21 de maio de 2019

Bolsonaro vai endurecer

A impressão dominante hoje é de que o presidente Jair Bolsonaro vai endurecer para aprovar a reforma da Previdência. Ele declarou que um dos problemas do Pais é a classe política. Depois amenizou um pouco, dizendo que a decisão final será do Congresso Nacional em relação à reforma da Previdência.

Bolsonaro tem um pouco de razão. O obstáculo à aprovação da reforma da Previdência é o Congresso Nacional. Tem parlamentar que no discurso é favorável à proposta do governo. Mas nos bastidores esta contra.

O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem contribuindo para o retardamento  da aprovação do projeto. Ele culpa a articulação política do governo.

Mas para aprovar o projeto, o presidente Jair Bolsonaro terá que conversar mais e ouvir mais. Se sentir que não dá para aprovar o projeto, a impressão dominante é de que ele vai endurecer o jogo, principalmente com os parlamentares do chamado Centrão. É só esperar.

20 de maio de 2019

Política é a arte de transigir


Um experiente político dizia sempre que a politica é a arte de transigir. Quem não transige, efetivamente, não é político. Radicaliza nos seus conceitos de governar.

O melhor exemplo é  presidente Jair Bolsonaro. Ele não transige até nas pequenas coisas. Com isso,  radicaliza o processo político e perde apoio político para a realização das reformas prometidas durante a campanha eleitoral.

Está na hora, portanto, de o presidente Jair Bolsonaro mudar a sua postura de governador. Precisa dialogar mais, até mesmo com a oposição.

Mas parece que o presidente não está disposto a mudar o seu comportamento. Prefere decidir ouvindo os seus filhos. Dentro desse quadro, o Pais continua sem rumo por falta de diálogo e de entendimento. Não pode ser um governo apenas de família. Tem de ser um governo para todos os brasileiros.

17 de maio de 2019

A crise vai se agravando

A greve dos universitários em todo o Pais mostra o tamanho da crise brasileira. O presidente Jair Bolsonaro contribuiu também para o acirramento do movimento grevista ao criticar  as manifestações ocorridas em todas as capitais do País.

Lamentavelmente, o governo está sem rumo e desarticulado no Congresso Nacional. Isto ficou demonstrado na aprovação do requerimento de convocação do ministro da Educação.

Para complicar ainda mais o quadro político nacional, o filho do presidente, Carlos Bossonaro, está dizendo que o Centrão e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, desejam o impeachement do presidente Jair Bolsonaro.

Ainda nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse que a quebra de sigilo bancário do seu filho, senador Flávio Bolsonaro, por solicitação do Ministério Público, tem por objetivo atingir o seu governo.

Com isso, a radicalização política continua avançando. Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro dá poderes ao secretário de Governo, general Santos Cruz, de avalizar  nomeações de reitores das universidades federais, de embaixadores e de cargos de confiança, o que significa poder de veto.

Enquanto isso, a reforma da Previdência não anda no Legislativo por falta de articulação política do governo. Já se fala na apresentação de uma proposta alternativa. Além disso, a maioria dos congressistas, provavelmente, é contra a reforma.

13 de maio de 2019

Bolsonaro só convive com as críticas

Toda medida anunciada pelo governo é duramente criticada pela oposição e até mesmo por parlamentares que participam da base do Executivo. A grande mídia também tem contribuido para o desgaste do governo.
As maiores dificuldades estão na área do Congresso Nacional. Toda medida do governo que depende de aprovação do Legislativo não tem uma tramitação normal. Não anda ou é obstruida.

A reforma da Previdência é uma delas. O governo teve que ceder em alguns pontos para a proposta andar um pouco. Mas ela ainda corre risco.

A Medida Provisória que proibe a contribuição sindical pode perder a sua validade se ela não for aprovada dentro do prazo estabelecido. E o esquema é perder o prazo.

