido no Estado, sai machucado, já que ele é um dos postulantes ao governo do Estado, juntamente com o ex-prefeito Fernando Pimentel. A ferida, dificilmente, será cicatrizada até a data das eleições.

24 de novembro de 2009

A vitória de Pimentel dificulta diálogo com Hélio Costa

A vitória de Roberto Carvalho à presidência do diretório municipal e a provável reeleição de Reginaldo Lopes como comandante do PT mineiro fortalece muito politicamente o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, na condição de candidato ao governo de Minas.



Resta saber como vai se comportar o grupo do ministro Patrus Ananias daqui para frente. Sem ter o controle do partido, a impressão que se tem é que Patrus, por ser muito ético, não vai liderar qualquer dissidência dentro do partido.



Mas não vai se empenhar também pela candidatura de Pimentel. A sua maior identificação hoje é com o PMDB do ministro Helio Costa. Isto significa que a vitória de Pimentel pelo comando do partido em Minas vai dificultar o dialogo com o ministro Hélio Costa.



Só que o PMDB mineiro está também dividido na disputa pelo comando do partido entre os deputados Antônio Andrade e Adalclever Lopes. O primeiro é apoiado pelo ministro Hélio Costa, enquanto Adalclever foi lançado pelo ex-governador Newton Cardoso.



A eleição será no próximo dia 13. Se o vencedor for Adalclever Lopes, o ex-prefeito Fernando Pimentel não terá maiores dificuldades em promover uma aliança com o PMDB, o mesmo não ocorrerá se o eleito for o deputado Antõnio Andrade.



Dentro desse quadro, poderá haver dois palanques para a presidenciável Dilma Rousseff em Minas.



Para o provável novo presidente do PT nacional, José Eduardo Dutra, em Minas, o primeiro passo é afunilar as candidaturas do Fernando Pimentel e do Patrus Ananias. Depois é conversar com o PMDB para uma possível composição.

23 de novembro de 2009

Definição de candidatos do PT só em fevereiro

Mesmo com a eleição dos novos dirigentes do PT, as definições sobre candidatos do partido aos governos nos Estados só deverão ocorrer depois de fevereiro.

Em princípio está decidido que o Congresso Nacional do PT, a realizar-se em fevereiro, é que vai aprovar ou vetar candidaturas estaduais que concorram com aliados como o PMDB.

É o caso de Minas Gerais, onde existem dois candidatos petistas ao governo do Estado, Patrus Ananias e Fernando Pimentel e o peemedebista Hélio Costa. Portanto, antes de fevereiro, não haverá uma definição clara sobre o candidato da base do governo do presidente Lula que irá disputar o governo de Minas.

22 de novembro de 2009

A sucessão só vai esquentar a partir de janeiro

A sucessão presidencial só vai esquentar mesmo a partir de janeiro. Por causa das festas de fim de ano, haverá uma trégua. Os candidatos ficarão mais encolhidos.



A incognita é o PSDB, que ainda não decidiu quem será o candidato, entre os governadores José Serra e Aécio Neves.

O governador mineiro tem pressa e sem uma definição para já ele disputa o Senado. Já José Serra quer a definição para março.

Já a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, está em plena campanha. A estratégia do governo e do PT é promover alianças com outras legendas. O prioritário é amarrar uma aliança com o PMDB, que, por sua vez, está também dividido.

19 de novembro de 2009

O eleitor é o último a saber

A sucessão presidencial e estadual está zerada. Ninguém sabe de nada e o último a saber é o eleitor, aquele que vota, aquele que decide, mas que está à margem do processo. Nem é ouvido, nem é consultado.


As decisões, de um modo geral, são tomadas através de conchavos , envolvendo a participação no governo como se o Estado fosse de propriedade dos partidos políticos.



Pela fragilidade do quadro partidário brasileiro, quem se beneficia com isso é o politico profissional, aquele que tem maior poder de influência junto ao governo, ou que tem muita grana. O eleitor é que se dane.

18 de novembro de 2009

Aécio aglutina mais fora do PSDB

O governador Aécio Neves aglutina mais forças políticas fora do PSDB, que é o seu partido. Tem bom trânsito em partidos como o PSB, PTB, PDT, DEM,PMDB entre outros.

Já no PSDB, o controle do partido, pelo menos por enquanto, está sob o comando do governador de São Paulo, José Serra. Mais pela força ecônomica de São Paulo. Mas um partido, isoladamente, não tem condições de eleger o presidente da República.

É preciso aglutinar outras forças políticas. E é ai que o governador de Minas leva vantagem em relação a José Serra.

Se um presidenciável como Ciro Gomes, do PSB, abre mão de sua candidatura para apoiar Aécio Neves, é a constatação de que o governador mineiro reune melhores condições para aglutinar forças políticas fora do seu partido. Isto ficou demonstrado num encontro de ontem entre o governador e o deputado Ciro Gomes.

17 de novembro de 2009

Aécio discute com Ciro a sucessão presidencial

Há mais tempo, na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado Ciro Gomes admitiu que abriria mão de qualquer postulação para apoiar à presidência da República o governador Aécio Neves.


Hoje, Ciro, filiado ao PSB, é um dos presidenciáveis, embora o presidente Lula queira jogá-lo na disputa pelo governo de São Paulo, com o apoio do PT.


Lula sabe que Ciro na disputa presidencial é uma ameaça à candidata Dilma Rousseff. Por isso mesmo, trabalha para que ele seja candidato ao governo de São Paulo.


Hoje o governador Aécio Neves tem um encontro com o deputado Ciro Gomes. Há muita expectativa sobre esse encontro porque o assunto, inevitavelmente, será mesmo a sucessão presidencial.


Aécio continua fazendo importantes articulações políticas para ser o candidato presidencial dos tucanos na disputa com o governador de São Paulo, José Serra.



Ciro, por sua vez, resiste a pressão do governo e continua mantendo a sua candidatura à presidência da República. Resta saber se os dois vão sair juntos para as próximas eleições. Vai depender muito do avanço das conversas de hoje.

16 de novembro de 2009

Aumento para o Judiciário e Ministério Público

Já chegou a Minas o chamado efeito cascata do reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o que representa mais uma sangria no orçamento do Estado.



Quando o Congresso Nacional aprovou o reajuste para os ministros do STF, já se sabia que o beneficio seria concedido aos magistrados e membros do Ministério Público por causa da vinculação constitucional. É o chamado efeito cascata.



Pois bem. Já existem dois projetos em tramitação na Assembléia Legislativa reajustando os salários dos magistrados mineiros e dos membros do Ministério Público.



O aumento é de 5% retroativo a primeiro de setembro e mais 3,88% a partir de primeiro de fevereiro. O impacto financeiro no Judiciário será de R$ 35 milhões e no Ministério Público em R$ 37,1 milhões.E o funcionalismo? Nada de aumento. A classe vai continuar com os seus salários inteiramente dafasados. Infelizmente.

Aécio interferiu e Nárcio será o presidente do PSDB


Na disputa pela presidência do PSDB mineiro entre os deputados Nárcio Rodrigues e Paulo Abi-Ackel, o primeiro saiu vitorioso. Mas foi preciso uma interferência do governador Aécio Neves para evitar um racha no partido.

Paulo Abi-Ackel, atual presidente, tentava a reeleição e tinha um cabo eleitoral muito forte, que é o secretário de Governo, Danilo de Castro.


Nárcio Rodrigues, que já presidiu o partido, por sua vez, é um político da absoluta confiança do governador Aécio Neves.

Com o seu estilo conciliador, o governador Aécio Neves entrou no processo e o indicado para presidir o PSDB acabou sendo o deputado Nárcio Rodrigues. Paulo Abi-Ackel ficará na vice-presidência. Com isso, o governador conseguiu unir o partido. Já era esperado. A palavra final sempre foi do governador Aécio Neves.

12 de novembro de 2009

Teto salarial sem limite

O Tribunal de Contas da União teria encontrado fortes indícios de que 472 funcionários do Senado estariam recebendo salários acima do teto constitucional, estabelecido atualmente em R$ 25,7 mil.

Não há nenhuma surpresa nisso, porque infelizmente a norma constitucional não vem sendo cumprida, principalmente no Legislativo e no Judiciário. O Conselho Nacional de Justiça tem procurado agir com rigor. Mas nem sempre os Tribunais de Justiça adotam esse mesmo procedimento.

O teto salarial foi estabelecido para colocar um basta nos altos salários na área do serviço público. Mas é pura utopia dizer que o problema foi resolvido. Pelo contrário, o teto está sempre para cima, ou melhor, sem limite, quando é reajustado o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Até quando vai perdurar essa anomalia? É quase certo que ela vai continuar existindo.

