22 de janeiro de 2021

O negativismo não é só do Bolsonaro

 Sem uma negociação com a grande mídia, o presidente Jair Bolsonaro não sairá da crise em que se encontra o País. Vai continuar tendo problemas de toda ordem, colocando  e dom risco as nossas instituições democráticas .

O negativismo, que vem alimentando a crise,  não é só do presidente Bolsonaro, mas, também, de uma parte da grande mídia, que, em muitos casos,procura deixar o governo em situação complicada.

O caso da vacina contra o coronavírus é o melhor exemplo. Alguns veículos de comunicação deram grande destaque a notícia de que problemas políticos estavam impedindo a importação da vacina da China e da India ao Brasil.

 Mas não foram problemas políticos, mas entraves burocráticos que impediram a remessa da vacina da India ao nosso Pais, conforme  notícia agora veiculada pelos mesmos veículos de comunicação. Só que o estrago na imagem do governo já foi feita.

O presidente Jair Bolsonaro precisa se convencer de que a comunicação de seu governo simplesmente não existe.Precisa sim mudá-la para continuar governando.

21 de janeiro de 2021

Bolsonaro e o Congresso Nacional

A eleição do novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado a serem eleitos no próximo dia primeiro vai mudar o relacionamento do governo do presidente Jair Bolsonaro com  o Congresso Nacional. E será um relacionamento mais republicano, qualquer que seja o eleito.

Na Câmara dos Deputados, a disputa é entre o deputado Arthur Lira, líder do Central, apoiado pelo Planalto, e o Baléia Rossi, do MDB, com o respaldo do atual presidente Rodrigo Maia.

Já no o Senado, são candidatos o mineiro Rodrigo Pacheco, do DEM, e a peemedebista Simone Tebet.

A mudança de relacionamento do governo com o Congresso Nacional é previsível. O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sempre se posicionou contra o governo, inviabilizando a aprovação da maioria das  propostas do Executivo. 

Maia lançou como seu candidato o peemedebista Baléia Rossi, apoiado pelos partidos de oposição, contra o candidato do governo, deputado Arthur Lira.

Baleia Rossi, no entanto, tem uma postura bem diferente de Rodrigo Maia. Ele apoiou a maioria das propostas do governo. É um parlamentar muito ligado ao ex-presidente Michel Temer. Não é, portanto, um parlamentar de fazer oposição agressiva ao governo.

No Senado, o favorito é o senador mineiro Rodrigo Pacheco, apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre, com o respaldo do Planalto. Ele vai enfrentar a peemedebista Simone Tebet, que também não se opõe agressivamente ao governo.

A previsão, portanto, é de que o presidente Jair Bolsonaro vai melhorar o seu relacionamento com o Congresso Nacional, a partir do próximo dia primeiro. O reinado de Rodrigo Maia termina no próximo dia primeiro.





18 de janeiro de 2021

Dória e Maia radicalizam com Bolsonaro

 Faltando poucos dias para a eleição no Congresso Nacional (será no dia primeiro de fevereiro), o governador de São Paulo, João Dória, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, radicalizam com o presidente Jair Bolsonaro, explorando a grave crise sanitária em Manaus.

O governador de São Paula fala em genocídio e o presidente da Câmara pede reunião de uma comissão do Congresso Nacional para discutir a situação de Manaus.

Já o presidente Bolsonaro faz duras críticas ao governador de São Paulo, chamando Dória de governador de calça justa.

Já o PT e o PC do B querem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. É nesse clima de radicalização política que o Pais se torna incapaz de combater a atual crise sanitária.

O afastamento do presidente Jair Bolsonaro só será possível por pressão popular, o que dificilmente ocorrerá neste momento.

Resta saber se essa crise poderá afetar a eleição no Congresso Nacional. Não acreditamos em mudanças. O quadro sucessório já está definido. A disputa mais acirrada será na Câmara dos Deputados entre o deputado Arthur Lider do Centrão, que tem o apoio do Planalto, e o deputado Baléia Rossi, do MDB, apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na disputa pela presidência do Senado, o favorito é o senador mineiro Rodrigo Pacheco, do DEM, que é apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre e pelo Planalto, tendo como concorrente a senadora Simone Tebet, do MDB. 