Existem outras propostas do Executivo que estão paradas no Legislativo.A impressão que se tem é que o Congresso Nacional é o maior obstáculo para aprovação das reformas.

O governo também tem responsabilidade. Não está bem articulado e ainda não tem os 308 para aprovar a reforma da Previdência.

4 de maio de 2019

Bolsonaro e Maia continuam em conflito


O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia continuam em conflito. Na semana passada os dois se encontram, dando a impressão de uma possível aproximação para aprovar a reforma da Previdência.

Mas Rodrigo Maia, por vaidade e por não ter sido apoiado pelo presidente Bolsonaro para presidir a Câmara dos Deputados, age nos bastidores para inviabilizar qualquer proposta do Planalto.

Maia teve a mesma postura no governo de Michel Temer ao inviabilizar a aprovação da reforma da Previdência. Portanto, voltamos a repetir: a reforma da Previdência corre risco.

Está faltando também ao presidente Jair Bolsonaro uma melhor articulação política perante os parlamentares. Está falando demais, anunciando medidas que ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional.

Ninguém tem dúvida de que está longe uma possível aproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia, o que não é bom para o País. Maia tem criticando a maioiria das propostas do governo.

30 de abril de 2019

O vice é um conspirador permanente

Já foi dito neste espaço, há mais tempo, que o vice é um conspirador permanente contra o titular do cargo.  Mas há exceção.

Marco Maciel, como vice do presidente Fernando Henrique Cardoso, jamais conspirou.. Foi leal ao titular do cargo. José de Alencar, como vice do Lula, também se comportou corretamente.

Itamar Franco, como vice de Fernando Collor, contribuiu pelo afastamento do titular do cargo e acabou assumindo a presidência da República.

João Figueredo teve problemas com o seu vice Aureliano Chaves. O caso mais recente ocorreu no governo de Dilma Rousseff. O seu vice, Michel Temer, trabalhou intensamente pelo afastamento da presidente e conseguiu o seu objetivo. Assumiu o governo e agora enfrenta problemas com a Justiça.


 Poderiamos citar outros casos, principalmente no âmbito do Estado e dos municípios brasileiros.

Mas o que está agora chamando atenção é o vice do presidente Jair Bolsonaro, general Hamilcar Mourão., que na opinião de alguns analistas, estaria conspirando contra o titular. A capa da revista Veja desta semana dá grande destaque a uma possível crise entre o o presidente o seu vice.

Há quem diga mesmo que o general Mourão quer a derrubada do presidente para assumir o cargo. Não acreditamos que isto esteja ocorrendo. Mas é bom lembrar que o vice, com raras exceções, é um conspirador permanente contra o titular. Foi sempre assim.

REFORMA

A Assembleia Legislativa aprovou a pífia reforma administrativa do governo de Romeu Zema.
O governador teve que ceder. Não é uma reforma de impacto. Deixa muito a desejar.
No plano federal, a reforma da Previdência ainda vai demorar a ser aprovada pela Comissão Especial antes de ir a plenário. O governo ainda não tem os 308votos para aprová-la em plenário.

22 de abril de 2019

Relator insiste em investigar

A crise ainda  está dentro do Supremo Tribunal Federal com a decisão do ministro Alexandre Moraes de impor censura à revista  digital "Crusoé" e ao site O Antagonista, determinando a retirada da reportagem que menciona o nome do presidente so STF, Dias Toffoli. Por pressão, o relator acabou revogando a sua decisão.

O inquérito para apurar possíveis notícias faltas contra a Corte e contra alguns de seus ministros foi determinado pelo presidente Dias Toffoli, que designou Alexandre Moraes como relator.

A procuradora-geral da República, Raquel  Dodge, no entanto, pediu o arquivamento do inquérito, que não foi aceito pelo ministro Alexandre Moraes, gerando assim uma grave crise institucional.