11 de novembro de 2009

Serra não aglutina forças políticas

O grande problema do tucano José Serra é não aglutinar forças políticas em torno de sua postulação à presîdência da República. O seu relacionamento partidário é muito formal. Não abre o jogo. Quer esticar para março a sua definição de ser ou não candidato à sucessão do presidente Lula, se esquecendo que dentro do seu partido existe um outro candidato, que é o governador Aécio Neves, que tem pressa numa definição, ou seja, para já ou até dezembro.

Se a definição não sair, Aécio tira o time e vai concorrer ao Senado. Com isso, o partido fica rachado e muito distanciado do Planalto. O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff vão bater palmas.

Aécio, ao contrário de José Serra, tem sido um aglutinador de forças políticas. Em Minas, ele tem o apoio da maioria dos partidos. Na oposição mesmo a seu governo só o PT. Mas é uma oposição frouxa.

No plano nacional, o governador de Minas tem bom trânsito partidário, até mesmo como partidos que fazem parte da base de sustetação política do governo Lula. Já agendou um encontro com outro presidenciável, Ciro Gomes, do PSB.

Enquanto isso, o governador de São Paulo continua segurando uma decisão do seu partido sobre o candidato presidencial. O bom político é aquele que cheira o sentimento do povo. José Serra, com certeza, não está dentro dessa linha. Pelo menos em termos partidário.

10 de novembro de 2009

Disputa dentro do partido é problemática

A disputa interna dentro de um mesmo partido é mais problemática do que enfrentar um adversário fora da legenda. Deixa sempre uma sequela.

Temos vários explemplos. Ribeiro Pena liderou uma dissidência dentro do PSD contra o candidato Tancredo Neves e acabou dando a vitória a Magalhães Pinto ao governo de Minas.

No PDS, houve um racha no partido na disputa pelo governo entre Murilo Badaró e Eliseu Resende. Este ganhou a convenção mas perdeu a eleição para Tancredo Neves.

Agora, estão na disputa presidencial os governadores tucanos Aécio Neves e José Serra. O governador de Minas acaba de declarar que espera por uma definição do seu partido até dezembro. Se ela não vier, o seu destino será mesmo o Senado.

A previsão é de um racha entre os tucanos, o que facilitaria a eleição da ministra Dilma Rousseff, que é a candidata do presidente Lula.

Aécio como candidato ao Senado soma mais votos para Dilma em Minas, o que não ocorrerá se o governador for o candidato à presidencial da República.

8 de novembro de 2009

Problemas regionais podem inviabilizar aliança PMDB-PT

O presidente Lula joga pesado pela formalização em nível nacional de uma aliança PMDB-PT para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff.

Mas problemas regionais são obstáculos à concretização dessa aliança. As maiores dificuldades estão localizadas em Estados importantes como São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros.

No principal colégio eleitoral do Páis, que é São Paulo, o ex-governador peemedebista Orestes Qúercia defende uma aliança com o taucano José Serra.

Em Minas Gerais, o maior problema se refere ao fato de o PT ter dois candidatos ao governo do Estado - Patrus Ananias e Fernando Pimentel - e o PT estar também na disputa com o pré-candidato Hélio Costa.

O ministro peemedebista Nelson Jobim, que sempre fez política no Rio Grande do Sul, já admitiu dificuldades na formação de uma aliança PMDB-PT.

Por aí se vez que a política de alianças só vai avançar depois de definidas as candidaturas presidenciais. Os tucanos continuam divididos entre os governadores Aécio Neves e José Serra.

5 de novembro de 2009

A disputa pelo Senado em Minas

Em Minas a disputa pelo Senado está presa também à sucessão presidencial e estadual. Se o governador Aécio Neves não for o candidato à presidência da República pelo PSDB, ele concorre ao Senado com vaga garantida.



E como ficaria o senador tucano Eduardo Azeredo? Ele vai tentar a reeleição? Tudo indica que ele vai tentar a Câmara dos Deputados.



Situação também um pouco complicada é a do ministro peemedebista Hélio Costa. Ele postula o governo de Minas, mas, provavelmente, não enfrentaria um candidato indicado pelo presidente Lula.



Se não entrar na disputa pelo governo do Estado, Hélio Costa tentaria a reeleição ao Senado. Neste caso, o PT, provavelmente, não indicaria candidato. Concorreria ao governo de Minas com Patrus Ananias ou Fernando Pimentel.



Mas se Hélio Costa for mesmo candidato ao governo, o PT indicaria o candidato ao Senado, Patrus Ananias ou Fernando Pimentel.



Por aí se vê que a disputa pelo Senado está presa também à sucessão presidencial e estadual.

4 de novembro de 2009

A sucessão mineira continua zerada

Não há nenhum fato novo em relação à sucessão mineira. Ela está zerada, ou melhor, está presa à sucessão presidencial.

Na realidade, só existe um nome certo que irá disputar o governo de Minas, que é o vice-governador Antônio Anastasia. É o candidato do governador Aécio Neves. Mas se Anastasia não decolar, Aécio pode indicar um outro nome. Mas ninguém acredita que isso possa ocorrer.

Os demais postulantes - o peemedebista Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel - dependem do posicionamento claro do presidente Lula. Se for formalizada uma aliança em nivel nacional PMDB-PT, o ministro Hélio Costa fica muito fortalecido como candidato da base do governo do presidente Lula.

Mas o PT mineiro continua firme na sua proposta de candidato próprio entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Para o presidente Lula, o prioritário é a eleição da ministra Dilma Rousseff, o que significa que a sucessão mineira está realmente presa à eleição presidencial.

3 de novembro de 2009

A indefinição dos tucanos vai até quando?

A indefinição dos tucanos na indicação do candidato presidencial entre os governadores Aécio Neves e José Serra vai até quando?

Aécio quer uma definição para já, janeiro ou fevereiro. Serra, por sua vez, que esticá-la até março.

O problema todo é que nenhum deles abre mão de ser o cabeça de chapa na sucessão presidencial. Difícil, portanto, uma solução consensual.

O equilíbrio de forças entre Aécio e Serra é que está dificultando um entendimento entre os dois. Serra, no maior colégio eleitoral do País, que é São Paulo, é muito forte, o mesmo ocorre com Aécio em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

Até quando vai perdurar essa indefinição? Aécio espera que seja dezembro ou janeiro, enquanto Serra que esticar mais um pouco, em março.

Sem um entendimento entre Aécio e Serra o partido racha e os tucanos ficam mais distantes do Planalto.

31 de outubro de 2009

Aécio soma mais para Dilma disputando o Senado

Há muita especulação sobre um possível "acordão" para a eleição presidencial e sucessão mineira, envolvendo os principais partidos e o Planalto.

Pelo suposto "acordão", o ministro Hélio Costa seria o candidato ao governo de Minas, Aécio Neves concorreria ao Senado, juntamente com o ministro Patrus Ananias, e o ex-prefeito Fernando Pimentel seria um dos principais cordenadores da campanha da presidenciável Dilma Rousseff.

O varejo, como a vice-governança, participação no ministério e no secretariado, seria discutido depois.

Esse suposto "acordão" só existe na imaginação de quem trata a política apenas sob o ponto de vista pragmático.

Há uma certa racionalidade de que isso possa ocorrer nas próximas eleições, mas não através de um "acordão". José Serra como candidato dos tucanos na sucessão presidencial obrigaria Aécio Neves a concorrer ao Senado.

A outra vaga ficaria com o ministro Patrus Ananias, do PT, que abriria mão de disputar o governo do Estado dentro de uma orientação do Planalto.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel seria um dos coordenadores da campanha da candidata do Planalto e, em caso de sua eleição ,Pimentel teria um lugar garantido no ministério.

Hélio Costa seria o candidato do governo dentro de uma aliança nacional PMDB-PT. Na avaliação de alguns petistas, o governador Aécio Neves disputando o Senado somaria mais votos para Dilma em Minas, o que não ocorrerá se ele for o candidato presidencial dos tucanos.

O que não existe dentro da racionalidade política é um "acordão", envolvendo o presidente Lula, o governador Aécio Neves, o ministro Hélio Costa, o ministro Patrus Ananias, o ex-prefeito Fernando Pimentel e os seus respectivos partidos.


Mas é bom lembrar que em política, tudo é possível quando está em jogo o poder.

29 de outubro de 2009

Indefinição dos tucanos preocupa o governo

A indefinição do PSDB na indicação do seu candidato à presidência da República entre os governadores Aécio Neves e José Serra preocupa também o governo.

Sem saber quem será o adversário da presidenciável Dilma Rousseff, o governo ainda não tem uma estratégia de campanha, preferindo aguardar a definição dos tucanos.

O presidente Lula sabe que se o candidato do PSDB for José Serra a investida maior será sobre São Paulo. A estratégia do governo seria a indicação do deputado Ciro Gomes para concorrer ao governo daquele Estado com o apoio do PT.