14 de janeiro de 2021

Disputa acirrada no Congresso Nacional

 O senador mineiro Rodrigo Paheco, do DEM,  é o favorito para presidir o Senado em eleição marcada para o próximo dia primeiro. 

Além do apoio do presidente Jair Bolsonaro e do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Pacheco terá também os votos da bancada do PT.

Ele terá como concorrente a senadora Simone Tebet, do MDB do MS. Ela foi indicada pelo MDB e agora procura buscar apoio em outros partidos..

Já a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados tem dois candidatos. O deputado Arthur Lira, lider do Centrão, tem o apoio do Planalto, enquanto o deputado Baléia Rossi, do MDB, é apoiado pelo atual presidente Rodrigo Maia, do DEM, e dos partidos de esquerda.

O articulador da candidatura de Baléia Rossi é o deputado Rodrigo Maia, mas ele vai perdendo força pela perda de Poder. A partir do próximo dia primeiro ele será apenas um ex-presidente da Câmara dos Deputados. Portanto, sem força para continuar brigando com o presidente Jair Bolsonaro.

A disputa é muito acirrada pela presidência da Câmara dos Deputados. Já no Senado, o senador mineiro Rodrigo Pacheco é apontado como favorito para presidir a instituição, já que tem o apoio de pelo menos dois partidos de oposição, PT e PDT..

9 de janeiro de 2021

A perda do Poder

 A perda do Poder está deixando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, atordoado e muito irritado. Radicalizou com o presidente Jair Bolsonaro, a ponto de dizer que Boolsonaro é um covarde. Tudo por causa da eleição da presidência da Câmara dos Deputados, marcada para o próximo dia primeiro. É a perda de Poder.

O candidato de Rodrigo Maia é o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, com o apoio do PT e dos demais partidos de esquerda.

O outro candidato é Arthur Lira, líder do Centrão, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O que está em jogo, portanto, é o Poder.

É até natural a irritação do deputado Rodrigo Maia, porque a partir do próximo dia primeiro, ele perde força com a eleição do novo presidente, ainda que o vitorioso seja o seu candidato, Baleia Rossi.

Rodrigo Maia será apenas um ex presidente e sem força para continuar brigando com o presidente Jair Bolsonaro.

4 de janeiro de 2021

Zema e Kalil vão para a disputa

 Acabamos de sair de uma eleição - a municipal - e vamos para outra, a de governador de Minas,no ano que vem.

O governador Romeu Zema já declarou que é candidato a reeleição. O seu provável concorrente é o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

Pode ser que surjam outros candidatos. Mas por enquanto ainda não existe uma liderança forte capaz de assustar Kalil e Zema.

O PT pode ter candidato, mas o partido está muito desgastado perante a opinião pública, o mesmo ocorre com o PSDB. 

Outra legenda que poderá entrar na disputa é o PSOL, que substitui o PT em termos de uma oposição aguerrida.

No caso do governador Romeu Zema, ele não precisa se afastar do cargo para disputar a reeleição. Já o prefeito Alexandre Kalil terá que deixar a prefeitura.

 Ai a disputa fica um pouco desigual. Mas não foi à toa que Kalil colocou como seu vice Fuad Noman, que é de sua  absoluta confiança, para dar sustentação à sua candidatura ao governo de Minas.

Esse é o quadro sucessório mineiro neste momento.

1 de janeiro de 2021

Votos da traição podem decidir a eleição

 Na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, em eleição marcada para o dia primeiro de fevereiro, ninguém tem dúvida de que os partidos de esquerda como o PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B e alguns pequenos partidos, ficam com o candidato Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.

Já o candidato apoiado pelo Planalto, Arthur Lira, líder do Centrão, tem o apoio dos partidos de centro, Mas o que vai decidir mesmo a eleição são os votos da traição, tendo em vista que a eleição é secreta.

Alguns parlamentares do PT, por exemplo, fazem restrições ao candidato Baleia Rossi pelo fato dele ter sido um dos líderes pela cassação do mandato da então presidente Dilma Rousseff. Há defecções também na bancada do PSB.

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, é o principal articulador da candidatura do deputado Baleia Rossi. Mas ele não tem o apoio da maioria dos parlamentares do seu partido.