Para alguns especialistas, quem julga não pode investigar, e vice-versa. O assunto foi continuar rendendo, porque o relator insiste em investigar.
O Senado está em pé de guerra, com vários pedidos de CPI para apurar  possíveis abusos do Judiciário.´É realmente uma crise institucional, envolvendo praticamente todos os Poderes.

REFORMA

A oposição e os partidos do Centrão continuam obstruindo a reforma da Previdência, o que significa inviabilizar a proposta do governo. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados volta a se reunir nesta terça-feira para discutir a constitucionalidade do projeto. Ninguém tem dúvida de que o governo terá que ceder para aprovar o projeto.

16 de abril de 2019

Protelar é inviabilizar a reforma

Não é apenas a falta de uma eficiente articulação política do governo que está impedindo o avanço da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. É também o interesse fisiológico dos parlamentares.

Na Comissão de Constituição e Justiça, a oposição, com o apoio dos partidos do centrão, conseguiu inverter a pauta de votação do projeto da reforma da Previdência, dando prioridade a emenda constitucional que obriga o governo federal a executar todos os investimentos previstos no Orçamento e pagar as emendas parlamentares.

Puro fisiologismo. Com isso, a reforma da Previdência fica em plano secundário. A estratégia é protelar a sua votação, o que significa inviabiliza a sua aprovação.

Alguns parlamentares, no discurso, defendem a reforma da Previdência, mas os bastidores têm uma postura diferente. É o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que foi acusado pelo líder da bancada do PSL de ser o primeiro ministro e ser palpiteiro de plantão. É simplesmente lamentável.

14 de abril de 2019

A reforma pode se transformar num remendo

A reforma da Previdência pode se transformar num remendo, descaracterizada, tal é a resistência à proposta do governo por parte dos congressistas. A estratégia é protelar a votação do projeto, desgastando ainda mais o governo.

Além disso, o governo ainda não tem a maioria de 308 votos para aprovar o projeto, mais por falta de uma eficiente articulação política.

Tem parlamentar da base do governo que no discurso é favorável à reforma, mas os bastidores tem outra postura, ou melhor, é contra. É o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que no governo de Michel Temer inviabilizou a aprovação da reforma da Previdência.

Agora, o presidente da Câmara dos Deputados afirma que é favorável à reforma, provavelmente pressionado pelo seu padrinho político, o ministro Paulo Gudes. Mas Rodrigo Maia diz que a responsabilidade pelos votos é do governo.Quer dizer:não vai se empenhar para aprovação do projeto.

Há resistência também por parte da Magistratura, Ministério Público e outras classes que não admitem perder seus privilégios. Vai ser difícil, portanto, aprovar a reforma, que poderá se transformar num grande remendo constitucional.

10 de abril de 2019

Avaliação do governo Bolsonaro

Em apenas 100 dias de governo, é difícil avaliar o desempenho  positivo ou negativo do presidente Jair Bolsonaro. Ele assumiu o governo em grave crise financeira, ou melhor, com o Pais quebrado

A pesquisa do Datafolha mostra que em relação aos presidentes eleitos democraticamente depois da Revolução de 1964, Jair Bolsonaro teve o pior desempenho..Apenas 32% consideram o seu governo ótimo ou bom, enquanto 30 por cento avaliam como ruim ou péssimo.

Mas a mesma pesquisa revela que 59% acreditam que Bolsonaro fará uma gestão ótima ou boa.

Por aí se vê que o enfoque da pesquisa dado pela mídia nacional é negativa para o governo de Jair Bosonaro. Não pensamos dessa maneira. Infelizmente,está havendo muio exagero de ambos os lados quando se trata do desempenho do atual governo. O que está em jogo são interesses ocultos, que a opinião pública não tem conhecimento.


BOLSONARO X MAIA

Ainda não é bom o relacionamento entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o que pode dificultar a aprovação da reforma da Previdência. É quase certo que a proposta original do Executivo será alterada pelos parlamentares.