Mas se os tucanos optarem pela indicação do governador Aécio Neves como seu candidato presidencial, a estratégia do governo é outra. Vai ter que investir mais em Minas. Só que a base do governo do presidente Lula tem três candidatos ao governo do Estado: os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel e o peemedebista Hélio Costa.

Qual dos três somaria mais para a candidata Dilma Rousseff? Para o governo,somaria mais o governador Aécio Neves disputando o Senado. O fato é que a indefinição dos tucanos na indicação do seu candidato presidencial preocupa realmente o governo.

27 de outubro de 2009

Hélio Costa pode perder novamente

O ministro Hélio Costa poderia ter sido eleito governador de Minas ainda no primeiro tuno na disputa com o hoje senador Eduardo Azeredo.



Cometeu muitos equívocos e acabou perdendo a eleição no segundo turno. Dizem, na época, que ele chutou alguns computadores ao saber que não conseguiu se eleger no primeiro turno. Depois se recuperou na eleição para o Senado.



Neste momento, o ministro tem todas as condições eleitorais de ser o futuro governador de Minas. É o líder nas pesquisas. Mas para isso, terá que manter o seu partido, o PMDB, unido. Mas não está.



A disputa pelo comando do partido no Estado rachou a legenda. Ele fez a opção pelo deputado federal Antônio Andrade. Uma boa opção ,mas não para um candidato que precisa do apoio do outro grupo, no caso, daquele que sustenta a candidatura do deputado estadual Adalclever Lopes.



A sua isenção no processo sucessório seria o caminho natural de quem aspira chegar ao governo de Minas com um partido unido.



Mas se as pesquisas continuarem mostrando que ministro é a melhor opção para o governo de Minas, ele vai conseguir unir as principais forças políticas do Estado pelo pragmatismo.

Os grandes partidos em Minas estão rachados

Os grandes partidos em Minas - PSDB, PMDB e PT - estão rachados na disputa pelo comando da legenda no Estado.

No PSDB, são três os postulantes: os deputados federais Paulo Abi-Ackel e Nárcio Rodrigues e o estadual Domingos Sávio.

Paulo Abi-Ackel vai tentar a reeleição, com o apoio do homem forte do governo, que é o secretário Danilo de Castro.

Nárcio Rodrigues já foi presidente do partido e é pessoa da confiança do governador Aécio Neves. Já o deputado Domingos Sávio tem o apoio da maioria da bancada estadual do seu partido.

Só uma interferência do governador Aécio Neves será capaz de manter a unidade do partido no Estado. Mas há quem diga que ele não pretende entrar no processo.

O PMDB está dividido também entre os candidatos Antônio Andrade e Adalclever Lopes. O primeiro é apoiado pelo ministro Hélio Costa, enquanto Adalclever tem o aval do ex-governador Newton Cardoso.

O PT está também rachado na disputa pelo comando do partido em Minas. O acirramento é mais pela disputa pelo governo do Estado entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

O deputado Reginaldo Lopes é o atual presidente e vai tentar a reeleição com o apoio do grupo de Fernando Pimentel. Já o grupo do ministro Patrus Ananias está apoiando o candidato Gleber Neimer. Por aí se vê que a unidade só é possível nos pequenos partidos, ou seja, nas minorias.

26 de outubro de 2009

Nada de prévias para a indicação de candidato

É quase certo que o PSDB não vai realizar prévias para a indicação de seu candidato à presidência da República entre os governadores José Serra e Aécio Neves.

Mas a indicação por consenso está difícil porque nem Aécio nem Serra abrem mão de ser o cabeça de chapa.

Havendo o impasse, o partido vai para o racha. Aécio quer uma definição até janeiro, enquanto Serra quer esperar mais um pouco, em março. É bem provavél que a definiçao ocorra em fevereiro.

No caso do PT, o presidente Lula foi mais esperto. Para evitar a disputa dentro do partido, ele antecipou a indicação da ministra Dilma Rousseff.

Lula não quer saber também de prévias no PT mineiro para a indicação do candidato do partido ao governo do Estado entre o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel. Quer dizer: a decisão virá de cima para baixo, ou melhor, virá de Brasília. Ninguém tem dúvida disso.

24 de outubro de 2009

PT vai insistir na candidatura própria

Os dirigentes do PT mineiro vão insistir na candidatura própria ao governo do Estado, tendo como pré-candidatos o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.


Se fosse apenas um pré-candidato, o partido estaria mais fortalecido em sua postulação. Mas com dois pré-candidatos, a legenda fica racha e enfraquecida.


Mas a sucessão estadual dentro do PT está nas mãos do presidente Lula. E êle, em última instância, que vai decidir. Pode ser que a sua opção seja por um outro candidato da base do governo. Neste caso, o preferido poderá ser o ministro Hélio Costa, do PMDB.

Só que o presidente Lula só irá decidir sobre a sucessão mineira dentro do seu partido depois que resolver todos os problemas da sucessão presidencial. Para ele, o prioritário é a eleição da ministra Dilma Rousseff.

21 de outubro de 2009

Como seria o pré-acordo PMDB-PT mineiro?

No plano nacional, já houve um pré-acordo PMDB-PT para apoiar a candidata Dilma Rousseff na sucessão presidencial do ano que vem. A vice ficaria com os peemedebistas e o preferido é o atual presidente do partido e da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

Mas a candidata Dilma Rousseff não leva todo o PMDB. Há resistências em alguns diretórios regonais como os de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, entre outros.

No caso de Minas Gerais, como seria esse pré-acordo PMDB-PT? Na Assembleia Legislastiva já existe um bloco parlamentar do qual participam o PMDB-PT e o PC do B.

Só que os peemedebistas mineiros estão divididos na disputa pelo comando do partido no Estado entre os deputados Antônio Andrade e Adalclever. O primeiro é apoiado pelo ministro Hélio Costa, enquanto Adalclever foi lançado pelo ex-governador Newton Cardoso.



O grupo do PMDB do ministro Hélio Costa mantem um bom relacionamento com o governador Aécio Neves, enquanto a facção de Newton Cardoso quer distanciamento. Será difícil, portanto, manter a unidade do PMDB mineiro, quer na sucessão presidencial, quer ao governo de Minas.

Hélio Costa já não é mais unanimidade no PMDB

Como postulante ao governo de Minas em 2010, o ministro Hélio Costa, das Comunicações, já não é mais unanimidade no PMDB.

A sua participação no processo sucessório pelo comando do partido no Estado com duas candidaturas postas pode deixar algumas sequelas. É que o ministro entre os candidatos Antônio Andrade e Adalclever Lopes optou pelo primeiro, irritando assim o grupo que apoia Adalclever.

O grito da discordância partiu do líder da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa e vice-lider do bloco PMDB-PT, deputado Vanderlei Miranda, que acusou o ministro de estar promovendo o racha no partido ao optar pelo candidato Antônio Andrade, já que o partido tem outro candidato, que é o deputado estadual Adalclever.

A previsão é de um racha dentro do partido, o que pode afetar a candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas no ano que vem.

19 de outubro de 2009

A situação do PT mineiro

É complicada a situação do PT mineiro tendo em vista que existem duas candidaturas fortes ao governo de Minas: a do ministro Patrus Ananias e a do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.



Para complicar ainda mais o quadro dentro do PT, existe uma outra candidatura ao governo do Estado, que é a do ministro peemedebista Hélio Costa. O presidente Lula, em nível nacional, quer uma aliança com o PMDB para fortalecer a candidata Dilma Roussefff.



Neste caso, teria que sacrificar a candidatura petista ao governo de Minas, optando por um candidato peemedebista,que seria a de Hélio Costa.



O problema todo é administrar todos esses conflitos de interesses individuais e partidários.

Lula, por ter o poder nas mãos e ser um grande negociador, deve indicar o candidato. O fato é que a situação do PT mineiro é complicada, como é complicada também a situação do PSDB,em nível nacional, para a indicação do candidato do partido à presidência da República entre os governadores José Serra e Aécio Neves.

Candidato tucano sairá entre janeiro e março

No encontro do PSDB em Goiânia, os governadores Aécio Neves e José Serra defenderam a unidade do partido na sucessão presidencial.

Aécio acredita que a indicação poderá ocorrer em janeiro, enquanto Serra, mais reservado, preferiu não fazer previsão. Mas ele espera que a decisão ocorra em março.

Já o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, ainda trabalha p0r uma solução consensual, ou melhor, por um entendimento entre Aécio e Serra. Se não for possível, a decisão será pelas prévias do partido.

Por aí se vê que os tucanos continuam tratando da sucessão presidencial em banho-maria, ao contrário da candidata do Planalto, Dilma Rousseff, que já colocou o pé na rua.