É uma eleição mais ideológica, ou melhor, contra ou a favor do presidente Jair Bolsonaro. Difícil, portanto, fazer qualquer previsão neste momento sobre o possível candidato vitorioso. 

Uma coisa é certa:o deputado Rodrigo Maia sai perdendo ainda que o vitorioso seja o deputado Baleia Rossi, porque a sua força era o poder na condição de presidente da Câmara dos Deputados. Depois do dia primeiro de fevereiro, Maia se transforma num ex e nada mais.

28 de dezembro de 2020

Esquerda alijada do comando do Congresso

 O deputado Rodrigo Maia foi eleito por duas vezes presidente da Câmara dos Deputados com o apoio de uma base parlamentar conservadora. Impedido agora de disputar mais uma reeleição por decisão do Supremo Tribunal Federal, Rodrigo Maia defende uma aliança com os partidos de esquerda para derrotar o candidato do governo, o deputado Arthur Lira, líder do Centrão.

Essa aliança com os partidos de esquerda pode representar um risco político para o atual presidente da Câmara dos Deputados, porque a sua base de sustentação política é conservadora. Consequentemente, Rodrigo Maia caminha para o isolamento, ainda que o seu candidato, deputado Baleia Rossi, seja o vitorioso na disputa com Arthur Lira.

Baleia Rossi é o atual presidente nacional do MDB e sofre restrições por parte do PT pelo fato de ter sido um dos líderes pela cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff. Não é, portanto, um parlamentar de esquerda.

Dentro desse cenário, o que se observa é que a esquerda mais uma vez fica alijada do comando da Câmara dos Deputados, a prevalecer a disputa entre Baleia Rossi e Arthur Lira.

Em relação ao Senado, ainda não há uma definição. O atual presidente, Davi Alcolumbre, quer como seu sucessor o senador mineiro Rodrigo Pacheco. A eleição nas duas casas do Congresso Nacional será no dia primeiro de fevereiro.

23 de dezembro de 2020

Baleia Rossi vai enfrentar Arthur Lira

 Agora é oficial: o deputado Baleia Rossi, lider da bancada do MDB, vai enfrentar o líder do Centrão, Arthur Lira na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, em eleição marcada para o dia primeiro de fevereiro.

Rossi é o candidato do grupo de 11 partidos e do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.O seu maior adversário é a possível traição de parlamentares de alguns desses partidos. O PT, por exemplo, não vai unido para apoiar o parlamentar do MDB.

O deputado Agnaldo Ribeiro, do PP, postulava também a presidência da Câmara, mas  abriu mão para o candidato Baleia Rossi.

É difícil, neste momento, fazer qualquer previsão sobre o resultado da eleição. Arthur Lira tem o respaldo do Planalto, enquanto Baleia Rossi é apoiado pelo atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia e mais 11 partidos. 


Um Supremo dividido

 Em certa época era difícil saber antecipadamente  o voto de um ministro do Supremo Tribunal Federal.  Agora não. O STF, em algumas questões políticas, está dividido.

Os ministros mais políticos, Alexandre Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewondowski e Dias Toffoli, são minoria, mas incomodam, principalmente o governo. 

Já o grupo mais técnico, Luiz Fux, Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Rosa Weber e Carmen Lúcia, tem se comportado realmente como juizes. Já o ministro Marco Aurélio de Melo é sempre uma incógnita na hora de dar o seu voto. Está próximo de uma aposentadoria.

O único ministro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques não tem criado problemas para o governo. Ainda não dá para analisar o seu desempenho.

Dos 11 ministros, 7 foram indicados e nomeados pelos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luis Inácio da Silva, do PT: Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux,, Carmen Lucia, Ricardo Lewondowski e Dias Toffoli.

Gilmar Mendes foi indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso; Alexandre de Moraes pelo então presidente Michel Temer; Marco Aurélio de Melo pelo presidente Fernando Collor; Kassio Nunes Marques pelo atual presidente Jair Bosonaro.

Há um movimento para que a indicação de ministros do Supremo Tribunal não seja da responsabilidade do presidente da República. É um assunto polêmico e dificilmente vai avançar no Congresso Nacional. O atual critério é político e não jurídico.