17 de outubro de 2009

Ninguém que abrir o jogo sucessório

Na sucessão presidencial, ninguém quer abrir o jogo. Nem o presidente Lula, nem a cúpula do PSDB. Lula avançou mais ao antecipar a indicação da ministra Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão.

Mas ele ainda tem problemas. Precisa formalizar a aliança com o PMDB e encontrar uma solução para Ciro Gomes, que postula também à presidência da República.

Os tucanos, por sua vez, ainda não sabem quem será o candidato entre os governadores José Serra e Aécio Neves.

O PSDB sabe que o governo não leva todo o PMDB. Pelo menos uma fatia do partido fica com o candidato tucano, Serra ou Aécio. Espera por isso mesmo por uma definição por parte do governo e da cúpula peemedebista.

Pesam também os problemas regionais. No caso de Minas Gerais, são três os postulantes ao governo do Estado pela base de sustentação política do presidente Lula: Hélio Costa, do PMDB, e Patrus Ananias e Fernando Pimentel, do PT.

Apesar da movimentação desses três candidatos, já se sabe que a decisão será do presidente Lula. A situação mais tranquila e a do governador Aécio Neves que já sinalizou como seu candidato o atual vice-governador Antonio Anastasia. Mas Aécio tem pressa numa definição sobre a sucessão presidencial. Tudo indica que sairá em março, já muito tarde.

Se Aécio não for candidato à presidência da República, ele disputa o Senado com cadeira já assegurada, podendo presidir aquela Casa caso José Serra seja eleito o sucessor de Lula. Mas o quadro sucessório ainda está muito nebuloso, porque ninguém quer abrir o jogo.

16 de outubro de 2009

Aliança PMDB-PT racha os peemedebistas



A tendência do PMDB é formar uma aliança com o PT em nivel nacional para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff. E o presidente Lula trabalha com esse objetivo, oferecendo a vice para os peemedebistas.


O nome cogitado seria o presidente do partido e presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

Só que o governo não leva todo o PMDB. O partido está rachado. Ha resistências nos diretórios regionais de São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Rio Grande do Sul.


O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, já anunciou que vai tentar inviabilizar essa aliança. Nesses Estados, o PMDB quer apoiar o governador José Serra como candidato à presidência da República.


Em Minas, o PMDB não ficaria contra essa aliança. Mas é bom lembrar que o governador Aécio Neves tem grande influência dentro do partido.








15 de outubro de 2009

Secretários-candidatos não farão seus sucessores


Todos os secretários de Estado que vão disputar as próximas eleições deverão deixar os seus cargos, possivelmente antes do prazo da desincompatibilização.

É uma orientação do governador Aécio Neves para evitar a influência do poder público no processo eleitoral. Ele está certo.

Nenhum dos secretários-candidatos terá força para fazer o seu sucessor. Será uma escolha pessoal do governador. Os parlamentares que vão tentar a reeleição aplaudem a decisão de Aécio.

E os secretários que não vão disputar as eleições e que têm parentes que são candidatos? Provavelmente, eles permanecerão nos seus cargos. É o caso do secretário de Governo, Danilo de Castro (foto), cujo filho, Rodrigo de Castro, é candidato à reeleição à Câmara dos Deputados.

13 de outubro de 2009

Um Brasil real ou um Brasil da midia?

Ninguém tem dúvida de que o governo tem o controle da mídia. E não é só a mídia. É também a atividade econômica. Os números apresentados nem sempre refletem a realidade.

Recentemente, um coleguinha entrevistou um técnico da área da agricultura de Minas Gerais sobre a super-safra de grãos que o governo estava anunciando.

O técnico não acreditou nos números e disse que o governo estava incluindo os números da safra anterior e incluido a segunda safra que não havia sido plantada.

Essa entrevista me fez lembrar o IBGE que há mais tempo apresentou uma estatística sobre problema sociais que não foi do agrado do governo. O IBGE ficou proibido de fazer qualquer divulgação sem passar pela cúpula do governo.

A partir dai, o resultado das pesquisas mudou um pouco. Pelo menos, a metodologia mudou. O resultado das pesquisas passou a ser mais favorável ao governo.

Falam muito agora em novos empregos com carteira assinada,mas não divulgam os que foram demitidos também com carteira assinada.

Diante de todos esses fatos, indagamos:
Estamos vivendo um Brasil real ou um Brasil da mídia?

A definição dos tucanos fica para março

O governador de São Paulo, José Serra, disse recentemente, que só em março decidirá se será candidato à presidência da República no ano que vem.

A sua declaração coincide agora com a decisão do PSDB de que só em março definirá sobre a sucessão presidencial entre os candidatos José Serra e Aécio Neves.

A impressão que se tem é de que o partido dificilmente realizará prévias para a escolha do candidato. A tendência é um entendimento entre os governadores de São Paulo e de Minas. Obviamente, um deles terá que abrir mão de ser o cabeça de chapa.

Mas ninguém tem dúvida de que só a união de Aécio e Serra será possível o PSDB voltar ao Planalto.

9 de outubro de 2009

Judiciário dando mau exemplo

Recentemente, o Senado aprovou um projeto de lei reajustando em 9% os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, provocando uma verdadeira sangria no orçamento da União e dos Estados por causa do chamado efeito cascata.

Agora, os presidentes de tribunais superiores estão propondo um aumento salarial de 80% para os servidores do Judiciário. A proposta fala num reajuste de 15%. Só que o projeto fala em mudança de cálculo da Gratificação Judiciária.

A gratificação é de 50% e seria elevada para 135% caso o projeto seja aprovado. E os aposentados do INSS? Eles estão lutando há muito tempo por um reajuste compatível com a dignidade humana. Mas nada de sair aumento.

E o governo, que não para de aumentar as despesas, está querendo agora reter um pouco a restituição do Imposto de Renda para compensar gastos. Um verdadeiro absurso que atingirá em cheio a classe média.

8 de outubro de 2009

A vulnerabilidade dos concursos públicos.

A Polícia Federal concluiu que o vazamento das provas do Enem foi cometido por amadores e que houve falhas graves das empresas responsáveis.

Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, criticou as limitações da lei de licitações, que obrigam o poder público a contratar a empresa sem levar em conta a experiência.


Na opinião do ministro, a licitação não é o melhor instrumento para contratar os serviços de uma empresa. Deveria levar em conta a experiência.

O que ocorreu com o vazamento das provas do Enem pode ocorrer também na realização de concursos públicos que são feitos por empresas contratadas pelos orgãos públicos.

Inúmeros concursos públicos foram anulados ou estão sendo investigados por vazamento de provas e outras coisas mais.

Há mais tempo foi realizado um concurso público em Minas em que o primeiro classificado era filho do presidente do orgão e o segundo colocado, filho d0 vice-presidente. Muita coincidência.

Só que o concurso não foi anulado por falta de provas. Tudo isso mostra a vulnerabilidade dos concursos públicos. É preciso, portanto, mais rigor na fiscalização. A partir de agora ficaremos mais atento aos concursos para provimento de cargos no serviço público.

7 de outubro de 2009

Briga no ninho tucano

Há uma briga surda no ninho tucano entre o secretário de Governo, Danilo de Castro, e o deputado federal Nárcio Rodrigues. Ambos são da absoluta confiança do governador Aécio Neves.

A briga se refere ao comando do PSDB mineiro. Danilo, nos bastidores, trabalha pela reeleição do presidente Paulo Abi-Ackel, enquanto Nárcio Rodrigues quer voltar a presidir o partido em Minas.

Cada um, obviamente, está qurendo mais espaço no governo. Mas a decisão final será do governador Aécio Neves.

6 de outubro de 2009

Incerteza em relação às prévias do PSDB

São poucos os tucanos que acreditam na realização das prévias para a indicação do candidato do PSDB à presidência da República entre os governadores de Minas, Aécio Neves, e o de São Paulo, José Serra.

O grupo de São Paulo é contra sob a alegação de que as prévias racham o partido. Mas o governador Aécio Neves não pensa assim e continua lutando para que elas sejam realizadas em principio do ano que vem.

De fato, toda disputa, de um modo geral, deixa sempre uma sequela. Mas Aécio e Serra estão afinados em termos de unidade partidária. Eles sabem que só unidos será possivel o PSDB voltar ao Planalto.

Um deles, no entanto, terá que abrir mão de ser o cabeça de chapa. O grupo de São Paulo quer Serra como cabeça de chapa, tendo Aécio como vice. Mas o governador de Minas descarta qualquer possibilidade de chapa "puro-sangue". O impasse está criado.

5 de outubro de 2009

A candidatura de Ciro Gomes é para bater no Serra

A candidatura de Ciro Gomes à presidência da República ou ao governo de São Paulo é para bater forte no tucano José Serra. Essa seria a estratégia do presidente Lula para tirar votos do governador tucano, beneficiando assim a candidata Dilma Rousseff.

Lula é um bom estrategista político e coloca em prática o muito que aprendeu como sindicalista. Pode dar aula para muitos cientistas políticos.

Ao antecipar a indicação de Dilma Rousseff como candidatura à sua sucessão, Lula evitou a disputa presidencial dentro do seu próprio partido, o PT. Com isso, o partido se uniu em torno da candidata indicada por ele.

Resta saber se Ciro Gomes, com seu estilo agressivo, tem condições e credibilidade para tirar votos de José Serra. No Ceará, não temos dúvida de que Ciro tiraria votos do governador de São Paulo.

3 de outubro de 2009

Lula em lua de mel

A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olimpicos 2016 deixou o presidente Lula em lua mel. Ele foi a principal figura da mídia. Deitou e rolou. Realmente, para o Brasil é muito importante sediar os Jogos Olimpicos 2016.

Alguns cronistas esportivos, no entanto, exageram na dose em elogios ao presidente Lula. Algumas emissoras cederam todo o seu espaço para exaltar a escolha do Rio de Janeiro.

O presidente Lula, que não é bobo, explorou bem o acontecimento e ficou bem com o povão.

30 de setembro de 2009

Laboratório de casuismos

A Assembléia Legislativa de Minas, em algumas ocasiões, tem se transformado num laboratório de casuismos para beneficiar determinadas categorias de servidores, inclusive da Casa, afrontando a norma constitucional.

Antes da Constituição de 88 quando o Legislativo ainda funcionava na rua Tamoios, os casuismos já existiam. Com a construção da nova sede, no bairro Santo Agostinho, pouca coisa mudou. Muitas propostas foram aprovadas, aumentando salários e efetivando servidores sem concurso público.

Em 1986, todo o pessoal quadro suplementar foi efetivado, o mesmo ocorreu em 1990 com servidores da função pública. No ano passado, houve mais uma efetivação: a dos servidores designados da Educação.

Agora está em tramitação na Assembléia Legislativa um projeto de lei, de iniciativa do Executivo, reconhecendo um concurso interno do DER e do IPSEMG para efetivar servidores.

Medida justa. Só que a Assembléia, no caso de um grupo de servidores comissionados admitidos entre os anos de 86 e 90, está sem solução. Podem, por isso mesmo, perder o emprego sem qualquer direito, depois de prestarem serviços à Casa por mais de 20 anos.

O curioso é que tem servidor que foi efetivado debaixo do pano falando em concurso público. São os falsos moralistas. Voltaremos ao assunto oportunamente.

A filiação de Meirelles ao PMDB

A filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB, é sintoma de que os peemedebistas, em nível nacional, vão para uma aliança formal com o PT na sucessão presidencial de 2010.

Meirelles pode ser até o vice de Dilma Rousseff se ele não disputar o Senado por Goiás. Resta saber se Meirelles na chapa da Dilma representaria o pensamento das base do PMDB. Pode até não representar. Mas ele dará muita credibilidade à candidatura da ministra Dilma Rousseff perante o empresariado brasileiro, a exemplo de José Alencar como vice do presidente Lula.

O desejo do presidente Lula é que Meirelles continue presidindo o Banco Central até o prazo da desincompatibilização, ou seja, até março do ano que vem. Até lá haverá muita especulação sobre o futuro político do presidente do Banco Central.

29 de setembro de 2009

Aécio e Serra ainda não fizeram o acerto

Os governadores de Minas, Aécio Neves, e o de São Paulo, José Serra, ainda não fizeram o acerto em relação à sucessão presidencial de 2010. Ambos são pré-candidatos à presidência da República por um mesmo partido, o PSDB.

Um deles, Aécio ou Serra, terá que ceder, ou seja, abrir mão de ser o cabeça de chapa. O grupo de São Paulo quer Serra como cabeça de chapa e Aecio como vice. Mas chapa "puro-sangue é descartada pelo governador mineiro. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também é contra.

Aécio continua defendendo a realização das prévias para a indicação do candidato e sugere até que elas sejam realizadas em dezembro deste ano ou em janeiro. Mas os aliados de Serra são contra.

Sem um entendimento entre Serra e Aécio, o partido vai para o racha. Os tucanos só têm condições de voltar ao Planalto unidos. E essa união implica num acerto entre Aécio e Serra, o que não foi concretizado até agora.

28 de setembro de 2009

Sucessão mineira:o cenário é de indefinição

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, se lançou como candidato ao governo de Minas em 2010. Mas o cenário dentro do seu próprio partido, o PT, é nebuloso, mesmo porque existe um outro candidato, que é o ministro Patrus Ananias. Além disso, quem vai decidir em última instância, será mesmo o presidente Lula.

O PMDB tem como seu candidato o ministro Hélio Costa, mas o partido está dividido na disputa pelo comando da legenda. Há quem diga que o ministro não concorreria com um candidato indicado pelo presidente Lula. Conclusão: Hélio Costa ainda é uma incognita como postulante ao governo de Minas.

Já o PSDB está convencido de que o candidato do governador Aécio Neves será mesmo o vice-governador Antônio Anastasia. Se ele não decolocar, estaria em disponibilidade o ex-presidente Itatamar Franco. Por aí se vê que o cenário ainda é de indefinição em relação à sucessão mineira.

26 de setembro de 2009

Bloco PMDB-PT ja nasce rachado

Se for criado na Assembléia Legislativa o bloco parlamentar PMDB-PT, ele já nasce rachado, porque os dois partidos estão divididos na disputa pelo comando da legenda em Minas.

No PT são cinco os postulantes à presidência do partido e no PMDB a briga é entre os deputados Antônio Andrade e Adalclever Lopes.

Mas o objetivo desse bloco é outro: fazer oposição ao governo de Aécio Neves no Legislativo. Mas nem todos os deputados do PMDB e do PT estão dispostos a adotar essa postura. Alguns deles têm até ligações afetivas com o governador. Não vão, portanto, se opor às suas ações.

O bloco só terá um bom desempenho se os dois partidos se unirem através de uma aliança formal na sucessão presidencial e estadual. Por enquanto, não há uma definição sobre os rumos desses dois partidos nas próximas eleições.

24 de setembro de 2009

Teto salarial sempre para cima

O teto salarial foi instituido para acabar com os marajás do serviço público. Mas não acabou. Pelo contrário, ele continua sendo reajustado constantemente, provocando assim uma verdadeira sangria no caixa dos governos.

Com o aumento de quase 9% para os ministros do Supremo Tribunal Federal, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o teto salarial é elevado de R$ 24.500 para R$ 26.723,13.

O mais grave é o chamado efeito cascata do reajuste., já que ele é estendido aos magistrados de todo o País. Por causa da vinculação constitucional, os magistrados nos Estados terão também seus salários reajustados.

De acordo com o projeto,os ministros do STF terão um aumento de 5% a ser pago na folha deste mês e mais 3,88% em fevereiro do ano que vem.

Foi aprovado também, na mesma proporção, aumento para os integrantes do Ministério Público Federal.

Mas não fica so nisso. Os parlamentares querem a equiparação de seus salários com os dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Se isto ocorrer, ai, sim, haverá aumentos constantes. Um verdadeiro absurdo.

23 de setembro de 2009

O vice da Dilma pode sair do PMDB

O PMDB como um possível aliado do PT na sucessão presidencial quer uma definição rápida sobre o vice da candidata Dilma Rousseff. Os peemedebistas temem perder a vice para uma outra legenda. Só que o partido está um pouco dividido. O grupo que é majoritário dentro do partido, pragmático, está mais próximo do governo. Já o outro grupo tem maior identidade com o candidato tucano José Serra.

O problema todo é que a candidata Dilma Rousseff ainda não decolou. Segundo a última pesquisa, ela está empatada tecnicamente com um outro presidenciável, Ciro Gomes, enquanto o tucano José Serra está bem na frente.

O vice da Dilma tem outras implicações. Envolve a sucessão nos Estados, além de outros arranjos partidários. Não vai ser fácil uma definição consensual.

22 de setembro de 2009

Filiação e perda de mandato

Termina no próximo dia dois o prazo de filiação partidária para quem deseja disputar as eleições do ano que vem. O troca-troca partidário não é grande, principalmente entre deputados federais e estaduais. Eles, de um modo geral, estão respeitando a decisão da Justiça Eleitoral, que determina a perda do mandato de quem mudar de legenda.

Há mais tempo circulou a notícia de que o governador Aécio Neves poderia trocar o PSDB por um outro partido para disputar a presidência da República. Na mesma época, Aécio desmentiu, dizendo que permaneceria no PSDB.

Consequentemente, o governador será candidato à presidência da República ou ao Senado pelo seu partido, o PSDB. A única filiação importante ocorrida em Minas foi a do ex-presidente da República Itamar Franco. Ele filiou-se ao PPS, mas não se sabe qual será o seu verdadeiro papel no processo sucessório mineiro. É uma incognita.

21 de setembro de 2009

Aécio acredita na unidade dos tucanos

Com prévias ou não, o governador Aécio Neves acredita na unidade dos tucanos na sucessão presidencial de 2010. Não importa que seja ele ou José Serra o candidato. O importante é manter o partido unido.

Neste momento, o governador de Minas trabalha pela realização das prévias e não tem dúvida de que elas serão realizadas em janeiro para a escolha do candidato.

E o que pensa o governador José Serra? Embora esteja na frente nas pesquisas, ele ainda não disse oficialmente que será candidato. Não se manifestou também publicamente sobre a realização das prévias. O seu grupo é contra e dificilmente elas serão realizadas.

Uma indicação por consenso está difícil, porque nem Aécio nem Serra abrem mão de ser o cabeça de chapa. Até quando vai perdurar esse quadro de indefinição? Ninguém sabe.

20 de setembro de 2009

A tendência agora é a radicalização

A estratégia dos tucanos a partir de agora é bater forte no presidente Lula. E é bom que se diga que o presidente Lula não gosta de apanhar. Reage sempre, ou melhor, apela, em muitos casos. É do seu estilo, principalmente estando bem nas pesquisas, como agora.

Ao ser vaiado por grevistas dos Correios, Lula reagiu com muito nervosismo. A televisão mostrou isso. Mas como presidente, ele precisa ter uma postura de chefe de governo e não como de um cidadão comum, ou de um dirigente partidário. A sua responsabilidade é maior.

A impressão que se tem é que vamos ter uma campanha eleitoral presidencial muito radicalizada. Lula reagindo a qualquer ataque em defesa do seu governo e de sua candidata Dilma Rousseff.

Os tucanos, por sua vez, vão bater forte no presidente Lula para atingir o alvo principal, que é a candidata Dilma Rousseff.

Afinal, o que está em jogo é o poder. A tendência, portanto, será a radicalização.

17 de setembro de 2009

Lula e Aécio vão decidir sobre os candidatos em Minas

O presidente Lula e o governador Aécio Neves vão indicar os candidatos de seus partidos ao governo de Minas em 2010, segundo garantem algumas lideranças partidárias.


Da base do governo Lula, são três os postulantes: o peemedebista Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel. Um deles será o candidato, com uma forte tendência para o ministro Hélio Costa, já que o governo quer atrair o PMDB no apoio à candidata presidencial Dilma Rousseff.


Do lado do governador Aécio Neves, tudo indica que o candidato poderá ser o vice-governador Antônio Anastasia. Ele está sendo trabalhado para isso.




Mas se Anastasia ficar anestesiado na decolagem, a opção do governador pode ser o ex-presidente da República Itamar Franco, que, por sinal, aparece bem nas pesquisas.



Não foi à toa que Aécio fez festa para Itamar na sua filiação ao PPS, além de prestigiá-lo como orador oficial da entrega das medalhas JK em Diamanatina.



É até salutar a movimentação dos partidos políticos em relação à sucessão mineira. Mas ninguém tem duvida de que a decisão final sobre os candidatos será do presidente Lula e do governador Aécio Neves.

16 de setembro de 2009

Hélio Costa não quer radicalizar a disputa








Na disputa pelo comando do PMDB mineiro, o ministro Hélio Costa está apoiando o candidato Antônio Andrade, que concorre com o deputado estadual Adalclever Lopes.


Por ter o apoio dos dois grupos como candidato ao governo de Minas em 2010, o ministro não quer radicalizar a disputa. Nem disse publicamente que o seu candidato é o deputado federal Antônio Andrade. Mas vai chegar o momento em que ele terá que arregaçar as mangas a favor do seu candidato.


A partir dai, sim, a disputa entre Andrade e Adalclever fica radicalizada. O primeiro apoiado pelo ministro e o segundo com o respaldo do ex-governador Newton Cardoso. O racha, portanto, será inevitável.

15 de setembro de 2009

Itamar pode ser o candidato de Aécio ao governo de Minas?


O ex-presidente da República Itamar Franco pode ser o candidato do governador Aécio Neves ao governo de Minas em 2010? Em política, tudo é possível.

Mas por enquanto, o candidato do governador seria o vice Antônio Anastasia. Mas Aécio não declarou isso publicamente. Existem apenas índícios de que Anastasia seria realmente o candidato.

Se o Anastasia não decolar, aí, sim, o nome do ex-presidente Itamar Franco passa a ser cogitado. Não foi à toa que o governador fez festa para Itamar na sua filiação ao PPS na Assembléia Legislativa. Na entrega de medalhas de JK em Diamantina, o governador mais uma vez distinguiu Itamar como orador oficial da solenidade.

Sob o ponto de vista ético, Itamar é intocável depois de ter passado pelo Senado, pela presidência da República e pelo governo de Minas. Esse é um dado importante e positivo para Itamar num momento em que a classe política está muito desgastada perante a opinião pública.

14 de setembro de 2009

Lula vai crucificar mesmo petistas nos Estados

Para atrair o PMDB no apoio à presidenciável Dilma Rousseff, o presidente Lula vai crucificar mesmo alguns candidatos petistas nos Estados.

Para o presidente Lula, o prioritário mesmo é a sucessão presidencial. Por isso mesmo, terá que sacrificar alguns candidatos do seu partido ao governo nos Estados.

Lula tem suas razões. Vocês já imaginaram a oposição ganhando a eleição para depois fustigar o seu governo? Lula nem admite pensar nisso. Por esta razão vai jogar pesado na sucessão presidencial e tendo como principal aliado o PMDB, fica mais fácil ficar no poder com a ministra Dilma Rousseff.

Dentro dessa estratégia, o ministro peemedebista Hélio Costa seria o candidato da base governista ao governo de Minas, sacrificando assim os candidatos petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel.

12 de setembro de 2009

Palanque único para Dilma preocupa candidatos

O PT apoia palanque único para a ministra Dilma Rousseff em Minas desde que o candidato ao governo do Estado saia dos seus quadros: ministro Patrus Ananias ou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Mas se o candidato sair de outro partido que compõe a base do governo, poderá haver alguns problemas .

No caso de uma opção pelo candidato do PMDB, ministro Hélio Costa, o grupo do ex-prefeito Fernando Pimentel, provavelmente, criaria dificuldades para viabilizar a aliança PMDB-PT.

Com o grupo do ministro Patrus não tanto, porque Hélio Costa vem mantendo com ele um bom relacionamento.


O problema todo é saber como se comportariam as bases do PT. O assunto vai continuar rendendo até a definição do candidato, o que deverá ocorrer no ano que vem.

11 de setembro de 2009

Palanque único para Dilma crucifica dois em Minas

O presidente Lula quer palanque único para Dilma Rousseff em Minas. Consequentemente, dos três postulantes de sua base de governo na sucessão do governador Aécio Neves - o peemedebista Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel - dois deles serão cruficicados.

O chefe de Gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, foi claro ao afirmar que em Minas haverá apenas um palanque para a ministra Dilma Rousseff. Só não disse o nome do candidato da base do governo que irá disputar o governo de Minas.

Se for o peemedebista Hélio Costa, serão cruficados o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. O governo tem para negociar a vice-governança e uma cadeira do Senado., que poderiam destinadas a um dos dois, Patrus e Pimentel.

Mas se o preferido for o ministro Patrus para disputar o governo de Minas, o ministro Hélio Costa concorreria a reeleição ao Senado ou poderia ser o vice de Dilma Rousseff. Neste caso, Fernando Pimentel poderia tentar o Senado. Mas há quem diga que ele gostaria de ir para a Câmara dos Deputados.

Resta saber como se comportarão as bases do PMDB e do PT diante de todos esses possíveis arranjos partidários? Ninguém sabe. Mas tudo vai ser decidido no ano que vem.

10 de setembro de 2009

A dificuldade de Hélio Costa será com Pimentel

Como candidato ao governo de Minas em 2010, o ministro Hélio Costa, das Comunicações, tem o apoio dos dois grupos do PMDB que estão se digladiando pelo comando do partido no Estado.

Se o deputado federal Antônio Andrade for o futuro presidente, a ser eleito em dezembro, Hélio Costa fica mais a vontade para promover alianças com outros partidos.

Mas se o vitorioso em dezembro for o deputado estadual Adalclever Lopes, que tem o apoio do ex-governador Newton Cardoso, o ministro não terá plenos poderes para promover os chamados arranjos partidários. Haverá um freio. Ainda assim, Hélio Costa terá o apoio quase unanime dos peemedebistas mineiros.

O problema maior do ministro será com o PT do grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Com o grupo do ministro Patrus Ananias, a convivencia de Hélio Costa é boa, fraternal mesmo.

Mas tudo vai depender da decisão que for tomada pelo PT em relação à disputa pelo governo do Estado.

O presidente Lula prioriza a sucessão presidencial. Por isso mesmo pode sacrificar alguns candidatos petistas nos Estados onde possa existir um candidato da base do governo em melhores condições eleitorais. Minas pode ser um deles, com Hélio Costa. Mas a decisão só deverá ocorrer mesmo no próximo ano.

9 de setembro de 2009

Lula e Dilma, juntos, caem nas pesquisas

Lula e Dilma cairam nas pesquisas, segundo o Instituto Sensus, feita pela Confederaçãol Nacional dos Trasnpotes.

O presidente caiu 4,4 pontos percentuais, enquanto a sua candidata à presidência da Republica, Dilma Rousseff, ficou estacionada nos 19%. Uma perda, portanto, de 4,5 pontos percentuais em relação a uma pesquisa anterior de junho.

Já o governador de São Paulo, Jose Serra, lidera com 39,5%. Mas ainda é muito cedo para uma analise mais profunda sobre a sucessão presidencial de 2010.

Em relação ao presidente Lula, a tendência, daqui para frente, é cair mais pela perda do poder. Na medida em que o seu mandato vai se exaurindo, ou melhor, vai chegando ao fim, o desgaste é maior. Essa possível queda na popularidade do presidente Lula terá reflexos na candidatura da ministra Dilma Roussef. Por enquanto, ela ainda não decolou.

8 de setembro de 2009

Aécio é mais leve para carregar.


Na disputa presidencial entre os tucanos Aécio Neves e José Serra, o primeiro é mais leve para carregar, mais novo.Consequentemente, tem mais disposição. José Serra, um pouco mais velho, está encolhido, mas não morto.

Separados, nenhum deles tem condições de chegar à presidência da República. Mas juntos, unidos, Aécio ou Serra, provavelmente, seria o sucessor do presidente Lula.

Mas como construir essa unidade? Um deles teria que ceder. Quem sabe, Serra disputando a reeleição ao governo de São Paulo e Aécio concorrendo à presidência da República, ou o governador mineiro sendo candidato ao Senado, com eleição garantida, e o governador de São Paulo disputando a presidência da República.

Em política, tudo é possível, desde que haja disposição para a conversa, para o diálogo e para o entendimento. Mas em se tratando de poder, ninguém abre mão de nada.

Cúpula do PSDB não age com isenção

A cúpula nacional do PSDB não está tendo um comportamento isento em relação ao governador de Minas Aécio Neves, que é um dos postulantes à presidência da República, juntamente com o governador José Serra.

Não havendo um entendimento entre os dois postulantes, Aécio e Serra, o caminho é a realização das prévias para a escolha do candidato do partido.

Só que a cúpula nacional do PSDB ainda não tomou nenhuma medida, de ordem administrativa, para a realização de tais prévias. Até parece que ela está no esquema do governador de São Paulo.

É incrível, por exemplo, que o presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra. faça parte da equipe que vai trabalhar pela candidatura de José Serra. É um desrespeito ao governador mineiro. Consequentemente, o partido vai para o racha.

5 de setembro de 2009

Mais imposto vem ai: é a CSS

O governo vai insistir na volta da CPMF com a criação da Contribuição Social da Saúde na base de 0,1% sobre as movimentações financeiras, o que representaria mais R$ 10 bilhões de receita anualmente.

A justificativa é a mesma desde que o Congresso Nacional derrubou a CPMF: a área de saúde está carente de recursos.

O problema não é criar novo imposto, mas, sim, reduzir despesas sem criar mais encargos financeiros.

Mas o que se observa, a todo momento, é o governo aumento as despesas. Segundo o jornal O Globo, apenas 4,29% dos invesmentos previtos no orçamento do Ministério da Saude foram executados.

Dos R$ 3,7 bilhões autorizados para investimentos este ano foram empenhados apenas R$ 387,7 milhões. Esses números mostram claramente que a solução não está na criação de novo imposto. O problema é de gestão. O governo é realmente um péssimo administrador.

A oposição já decidiu que vai barrar o novo imposto proposto pelo governo.

4 de setembro de 2009

Helio Costa é unanimidade no PMDB?

O ministro Hélio Costa é praticamente unanimidade no PMDB como candidato ao governo de Minas.

Os dois grupos que brigam pelo comando do partido em Minas, deputado Adalclever Lopes, apoiado pelo ex-governador Newton Cardoso, e o federal Antônio Andrade, com o aval do ministro, apoiam a sua candidatura.

As duas facções sabem que o partido não tem outro nome em condições eleitorais de entrar na disputa.

A maior restrição que se faz ao ministro Hélio Costa é de que ele não tem um projeto partidário. A sua proposta de poder é pessoal, é ele mesmo e seu grupo, segundo opinião de algumas lideranças peemedebistas. Mas ele nega.

O que alguns peemedebistas temem também é dar plenos poderes ao ministro Hélo Costa para promover alianças com outras legendas que possam contrariar as bases do partido. Não acreditamos que o ministro faria isso.

Mas na realidade, o que está em jogo mesmo é a eleição daqueles que vão para a disputa eleitoral em 2010. Ainda ontem, um deputado estadual foi muito claro: "O prioritário para mim, em primeiro lugar, é a minha eleição. Depois vou pensar na eleição do governador e do presidente da República". E ponto final.

3 de setembro de 2009

Sucessão presidencial e de governadores na estaca zero

A sucessão presidencial e de governadores na maioria dos Estados brasileiros ainda está na estaca zero. Aparentemente, a única definição é de que a ministra Dilma Rousseff será a candidata do PT à presidência da República por indicação do presidente Lula.

O PSDB está dividido entre os candidatos José Serra e Aécio Neves. Se os dois não se entenderem, a decisão será no voto através da realização de prévias para a escolha do candidato. Mas é pouco provável que isso ocorra.

Em Minas, a sucessão estadual não tem também qualquer definição. O PT está dividido entre os dois postulantes à sucessão do governador Aécio Neves: ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte.

O PMDB tem como candidato o ministro Hélio Costa, das Comunicações. Mas ele só será candidato se tiver o apoio do presidente Lula. O ministro joga com uma possível aliança PMDB-PT, em nível nacional, para fortalecer a sua candidatura.

Já os tucanos acreditam que o candidato será o vice-governador Antônio Anastasia. Mas se ele não decolar, o ex-presidente Itamar Franco entra no jogo sucessório.

2 de setembro de 2009

Mais um rombo no orçamento da União e dos Estados

Está para ser aprovado pelo Congresso Nacional um projeto de lei elevando de R$ 24.500 para R$ 25.725 o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, podendo chegar até R$ 27.400.

É mais um rombo no orçamento da União e dos Estados por causa do chamado efeito cascata, beneficiando assim os magistrados federais e estaduais e membros do Ministério Público.

É um absurdo se considerarmos que a média-mês R$ 1,00 do salário no Judiciário é de R$ 21.443,77, dados de janeiro de 2009 a junho de 2009.

Já o salário médio-mês dos trabalhadores formais da iniciativa privada foi de R$ 1.312,30 {77,32% menor do que o salário médio-mês dos servidores da União).

No Executivo civil, a média-mês do salário é de R$ 5,361,27; no Executivo militar, R$ 3.841,05; no Judiciário, R$ 21.443,77; e no Legislativo, R$ 12.645,42. Fonte é MF.

É uma verdadeira sangria no orçamento público. E ainda tem gente que acredita na paridade salarial e no princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei.

1 de setembro de 2009

As opções de Patrus e Pimentel

A prioridade do ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel é o governo de Minas em 2010. Estão trabalhando intensamente com esse objetivo.

O trabalho começa pelo comando do PT no Estado. Afinal, a futura executiva é que irá coordenar o processo sucessório. São quatro candidatos, por enquanto, disputando a presidência. Pimentel tem o seu candidato, o mesmo ocorrendo com o ministro Patrus.

Mas não basta ter o controle do partido em Minas. É preciso ter o apoio do presidente Lula. É ele, em última instância, que vai decidir sobre o candidato, que pode não ser do PT, mas, sim, de um outro partido da base do governo. Pode ser o PMDB, que tem como candidato o ministro Hélio Costa.

Se não der para Pimentel concorrer ao governo do Estado, ele disputaria a Câmara Federal, com eleição praticamente garantida. Já o ministro Patrus poderia ser o candidato ao Senado se não for indicado na disputa pelo governo do Estado.

Mas são especulações, por enquanto. O que se observa é um racha no partido, entre os grupos do ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito Fernando Pimentel.

Já o PMDB, que tem como candidato o ministro Helio Costa, pode se beneficiar pelo racha do PT. Consta que a estratégia do Planalto é indicar o candidato da base do governo que esteja em melhores condições eleitorais, não importa que seja do PT ou de outro partido. Mas as definições só deverão ocorrer mesmo no ano que vem.

31 de agosto de 2009

Lula pode sacrificar o PT mineiro

O presidente Lula pode sacrificar o PT mineiro na disputa pelo governo do Estado. O candidato seria o ministro peemedebista Hélio Costa, das Comunicações. Mas isso só poderá ocorrer caso o presidente Lula feche uma aliança com o PMDB em nínvel nacional para apoiar a presidenciável Dilma Rousseff.

Para o presidente Lula, o prioritário em 2010 é a eleição da ministra Dilma Rousseff. No caso de Minas Gerais, iriam para o sacrifício o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que postulam o governo do Estado.

A estratégia do Planalto é ceder nos Estados onde os candidatos peemedebistas estão em melhores condições eleitorais. No momento, o ministro Hélio Costa, nas pesquisas, está na frente dos petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel. Pode ser que o quadro em 2010 seja alterado de modo a beneficiar uma candidatura petista ao governo de Minas.

Indefinição sobre as prévias do PSDB

Continuam em banho-maria as prévias do PSDB para a indicação do candidato do partido à presidência da República entre os governadores Aécio Neves e José Serra.

A cúpula nacional da legenda já decidiu que elas serão realizadas em princípio do ano que vem. Só que nenhuma medida concreta foi tomada. O que se sabe é que o grupo de São Paulo ainda conspira contra a sua realização.

E já tem político tucano duvidando de sua realização , o que significa um golpe contra o governador Aécio Neves.

A alegação do grupo de São Paulo é de que as prévias racham o partido. Se esquecem, no entanto, que o partido já está rachado.

27 de agosto de 2009

Deputados querem um puxador de votos


Não basta ter um bom cabo eleitoral para se eleger deputado estadual e federal ou senador. O importante é ter um puxador de votos na eleição majoritária de presidente da República e de governadores.

Partido que não tem candidato na eleição majoritária fica sem força política para aumentar a sua representação nas casas legislativas. O PT diminuiu a sua bancada na Câmara Municipal de Belo Horizonte porque não teve candidato próprio à prefeitura. Faltou o candidato próprio puxando votos.
O DEM vem perdendo força política na maioria das casas legislativas do País porque está abrindo mão de concorrer aos governos dos Estados. Minas Gerais está nessa situação. Atualmente, o DEM tem apenas um governador, o do Distrito Federal, José Roberto Arruda (foto acima).

No caso de Minas Gerais, o PMDB tem esperança de aumentar a sua representação na Assembléia Legislativa e no Congresso Nacional caso o partido entre na disputa pelo governo do Estado com candidato próprio.

Na mesma situação está o PT. Se o partido for para a disputa com Patrus ou Pimentel, a sua representação crescerá na Assembléia Legislativa e no Congresso Nacional. Mas havendo coligaçao entre os dois partdos, não se sabe quem cresceria mais.

Com exceção do PSDB, que terá candidato , os demais partidos vão na garupa daqueles que tentarão com candidaturas próprias o governo do Estado. Continuarão estagnados.

26 de agosto de 2009

Inderfinição na eleição majoritária

A classe política já está se movimentando para as próximas eleiçlões. Os candidatos a deputado estadual e federal só pensam agora no voto. Os que vão buscar a reeleição já estão trabalhando intensamente. Consequentemente, haverá um esvaziamento gradativo das casas legislativas de todo o País. A prioridade é o voto.

Em se tratando de eleição majoritária de presidente da República, governadores e senadores, o quadro ainda está indefinido. À presidência da República, só existe uma candidatura posta, a da ministra Dilma Rousseff. Os tucanos estão divididos entre os governadores Aécio Neves e José Serra.

No caso da sucessão mineira, a situação é ainda mais complicada. Presume-se que o candidato do governador Aécio Neves à sua sucessão seja o vice-governador Antônio Anastasia. Mas se o Anastasia não decolar, o ex-presidente Itamar Franco pode ser o candidato.

Já o governador Aécio Neves tem cadeira garantida no Senado se ele não disputar a presidência da República.

O ministro Hélio Costa, do PMDB, postula o governo de Minas. Mas se não for possível ele tenta a reeleição para o Senado. É falado também para vice na chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff.

No PT, existem dois candidatos ao governo do Estado: o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Pode ser que nenhum deles seja candidato caso o Planalto faça opção por um nome fora da legenda, que, neste caso, seria o do ministro Hélio Costa.

Neste caso, o PT ficaria com a vice-governança. Mas o ex-prefeito Fernando Pimentel não trabalha com essa hipotese. Se for preterido na disputa pelo governo de Minas, Pimentel seria candidato a deputado federal. Ja o ministro Patrus Ananias concorreria ao Senado. Mas são apenas conjecturas dentro de um quadro sucessório muito nebuloso.

25 de agosto de 2009

Antônio Andrade é o candidato de Hélio Costa


Parece que não há mais dúvida: o deputado federal Antônio Andrade é o candidato do ministro Hélio Costa à presidência do PMDB mineiro numa possível disputa com o deputado estadual Adalclever Lopes, que tem o apoio do ex-governador Newton Cardoso.

Mesmo dizendo que ainda não é candidato, Antônio Andrade disse que defende um acordo por uma candidatura consensual. Mas se não for possílvel, haverá mesmo disputa pelo comando do partido em Minas, cuja eleição, em princípio, será realizada em dezembro.

A radicalização do processo eleitoral entre os grupos que apoiam Antônio Andrade e Adalclever Lopes abre caminhos para o surgimento de um terceiro nome, que seria o do ex-deputado federal e ex-prefeito de Uberlândia, Zaire Rezende, segundo admitem alguns parlamentares peemedebistas.

O problema todo é que a candidatura de Adalclever Lopes avançou muito e, provavelmente, ele não vai querer abrir mão da disputa para um candidato sustentado pelo ministro Hélio Costa.

A briga, portanto, está formada. A previsão é de que ainda este mês haverá um fato novo sobre essa disputa.

24 de agosto de 2009

Lula: desgaste gradativo pela perda do poder


O maior desgaste gradativo do presidente Lula, a partir de agora, será pela perda do poder.Israel Pinheiro constumava dizer que até o garçon deixa de servir o cafezinho para o governador em fim de mandato. E se perguntar o mesmo garçon qual é o melhor governador, ele vai dizer que é o próximo.

Evidentemente, que Israel fazia essas observações sem querer fazer qualquer crítica ao garçon que servia ao seu gabinete. Mas essa é a realidade, por sinal, dura realidade, em se tratando de poder. Mas pelo menos é um alívio para o governante, que fica livre dos pucha-sacos e dos bajuladores do poder.

O presidente Lula, neste momento, está nas alturas em termos de popularidade. Mas vai sofrer desgate na medida em que o seu mandato vai se exaurindo, ou melhor, vai chegando ao fim.

Essa é uma realidade que o presidente Lula terá que conviver com ela a partir de agora. Só não vai faltar o cafezinho se o presidente Lula conseguir eleger a ministra Dilma Rousseff como sua sucessora.

Mas Serra ou Aécio, eleito presidente da República, vai faltar cafezinho para o presidente Lula no seu último dia de governo. Ninguém tem dúvida disso.

21 de agosto de 2009

Absolvição de Sarney não elimina a crise do Senado

A absolvição do senador José Sarney pelo Conselho de Ética não elimina a crise do Senado. A oposição ainda tem munição para continuar pedindo o afastamento de Sarney da presidência do Senado.

Novos atos secretos publicados no Diario do Legislativo sendo que um deles beneficiando a sobrinha de Sarney vão continuar alimentando a crise na Casa.

Já foi dito neste espaço que só o afastamento ou a renuncia de Sarney da presidência do Senado será possível contonar a crise na instituição.

Na última crise do Senado envolvendo Renan Calheiros com uma empreiteira que pagava a pensão de uma sua filha que teve com uma jornalista, o senador alagoano teve que se afastar da presidência da instituição. Foi a solução encontrada para acabar com a crise.

A absolvição de José Sarney pelo Conselho de Etica vai continua alimentando a crise do Senado. Ningém tem dúvida disso.

20 de agosto de 2009

Dilma fora da mídia?

A presidenciavel petista Dilma Rousseff estaria neste momento fora da mídia? Pelo menos, deve ser o seu desejo.

Estrategicamente, ela tem evitado participar de solenidades públicas para fugir dos questionamentos sobre o seu encontro com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, envolvendo a família Sarney.

Com isso, ela se transforma numa prisioneira pelos seus próprios erros e equívocos como candidata à presidência da República.

Só o tempo se encarregará de fazer o seu julgamento final. Mas o estrago eleitoral será inevitável.